domingo, julho 12, 2009

Escolas do Amanhã

No sábado, um dia cinzento, escrevi sobre a condenável presença do trabalho infantil em Santa Catarina. Hoje, um domingo ensolarado, escrevo sobre as "Escolas do Amanhã". Uma bela contribuição de Gilberto Dimenstein, que destaca iniciativas voltadas para um novo modelo de inclusão de crianças e jovens da periferia de nossas grandes cidades. Foram selecionadas 126 áreas infestadas de violência nas cidades do Rio e de SãoPaulo. A meta é ambiciosa: levar para outros paises a experiência brasileira. O projeto vem sendo acompanhado pela Unicef e integra todos os níveis de poder: governos federal, estadual e municipal, além de entidades não governamentais.

Ainda nessa semana, 120 secretários de Educação se reuniram, em Brasília, para relatar experiências exitosas em seus municípios que pudessem ser implementadas em outras cidades. Exemplos de Londrina, Sorocaba, Recife, Belo Horizonte e Nova Iguaçu, abrindo espaço nos clubes para os jovens, visita de médicos às escolas, implantação de bairros educativos, mostram seus primeiros resultados. Somam-se a elas, outras experiências privadas, bem sucedidas, como a do Instituto Unibanco que ajudou 250 escolas de ensino médio a melhorar sua gestão e, por consequência, elevar a qualidade do aprendizado.

De todas essas iniciativas, as "Escolas do Amanhã", projeto focado nas regiões mais vulneráveis, se destaca por estar ganhando escala. Para Dimenstein, vai atingir milhões de jovens. Como a Bolsa Escola que começou no governo Cristovão, em Brasília, se expandiu e virou a Bolsa Família, as "Escolas do Amanhã", serão de grande valia como programa de desenvolvimento das nossas crianças e jovens.

Na mesma direção segue o programa "Mais Educação", em que se envolvem vários ministérios e prefeituras para aumentar a jornada escolar. A mais recente adesão foi a do Ministério da Defesa. O motivo, pasmem! Abrir as portas dos quartéis da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para as crianças e jovens utilizarem suas áreas esportivas. Uma verdadeira revolução. As aulas podem acontecer, em qualquer lugar, dentro ou fora da escola. Até mesmo dentro de um quartel, comenta Dimenstein.

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