Ontem, comentei no blog a preocupação de setores progressistas da Igreja Católica com o futuro da Amazônia e do Brasil. O bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, D.Pedro Stringhini, e o teólogo Roberto Malvezi, escreveram na Folha de São Paulo de domingo suas preocupações com o crescente desmatamento e o descontrole das queimadas. No artigo destacam as MP 458 e 452, aprovadas na semana passada pelo Senado, e chamam atenção para as suas consequências.
Afinal, o que há de errado com elas? Por que tanta polêmica? Ambientalista e a igreja, juntos. Em Brasília, líderes do PT e do PSDB, buscam o veto presidencial as MP's. Formadores de opinião, utilizam seus espaços na mídia para alertar que por trás dessa "regularização fundiária" esta a entrega definitiva da Amazônia.
O que a Câmara e o Senado aprovaram, realmente preocupa. As alterações promovidas pelos congressistas, abriu a porteira. O que era para ser um instrumento de regularização de terras de pequenos proprietários, se transformou num negócio imobiliário. Com direito a especulação e tudo. As areas públicas, serão doadas. As doações, e vendas a preços simbólicos, desde R$1,00 por hectare(lembrando que um hectare são 10 mil metros quadrados), vão transformar a Amazônia num grande balcão de negócios.
Nessa "muvuca fundiária", as árvores serão as grandes vítimas. Ou alguém está achando que elas vão ser respeitadas. Com os subsídios que estão sendo dados, para propriedades até 1500 hectares, vai haver uma corrida por terra. As pessoas vão querer o seu pedaço. E vão desmatar na busca do lucro fácil. Por isso é que eu espero que o Presidente LULA vete as Medidas Provisórias. Elas só vão aumentar a migração, abrir o caminho para novas fronteiras agrícolas e acelerar o desmatamento na Amazônia.
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