Em Fraiburg, sao 7 horas. O dia começa cedo para nós. Ontem nossas atividades foram intensas e muito produtivas. Às 8:30 estávamos na porta do Hospital Universitário. O motivo, felizmente, não era por doença. O Hospital, o terceiro maior da Alemanha, desenvolveu ao longo dos anos um dos mais eficientes programas de uso de energia, de tratamento de resíduos e de qualidade de água. Possui 9000 empregados e um programa de mobilidade de seus funcionários de causar inveja. No retorno pretendo falar mais sobre o que vi no hospital. Quem sabe até mesmo promover um convênio com o nosso valoroso HU da UFSC.
Depois do hospital fomos para a Feira Solar e de lá, para o Solar Info Center. Um projeto também revolucionário. O prédio é inovador na eficiência energética e no uso de fontes de energia renováveis. Ele produz mais energia que consome. No inverno, para o aquecimento do prédio, uma tubulação penetra 80 metros no solo e traz o calor de lá.
No começo da noite, fomos para o Solar Village, pequeno bairro de casas solares, com balanço energético positivo, origem do uso urbano da energia solar na Alemanha e no mundo.
Daqui a pouco saímos para conhecer o Estádio Solar de Fraiburg. O primeiro estádio do mundo a ser parceiro do sol. Para nós, um dia histórico. Afinal, foi pensando nele que surgiu dentro do Instituto IDEAL a idéia do projeto de Estádios Solares para a COPA de 2014.
quinta-feira, abril 30, 2009
quarta-feira, abril 29, 2009
Noticias da Alemanha II
Em Fraiburg, são 7 da manhã. Duas horas aí no Brasil. Estamos nos preparando para visitar a Feira Solar. A cidade, embora com pouco sol, vive do sol. O turismo, a indústria e o próprio estádio de futebol, dependem dele. O tempo tem sido muito curto, conforme tinha comentado: chegamos no domingo e já estivemos em Frankfurt, sede do Banco KfW e da GTZ, em Colônia, sede do mais importante centro de pesquisa solar da Europa e ontem em Bonn, no Ministerio de Desenvolvimento do governo alemão.
terça-feira, abril 28, 2009
Noticias da Alemanha
Depois de passar por Frankfurt, Colônia e Bonn, chegamos a Fraiburg conhecida como capital solar da Alemanha. Impressiona, conhecer um país com tão pouco sol e com uma tecnologia e uma indústria da importância da solar.
Nossos contatos nos centros de pesquisa, fabricantes de placas solares e com o governo, no sentido de aproximar o Brasil deste setor, foram muito promissores. Todos se mostraram interessados em apoiar e participar do projeto do Instituto IDEAL dos Estádios Solares para a COPA de 2014.
Logo volto a informar mais sobre a viagem à Alemanha.
sábado, abril 25, 2009
Estádios solares
Neste sábado cinzento e chuvoso, embarco para a Alemanha atrás do sol. Da tecnologia solar, presente nos estádios solares. Na bagagem, os estudos desenvolvidos pela UFSC e pelo Instituto IDEAL, para os dezoito estádios habilitados pela FIFA para sediar a COPA de 2014.
Na comitiva brasileira, convidada pelo governo alemão, especialistas em energia solar, dirigentes de empresas de energia, representantes dos estádios e membros do governo. Durante cinco dias, visitaremos estádios solares, centros de pesquisa e a indústria fotovoltaica alemã. O grande mérito desta iniciativa deve-se à GTZ e ao Banco KfW, ambos ligados ao governo alemão na área de pesquisa e desenvolvimento, que perceberam a importância do projeto do Instituto IDEAL, de trazer o sol para a Copa do Mundo no Brasil.
Na comitiva brasileira, convidada pelo governo alemão, especialistas em energia solar, dirigentes de empresas de energia, representantes dos estádios e membros do governo. Durante cinco dias, visitaremos estádios solares, centros de pesquisa e a indústria fotovoltaica alemã. O grande mérito desta iniciativa deve-se à GTZ e ao Banco KfW, ambos ligados ao governo alemão na área de pesquisa e desenvolvimento, que perceberam a importância do projeto do Instituto IDEAL, de trazer o sol para a Copa do Mundo no Brasil.
sexta-feira, abril 24, 2009
Código Ambiental, a luta continua...
