Em fevereiro de 2007, livres de mandatos e da política partidária, criamos o Instituto Ideal, um lugar para se pensar as energias limpas e a matriz energética do futuro. Com sede em Florianópolis e com o olhar para o mundo, o objetivo do instituto é contribuir para que as novas tecnologias cheguem ao nosso continente e façam parte da nossa vida. Como alimentadores de ideias, em março de 2008, encaminhamos ao presidente Lula o projeto que denominamos Estádios Solares. No documento, ressaltávamos a importância do sol e sua relação com o futebol. Lembrávamos ao presidente, que sol e futebol têm a cara do povo brasileiro. E que os estádios solares na Copa do Mundo de 2014 colocariam o Brasil como a referência na América Latina na produção de energia solar.
Mais recentemente, em fevereiro de 2009, quando o presidente esteve na Eletrosul, tivemos a oportunidade de entregar-lhe os primeiros estudos sobre os estádios solares, desenvolvidos pela UFSC com o apoio do Instituto Ideal, da agência técnica (GTZ) e do banco de desenvolvimento da Alemanha(KfW).Na última semana de abril, a convite do governo alemão, acompanhamos uma comitiva com representantes de diversas empresas e órgãos do governo brasileiro, interessados na tecnologia solar e sua aplicabilidade nos estádios que serão sede da Copa de 2014. Começamos pelo Estádio de Freiburg, funcionando há mais de dez anos, pioneiro no aproveitamento da energia solar no mundo. Orgulho dos habitantes de Freiburg e de sua fanática torcida, o estádio é o símbolo da relação da cidade com a energia solar. De lá seguimos para Berna, capital da Suíça, onde foi construído para a Eurocopa de 2008 o mais moderno estádio do mundo. O estádio é uma usina solar dentro da cidade. Tanto assim que quem instalou as placas, opera e comercializa a energia é a empresa BKW FMB Energie, concessionária de energia daquele país.
Agora, com novos parceiros interessados em compartilhar desse sonho, vamos poder avançar. Os recursos necessários para financiar os estudos e a implantação das usinas solares estão assegurados. A tecnologia disponível e devidamente testada, nos dá segurança. E, por fim, a visibilidade que um projeto desta natureza abre para a mídia global, também será um forte aliado.
*Artigo publicado originalmente no Jornal Diário Catarinense de 06/05/2009, edição N° 8428
Um comentário:
Mauro,
Legal o teu esforço por estádios mais limpos.
Como se poderia partir para estudos de viabilidade na incorporação de energias limpas em hotéis e residências?
O aquecimento de água tem retorno mais percebível, mas como fica a geração e acumulação de energia elétrica?
Sds.
CH Schmidt
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