Os ingleses adoram usar a expressão " is the economy your fool", para explicar que as pessoas estão de bem com a vida se a economia estiver indo bem. O bolso e o humor caminham juntos. Faço esse comentário, depois de ouvir no noticiário que a aprovação do governo LULA bateu nos 80%, um dos mais altos índices obtidos por um governante. Em plena crise mundial, passando por um segundo mandato, próximo de um novo processo eleitoral. Realmente, 80% de aprovação, é um índice que impressiona.
Na leitura diária que costumo fazer, vou catando notícias para formar minha opinião. Do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, lí que " o mundo aposta no Brasil". A entrada de US$2,7 bilhões em maio, reforça a tese de que o Brasil vai sair mais rápido e mais forte da crise. Para Mário Mesquita, diretor de Política Econômica do BC, a relação dívida/PIB do Brasil, comparada com outros países, é outro fator a nosso favor. No mesmo mês de maio, o fluxo cambial, que mede a entrada e a saída de dólares no país, ficou positivo em US$3,1 bilhões. Esse fluxo mostrou-se positivo, tanto na área comercial (mais exportação que importação) como nas operações financeiras (entrou mais dólar para investimento do que saiu em remessa ou realização de lucro).
Embora cientes que a crise nos afeta (e muito), os brasileiros estão ligados no estrago que ela vem fazendo em economias bem mais estruturadas que a nossa. Na zona do euro, leia-se países da Europa, a retração do PIB é inedita desde a criação do euro como moeda única, em 1999. Nos EUA, maior economia do mundo, afetado como poucos pela crise atual, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, advertiu que o déficit histórico das contas públicas de US$1,8 trilhões, pode impedir estabilidade financeira e crescimento econômico.
O Brasil tem conseguido navegar na turbulência das águas da crise mundial, com sabedoria e com instrumentos da macro e micro economia que não estão disponivéis em outros paises. Estamos reduzindo taxas e ampliando prazos para o financiamento imobiliário. O Banco do Brasil, por exemplo, anunciou 8,4% mais TR, e o valor a ser financiado foi de 80% para 90%, desde que a prestação não comprometa mais do que 30% da renda líquida. A taxa básica de juros, a SELIC, atualmenta acima de 10%, tem margem para cair. Ao cair movimenta a economia e gera novos empregos.
Embora o nosso PIB, registre queda em dois trimestres consecutivos, o que não acontecia há muitos anos, analistas atribuem esse mal desempenho ao comércio exterior, em razão do agravamento da crise nos países compradores e ao real valorizado em relação ao dólar. No entanto, todos comungam de uma recuperação da economia para breve, baseado num outro diferencial nosso em relação aos outros países: o consumo familiar. Internamente, as familías de classe D e E, apresentam um considerável aumento no seu consumo. O que consomem é basicamente produzido aqui. Essa conjugação consumo/produção interna, é um excelente instrumento para a recuperação da economia brasileira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário