Guilherme de La Dehesa, é o presidente do Centro de Políticas Econômicas da Espanha. Concordo com a sua leitura sobre o momento atual, de que é a hora das reformas. Vários fatores favorecem a implantação de reformas profundas após a utilização dos trilhões de dólares que foram jogados de forma intensiva em políticas voltadas para combater os efeitos da recessão e da crise. A história mostra, por exemplo, que os paises europeus com melhor índice de produtividade são justamente os que sairam de crises passadas fazendo suas reformas. Esse tema tem que ser tratado na base do convencimento. Se não, não funciona. Os governantes tem que persuadir, em plena crise, com argumentos claros e convincentes, que os cortes dolorosos irão trazer benefícios no médio e longo prazo. Como se pode ver, não é uma tarefa fácil. Até porque, próximo de eleições, o que os políticos menos querem é pedir para "apertar o cinto".
CURIOSIDADE - a maça é o único fruto que se pode comer com qualquer tipo de alimento e a qualquer hora do dia, sem produzir incompatibilidades alimentares. Além disso possui alto conteúdo de fibra, complementando sozinha, 20% das nossas necessidades diárias. Seu consumo remonta dos anos 6500 A.C. (Fonte: TACA- a empresa que me trouxe até Quito)
quarta-feira, setembro 30, 2009
terça-feira, setembro 29, 2009
Carros elétricos: eles estão chegando
segunda-feira, setembro 28, 2009
Frankfurt: dos bancos, dos carros solares e dos bons amigos
Feliz coincidência. Na mesma semana da reunião com o Kfw, o banco de desenvolvimento do governo alemão, acontecia há poucos metros do Banco mais uma edição do principal evento da indústria automobilística mundial: o Salão do Automóvel de Frankfurt. No Banco, nossa agenda era o Instituto IDEAL, seus projetos e como o Kfw poderia nos apoiar. Numa conversa, onde os pontos em comuns foram sempre os condutores do bom diálogo, saí de lá convencido que estamos mo caminho certo e próximos de podermos contar com a ajuda do Banco.
No outro lado da rua milhares de pessoas passavam horas observando as novas tendências da indústria dos carros. As grandes e ruidosas máquinas, vedetes de feiras anteriores, deram espaço aos pequenos e simpáticos "smarts ". Conhecido do grande público e do mercado jovem, seu futuro parece estar traçado. E ele merece. Pequeno espaço, baixo consumo e alta tecnologia agregada ao projeto, asseguram aos chamados carros inteligentes vida longa. Por último, uma noite agradável, na casa do Karim e sua esposa Nani. Num ambiente prazeroso, com uma boa comida, conversa agradável e um bom vinho. Quando vimos já passava das três da manhã. Karim, um especialista do Banco para a América Latina tem se mostrado um grande amigo que temos na Alemanha. Prosit
No outro lado da rua milhares de pessoas passavam horas observando as novas tendências da indústria dos carros. As grandes e ruidosas máquinas, vedetes de feiras anteriores, deram espaço aos pequenos e simpáticos "smarts ". Conhecido do grande público e do mercado jovem, seu futuro parece estar traçado. E ele merece. Pequeno espaço, baixo consumo e alta tecnologia agregada ao projeto, asseguram aos chamados carros inteligentes vida longa. Por último, uma noite agradável, na casa do Karim e sua esposa Nani. Num ambiente prazeroso, com uma boa comida, conversa agradável e um bom vinho. Quando vimos já passava das três da manhã. Karim, um especialista do Banco para a América Latina tem se mostrado um grande amigo que temos na Alemanha. Prosit
sexta-feira, setembro 25, 2009
Diário de Bordo
Ainda estou pelo Hemisfério Norte tratando de energia renovável. Minha companhia de Madri para Frankfurt foi o El País. Um excelente períodico. Comecei a ler e não parei. Estava tão envolvido com a leitura, que só então percebi como estamos num mundo cada vez menor. Chegando no hotel me veio a vontade de socializar, atravé do blog, aquele sentimento que tive. Passei a reler o El País, selecionando notícias para compartilhar com vocês:
OBAMA - manifestou sua convicção de que no momento atual, " os interesses das nações sejam compartilhados e o desafio dos líderes mundiais é assumir suas reponsabilidades diante os problemas globais, como a proliferação de armas nucleares, a preservação do planeta e a criação de um modelo econômico que gere oportunidades para todos".
HONDURAS - o caos nas ruas de Honduras foi destaque na capa do El País. Supermercados estão sendo atacados, um morto e centenas de feridos. Tanto o atual presidente como o deposto não demonstram qualquer interesse pelo diálogo e pelo fim dos conflitos.
BERLUSCONI - a oposição reagiu com firmeza à iniciativa do governo italiano de perdoar todos os delitos societários, fiscais e evasão de capital. Para a Associação Nacional de Magistratura - ANM, que teve papel determinante na Operação Mãos Limpas e levou vários mafiosos para a cadeia, a medida aprovada pelo Governo de Sílvio Berlusconi, " trará como resultado a impunidade para quem se beneficiou burlando a lei e provocará perda de confiança naqueles que atuam de acordo com a legislação".
AFEGANISTÃO - cresce junto à opinião pública a resistência ao envio de tropas para o Afaganistão. Com a crise econômica batendo na porta e o número de desempregados crescendo, a ministra da Defesa da Espanha, Carme Chacón, teve que ir ao Congresso explicar porque está mandando mais 220 soldados para a frente de combate. Com o envio da nova tropa, o custo adicional é 20 milhões de euros por ano. A Espanha mantém soldados no Afaganistão desde dezembro de 2001.
