terça-feira, julho 28, 2009

Energia e Civilização

O editorial da revista Sientific American da semana passada, trata o tema: energia e civilização. Diante da convergência da abordagem com o que há anos estamos pregando, trago para o blog algumas citações interessantes para contribuir numa melhor compreensão do futuro da humanidade. Boa leitura.

- "Desde meados do século 19, por arte, entre outros, de um físico-químico absolutamente genial, o sueco Svante Arrhenius, sabe-se que o dióxido de carbono é capaz de reter calor atmosférico e, em consequência disso, sua maior concentração produziria inevitavelmente elevação das temperturas globais".

- " O efeito estufa, com impacto direto nas mudanças climáticas, caminha rapidamente para se tornar o maior desastre ambiental da história da civilização. Antes disso, cometemos tolices como a destruição do mar de Aral".

- " No caso do petróleo, identificado como o recurso que sustentou a Segunda Revolução Industrial, tanto sua finitude como inviabilidade ambiental sugerem que seu reinado está chegando ao fim.... O problema está no chegar ao fim antes que alternativas à altura estivessem disponíveis para assegurar a qualidade de vida a que se habituou boa parte da população".

- " O que temos pela frente, neste momento, é literalmente uma corrida contra o tempo no esforço de minimizar a deterioração ambiental que ameaça o planeta.... Energia, neste momento, é a palavra que expressa preocupação em boa parte das línguas faladas na Terra. E energia alternativa é o sonho que, aos poucos e a custo, começa tornar realidade aqui e ali, refazendo as feições do planeta. Cidades reconstruídas, desperdícios reconsiderados, sistemas energeticamente eficientes e em harmonia com Natureza".

P.S. - segundo o Editor, Ulisses Capazzoli, o mar de Aral ficava na ex-União Soviética. A morte do mar ocorreu porque na época, as autoridades desviaram dois rios para aumentar a produção de algodão. As consequências, hoje custam caro em termos de saúde pública, devastação ambiental e uma diversidade de outros impactos sociais negativos. Alías, nada como um dia depois do outro. Temos chamado a atenção sobre o novo Código Ambiental de Santa Catarina onde o cuidado com rios e córregos foi desconsiderado.

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