Joseph Stiglitz, sempre foi muito preciso em suas análises. O reconhecimento de sua formação acadêmica apurada, veio com o Prêmio Nobel da Economia em 2001. Para ele, um dos legados da crise que passamos, será a criação de um movimemto de alcance global em torno de idéias. Novas idéias: que até então não faziam parte da agenda dos paises ricos. Se olharmos para o mundo pós-crise, percebemos que não há ganhadores. No entanto, se olharmos os números com atenção, lembra Stiglitz: "verificamos que os grandes perdedores foram justamente os que sempre deram as cartas no jogo de uma economia globalizada".
Esse é o fato novo dessa crise, que nos obriga repensar o modelo vigente. Repensar, significa pensar e olhar para onde ainda não se olhou. Nossos olhos vão ter que estar voltados para a Ásia, África e América Latina, onde vivem 1,4 bilhões de pessoas que subsistem com menos de 1,25 dólares por dia. Para Stiglitz, mudar esse grau de miserabilidade é uma revolução social de grande alcance.
Por outro lado, também ressalta: "se os pobres sofrem com o fundamentalismo do mercado, seguirão sofrendo com regimes que não geram crescimento. Sem crescimento não pode haver redução sustentável da pobreza. E a pobreza estimula a desafeição".
Para mim, o pacote das novas idéias para a humanidade tem que contemplar: políticas públicas de combate a fome e a miséria, estimular a participação das energias renováveis na matriz energética de todos os paises e preservar o meio ambiente, protegendo planeta da ameaça do aquecimento global. Com isso seremos capazes de projetar um mundo pós-crise sustentável, mais justo e próspero.
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