"VUELOS DE LA MORTE" - Julio Alberto Poch, piloto argentino, foi detido ontem em Valência. Na época do regime do general Videla, quando o terror na Argentina matou mais de 30 mil pessoas, o então sargento Poch pilotava os aviões que jogavam passageiros vivos no mar e no Rio da Prata. Em 1981, Poch e sua familia deixaram a Argentina e foram morar na Holanda. Atualmente era piloto de uma empresa aérea de baixo custo, chamada Transavia. O juiz Sergio Torres, encarregado de encontrar os pilotos dos "vuelos de la morte", chegou até Ploc por denúncia de seus colegas. Segundo eles, o piloto argentino comentava seus atos passados sem pudor, sem dor e sem vergonha.
CRISE GLOBAL - a maioria dos países do G- 20 começam a sair da crise. Espanha, Itália e Reino Unido são os três casos mais sérios e sofrerão processos mais prolongados de recuperação. Os planos de estímulo permitiram conservar 10 milhões de empregos e amenizar a crise no momento crítico.
OPINIÓN - quem escreveu nesse destacado espaço do jornal El País de ontem foi o presidente LULA. Falando sobre a crise e de como se saiu dela, Lula destacou: "a magnitude dos recursos mobilizados não tem precedente. No entanto, mais importante que os recursos, foi a existência de uma vontade coletiva de vencer a crise".
OBAMA - manifestou sua convicção de que no momento atual, " os interesses das nações sejam compartilhados e o desafio dos líderes mundiais é assumir suas reponsabilidades diante os problemas globais, como a proliferação de armas nucleares, a preservação do planeta e a criação de um modelo econômico que gere oportunidades para todos".
HONDURAS - o caos nas ruas de Honduras foi destaque na capa do El País. Supermercados estão sendo atacados, um morto e centenas de feridos. Tanto o atual presidente como o deposto não demonstram qualquer interesse pelo diálogo e pelo fim dos conflitos.
BERLUSCONI - a oposição reagiu com firmeza à iniciativa do governo italiano de perdoar todos os delitos societários, fiscais e evasão de capital. Para a Associação Nacional de Magistratura - ANM, que teve papel determinante na Operação Mãos Limpas e levou vários mafiosos para a cadeia, a medida aprovada pelo Governo de Sílvio Berlusconi, " trará como resultado a impunidade para quem se beneficiou burlando a lei e provocará perda de confiança naqueles que atuam de acordo com a legislação".
AFEGANISTÃO - cresce junto à opinião pública a resistência ao envio de tropas para o Afaganistão. Com a crise econômica batendo na porta e o número de desempregados crescendo, a ministra da Defesa da Espanha, Carme Chacón, teve que ir ao Congresso explicar porque está mandando mais 220 soldados para a frente de combate. Com o envio da nova tropa, o custo adicional é 20 milhões de euros por ano. A Espanha mantém soldados no Afaganistão desde dezembro de 2001.
"VUELOS DE LA MORTE" - Julio Alberto Poch, piloto argentino, foi detido ontem em Valência. Na época do regime do general Videla, quando o terror na Argentina matou mais de 30 mil pessoas, o então sargento Poch pilotava os aviões que jogavam passageiros vivos no mar e no Rio da Prata. Em 1981, Poch e sua familia deixaram a Argentina e foram morar na Holanda. Atualmente era piloto de uma empresa aérea de baixo custo, chamada Transavia. O juiz Sergio Torres, encarregado de encontrar os pilotos dos "vuelos de la morte", chegou até Ploc por denúncia de seus colegas. Segundo eles, o piloto argentino comentava seus atos passados sem pudor, sem dor e sem vergonha.
CRISE GLOBAL - a maioria dos países do G- 20 começam a sair da crise. Espanha, Itália e Reino Unido são os três casos mais sérios e sofrerão processos mais prolongados de recuperação. Os planos de estímulo permitiram conservar 10 milhões de empregos e amenizar a crise no momento crítico.
OPINIÓN - quem escreveu nesse destacado espaço do jornal El País de ontem foi o presidente LULA. Falando sobre a crise e de como se saiu dela, Lula destacou: "a magnitude dos recursos mobilizados não tem precedente. No entanto, mais importante que os recursos, foi a existência de uma vontade coletiva de vencer a crise".
quinta-feira, setembro 24, 2009
Pequenas ações, grandes consequências
Você sabe quanto a sociedade perde pelo simples fato de esquecermos de tirar o carregador de celular da tomada depois da recarga? Estudos vêm mostrando que o equivalente a dois terços da energia usada pelo celular é desperdiçado quando o carregador continua ligado mesmo sem o telefone. É o suficiente para abastecer 85 mil residências por ano. Foi pensando em conscientizar os usuários que a A Nokia, pioneiramente, está emitindo um alerta encorajando as pessoas a tirar o carregador da tomada após a recarga. Não à toa que a empresa é considerada pelo Greenpeace a líder em preocupação ecológica entre as maiores do setor de celular e informática. Boa iniciativa. Não esqueça de fazer a sua parte!
quarta-feira, setembro 23, 2009
Copenhague e os plásticos verdes
Promessas à parte, os olhos do mundo vão estar voltados para Copenhague, em dezembro. Desde Kyoto, pouco avançamos. No entanto, cresce a expectativa sobre a capacidade da humanidade se desenvolver sem atingir o meio ambiente. No Brasil das queimadas e dos desmatamentos, executivos de empresas de ponta comprometem-se com cortes na emissão de gases de efeito-estufa. Em carta assinada pelos presidentes da Braskem, Vale, Suzano, VCP-Aracruz, Light e CPFL, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, OAS, Natura e Cosan, são encaminhadas ao governo sugestões para que o Brasil caminhe rumo à economia de baixo carbono. Em entrevista ao jornal Valor, Bernardo Gradin, da Braskem, comenta que a estratégia adotada pra reduzir as emissões de gases de efeito estufa é trabalhar com mais matérias primas renováveis. Prova disso são os investimentos feitos na Bahia, de uma unidade que vai produzir polietilieno "verde" em 2010.
