sábado, fevereiro 28, 2009
De olho no futuro
A Revista Galileu desta semana publicou 100 ideias que mudarão o mundo. De todas a que me chamou mais atenção foi a transmissão de energia elétrica sem a necessidade de cabos e tomadas. A energia wireless virou realidade. Penso que nada será mais futurista do que esta descoberta. O pai da criança é um gênio americano nascido na Croâcia. Seu nome Marin Soljacic. Segundo a revista, Marin está prestes a ser eletrocutado, ou de testemunhar o maior avanço da ciência elétrica em 100 anos. Se ele estiver correto os elétrons vão se espalhar pelo ar. Várias empresas já estão de olho no futuro criado por Marin. A tecnologia de transmitir energia pelo ar de forma segura é um avanço difícil de ser mensurado. Quem está prestes a dominar esta tecnologia é a empresa americana Fulton Innovation, que revelou seu primeiro conjunto de produtos carregados via energia wireless na Consumer Electronics Show deste ano.
Frase da semana
Lester Brown, presidente do Earth Policy Institute, já esteve em Florianópolis onde conheceu o trabalho do Instituto IDEAL. Cotado para fazer parte do governo de Obama, preferiu ficar no seu instituto. É dele a frase da semana ao comentar as mudanças que os EUA precisam fazer na questão ambiental, mudanças climáticas, dependência de petróleo e a exploração dos recursos naturais: "depends on you and me". Fica portanto o recado: um mundo melhor depende de nós.
Enquanto isso, o Plano Decenal de Energia, do Ministério de Minas e Energia, que traça as metas para o setor no período 2008-2017, inclui na nossa matriz energética mais de 20 mil MW de energia térmica a óleo diesel, reconhecidamente suja e poluidora.
Enquanto isso, o Plano Decenal de Energia, do Ministério de Minas e Energia, que traça as metas para o setor no período 2008-2017, inclui na nossa matriz energética mais de 20 mil MW de energia térmica a óleo diesel, reconhecidamente suja e poluidora.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Estádios solares*
Neste dia estamos entregando ao presidente Lula vários meses de dedicação e trabalho a um projeto futurista que vai colocar o Brasil em evidência: os estádios solares. A Copa de 2014, maior evento da mídia global da próxima década, é uma oportunidade única para o país posicionar-se como vanguarda para todo o mundo, no terreno das energias limpas.A transformação dos estádios da Copa em usinas solares nasceu junto com o Instituto Ideal. Com o apoio da equipe do professor Ricardo Ruther, da UFSC, os primeiros estudos começaram a ser feitos para mostrar a viabilidade técnica e econômica deste ambicioso projeto. O Maracanã, ícone maior do nosso futebol, foi o primeiro a ser estudado. Depois veio o Mineirão, a Fonte Nova, o Beira-Rio e o Orlando Scarpelli.Estas pequenas usinas solares não irão beneficiar apenas os clubes. A quantidade de energia gerada é bem superior às necessidades advindas da prática do esporte mais querido do país. O excedente de energia será comercializado, gerando receita para o clube ou empresa que queira associar sua imagem à energia do sol. A iniciativa que tomamos vem atraindo parcerias tanto no campo tecnológico, na viabilização dos recursos e na formação de mão-de-obra especializada. O Kfw, banco de fomento do governo alemão, já sinalizou sua disposição de financiar este projeto. A GTZ, também disponibilizou a transferência de tecnologia através de mecanismos de cooperação entre o Brasil e a Alemanha.Estamos cada vez mais conscientes da importância de um projeto desta magnitude. O Brasil, pela sua dimensão, é a porta natural de entrada de uma nova tecnologia na América do Sul. A energia solar vem se desenvolvendo rapidamente em outros países. O casamento da energia solar com a Copa de 2014 é um par perfeito. É um gol de placa. Sol e futebol têm tudo a ver com o povo brasileiro.