O primeiro resultado pela inconstitucionalidade do polêmico código de Santa Catrina, já ocorreu. O juiz federal Wesley Collyer, de São Miguel do Oeste, negou liminar a três posseiros que queriam suspender as multas que levaram do Ibama por não terem respeitado o recuo dos 30 metros da margem do rio.
O ilustre magistrado sustentou que o Código Ambiental de Santa Catarina, ao estimular o desmatamento com a ampliação da retirada das matas ciliares, principalmente nas margens dos rios e nas nascentes, fere a Lei Federal.
Vejam o mal que este Código já está fazendo. Os "espertinhos" estão de olho para ver aonde podem ganhar. Essa é a prática vigente no país. Por isso que as leis ambientais não podem ser menos restritivas. Volto a insistir na tese que defendo: Santa Catarina, um estado exportador, pode ser punido por seu retrocesso na defesa do meio ambiente. Deram um " tiro no pé".
O ilustre magistrado sustentou que o Código Ambiental de Santa Catarina, ao estimular o desmatamento com a ampliação da retirada das matas ciliares, principalmente nas margens dos rios e nas nascentes, fere a Lei Federal.
Vejam o mal que este Código já está fazendo. Os "espertinhos" estão de olho para ver aonde podem ganhar. Essa é a prática vigente no país. Por isso que as leis ambientais não podem ser menos restritivas. Volto a insistir na tese que defendo: Santa Catarina, um estado exportador, pode ser punido por seu retrocesso na defesa do meio ambiente. Deram um " tiro no pé".
quinta-feira, abril 23, 2009
O petróleo é nosso.. ..imaginem se não fosse...
Na última vez que estive no Uruguai, fui de carro. O que mais me chamou a atenção foi o preço da gasolina. Como um país que não tem petróleo pode vender gasolina mais barata que aqui. E o que é ainda mais curioso: num posto da Petrobrás.
Parte das explicações e das razões, até conheço. Agora, convenhamos, está ficando difícil de convencer o consumidor. Governadores, de olho no ICMS, usineiros fazendo pressão contra a redução do preço, e o governo preocupado com a queda das receitas federais. Quem banca tudo isso, é o alto preço dos nossos combustíveis.
Parte das explicações e das razões, até conheço. Agora, convenhamos, está ficando difícil de convencer o consumidor. Governadores, de olho no ICMS, usineiros fazendo pressão contra a redução do preço, e o governo preocupado com a queda das receitas federais. Quem banca tudo isso, é o alto preço dos nossos combustíveis.
Floresta e clima
Ao se aproximar da Conferência de Copenhagen, na Dinamarca, no final do ano, sobre clima, especialistas começam a colocar suas idéias no mundo globalizado. Foi o que fizeram nesta semana, Márcio Santilli do Instituto Socioambiental, Paulo Moutinho do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e Steve Schwartzman do Environment Defense Fund.
O artigo assinado pelos três, publicado no Jornal O Valor, sinaliza para uma aproximação natural do Brasil com os Estados Unidos, de Obama, na elaboração e implementação de políticas de governo voltadas para uma equação ambiental que contemple: redução no desmatamento e aplicação de créditos de carbono.
Segundo eles, é desejável e necessário que povos e países, inclusive EUA e Brasil, que estão entre os quatro maiores emissores de gases de efeito estufa, criem condições para fazer algo a mais e rápido. Já há modelos econômicos que apontam para grandes benefícios para o clima global se um acordo bilateral Brasil-EUA, envolvendo a compra de créditos e reduções no desmatamento, vier a ocorrer.
O artigo assinado pelos três, publicado no Jornal O Valor, sinaliza para uma aproximação natural do Brasil com os Estados Unidos, de Obama, na elaboração e implementação de políticas de governo voltadas para uma equação ambiental que contemple: redução no desmatamento e aplicação de créditos de carbono.
Segundo eles, é desejável e necessário que povos e países, inclusive EUA e Brasil, que estão entre os quatro maiores emissores de gases de efeito estufa, criem condições para fazer algo a mais e rápido. Já há modelos econômicos que apontam para grandes benefícios para o clima global se um acordo bilateral Brasil-EUA, envolvendo a compra de créditos e reduções no desmatamento, vier a ocorrer.