Ao ler essa iniciativa, lembrei imediatamente de um vídeo que mostra os estudos do "plástico verde" gerado a partir da glicerina. Esta é um subproduto do biodiesel e, com o aumento deste combustível, se a glicerina não tiver um escoamento adequado, o passivo ambiental poderá ser enorme. A iniciativa é da empresa Quattor.
Ao ler essa iniciativa, lembrei imediatamente de um vídeo que mostra os estudos do "plástico verde" gerado a partir da glicerina. Esta é um subproduto do biodiesel e, com o aumento deste combustível, se a glicerina não tiver um escoamento adequado, o passivo ambiental poderá ser enorme. A iniciativa é da empresa Quattor.
terça-feira, setembro 22, 2009
NOTÍCIAS DE PORTUGAL
A eleição em Portugal está próxima: é no domingo. De um lado, o atual primeiro ministro, o socialista José Sócrates, e do outro, a social-democrata, Manuela Ferreira. Quem vencer vai enfrentar uma economia parada e o povo português cético em relação à política e ao futuro. Cresce a pressão para a retirada das tropas portuguesas do Afeganistão. O general Stanley Mc Crystie já informou ao presidente Obama do fracasso da operação. Além disso, países europeus em crise econômica não conseguem justificar seus gastos. No caso de Portugal, a diferença entre a receita e a despesa, o déficit público, é de 36 milhões de euros por dia. Insustentável para uma economia do tamanho da portuguesa. A conta: o desemprego subiu, de janeiro a agosto, 27%. Os imigrantes remeteram para o exterior, no mesmo período, 8 bilhões de euros. Os juros pagos nas aplicações financeiras são os mais baixos da Europa: 1,16% ao ano. Como se pode ver, são ingredientes que comprometem o crescimento e influem no humor dos eleitores. É a economia mais uma vez impondo-se no processo político.
Espanha: crise e desemprego
Quem chega a Madri se impressiona: obra por todos os lados. Quando você conversa com as pessoas ou lê os jornais locais, desaparece a imagem que se tinha de uma economia pujante diante dos números de retração econômica e de desemprego crescentes. O caderno de economia do jornal El Mundo, mostra essa triste realidade. Segundo estimativas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico a crise deixará 4,7 milhões de desempregados em 2010. Um número assustador. A resposta do governo tem sido criar empregos através de obras com recurso público, tentando minizar os efeitos políticos e sociais da crise economica. Analistas e empresários com quem conversei não acreditam que essas medidas resolvam o problema no curto prazo. Até porque o déficit público já chega a 10% do PIB e o governo vai precisar controlar seus gastos.
Outro dado que preocupa, e vem chamando a atenção, é a taxa de desemprego na Espanha, que está muito acima das registradas nos demais países da OCDE, o que mostra que a recuperação será lenta. Setores importantes e muito ativos da economia espanhola, como por exemplo a construção civil, dependem, diretamente, da renda das pessoas, que também caiu de forma assustadora na Espanha. " Com uma economia centrada na construção, no turismo e nos gastos públicos (cerca de 50% do PIB), a Espanha carece de instrumentos suficientes para mudar o atual modelo produtivo no curto prazo", comenta a OCDE.
Outro dado que preocupa, e vem chamando a atenção, é a taxa de desemprego na Espanha, que está muito acima das registradas nos demais países da OCDE, o que mostra que a recuperação será lenta. Setores importantes e muito ativos da economia espanhola, como por exemplo a construção civil, dependem, diretamente, da renda das pessoas, que também caiu de forma assustadora na Espanha. " Com uma economia centrada na construção, no turismo e nos gastos públicos (cerca de 50% do PIB), a Espanha carece de instrumentos suficientes para mudar o atual modelo produtivo no curto prazo", comenta a OCDE.
segunda-feira, setembro 21, 2009
O mundo é a nossa casa
Nesta semana estarei em Belém, participando do III Congresso Brasileiro de Energia Solar. Nosso objetivo é mostrar que as energias limpas precisam ser de fato incorporadas na matriz energética de todos os países. E o nosso, solar por excelência, precisa aproveitar melhor todo o potencial que tem. Assim, como não conseguirei postar diariamente, deixare, a cada dia, um episódio do documentário HOME - O mundo é a nossa casa. Tudo a ver com o que defendemos no campo das energias renováveis.
"Brasil Ponto a Ponto"
A publicação de um recente estudo realizado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), com o objetivo de estimular o debate sobre o que precisa ser mudado no Brasil para melhorar a vida das pessoas, trouxe como resultado uma feliz mensagem: são os "valores" que precisam ser resgatados. Portanto, nossa principal dificuldade é o déficit de valores humanos. Algo que sentimos no nosso cotidiano, mas é difícil de ser identificado, medido e corrigido. O que fazer diante dessa constatação? Os exemplos que chegam hoje à sociedade só agravam essa situação. Só vejo um caminho, educação, educação, educação..... Construir valores não é um tarefa fácil.