*Artigo publicado no jornal Diário Catarinense desta sexta, dia 27, págna 12
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Lixo eletrônico
Falar do lixo não é o melhor assunto. Agora, não falar, é a pior coisa. O lixo que produzimos está por toda a parte e em volumes cada vez maiores. As imagens do lixo que se acumula nos oceanos é estarrecedora. Recentemente li uma reportagem sobre o lado sujo da indústria limpa, o lixo eletrônico. Os números são assustadores. Um bilhão de PCs serão descartados no mundo entre 2005 e 2010. Segundo a mesma matéria são, aproximadamente, 5 milhões de toneladas de plástico, 1,5 milhões de toneladas de chumbo e 500 toneladas de mercúrio. O mercado eletroeletrônico vive de novidades, a vida útil dos produtos é muito curta. O consumidor adora trocar seus equipamentos. Na terra das companhias high-tech, o chamado Vale do Silício, na Califórnia, segundo a EPA(agência do governo norte-americano para proteção ambientel), a região tem 29 pontos de contaminação.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Turismo de qualidade
Depois de tudo que li sobre a recente viagem da comitiva que foi para Dubai, cheguei a seguinte conclusão: nossos governantes estão viajando demais, se descolaram da cidade e se esqueceram do básico que tem que ser feito na nossa região. Não adianta falar do que viram em Dubai se os problemas que comprometem o turismo em Florianópolis, são do conhecimento e da responsabilidade deles. Há dois domingos atrás, incorporei o papel de um turista. Logo cedo fui para o Aeroporto Internacional Hercílio Luz comprar uma passagem. Um caos para chegar. O trevo da Seta é um stress. No aeroporto, novamente minha paciência foi testada. Uma verdadeira muvuca aeroportuária. Dalí fui para o Campeche. Passei de novo pelo trevo e seguí lentamente até a praia. O centrinho do Campeche precisa de uma urgente revitalização acompanhada de uma higienização. Está uma vergonha. Acredito que todos saibam. Descendo para a praia, aquele marzão azul e a Ilha no fundo. Coisa de louco! Não há Dubai que se compare a tanta beleza.
Turismo de qualidade II - na saída da praia fui abordado por um simpático "hermano" querendo saber como se ia para Canasvieiras. Mandei que me seguisse. Na Via Expressa, expliquei para dobrar a direita na placa Universidade-Praias do Norte. Para minha surpresa o argentino seguiu reto. Foi para o Centro. A placa dizia: Centro/Universidade/Praias do Norte. Não fazia referência a necessidade de se dobrar.
Turismo de qualidade III - neste sábado de Carnaval saí cedo de casa. Do Córrego Grande até a entrada da Guarda do Embaú, são exatos 50 km. O tempo que levei foram exatas duas horas.
Exemplos como estes mostram a necessidade de se corrigir o básico. O sistema viário, o saneamento, a revitalização das praias, a boa sinalização, é o mínimo que se espera de uma cidade que se propõe ser turística. Não precisam inventar e importar modelos de desenvolvimento para o turismo em Florianópolis. Basta saber cuidar das belezas naturais da nossa capital. Não há lugar no mundo que reuna praias, mangues, lagoas, montanhas, rios, dunas e florestas.
Turismo de qualidade II - na saída da praia fui abordado por um simpático "hermano" querendo saber como se ia para Canasvieiras. Mandei que me seguisse. Na Via Expressa, expliquei para dobrar a direita na placa Universidade-Praias do Norte. Para minha surpresa o argentino seguiu reto. Foi para o Centro. A placa dizia: Centro/Universidade/Praias do Norte. Não fazia referência a necessidade de se dobrar.
Turismo de qualidade III - neste sábado de Carnaval saí cedo de casa. Do Córrego Grande até a entrada da Guarda do Embaú, são exatos 50 km. O tempo que levei foram exatas duas horas.
Exemplos como estes mostram a necessidade de se corrigir o básico. O sistema viário, o saneamento, a revitalização das praias, a boa sinalização, é o mínimo que se espera de uma cidade que se propõe ser turística. Não precisam inventar e importar modelos de desenvolvimento para o turismo em Florianópolis. Basta saber cuidar das belezas naturais da nossa capital. Não há lugar no mundo que reuna praias, mangues, lagoas, montanhas, rios, dunas e florestas.
