segunda-feira, março 02, 2009

Brasileiro é louco por carro

Foi com esta frase que a Ipiranga conquistou o consumidor brasileiro, que sabidamente é louco por carro. Novamente se confirma esta paixão nacional por carros, quando a indústria automotiva brasileira dá sinais de recuperação em plena crise mundial. Enquanto na maioria dos países o setor opera no vermelho e demite trabalhadores, aquí só se fala na retomada das vendas. Sem querer botar água fria nesta reação do nosso mercado, um pouco de cuidado precisamos ter. Guardadas as devidas proporções, uma bôlha de risco pode estar se formando. Por trás dos financiamentos de longo prazo que estão sendo concedidos, a inadiplência é uma ameaça. Me parece prudente acompanhar o que vem acontecendo nos outros países. O Japão, um dos maiores produtores de carro do mundo, viu sua produção automobilística cair 41% em janeiro, ante o mesmo período do ano anterior. Na Alemanha, outra potência da indústria automobilística mundial, a Volks acaba de anunciar a demissão de 16 mil trabalhadores. Nos EUA, a GM, até pouco tempo, líder mundial de vendas de carro, ganha uma sobre-vida graças a ajuda bilionária do governo americano.
Confesso que estou cada vez mais cético em relação as políticas ora adotadas para salvar este setor. Acho, inclusive, que os estrategistas da indústria automotiva já consideram este modelo saturado. Agregar inovações de apelo ecológico para atrair o interesse do consumidor, é a saída. A partir de 2010, entram no mercado os chamados carros híbridos. O Volt da GM e o Prius da Toyota, já estão prontos. O Volt, ao que tudo indica, vai surpreender o mundo. Pode chegar a 150Km/h, autonomia de 250 km, três horas na tomada para a carga completa. A GM estima que uma carga vai custar R$1,80. A partir de 2020, podem escrever, os carros serão todos elétricos, abastecidos em casa, durante a noite. Andarão por nossas ruas, sem ruído e sem poluição.

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