Trocar geladeiras, uma boa notícia
A primeira vez que ouvi falar em troca de geladeira, foi na Coelba, empresa de energia da Bahia. Trocar geladeiras antigas, de grande consumo, que produzem gelo mas não refrigeram, por modelos menos poluentes e mais econômicos, é uma das medidas mais acertadas.
Agora, é para valer. A União quer estimular a troca de 10 milhões de geladeiras. Uma parceria com fabricantes, comerciantes, isenções de tributos, poderia fazer com que os preços das novas geladeiras chegassem aos consumidores em torno de R$500,00.
Além de alavancar a chamada indústria branca, reduzir o consumo de energia, também estaria-se preservando o meio ambiente, reduzindo as emissões de clorofuorcarbono(CFC), gás que destrói a camada de ozônio, presente nas geladeiras mais antigas.
Agora, é para valer. A União quer estimular a troca de 10 milhões de geladeiras. Uma parceria com fabricantes, comerciantes, isenções de tributos, poderia fazer com que os preços das novas geladeiras chegassem aos consumidores em torno de R$500,00.
Além de alavancar a chamada indústria branca, reduzir o consumo de energia, também estaria-se preservando o meio ambiente, reduzindo as emissões de clorofuorcarbono(CFC), gás que destrói a camada de ozônio, presente nas geladeiras mais antigas.
O Congresso e as passagens
No final do mandato tentei devolver meus créditos de passagens aéreas. Foi uma dificuldade. Para a Câmara, trata-se de uma relação privada, entre uma pessoa física e uma empresa aérea. Funciona como se fosse um cheque nominal. Depois de várias tentativas, em 11 de julho de 2007, devolvi ao então Presidente da Câmara, Deputado Arlindo Chinaglia, através de correspondência protocolada, todos créditos que ainda não tinha sido utilizados, totalizando R$49.781,46.
Na citada carta, recomendo: " ao encaminhar diretamente à Vossa Excelência os MCO's (créditos) descritos e anexados nesta correspondência, remeto para a Mesa Diretora a oportunidade de debaterem e deliberarem sobre uma nova sistemática de disponibilizar passagens aéreas para os deputados, evitando que se acumulem créditos ao longo de uma legislatura".
Acho que a carta não foi lida. Deu no que deu.
Na citada carta, recomendo: " ao encaminhar diretamente à Vossa Excelência os MCO's (créditos) descritos e anexados nesta correspondência, remeto para a Mesa Diretora a oportunidade de debaterem e deliberarem sobre uma nova sistemática de disponibilizar passagens aéreas para os deputados, evitando que se acumulem créditos ao longo de uma legislatura".
Acho que a carta não foi lida. Deu no que deu.
quarta-feira, abril 22, 2009
22 de abril, Dia do Planeta Terra
No dia que comemora-se o Dia do Planeta Terra, noticia-se que em breve a Associação de Meteorologia dos EUA irá publicar o resultado de um estudo científico sobre a redução da vazão nos 952 maiores rios do mundo.
Rios importantes, como o Amarelo, o Ganges, o Nilo e o Colorado, dão sinais de esgotamento. As causas, são inúmeras: mudanças climáticas, desmatamento, assoreamento, desvio de água para irrigação e abastecimento.
Embora sem água, não exista vida, impressiona como a humanidade não se envolve com esta questão. Para o ano de 2010, quando se espera uma grande mobilização global pelos 40 anos do Dia da Terra, uma das prioridades será a crise mundial da água.
A Campanha Geração Verde (Green Generation), já está na rua. A iniciativa é para chamar a atenção para um futuro sem carbono, baseado nas energias renováveis, para um consumo responsável e sustentável, onde a água a terra e o ar, estejam no centro dessa nova forma de viver.
Rios importantes, como o Amarelo, o Ganges, o Nilo e o Colorado, dão sinais de esgotamento. As causas, são inúmeras: mudanças climáticas, desmatamento, assoreamento, desvio de água para irrigação e abastecimento.