Guard-rail
Impossível não comentar a polêmica que tomou conta da cidade sobre a instalação de uma melhor proteção nas pontes que ligam a Ilha ao continente. A obra, suspensa por um embargo movido pela Prefeitura Municipal, está dando o que falar. A paralização, segundo a prefeitura, foi imposta com base no Estatuto da Cidade, que proíbe o impacto na paisagem. Ora prefeito Dario, responda para nós o que fizeram com os camarotes da Passarela Nego Quirido, uma verdadeira muralha, que nos tirou a vista da Baia Sul e do Cambirela? Lá, ao que parece, se esqueceram de aplicar o Estatuto. Nas pontes os novos guard-rail, servem para dar segurança as pessoas que por alí trafegam. Com todo o respeito que tenho pelo Estatuto da Cidade(quase nunca observado pelos gestores públicos), neste caso em particular, penso que deve prevalecer o bom senso e a segurança das pessoas.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Saia justa da semana
O homenageado com o título : "Saia justa da semana", é o senador Jarbas Vasconcelos. Depois de acusar de corrupto o partido que ajudou a fundar, o senador começa a ser questionado por não dar nome aos bois. Jarbas, filiado desde a época do antigo MDB, conhece seus pares como poucos. É sua obrigação nominar todos aqueles corruptos que motivaram seu desabafo na entrevista dada a Revista VEJA.
A todos um bom Carnaval. Até quarta.
A todos um bom Carnaval. Até quarta.
Oceano de plástico
Aquilo que imaginávamos, agora nos foi mostrado. Uma ilha formada por milhares de toneladas de lixo foi destaque na mídia mundial nesta semana. Uma enorme camada flutuante de plástico, com cerca de mil quilômetros de extensão, localizada entre a costa da Califórnia e o Havai, estarreceu a todos que viram. Apelidada de Lixão do Pacífico pelo Greenpeace, "caminha" lentamente pelo Oceano Pacífico como um ser inanimado, criado pela inconsciência do homem.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Energia limpa e eficiência energética: boas novas
Uma das maiores cooperativas do Paraná, a Lar, com sede em Medianeira, apresentou hoje para seus associados, a parceria com Itaipu para transformar resíduos de aves e suínos em eletricidade. Para mim, em especial, foi um momento de muita satisfação participar de um dia histórico como este, na distante Medianeira. Além da questão ambiental e energética, estavámos diante de um projeto inovador que irá transformar o campo. O sistema em implantação, deverá produzir 0,2 mil megawatt/hora por mês. O que houver de excedente, será comprado pela Copel. O gás que será utilizado é o metano. Um dos principais causadores do efeito estufa e é 21 vezes mais poluente que o gás carbônico. Associado a este projeto a Cooperativa Lar, vai também comercializar cerca de 20 mil créditos de carbono por ano, o que significa uma receita anual de 360 mil euros. Estes créditos serão comprados pela Zero Emissions, do grupo espanhol Abengoa.
Distante dali, em Brasília, o governo anunciou seu projeto de substituição de geladeiras para as camadas mais empobrecidas da população. Uma grande iniciativa social e energética. Este projeto que começou na Coelba, empresa de energia da Bahia, tem tudo para dar certo. O refrigerador antigo, que consome muita energia e gela muito pouco, vai ser recolhido e, em troca, o proprietário receberá um novo, com o selo de eficência energética. Menos consumo de energia, melhor aproveitamento da nossa indústria, mais conforto para a família. Um gol de placa.
