quarta-feira, agosto 12, 2009

Novos ventos

Foi com esse título que o Editorial da Folha fez um comparativo entre a China e o Brasil, no tocante a produção de energia eólica. A Folha destaca "que os chineses incluem energia eólica entre prioridades estratégicas, enquanto no Brasil essa alternativa é pouco explorada". O Editorial faz também referência ao filósofo romano Sêneca, que afirmava:"não existe vento a favor para quem não sabe onde quer chegar", e cobra do governo à ausência de uma política audaciosa para fazer deslanchar no nosso país as chamadas energias alternativas.

A eletricidade gerada pelos ventos, é hoje uma realidade. Dos 121 mil MW instalados no mundo, apenas 403 estão no Brasil. Pela ordem EUA, Alemanha, Espanha e China, representam 70% desse novo segmento de geração de energia. Nossa tímida participação de 0,3%, não se justifica. O potencial existente no território nacional, em particular no Nordeste e no Sul, superior a 150 GW, precisa de apoio e incentivos governamentais. Afinal, estamos falando de energia limpa, da matriz energética do futuro.

Agora em novembro está marcado um leilão específico para energia eólica no Brasil. Estão habilitados 441 projetos, que totalizam 13 mil MW. É um bom sinal. Vamos aguardar o resultado. Pode sair do leilão o sinal que todos esperam: a demanda interna, cria escala e permite a implantação de uma indústria nacional de aerogeradores.

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