terça-feira, junho 30, 2009

Floresta não é pasto.

Certos produtores insistem em derrubar a floresta para transformá-la em pasto. Reivindicam limite maior para desmatamento. Alegam, que o veto a carne do "boi do desmate", derruba o preço da carne. Ora, é preferível cair o preço da carne do que cair a mata. Essa história de criar gado na Amazônia, para mim, sempre foi muito mal explicada. O erro começa na origem. Grilheiros, ocupam terras da União, promovem o desmatamento e passam a produzir carne em larga escala. Só no Pará, onde, até pouco tempo atrás, não havia tradição na atividade pecuária, o rebanho bovino já representa 17% do rebanho nacional. O procurador da República no Pará, Daniel Avelino, um dos responsáveis pelas ações que pediram o embargo da carne de área desmatada ilegalmente, disse a Folha de São Paulo, que o respeito às leis tem um "custo". E, conclui: de 1996 a 2006, o desmatamento na Amazônia foi de 209.000km², nesse período o rebanho cresceu 100% na Amazônia e 10% no resto do país.

P.S. - Falando em lei, ela foi aplicada com todo o rigor(lá nos EUA). O mega investidor da Bolsa americana, Bernard Madoff, que através do conhecido "golpe da pirâmide" deu um prejuízo bilionário, foi condenado a pena máxima de 150 anos pela Corte americana.

SÓ POR CURIOSIDADE - 209.000 km², representa a área equivalente a 400 ilhas como a nossa. Seria o mesmo que desmatar uma Ilha de Santa Catarina por dia durante um ano. Pode!

P.S. - Por falar na Ilha, o nosso sempre atento Sérgio da Costa Ramos, na sua Coluna de hoje, comentou que a briga em relação ao "guard-rail" continua. E, nos lembra, que a Ponte Hercílio Luz, motivo de toda a polêmica, levou quatro anos para ser construída e está interditada para manutenção há 24 anos. Pode!

Um comentário:

estetik disse...

Muito bom site. Graças aos esforços do passado.