Distante dali, em Brasília, o governo anunciou seu projeto de substituição de geladeiras para as camadas mais empobrecidas da população. Uma grande iniciativa social e energética. Este projeto que começou na Coelba, empresa de energia da Bahia, tem tudo para dar certo. O refrigerador antigo, que consome muita energia e gela muito pouco, vai ser recolhido e, em troca, o proprietário receberá um novo, com o selo de eficência energética. Menos consumo de energia, melhor aproveitamento da nossa indústria, mais conforto para a família. Um gol de placa.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Direto de Itaipú
.....em Foz do Iguaçu o calor é assustador. Acabo de chegar no hotel, depois de uma longa e proveitosa reunião com o presidente de Itaipú, Jorge Samek. O trabalho que vem sendo feito aquí, em energias renováveis, é exemplar. As iniciativas voltadas para a recuperação ambiental do reservatório e de agregar valor econômico as atividades agrícolas através da geração de energia descentralizada, utilizando energias renováveis, mostra a preocupação e o compromisso da direção de Itaipú com o desenvolvimento sustentável da região. Em razão deste trabalho pioneiro, fomos convidados a dar nossa contribuição, trazendo a experiência do Instituto IDEAL em energia solar, para os projetos em curso na área do reservatório. O sol, a partir do convênio que assinamos, além do forte calor que causa, vai também produzir energia.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Dr. Ulisses, saudades
No final da década de oitenta conheci Ulisses Gumiarães. Jantamos juntos, na residência oficial da Presidência da Câmara dos Deputados, uma sopa caseira com torradas. Naquela noite, exercia a Presidência da República em substituição a José Sarney, que estava fora do país. A simplicidade do casal Guimarães ia além do cardápio. Era na boa conversa e nos sábios comentários, próprios de quem conhecia as entranhas do poder e o jogo da política, que Ulisses encantava. Lembro até hoje de duas de suas observações: a de que o Congresso Nacional é lugar de "cobra criada" e sobre o fraco desempenho dos deputados. Quanto a última, ele alertava: " se esta Legislatura foi ruim, preparem-se, a próxima será pior".
Lá se vão 20 anos. Jarbas Vasconcelos também é desta época. Como o dr. Ulisses conhece muito bem o partido que ajudou a fundar. Sabe quem são os éticos, os que utilizam o partido para enriquecer, os que buscam cargos e os que gostam da vitrine. Não foi um desabafo como alguns querem tratar. Jarbas foi deputado federal, governador, senador, sabe, portanto, muito bem as consequências de sua bombástica entrevista. A cúpula do PMDB, espera o Carnaval como um bom aliado para abafar a crise anunciada. Acho que vai acabar tudo em samba. O som dos tamborins não serão suficientes para acordar o "velho Ulisses" e cobrar, com sua inconfundível voz, mais respeito com a política.
Lá se vão 20 anos. Jarbas Vasconcelos também é desta época. Como o dr. Ulisses conhece muito bem o partido que ajudou a fundar. Sabe quem são os éticos, os que utilizam o partido para enriquecer, os que buscam cargos e os que gostam da vitrine. Não foi um desabafo como alguns querem tratar. Jarbas foi deputado federal, governador, senador, sabe, portanto, muito bem as consequências de sua bombástica entrevista. A cúpula do PMDB, espera o Carnaval como um bom aliado para abafar a crise anunciada. Acho que vai acabar tudo em samba. O som dos tamborins não serão suficientes para acordar o "velho Ulisses" e cobrar, com sua inconfundível voz, mais respeito com a política.
domingo, fevereiro 15, 2009
LIXO - uma boa notícia
O Ministério do Meio Ambiente vem apoiando estados e municípios na constituição de consórcios para administrar o grave problema que temos com o lixo. Os consórcios dão escala para o lixo se tornar uma fonte de receita e de energia. Na França, por exemplo, o governo só autoriza novos lixões se eles tiverem um projeto integrado voltado à produção de energia. Na Espanha já visitei várias estações integradas lixo/energia, que processam volumes muito próximos do que é depositado no lixão de Biguaçu. A tecnologia é conhecida. O que falta é iniciativa. O lixo bem tratado, faz bem para o meio ambiente, cria emprego e gera renda. Tá na hora dos nossos gestores públicos assumirem este desafio. Em breve vou retomar este assunto, incluindo duas novas preocupações: o lixo atômico e o eletrônico.
sábado, fevereiro 14, 2009
Melhor idade
Na última semana utilizei da "velhice" em dois momentos. Na fila do DETRAN e do cartório. Dois lugares públicos que precisam melhorar seu atendimento. Inicialmente, como toda a novidade, a chegada na chamada melhor idade cria alguns constrangimentos. A sensação de se estar furando a fila, é um deles. Depois, espero que passe. Afinal, estou utilizando um direito de todos os cidadãos com mais de 60 anos. Uma importante conquista da cidadania. A chegada dos anos não me incomoda. Ela vem acompanhada de uma sensação gostosa de liberdade e paz. Alíás, esta é a filosofia no Instituto IDEAL. Lá, só fazemos projetos que nos motivam e que apontam para um futuro melhor. Sobre a velhice sadia, Edi Bohrer, licenciada em Filosofia, Sociologia e Psicologia, em recente artigo comenta o que o filósofo romano Sêneca, há séculos atrás, já dizia: " a velhice é boa como tudo que é natural".