Embora sem água, não exista vida, impressiona como a humanidade não se envolve com esta questão. Para o ano de 2010, quando se espera uma grande mobilização global pelos 40 anos do Dia da Terra, uma das prioridades será a crise mundial da água.
A Campanha Geração Verde (Green Generation), já está na rua. A iniciativa é para chamar a atenção para um futuro sem carbono, baseado nas energias renováveis, para um consumo responsável e sustentável, onde a água a terra e o ar, estejam no centro dessa nova forma de viver.
terça-feira, abril 21, 2009
O último transgressor
Tenho procurado evitar escrever nos feriados. Não é minha intenção transformar o blog numa obrigação. No entanto, no Diário Catarinense de hoje, lí sobre a morte James Ballard," o último e verdadeiro transgressor".
Lendo, o que Dorva Rezende escreve sobre sua vida e obra, me veio a motivação necessária para "transgredir" no que tinha estabelecido comigo mesmo de não escrever nos feriados.
Considerado como escritor britânico, James Ballard, nasceu na China. Morto aos 78 anos, neste domingo, após uma longa batalha contra o câncer.
De seus inúmeros livros, dois foram para as telas do cinema: Crash e o Império do Sol, de Steven Spielberg (aliás um belo filme).
Segundo a matéria, o jornalista radicado em Florianópolis, José Geraldo Couto, tradutor do escritor inglês, se encantava com a facilidade com que Ballard "criava pesadelos e inseria o leitor dentro deles".
Lendo, o que Dorva Rezende escreve sobre sua vida e obra, me veio a motivação necessária para "transgredir" no que tinha estabelecido comigo mesmo de não escrever nos feriados.
Considerado como escritor britânico, James Ballard, nasceu na China. Morto aos 78 anos, neste domingo, após uma longa batalha contra o câncer.
De seus inúmeros livros, dois foram para as telas do cinema: Crash e o Império do Sol, de Steven Spielberg (aliás um belo filme).
Segundo a matéria, o jornalista radicado em Florianópolis, José Geraldo Couto, tradutor do escritor inglês, se encantava com a facilidade com que Ballard "criava pesadelos e inseria o leitor dentro deles".
segunda-feira, abril 20, 2009
Código Ambiental, ilegalidades, equívocos e contribuições
Sobre o Código Ambiental de Santa Catarina, muito tem se falado e muito mais ainda vai se falar. No blog, já comentamos sobre irregularidades e equívocos. Agora, vamos buscar contribuições que tragam inteligência e despertem consciência para o bom debate dos problemas ambientais do nosso Estado.
Vale a pena prestar atenção à aula do professor Herman Daly, da Universidade de Maryland, como nos lembra, Amália Safatle. Segundo ela, em texto publicado em 1996, o professor já ensinava:
" Desenvolver-se significa expandir ou realizar os potenciais de; trazer gradualmente a um estado mais completo, maior ou melhor. Quando algo cresce, fica maior. Quando algo se desenvolve, torna-se diferente. O ecossistema terrestre desenvolve-se, mas não cresce. Seu subsistema, a economia, deve finalmente parar de crescer, mas pode continuar a se desenvolver".
O que queremos, senhor governador? Um crescimento que por natureza não se sustentará, ou uma evolução na qualidade da nossa sociedade?
Vale a pena prestar atenção à aula do professor Herman Daly, da Universidade de Maryland, como nos lembra, Amália Safatle. Segundo ela, em texto publicado em 1996, o professor já ensinava:
" Desenvolver-se significa expandir ou realizar os potenciais de; trazer gradualmente a um estado mais completo, maior ou melhor. Quando algo cresce, fica maior. Quando algo se desenvolve, torna-se diferente. O ecossistema terrestre desenvolve-se, mas não cresce. Seu subsistema, a economia, deve finalmente parar de crescer, mas pode continuar a se desenvolver".
O que queremos, senhor governador? Um crescimento que por natureza não se sustentará, ou uma evolução na qualidade da nossa sociedade?
domingo, abril 19, 2009
Reunião histórica
No dia de ontem, em Port Spain, onde se realizá a 5ª Cúpula das Américas, o meio ambiente saiu vitorioso. O grande compromisso assumido pelos líderes dos países presentes, foi a construção de uma matriz energética limpa para o nosso continente.
