segunda-feira, fevereiro 09, 2009

A crise e as alternativas

Depois de uma vida estudantil, profissional e político-partidária intensa, resolvi registrar e comentar minhas inquietações neste democrático espaço da mídia eletrônica. A intenção é compartilhar preocupações, socializar informações e trocar experiências com vocês.
Embora a ideia do blog tenha surgido a partir dos temas que hoje me motivam, como a produção de energia limpa, meio ambiente, a água que necessitamos, os efeitos causados pelas variações climáticas, entre outros, nesse primeiro contato, pela forte repercussão e graves consequências causadas, vou abordar a crise econômica mundial.
Esta não é a primeira e nem será a última grande crise. Seus efeitos serão diferenciados, atingindo com maior intensidade os países mais desenvolvidos. No Brasil, onde inicialmente o governo titubeou, reduzindo sua importância, medidas agora anunciadas mostram claramente a intenção de minimizar os impactos da crise. Recursos, felizmente, nós temos. E estão disponíveis no BNDES, CEF, FAT, Fundo de Garantia, além dos bilhões de dólares da reserva cambial. Demandas também não faltam.
De imediato, deveria-se lançar um programa para recuperar bens públicos: escolas, universidades, postos de saúde, hospitais, estradas, portos e ferovias. A seguir, um mega projeto voltado para a construção da casa própria, integrado com o saneamento básico. Uma revolução urbana, voltada para zerar o déficit habitacional. Como se pode ver, iniciativas como estas são factíveis e fundamentais para criarmos milhões de empregos e desenvolvermos o país.
Faço minhas as reflexões do teólogo Leonardo Boff sobre a crise: “ O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e consumo.”
A oportunidade de redefinirmos prioridades é agora. A crise atual comprova isso.

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