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Agradecimento
Estamos no ar há três dias. E já tivemos 81 visitas. Aos que já se manifestaram por e-mail ou através dos comentários postados, obrigado. Um bom final de semana.
Frase do dia
O comentário da jornalista Fernanda Lago, após retornar do Pantanal/MS, sobre o futuro de Florianópolis, a continuar esta ocupação desordenada, é digno de registro: " Infelizmente não somos paraíso ecológico, somos natureza abençoada com prazo de validade determinado". (Diário Catarinense - 13/2/2009)
Fernanda, valeu a pertinente observação.
Fernanda, valeu a pertinente observação.
De volta ao Castelo
O comentário do jornalista Artur Monteiro, já registrado neste blog, me traz de volta para o castelo do deputado Edmar. Arthur, um conhecedor das notícias de Brasília que não são publicadas, nos lembra " dos famosos confessionários, instalados em gabinetes e comissões, onde tudo é dito, passado, assinado, sem que ninguém jamais descubra o que aconteceu entre aquelas vergonhosas caixinhas". O castelo da vergonha, como é chamado pela Revista Época, a obra de Edmar, com oito torres e 36 suítes, acabou ocupando a mídia e se tornou um símbolo. Castelos existem, podem ser cafonas ou ícones históricos. Portanto, não tenho nada contra castelos. É uma questão de gosto. Insisto, o que temos que cobrar é a prestação de contas do deputado. E o que a mídia deve investigar, são os motivos que levaram 200 deputados a votarem em Edmar.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Chacina nas estradas
Ontem, ouvindo a Voz do Brasil, fiquei estarrecido com o número de mortos nas estradas brasileiras. Em 2008, foram 40 mil. O gasto com atendimento hospitalar, com estes acidentados, só pelo SUS, mais de 4 bilhões de reais. Se formos acompanhar os conflitos armados pós Vietnã, nenhum produziu tantas vítimas. Reverter esta triste estatística, é uma luta pela vida. Neste ano, com crise e tudo, se espera mais de 1 milhão de novos carros rodando na trânsito saturado de nossas cidades e nas esburacadas estradas deste Brasil afora. Precisamos reverter a lógica que está nos levando para este caos. Criar programas voltados para a educação e humanização no trânsito. Diariamente caminho 8 quilômetros, de casa para o Instituto IDEAL onde trabalho. Sou testemunha viva (por enquanto) do desrespeito aos pedestres existente nas nossas ruas. Faixa de segurança, por exemplo, é o lugar mais inseguro que se tem hoje. O Código Nacional de Trânsito, estabelece que o pedestre tem proridade. No entanto, na rua, se ele agir convencido disso, morre. Políticas públicas bem programadas e perenes ajudam. Brasília, por incrível que possa parecer, é um exemplo a ser seguido. No governo Cristovão, foi desenvolvido um trabalho de educação e conscientização que funciona bem até hoje. Lá faixa de pedestre, é respeitada. É uma conquista da cidadania.
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Edmar Moreira existe e o castelo também
Sempre fui avesso às festas e jantares que embalam as noites dos congressistas em Brasília. Longe do lado fashion da capital, dediquei meu tempo, exclusivamente, ao mandato que recebi dos catarinenses. Não era portanto visto como alguém da "turma". Mesmo assim, com toda esta discrição e dedicação, sabia da existência do deputado Edmar Moreira e do seu castelo. Dizem que na Câmara, onde as paredes tem ouvido, todos sabem tudo de todos. Logo, Edmar com quatro mandatos e com passagem por quatro partidos, não era uma biografia desconhecida e nem tampouco seu castelo, virtual.