O consenso sobre a matéria ficará refletido no texto da declaração final da Cúpula, na qual se destacará, que: "serão desenvolvidos sistemas de energia limpa, acessíveis e sustentáveis, reduzindo a importância da energia do carbono em nossas economias".
Sobre os biocombustíveis, a 5ª Cúpula das Américas, assim se manifestou: " desenvolveremos uma estratégia para biocombustíveis de uma segunda geração e mais avançados, de modo que não concorram diretamente com os outros produtos agrícolas, pela terra, pela água ou pelos adubos".
Um bom resultado para todos que defendem o meio ambiente e se preocupam com as variações climáticas. Priorizar este tema num encontro de líderes da América Latina, era algo impensado num passado recente. Enquanto isso, aqui em Santa Catarina ainda se aprova leis menos restritivas ao meio ambiente.
O consenso sobre a matéria ficará refletido no texto da declaração final da Cúpula, na qual se destacará, que: "serão desenvolvidos sistemas de energia limpa, acessíveis e sustentáveis, reduzindo a importância da energia do carbono em nossas economias".
Sobre os biocombustíveis, a 5ª Cúpula das Américas, assim se manifestou: " desenvolveremos uma estratégia para biocombustíveis de uma segunda geração e mais avançados, de modo que não concorram diretamente com os outros produtos agrícolas, pela terra, pela água ou pelos adubos".
Um bom resultado para todos que defendem o meio ambiente e se preocupam com as variações climáticas. Priorizar este tema num encontro de líderes da América Latina, era algo impensado num passado recente. Enquanto isso, aqui em Santa Catarina ainda se aprova leis menos restritivas ao meio ambiente.
sexta-feira, abril 17, 2009
O Campus da Coca
Que a Coca-Cola está em todo o mundo, isso não é novidade. Mas com propaganda em área pública? Recebi de um indignado leitor do blog, a foto em anexo. Trata-se de um out door instalado no Centro de Desportos da UFSC, em Florianópolis. Quem passa pelo bairro Pantanal, não tem como não ver a propaganda....
Na minha opinião, é preciso um certo cuidado com a coisa pública... Mas mais até que o escandaloso out door, o que me causa estranheza é o silêncio total da comunidade universitária contra a publicidade.... Justamente um campus de universidade pública, onde, se espera, estejam as cabeças questionadoras da sociedade....
E você que lê esse comentário, o que acha disso?
quinta-feira, abril 16, 2009
Código Ambiental, um retrocesso
O que eu previa, começou. A Lei catarinense, menos restritiva às exigências ambientais, repercutiu em todo o país. De Blumenau, cidade seguidamente atingida por desastres naturais, o procurador da República, Ricardo Donini, já anunciou que o Estado não tem competência para ser menos restritivo na matéria ambiental do que a lei federal.
O biólogo e mestre em Ecologia, Lauro Bacca, em entrevista ao Diário Catarinense, afirma que o trabalho realizado por técnicos de várias áreas, universidades e ambientalistas, foi desprezado e o estudo entregue ao governador Luiz Henrique, saiu do gabinete deturpado. Segundo ele," outra coisa escabrosa é que ignorou mangues e restingas". O código é enganoso, estamos montando a bomba que vai explodir em um futuro próximo, comenta o biólogo.
Quanto ao outro Poder, o do povo, que votou e aprovou o Código, a saia justa é grande. Muitos vão ter dificuldades de explicar a posição que adotaram.
O biólogo e mestre em Ecologia, Lauro Bacca, em entrevista ao Diário Catarinense, afirma que o trabalho realizado por técnicos de várias áreas, universidades e ambientalistas, foi desprezado e o estudo entregue ao governador Luiz Henrique, saiu do gabinete deturpado. Segundo ele," outra coisa escabrosa é que ignorou mangues e restingas". O código é enganoso, estamos montando a bomba que vai explodir em um futuro próximo, comenta o biólogo.