Royalties, o choro é livre
Toda a vez que leio as declarações dos governadores do Rio, São Paulo e Espírito Santo sobre royalties fico com vontade de escrever. Vou acabar me especializando nesse assunto. Como os três mosqueteiros, movimentam suas espadas em defesa do indefensável. O petróleo é nosso, dos brasileiros, e não dos seus estados. A última do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, que classificou de "enorme equívoco" o fato dos governadores terem ficado de fora das discussões encaminhadas ao Congresso e de querer um tratamento diferenciado, parece coisa da época das capitanias hereditárias. Alegar que essas regiões ficam com o ônus de operação da indústria petroleira é querer nos fazer de bobos. Se fosse ruim, não estariam brigando para manter os recursos advindos do petróleo: impostos, empregos, desenvolvimento tecnológico, oportunidades de negócios e outros benefícios indiretos.
domingo, setembro 20, 2009
Carro a diesel, só faltava essa!
Depois que o governo ordenou que os carros terão que reduzir, a partir de 2014, 33% na emissão de poluentes, o mesmo governo anuncia a possível liberação da venda e uso de carros a passeio movidos a diesel. Nós, que já dominamos a tecnologia flex, que não temos produção de diesel suficiente para atender o nosso mercado ( importamos em 2008, 5 bilhões de dólares) e que sabemos o quanto o diesel é poluente, ficamos sem entender as razões desse anúncio. Por acaso, precisamos de carros a diesel? Ou melhor, quem ganha com uma decisão dessas? Para mim, por trás de uma notícia dessas, deve haver um forte interesse da indústria automotiva internacional, preocupada com a retração do mercado em seus países, tentando empurrar para "brasileiros abonados" suas máquinas encalhadas. O que o futuro espera de nós não são carros a diesel e nem ruas engarrafas. Nosso compromisso com o futuro é combater desatinos como esse. É preciso lutar pela redução nas emissões de monóxido de carbono, preservando a qualidade do ar que respiraramos.
sábado, setembro 19, 2009
Chega de térmicas
Tem algumas decisões que são tomadas que eu custo a entender, como, por exemplo: construir térmicas a carvão e a óleo. Primeiro, porque não há necessidade; segundo, porque são caras; terceiro, poluem. Agora, dentro do próprio governo, ter um movimento para derrubar a instrução normativa do Ibama, que condicionava a construção de novas térmicas à compensação das emissões de carbono das usinas com reflorestamento e investimentos em energias renováveis, causa perplexidade. Nós temos que deixar a hipocrisia de lado:quem polue tem que pagar. Um país como o nosso, com potencial eólico de 140GW, com a insolação que tem, com a hidraulicidade de nossos rios, não precisa de energia suja.
Acredite se quiser...
Confesso que tive que ler duas vezes a matéria da Folha de São Paulo sobre heliponto em área nobre da cidade (13/9/2009). Coloquei ao lado a data para acompanharmos a evolução do caos urbano na maior cidade da América do Sul (aquela que pára quando chove). Segundo a matéria, na Vila Olímpia existem 25 helipontos contra 24 paradas de ônibus. Em outras palavras, tem mais opção para se descer de helicóptero do que para se pegar um ônibus. Forma-se, assim, um cenário exótico, impensável sob o ponto de vista de planejamento urbano. Na mesma linha do absurdo são as anunciadas obras das marginais do Tietê. Para aumentar a pista, vão arrancar as árvores e asfaltar, impermeabilizando ainda mais o solo e, por consequência, aumentando o risco às enchentes. A previsão de gasto com essa maluquice, R$ 1,3 bilhões. Sem falar, no que sempre acontece com esse tipo de obra emergencial .....
Para Gilberto Dimenstein, que conhece como poucos São Paulo, a solução está no pedágio urbano. Já utilizado em algumas grandes cidades, os recursos arrecadados iriam para um fundo destinado ao transporte público, melhorando consideravelmente sua qualidade, única forma de se tirar o transporte individual (carros) das ruas. Bancar uma decisão dessas é para estadista. É preciso, porém, não estar preocupado com eleição.
Para Gilberto Dimenstein, que conhece como poucos São Paulo, a solução está no pedágio urbano. Já utilizado em algumas grandes cidades, os recursos arrecadados iriam para um fundo destinado ao transporte público, melhorando consideravelmente sua qualidade, única forma de se tirar o transporte individual (carros) das ruas. Bancar uma decisão dessas é para estadista. É preciso, porém, não estar preocupado com eleição.
sexta-feira, setembro 18, 2009
A floresta agradece
O anúncio do ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, de encomendar um estudo à Aneel para baixar o nível da barragem de Balbina, construída há 20 anos atrás na Amazônia, não tem nada de absurdo. Se ficar comprovada a regeneração da floresta nos mil qulômetros quadrados de área recuperada do reservatório, vale a pena tentar. Balbina é uma obra que envergonha a engenharia brasileira e agride os ambientalistas. Não poderia ter sido construída. Alagou 2360 km2 para gerar menos de 200MW. A área alagada é 5 vezes a Ilha de Santa Catarina. Ao reduzir em 12 m a altura do reservatório, salvam-se mil quilômetros quadrados de floresta. A energia que vai deixar de ser gerada pode ser compensada por placas solares. O Fundo da Amazônia, existe para isso. Um bom exemplo para se apresentar em Copenhague.
Carros sem emissão de poluentes?

