quinta-feira, junho 04, 2009

Semana do Meio Ambiente

Ontem não consegui postar o blog. Pela manhã estive na reunião da Frente Ambientalista, em Brasília, participando da entrega das propostas do Greenpeace para a sustentabilidade energética brasileira e a tarde, no Rio, envolvido numa agenda tratando do projeto dos Estádios Solares para a Copa de 2014. Amanhã, em Florianópolis, vou mediar um debate relacionado a Semana do Meio Ambiente, na Universidade Federal. Gosto de falar e de me relacionar com os estudantes, principalmente quando o tema é meio ambiente, variações climáticas, energia limpa e o futuro que os espera.

Para esse encontro não levo boas notícias. Embora o Brasil tenha transformado o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, numa "Semana do Meio Ambiente", pouco temos feito de concreto para preservar nosso país de ações continuadas de predadores ambientais. Na Amazônia, no Pantanal, nas grandes cidades, as agressões ao meio ambiente são diárias. As consequências, já começam a ser sentidas. Na próxima década, segundo o Inpe, é que vamos saber se as alterações do clima serão permanentes. Infelizmente, para os cientistas, estamos na direção do pior cenário. O ritmo atual de emissões poluentes, é insustentável.

Os efeitos desse desatino irresponsável, são: aumento das queimadas, desertificação na Amazônia, perda da biodiversidade marinha, empobrecimento do solo, morte dos manguesais, enchentes e secas se alternando, perda da produtividade agrícola e cidades se inviabilizando. A base científica destas informações são públicas e constam de um recente estudo da Unicamp, por encomenda da ONG ambientalista WWF. Se os estudos mostram este cenário, por que nossas autoridades não agem? Ou o que é pior, quando agem é para agravar o quadro: aprovando legislações ambientais mais flexíveis, facilitando a especulação imobiliária, permitindo a ocupação desordenada das cidades.

Uma pesquisa exclusiva, feita pela ONU, respondida por 500 mil brasileiros, revela que a preocupação com o meio ambiente está em sexto lugar entre os problemas mais graves do país. Em Santa Catarina, a pesquisa mostra que a questão ambiental fica em quarto lugar como proridade para os catarinenses. Só perde para a educação, políticas públicas e segurança.

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