Agora, com Edmar caindo em desgraça e seu castelo ruindo como se fosse de areia, seus pares tratam de negar o convívio e até demonstrar espanto com a existência da tão comentada obra. É muita hipocrisia. Fico com o comentário do leitor da FSP, Wilson Praker, de Nova Friburgo, RJ:
" a pergunta que não saí da cabeça do povo é a seguinte: como um sujeito com um prontuário tão sujo como o deputado Edmar Moreira pode ser aceito como candidato a deputado federal pela Justiça Federal, ser eleito pelo voto democrático dos eleitores, tomar posse, ser eleito por seus amigos deputados para a segunda vice-presidência da Casa e Corregedor-Geral, sujeito a comandar a Câmara na ausência do presidente e do primeiro-vice?"
E o que é pior, para o cargo na Mesa da Câmara que agora renunciou, Edmar se elegeu com 200 votos. Concorreu como avulso. Não fazia parte de nenhuma chapa. Os votos foram dados à pessoa dele. Uma vergonha.
Agora, com Edmar caindo em desgraça e seu castelo ruindo como se fosse de areia, seus pares tratam de negar o convívio e até demonstrar espanto com a existência da tão comentada obra. É muita hipocrisia. Fico com o comentário do leitor da FSP, Wilson Praker, de Nova Friburgo, RJ:
" a pergunta que não saí da cabeça do povo é a seguinte: como um sujeito com um prontuário tão sujo como o deputado Edmar Moreira pode ser aceito como candidato a deputado federal pela Justiça Federal, ser eleito pelo voto democrático dos eleitores, tomar posse, ser eleito por seus amigos deputados para a segunda vice-presidência da Casa e Corregedor-Geral, sujeito a comandar a Câmara na ausência do presidente e do primeiro-vice?"
E o que é pior, para o cargo na Mesa da Câmara que agora renunciou, Edmar se elegeu com 200 votos. Concorreu como avulso. Não fazia parte de nenhuma chapa. Os votos foram dados à pessoa dele. Uma vergonha.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
A crise e as alternativas
Depois de uma vida estudantil, profissional e político-partidária intensa, resolvi registrar e comentar minhas inquietações neste democrático espaço da mídia eletrônica. A intenção é compartilhar preocupações, socializar informações e trocar experiências com vocês.
Embora a ideia do blog tenha surgido a partir dos temas que hoje me motivam, como a produção de energia limpa, meio ambiente, a água que necessitamos, os efeitos causados pelas variações climáticas, entre outros, nesse primeiro contato, pela forte repercussão e graves consequências causadas, vou abordar a crise econômica mundial.
Esta não é a primeira e nem será a última grande crise. Seus efeitos serão diferenciados, atingindo com maior intensidade os países mais desenvolvidos. No Brasil, onde inicialmente o governo titubeou, reduzindo sua importância, medidas agora anunciadas mostram claramente a intenção de minimizar os impactos da crise. Recursos, felizmente, nós temos. E estão disponíveis no BNDES, CEF, FAT, Fundo de Garantia, além dos bilhões de dólares da reserva cambial. Demandas também não faltam.
De imediato, deveria-se lançar um programa para recuperar bens públicos: escolas, universidades, postos de saúde, hospitais, estradas, portos e ferovias. A seguir, um mega projeto voltado para a construção da casa própria, integrado com o saneamento básico. Uma revolução urbana, voltada para zerar o déficit habitacional. Como se pode ver, iniciativas como estas são factíveis e fundamentais para criarmos milhões de empregos e desenvolvermos o país.
Faço minhas as reflexões do teólogo Leonardo Boff sobre a crise: “ O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e consumo.”
A oportunidade de redefinirmos prioridades é agora. A crise atual comprova isso.
Embora a ideia do blog tenha surgido a partir dos temas que hoje me motivam, como a produção de energia limpa, meio ambiente, a água que necessitamos, os efeitos causados pelas variações climáticas, entre outros, nesse primeiro contato, pela forte repercussão e graves consequências causadas, vou abordar a crise econômica mundial.
Esta não é a primeira e nem será a última grande crise. Seus efeitos serão diferenciados, atingindo com maior intensidade os países mais desenvolvidos. No Brasil, onde inicialmente o governo titubeou, reduzindo sua importância, medidas agora anunciadas mostram claramente a intenção de minimizar os impactos da crise. Recursos, felizmente, nós temos. E estão disponíveis no BNDES, CEF, FAT, Fundo de Garantia, além dos bilhões de dólares da reserva cambial. Demandas também não faltam.