A empresa francesa Renault apresenta nesta semana no Salão de Frankfurt/ Alemanha, quatro modelos de veículos elétricos. O programa Zero Emission, lançado em 2008 pela montadora, prevê a criação de veículos com emissão zero de poluentes, basicamente modelos híbridos com motores elétricos. Sem detalhar informações sobre os modelos, a Renault mostrou apenas um desenho com projeção superior dos carros. É possível notar um modelo bastante compacto para apenas um ocupante, outros dois com porte de mini-van e um um automóvel que teria a mesma proporção do atual Megáne. A montadora só não divulgou quanto seria o preço unitário dessas belezinhas.....
Ao ver essas novidades da Renault, lembrei de um interessante programa que assisti na Globo News, sobre os veículos elétricos no Brasil e no mundo. E aí, alguém se habilita?
quinta-feira, setembro 17, 2009
Are baba!
Expressões que nunca tínhamos ouvido falar, hoje estão nas ruas. "Auspicioso", por exemplo, como cai bem na hora de ser empregada. Acho que veio para ficar. A novela Caminho das Índias, nos fez conhecer um pouco dessa cultura milenar e desse gigantesco país. São mais de 5 mil anos de história e mais de um bilhão de habitantes. O foco da novela nas castas como organização social, embora já tenha sido abolida pela Constituição, mesmo assim provoca um sentimento de uma cultura completamente equivocada. A mistura ostensiva de riquesa e pobreza, nos lembra o Brasil. Um quarto da população vive abaixo da linha de miséria. Cabeças iluminadas, que afloram no seleto grupo da alta tecnologia, dividem espaço com elevados índices de analfabetismo. Mesmo nos abstraindo do glamour da TV, podemos ver um pouco mais da Índia, tão misteriosa como distante de nós.
quarta-feira, setembro 16, 2009
Notícias da Espanha: política, tecnologia e meio ambiente
Quem anda se explicando por aqui é o Chefe do Poder Executivo, José Luis Zapatero. Com a economia em crise, desemprego em alta e nenhum sinal de mudança no curto prazo, tem deixado seus partidários incomodados. No PSOE, partido que sustenta o governo, as reclamações são crescentes. Não há debate interno no partido, e as decisões não estão sendo muito meditadas, comenta José Reverte, colunista do " el Periódico". É aquele velho ditado : "quem manda na política é a economia". Zapatero que o diga!
Já no campo da tecnologia e do meio ambiente, duas coisas tão distintas como carro e zoológico, andam juntas por aqui:
- o novo modelo de zoológico de Barcelona vale por dois. Será um centro de recursos para proteger a natureza e alimentar a consciência ecológica. Com investimentos de 80 milhões de dólares, o projeto mostra a importância de se trabalhar com o conceito da sustentabilidade.
- " soy el futuro y estou aquí, en tu presente, para hacerte la vida mejor, más agradable y más práctica. Traigo conmigo grandes avances y novedades, como la tecnologia de propulsión híbrida de gasolina y electricidad y el uso de energias renovables, aplicados por primeira vez a la conducción. Soy como todas las cosas deberían ser en el futuro, lógicas y respeituosas con el meioambiente". Essa é a mensagem do novo Toyota Prius. Um passo adiante em desenvolvimento tecnológico. Roda 25 km por litro de gasolina e é o primeiro carro comercial com teto solar fotovoltaico.
Já no campo da tecnologia e do meio ambiente, duas coisas tão distintas como carro e zoológico, andam juntas por aqui:
- o novo modelo de zoológico de Barcelona vale por dois. Será um centro de recursos para proteger a natureza e alimentar a consciência ecológica. Com investimentos de 80 milhões de dólares, o projeto mostra a importância de se trabalhar com o conceito da sustentabilidade.
- " soy el futuro y estou aquí, en tu presente, para hacerte la vida mejor, más agradable y más práctica. Traigo conmigo grandes avances y novedades, como la tecnologia de propulsión híbrida de gasolina y electricidad y el uso de energias renovables, aplicados por primeira vez a la conducción. Soy como todas las cosas deberían ser en el futuro, lógicas y respeituosas con el meioambiente". Essa é a mensagem do novo Toyota Prius. Um passo adiante em desenvolvimento tecnológico. Roda 25 km por litro de gasolina e é o primeiro carro comercial com teto solar fotovoltaico.
terça-feira, setembro 15, 2009
Um dia cheio: palestra, almoço e mala perdida
Tenho tido muito apoio toda a vez que apresento o Instituto IDEAL no exterior. Aqui em Madri, não foi diferente. A Embaixada do Brasil, Secretário Eloi Ritter e sua equipe, fizeram um belo trabalho de divulgação e nos deram uma especial atenção. O resultado não poderia ter sido melhor. A palestra na Casa do Brasil reuniu mais de 50 empresários do setor de energia, boa parte do PIB espanhol, para ouvir e debater esse momento de grande expectativa em relação a uma presença maior das energias renováveis na nossa matriz energética. Como consequência desse encontro, nossa agenda teve que passar por adequação em relação as solicitações de reuniões específicas. Amanhã, por exemplo, sigo para Toledo vistar as instalações da Iberdrola. Na quinta e sexta-feira, novas programações.
Após a palestra, recebi o convite para almoçar com o Embaixador Paulo César Oliveira Campos, que recebia em sua residência o nosso Vice-Governador, Leonel Pavan e sua comitiva. Boa parte da conversa acabou sendo a mala do vice. A mala do Pavan, desapareceu no aeroporto. Sem lenço e sem documento, nada nos bolsos e na mão, sobrou para Pavan agarrar, a sua eterna bengala.
