sexta-feira, junho 05, 2009

Meio ambiente e desenvolvimento

Hoje, no Dia do Meio Ambiente, tive a satisfação de ser debatedor de uma mostra de vídeos provomida pela Sala Verde, da Biblioteca Universitária da UFSC, a partir de dois filmes produzidos em Santa Catarina - Naturezas Mortas, do cineasta Pena Filho (sobre a vida dos trabalhadores em minas de carvão) e Dyckias - Tempos de Extinção, dirigido por Iur Gomez e Jonas Edson Pinto, que aborda as polêmicas ambientais em torno das recentes usinas hidrelétricas construídas em Santa Catarina. Durante a apresentação dos curtas catarinenses, ficou explicita a dicotomia, o cabo de força existente entre as necessidades de preservação ambiental e do crescimento econômico (Na foto, da esquerda para a direita, eu, o professor biólogo João de Deus e o cineasta Iur Gomez).


Não só nosso estado, mas o mundo vive essa dicotomia e dá sinais do esgotamento desse modelo de desenvolvimento. Está mais do que no hora de produzir energia sem extinguir espécies, retirar famílias de suas casas e contribuir para o aquecimento global utilizando produtos fósseis . E essa chance nos é dada pelas energias alternativas. Sou otimista porque, pela primeira vez na história, os investimentos mundiais em energia limpa foram maiores que o montante aplicado em energia de fonte fóssil: 155 bilhões de dólares em 2008, 5% a mais que no ano anterior. Do conjunto das energias renováveis, coube ao sol o maior incremento nos investimentos, 49% a mais do que no ano anterior. Esses bons números, são oficiais, constam do Relatório do Programa do Meio Ambiente da ONU, divulgado ontem, no Canadá.

Iniciativas como a produzida pela engenheira Clarice, coordenadora da Sala Verde da UFSC são muito importantes, pois nos permitem discutir os erros, aprender com eles, e vislumbrar um novo momento: o da energia renovável. A todos que, como eu, acreditam nisso, Feliz Dia do Meio Ambiente. (Para saber mais sobre as ações da Sala Verde, acesse o blog (www.salaverdeufsc.blogspot.com)

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