sábado, agosto 15, 2009

Bancos Públicos - Parte II

Durante a onda das privatizações, na década de 90, quem defendia a presença do Estado na economia, era logo rotulado de dinossauro. Com a crise financeira internacional, conceitos sobre o papel do Estado foram revistos. Ficou evidenciado, para surpresa de muitos analistas e governantes, que a intensidade da crise foi maior onde o sitema financeiro estava nas mãos do mercado. Já tinha comentado sobre o importante papel que os bancos públicos brasileiros tiveram no combate a crise. Busco, agora, na vizinha Argentina, onde o processo de privatização foi arrasador, informações sobre o papel dos bancos públicos que sobraram, no combate as turbulências financeiras internacionais.

Lá, sobraram poucos bancos públicos. Os mais importantes são o Banco de la Nación e o Banco de la Provincia de Buenos Aires. Pelo que lí, foram eles que aguentaram a crise e amenizaram seus efeitos num país onde a economia vem se mostrando bastante vulnerável. O caso do Banco de la Nación, é emblemático. Fundado em 1891 justamente para resolver uma crise que afetava o sistema bancário da época, 118 anos depois, abre suas portas e libera créditos para evitar o pior. A presidente do Banco, Mercedes del Pont, lembra que em épocas de crise econômica os mecanismos de mercado tendem a agravar a crise. Os bancos privados passam a restringir o crédito, com medo da inadiplência, prolongando e aprofundando a queda de demanda e o nível de emprego.

Segundo um estudo do Centro de Economia e Finanças da Argentina, os bancos públicos, ao contrário dos privados, com ou sem crise, procuram preservar níveis elevados de assistência financeira, que contribuem para moderar a queda do PIB, nos momentos de retração. (Fonte:Valor Financeiro)

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