Após a palestra, recebi o convite para almoçar com o Embaixador Paulo César Oliveira Campos, que recebia em sua residência o nosso Vice-Governador, Leonel Pavan e sua comitiva. Boa parte da conversa acabou sendo a mala do vice. A mala do Pavan, desapareceu no aeroporto. Sem lenço e sem documento, nada nos bolsos e na mão, sobrou para Pavan agarrar, a sua eterna bengala.
sábado, setembro 12, 2009
Os desafios do Mercosul
Acompanho com preocupação os movimentos de esvaziamento do Mercosul. Desde 2003, quando cheguei na Câmara Federal, tenho me envolvido com as políticas de integração regional. Agora, mesmo não sendo mais deputado, tenho observado que crescem as dificuldades de uma integração plena, que contemple as questões sociais, culturais, comerciais, políticas, que respeitem fronteiras e territorialidades. Acho esse enfraquecimento um erro histórico. A tese de menos Mercosul é totalmente equivocada. No mundo complexo e globalizado onde vivemos, o papel das regiões cresce em importância. O governo brasileiro sabe disso e tem consciência de que conseguiu agregar valor as nossas exportações graças à América Latina. Escrevi há dias atrás que vizinhos não se escolhe, se convive, e quanto mais harmoniosa for essa convivência, melhor! Como no ensina o professor Marcelo Coutinho, do Curso de Relações Internacionais da UnB, "convém não esquecer que, se a geometria é variável, a geografia continua permanente."
De volta as origens
Hoje, 12 de setembro, completo sessenta e um anos . Num sábado chuvoso, com os filhos muito longe, me veio a lembrança: meu pai, Cazuza e Rio Grande. Cazuza e meu pai se confundem na letra e na sabedoria. Deixaram exemplos de que o tempo não para. Um na música e o outro na mania que tinha, de contar sempre um ano de vida à frente. Já Rio Grande, minha cidade natal, que deixei há 37 anos, a lembrança veio em função do mega evento que se realiza no Rio - a Bienal do Livro. Poucas pessoas sabem da bonita história da Biblioteca Rio-Grandense, instalada no centro da cidade, há 163 anos atrás. Começou como um Gabinete de Leitura, local onde as pessoas se reuniam para ler e comentar livros, colocando-os à disposição da comunidade. Em 1878, o então Gabinete de Leitura, através da iniciativa do Barão de Vila Izabel, passa a denominar-se Biblioteca Rio-Grandense. O atual acervo é de 450 mil livros. Um número muito expressivo, uma média de dois livros por habitante. Ainda não fiz a pesquisa de quantos livros por habitante abrigam as principais bibliotecas do mundo, mas vou fazer. Acho que a biblioteca de Rio Grande pode surpreender.
sexta-feira, setembro 11, 2009
Nelsinho, que vergonha!
Corrida de carro nunca foi minha praia. Acompanho, eventualmente, o resultado das corridas de Fórmula 1, muito em função da participação dos brasileiros. E, por conta disso, fiquei bastante envergonhado com o lamentável episódio do acidente provocado por Nelsinho Piquet. Ao admitir ter, intencionalmente, batido o carro para favorecer seu companheiro de equipe Fernando Alonso, Nelsinho mostrou até onde vai esse obscuro mundo da Fórmula 1. Cumprir as ordens de seu empresário, Flavio Briatore, e alegar que estava sendo pressionado, não tira a sua responsabilidade sobre o ocorrido. Tentar se livrar da punição, através de delação premiada, nesse caso, também soa muito mau. Nelsinho, só se arrependeu do que fêz depois de ter sido demitido da Renault. Nada se justifica, ele fez parte de uma farsa. Um péssimo exemplo para os jovens que se espelham nos talentos nacionais.
quinta-feira, setembro 10, 2009
Lixo é energia
Parece que a ficha caiu: lixo é energia.
Embora (tardiamente) esteja para ser aprovada a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, a tecnologia existe há muito tempo e o lixo também.
Os benefícios ambientais são muitos e justificam o custo.
O poder calorífico das sacolas plásticas, inimigas do meio ambiente, é o mesmo do óleo diesel. Estudos recentes mostram que uma cidade de 180 mil habitantes, Florianópolis de 20 anos atrás, gera lixo capaz de produzir energia para aproximadamente 56 mil habitantes. Segundo o presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, há mais de 850 usinas de reciclagem energética ao redor do mundo. No Brasil, apenas uma a Usinaverde, projeto piloto instalado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. Enquanto isso, o lixo continua se acumulando em Biguaçu..... e pelo país à fora.
segunda-feira, setembro 07, 2009
Inteligência construída
Richard Nisbett, professor da Universidade de Michigan, é um estudioso da inteligência humana. O que para muitos é uma questão genética, para ele é algo que pode ser construído através do desenvolvimento intelectual de cada um. Entrevistado pela Revista Isto É, o pesquisador americano atribui ao ambiente favorável o surgimento de uma inteligência superior. Passar mais tempo na escola, se envolver com música, cultura, arte, leitura é muito importante para as pessoas atingirem o máximo de seu desempenho intelectual. Como forte argumento sobre a importância do ambiente no aflorar da inteligência, o prof. Nisbett comenta que as pessoas nos países desenvolvidos tem QI mais elevado porque suas sociedades damandam altos níveis de inteligência. Quanto mais as sociedades enriquecem, mais se tornam inteligentes. E, na medida em que vão se tornando mais inteligentes, vão se tornando mais ricas.