De imediato, deveria-se lançar um programa para recuperar bens públicos: escolas, universidades, postos de saúde, hospitais, estradas, portos e ferovias. A seguir, um mega projeto voltado para a construção da casa própria, integrado com o saneamento básico. Uma revolução urbana, voltada para zerar o déficit habitacional. Como se pode ver, iniciativas como estas são factíveis e fundamentais para criarmos milhões de empregos e desenvolvermos o país.
Faço minhas as reflexões do teólogo Leonardo Boff sobre a crise: “ O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e consumo.”
A oportunidade de redefinirmos prioridades é agora. A crise atual comprova isso.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Plante!
Conheci Giuliano Grazzi há três anos. Secretário-geral da Associação Europeia da Indústria de Biomassa (Eubia), e um profundo conhecedor do valor ambiental e econômico da produção sustentável da madeira, Grazzi, como todo apaixonado pelo que faz, é extremamente convincente quando comenta o quanto o Brasil poderia avançar neste setor. Recentemente, Ingo Jordan, reconhecido agrônomo catarinense, apresentou seu trabalho sobre a importância do reflorestamento como instrumento de redução no efeito estufa e aquecimento global.
Pequenas florestas de 10 hectares, poderiam absorver calor e CO2 por toda Santa Catarina. Além dos benefícios ambientais, agregariam empregos, gerando renda e energia. Nosso Estado tem cerca de 2 milhões de hectares sem uso, próprios para implantação de reflorestamentos sustentáveis. Na distante e agredida Amazônia, o holandês Johan Zweede, de 73 anos, no meio da mata desde 1965, ensina técnicas para 350 alunos/ano, sobre o manejo racional de uma floresta.
Estas citações nos fazem refletir sobre a importância de uma política nacional de reflorestamento. Estou convencido que estimular o plantio de árvores é a melhor forma de se combater o desmatamento criminoso a que assistimos. Quanto mais madeira legalizada estiver disponível no mercado, menos comércio haverá de madeira ilegal. Infelizmente, o que se vê é o inverso do que advogamos.
No Pará, Estado campeão de desmatamento, só no último ano, 5.180 km² de mata derrubada, com a madeira transportada e comercializada, mostra a necessidade pensarmos e implantarmos novas formas de se combater este flagelo ambiental que é o desmatamento de nossas florestas naturais. Para se ter uma ideia do que isso significa, é como se, todos os anos, assistíssemos a 10 Ilhas de Santa Catarina serem totalmente desmatadas.
*Artigo Publicado originalmente no jornal Diário Catarinense, em 26/01/2009
Pequenas florestas de 10 hectares, poderiam absorver calor e CO2 por toda Santa Catarina. Além dos benefícios ambientais, agregariam empregos, gerando renda e energia. Nosso Estado tem cerca de 2 milhões de hectares sem uso, próprios para implantação de reflorestamentos sustentáveis. Na distante e agredida Amazônia, o holandês Johan Zweede, de 73 anos, no meio da mata desde 1965, ensina técnicas para 350 alunos/ano, sobre o manejo racional de uma floresta.
Estas citações nos fazem refletir sobre a importância de uma política nacional de reflorestamento. Estou convencido que estimular o plantio de árvores é a melhor forma de se combater o desmatamento criminoso a que assistimos. Quanto mais madeira legalizada estiver disponível no mercado, menos comércio haverá de madeira ilegal. Infelizmente, o que se vê é o inverso do que advogamos.
No Pará, Estado campeão de desmatamento, só no último ano, 5.180 km² de mata derrubada, com a madeira transportada e comercializada, mostra a necessidade pensarmos e implantarmos novas formas de se combater este flagelo ambiental que é o desmatamento de nossas florestas naturais. Para se ter uma ideia do que isso significa, é como se, todos os anos, assistíssemos a 10 Ilhas de Santa Catarina serem totalmente desmatadas.
*Artigo Publicado originalmente no jornal Diário Catarinense, em 26/01/2009
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