Entre os dias 17 e 19 de abril, aconteceu em Porto Espanha, Trinidad e Tobago, a Quinta Cúpula das Américas. Foi a primeira e ainda a única visita de Barack Obama à América Latina. Os desdobramentos dessa reunião, tendem a aparecer com o fim de uma hostilidade de 50 anos com Cuba, mudanças nas regras de imigração, meio ambiente, direitos humanos e desenvolvimento na produção de energia limpa. Uma agenda como essa, propositiva e voltada para uma maior integração dos países da América Latina, vem em boa hora.
Para o professor Abraham Lowenthal, da Universidade do Sul da Califórnia, um profundo conhecedor dos problemas latinos, os desafios são muito semelhantes, o que pode nos unir numa política regional. Para ele, desaceleração econômica e desemprego, a necessidade de desenvolver fontes de energias renováveis, segurança e cidadania, combate às desigualdades sociais e a discriminação, cabem num projeto de desenvolvimento latino-americano.
O papel dos Estados Unidos, nesse momento, sem excesso de retórica, sem promessas excessivas, olhando para a América Latina, com uma nova mentalidade, respeitando as diferenças culturais, econômicas, sociais e políticas, pode viabilizar oportunidades concretas de cooperação. Acredito que o presidente Obama tem essa percepção. Sabe que, na crise econômica a qual seu país está submetido, melhorar as relações com a América Latina, é um bom começo.
Na próxima semana, como consequência da Cúpula das Américas, está programado para Lima, no Peru, dias 15 e 16, o Simpósio das Américas sobre Energia e Clima. Será a primeira reunião para fazer frente as mudanças climáticas no nosso continente, tendo como prioridade para garantir o suprimento de energia, a eficiência energética e a produção de energias renováveis.
No domingo, viajo para Lima para participar desse Simpósio, a convite da Organização dos Estados Americanos (OEA). Mando notícias de lá.
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