sexta-feira, setembro 04, 2009
Um golpe de mestre
A oposição pode não ter gostado, mas a decisão do presidente Lula de manter o regime de urgência sobre os 4 projetos que regulamentam e definem as novas regras para explorar o pré-sal, foi um golpe de mestre. Colocar a discussão no colo do Congresso e estabelecer prazo, esvazia a CPI da Petrobras e alivia a pressão dos governadores do Rio, Espírito Santo e São Paulo para a manutenção dos benefícios na participação dos royalties. Já que estou falando de royalties, chega em boa hora essa discussão. Espero que prospere com a devida responsabilidade e isenção no Congresso Nacional. A matéria trata de bilhões de reais, concentrado em três estados e alguns municípios. Muito antes de se falar em pré-sal, como deputado, levantei essa questão. Através do PL 1618/2003, procurei dar uma destinação aos recursos dos royalties focada no meio ambiente, na educação e em ciência e tecnologia. Já naquela época, como justificativa do projeto, considerava o petróleo extraído na plataforma continental um bem da União, portanto de todos. Não tive o apoio necessário.
Um bom final de semana prolongado. Volto na terça.
Um bom final de semana prolongado. Volto na terça.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Carros vão poluir menos
Uma boa notícia: o governo vai exigir da indústria automotiva mais controle sobre os carros nacionais. Embora a medida só contemple os carros novos, fabricados a partir de janeiro de 2014, esse é mais um passo no sentido de combater as emissões de poluentes nas nossas cidades. No entanto, precisamos avançar. Introduzir programas de incentivo a substituição dos carros velhos, é uma outra boa política. Se eles são justamente os que mais poluem, tirá-los das ruas é uma boa estratégia. Assim como o governo reduziu o IPI para proteger a indústria automobilística, assegurando as vendas e garantindo empregos, pode também propor um financiamento diferenciado conforme o ano do carro. Os carros entregues não poderiam mais circular, indo para a sucata. Se olharmos para um passado não muito distante, os taxis no Brasil melhoraram consideravelmente graças ao incentivo que receberam (isenção do IPI). Política pública é isso, iniciativas voltadas para o bem estar da população
No limite
O título acima tanto serve para programa de TV como para definir a situação do trânsito em Florianópolis. Como não assisto o programa, mas sofro com o sistema viário da cidade, fica valendo a chamada para o caos que vivenciamos todos os dias na nossa capital. Antigamente era o verão, e a desculpa, os turistas. Depois a culpa era da chuva: quando chovia mais carros ocupavam as estreitas ruas da cidade. Sem um planejamento adequado a "sabedoria popular" passou a ditar as regras na capital. Quantas vezes ouvimos e falamos: na sexta, final de tarde, engarrafa; pegar o avião em dia de jogo do Avaí, nem pensar; praia Mole, no final de semana, só se estiver chovendo; as pontes, só com hora para passar; Via Expressa, não tem jeito, é assim mesmo; Beira Mar, no final de tarde, é uma fria; Pantanal e Córrego Grande, só com a Universidade de férias.... E assim continuamos por anos a fio. Só para dar um exemplo, a última obra viária nos bairros Pantanal e Córrego Grande foi o Trevo da Dona Benta, quando eu era vereador, há mais de 10 anos. De lá para cá, emplacando em média 1000 veículos por mês, dá para se ter uma idéia do caos que está!
Em junho desse ano, o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, há seis anos no cargo, escreveu um artigo, "estarrecido com a divulgação de um trabalho feito por um pesquisador que classifica Florianópolis como uma das piores cidades do mundo em mobilidade urbana". Sem entrar no mérito do estudo, e concordando com o direito do prefeito de se defender, quero também me manifestar. Tenho acompanhado a transformação da cidade nas últimas três décadas. Da forma como a cidade vem se desenvolvendo, me preocupo sobre a qualidade de vida futura que ela vai oferecer. Os engarrafamentos em Florianópolis, até onde eu sei, não são medidos, mas deveriam ser. Até para se ter uma idéia da dimensão do problema. Só para reflexão, sem qualquer pretensão científica, tomando São Paulo como exemplo. A caótica capital dos paulistanos, é 25 vezes maior do que Florianópolis. Os engarrafamentos por lá, são da ordem de 100 Km. Transportando esse indicador para cá, nossos engarrafamentos seriam da ordem de 4 km. Com certeza, muito aquém do que vemos nas nossa ruas. Sem turistas, sem chuva e sem jogo do Avaí.
Em junho desse ano, o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, há seis anos no cargo, escreveu um artigo, "estarrecido com a divulgação de um trabalho feito por um pesquisador que classifica Florianópolis como uma das piores cidades do mundo em mobilidade urbana". Sem entrar no mérito do estudo, e concordando com o direito do prefeito de se defender, quero também me manifestar. Tenho acompanhado a transformação da cidade nas últimas três décadas. Da forma como a cidade vem se desenvolvendo, me preocupo sobre a qualidade de vida futura que ela vai oferecer. Os engarrafamentos em Florianópolis, até onde eu sei, não são medidos, mas deveriam ser. Até para se ter uma idéia da dimensão do problema. Só para reflexão, sem qualquer pretensão científica, tomando São Paulo como exemplo. A caótica capital dos paulistanos, é 25 vezes maior do que Florianópolis. Os engarrafamentos por lá, são da ordem de 100 Km. Transportando esse indicador para cá, nossos engarrafamentos seriam da ordem de 4 km. Com certeza, muito aquém do que vemos nas nossa ruas. Sem turistas, sem chuva e sem jogo do Avaí.
quarta-feira, setembro 02, 2009
Feliz coincidência
A Hydro, uma grande empresa norueguesa, vem acompanhando o trabalho do Instituto IDEAL há um bom tempo. O mesmo eles têm feito em relação às discussões sobre energia solar, nos seminários e congressos que acontecem por aqui. Nos EUA, têm participado de importantes projetos de plantas solares. O novo prédio da empresa na Alemanha, também incorporou no seu projeto a energia solar.
