Em termos globais, as energias renováveis respondem por apenas 4% da energia que o mundo consome. Embora possa parecer pouco, esse dado é de uma década. Só em 2008, o setor das energias renováveis investiu U$$ 223 bilhões, 7% a mais do que em 2007.(Fonte:ONU)
Embora as energias renováveis ainda sejam mais caras, seu custo de produção vem caindo a cada ano. Entre as fontes de energia renovável, o vento é a mais promissora e desenvolvida. O potencial do Brasil é de 143 GW: são 10 Itaipu's. Estão inscritos para o leilão de novembro, 441 projetos. A tecnologia vem cortando custos, ganhando escala e aumentando a produtividade das máquinas. Grandes geradores eólicos (6MW), com pás de 65 metros de comprimento, já estão operando na Europa.
Depois da eólica, a energia que mais cresce no mundo é a solar fotovoltaica. Duas camadas de material semicondutor, são montadas juntas em painéis fotovoltaicos. Quando o material absorve a luz solar os elétrons excedentes se movem de uma camada para outra criando uma corrente elétrica. Esse efeito foi observado pela primeira vez há 163 anos atrás. (Fonte: Revista Scientific American). Sua primeira aplicação prática foi no programa espacial, sendo até hoje a energia presente nas estações espaciais. Os painéis fotovoltaicos tem uma imensa possiblidade de aplicações: cobertura de telhados, fachadas, estádios, aeroportos e grandes usinas fora da área urbana. Entre suas vantagens, estão: baixo custo de instalação, operação e manutenção, produção junto ao consumo, pico de produção ajustado ao pico da demanda.
Outra fonte renovável que começa a ganhar espaço é a geotérmica. O suprimento é confiável, opera na base e o calor no interior da Terra e está sempre disponível. Nem sempre se tem acesso a esse calor. Em lugares apropriados a água quente flui naturalmente para a superfície, fazendo com que o custo de produção seja bem competitivo (US$ 0,07/kwh). No Havaí, 25% da energia consumida é produzida dessa forma, e na Califórnia 6%. (Fonte: Revista Scientific American)
Por fim, um setor já consolidado no Brasil: o dos biocombustíveis. Pela condição que temos de produção e de mercado somos líder nesse segmento. No entanto, precisamos acompanhar a evolução tecnológica que se anuncia. Nos EUA, a maioria dos pesquisadores já concorda que produzir etanol de milho é um tiro no pé. Segundo estudos da Universidade de Cornell, são necessários 9,5 litros de milho para produzir 3,7 litros de etanol. E a produção dele demanda metade disso em combustíveis fósseis. É, portanto, um balanço energético incompatível com a sustentabilidade. O que o futuro aponta para esse setor são os biocombustíveis de segunda e terceira geração. Serão algas e micro-organismos com capacidade semelhante às plantas de transformar luz solar em energia por meio da fotossíntese. (Fonte: Institute for Genomic Research, em Maryland)
Como voce vê, esse é um mercado futurista e em expansão. Para incentivar o meio acadêmico a desenvolver estudos e projetos nessa área, o Instituo IDEAL está promovendo o Concurso Nacional de Monografias em Energia Renováveis e Eficiência Energética. Divulgue e participe.
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