Ontem, o Financial Times destacou a decisão do governo norueguês de reorganizar sua estratégia de investimentos do seu fundo soberano. Considerado o segundo maior do mundo, com 400 bilhões de dólares, o Fundo de Pensão do Governo Norueguês vai direcionar cerca de 1% de seus recursos, ou seja, 4 bilhões de dólares, para "ações verdes" nos países em desenvolvimento.
Como parte dessa grande mudança política, a Noruega já investiu 1,2 bilhões de dólares em 232 companhias da Índia que apoiam a sustentabilidade ambiental e as energias limpas. Também já se comprometeu com o governo brasileiro de investir 1 bilhão de dólares no Fundo da Amazônia.
A origem desse fundo está diretamente ligada à exploração das reservas de petróleo na Noruega. Tem servido para complementar a aposentadoria e atender programas sociais de uma das sociedades mais desenvolvidas do mundo. Aliás, esse fundo tem servido de modelo nas discussões sobre o pré-sal, aqui no Brasil. Uma feliz coincidência.
Ontem, o Financial Times destacou a decisão do governo norueguês de reorganizar sua estratégia de investimentos do seu fundo soberano. Considerado o segundo maior do mundo, com 400 bilhões de dólares, o Fundo de Pensão do Governo Norueguês vai direcionar cerca de 1% de seus recursos, ou seja, 4 bilhões de dólares, para "ações verdes" nos países em desenvolvimento.
Como parte dessa grande mudança política, a Noruega já investiu 1,2 bilhões de dólares em 232 companhias da Índia que apoiam a sustentabilidade ambiental e as energias limpas. Também já se comprometeu com o governo brasileiro de investir 1 bilhão de dólares no Fundo da Amazônia.
A origem desse fundo está diretamente ligada à exploração das reservas de petróleo na Noruega. Tem servido para complementar a aposentadoria e atender programas sociais de uma das sociedades mais desenvolvidas do mundo. Aliás, esse fundo tem servido de modelo nas discussões sobre o pré-sal, aqui no Brasil. Uma feliz coincidência.
terça-feira, setembro 01, 2009
De 4000 A.C. a 2010 D.C.
Uma recente pesquisa feita no Brasil aponta que apenas 4% dos entrevistados disseram que não estão dispostos a mudar seus hábitos para reduzir a emissão de carbono. Um resultado prá lá de convincente. Por outro lado, embora muito se fale em cortar as emissões de carbono, nenhum país conseguiu se tornar uma nação "carbono-neutra". Com toda a informação proveniente de sofisticados instrumentos de comunicação, a humanidade vem pressionando o sistema natural global de forma totalmente inconsequente.
Num passado distante, há 4000A.C., as antigas civilizações já enfrentavam as forças da natureza. Os Sumérios acabaram com a fertilidade através de uma irrigação do solo que deixou excesso de sal na terra. Os Maias, mesmo sem moto-serra, também foram responsáveis pelo desmatamento de imensas áreas.
O resultado desse estresse que o planeta está submetido, tanto no passado distante como nos dias de hoje, afeta, diretamente, a produção de alimentos, justamente o ponto fraco de muitas civilizações antigas que entraram em colapso pela fome. A crescente demanda por alimentos esbarra na impossibilidade da oferta crescer nos mesmos índices. Os limites, quem estabelece é a natureza. As razões são conhecidas: queda nos níveis dos lençóis freáticos, uso indevido de terras cultiváveis e ocorrências climáticas extremas, incluindo ondas de calor, secas prolongadas e enchentes devastadoras.
Será que a partir de 2010 os crescentes níveis de dióxido de carbono não terão o mesmo efeito para a humanidade que teve o excesso de sal no solo para os Sumérios no ano 4000A.C.?
Quem nos deixa essa pergunta é Lester Brown, do Earth Police Institute - um dos mais renomados cientistas americanos
Num passado distante, há 4000A.C., as antigas civilizações já enfrentavam as forças da natureza. Os Sumérios acabaram com a fertilidade através de uma irrigação do solo que deixou excesso de sal na terra. Os Maias, mesmo sem moto-serra, também foram responsáveis pelo desmatamento de imensas áreas.
O resultado desse estresse que o planeta está submetido, tanto no passado distante como nos dias de hoje, afeta, diretamente, a produção de alimentos, justamente o ponto fraco de muitas civilizações antigas que entraram em colapso pela fome. A crescente demanda por alimentos esbarra na impossibilidade da oferta crescer nos mesmos índices. Os limites, quem estabelece é a natureza. As razões são conhecidas: queda nos níveis dos lençóis freáticos, uso indevido de terras cultiváveis e ocorrências climáticas extremas, incluindo ondas de calor, secas prolongadas e enchentes devastadoras.
Será que a partir de 2010 os crescentes níveis de dióxido de carbono não terão o mesmo efeito para a humanidade que teve o excesso de sal no solo para os Sumérios no ano 4000A.C.?
Quem nos deixa essa pergunta é Lester Brown, do Earth Police Institute - um dos mais renomados cientistas americanos
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