Quanto ao outro Poder, o do povo, que votou e aprovou o Código, a saia justa é grande. Muitos vão ter dificuldades de explicar a posição que adotaram.
quarta-feira, abril 15, 2009
Cuidados com o solo
Hoje, 15 de abril, comemora-se o Dia Nacional da Conservação do Solo. Tenho minhas dúvidas, pelo pouco que lí, se tem alguém preocupado com isto. O que é lamentável. Água e alimento nos permitem viver. Ambos dependem de um solo preservado e cuidado. Infelizmente, não é isto que se vê. Só no Brasil, há mais de 60 milhões de hectares de áreas degradadas. Segundo Márcio Carreiro, do Ministério da Agricultura: "cabe aos gestores públicos preservarem o solo". Então tá seu Márcio, vamos ver o que vai sobrar.
Na Amazônia Legal, entre 2002 e 2006, estima-se que uma área de 25 milhões de hectares tenha sido desmatada para dar lugar a criação de gado e a cultura da soja. O Estado do Mato Grosso, é o recordista. Sem querer ser alarmista, a continuar a derrubada da floresta, as queimadas criminosas, as consequências futuras são conhecidas, é a desertificação de boa parte da América do Sul.
Na Amazônia Legal, entre 2002 e 2006, estima-se que uma área de 25 milhões de hectares tenha sido desmatada para dar lugar a criação de gado e a cultura da soja. O Estado do Mato Grosso, é o recordista. Sem querer ser alarmista, a continuar a derrubada da floresta, as queimadas criminosas, as consequências futuras são conhecidas, é a desertificação de boa parte da América do Sul.
terça-feira, abril 14, 2009
Empregos verdes
Excelente a matéria publicada pela Revista Primeiro Plano, sobre os empregos que nascem através da produção de energia limpa e do consumo sustentável. O conceito apresentado para a "economia verde", como a junção da consciência ambiental e a adoção de políticas públicas que incentivem a produção sustentável, é o que vai alavancar os chamados "empregos do bem". São as novas profissões, da construção civil à agricultura, de uma nova matriz energética ao lixo reciclado, que surgem deste mercado promissor de trabalho.
Exemplos como o de Humberto Cabral, engenheiro florestal de Curitiba, no Paraná, cuja empresa criada por ele, a Embafort, ficou entre as cinco melhores do setor em todo o mundo, no ranking elaborado pela London School of Economics. A Embafort, criada há dez anos, aproveita embalagens descartadas para produzir novas caixas. Classificada em primeiro lugar na área do meio ambiente, tornou-se referência em econegócios. Seus clientes, como Volvo, Renault, Audi, Mitsubishi e Nissan, confirmam a qualidade dos produtos reciclados da Embafort. (Fonte:Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios)
Gosto de abordar o tema que identifico como "empregos do bem", para rebater um dos argumentos que mais me incomoda quando defendemos uma causa ambiental: " ha ... mas esta obra gera empregos". Assim, com este falso argumento, procuram justificar a construção de um hotel sobre um costão, ou de um shopping sobre um mangue, ou de um prédio sobre um córrego. Escondem o óbvio. Os empregos seriam os mesmos, se o prédio não ficasse sobre o córrego, se o shopping não estivesse no mangue e o hotel preservasse o costão.
Exemplos como o de Humberto Cabral, engenheiro florestal de Curitiba, no Paraná, cuja empresa criada por ele, a Embafort, ficou entre as cinco melhores do setor em todo o mundo, no ranking elaborado pela London School of Economics. A Embafort, criada há dez anos, aproveita embalagens descartadas para produzir novas caixas. Classificada em primeiro lugar na área do meio ambiente, tornou-se referência em econegócios. Seus clientes, como Volvo, Renault, Audi, Mitsubishi e Nissan, confirmam a qualidade dos produtos reciclados da Embafort. (Fonte:Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios)
Gosto de abordar o tema que identifico como "empregos do bem", para rebater um dos argumentos que mais me incomoda quando defendemos uma causa ambiental: " ha ... mas esta obra gera empregos". Assim, com este falso argumento, procuram justificar a construção de um hotel sobre um costão, ou de um shopping sobre um mangue, ou de um prédio sobre um córrego. Escondem o óbvio. Os empregos seriam os mesmos, se o prédio não ficasse sobre o córrego, se o shopping não estivesse no mangue e o hotel preservasse o costão.
segunda-feira, abril 13, 2009
Código Ambiental
O que não queríamos, infelizmente aconteceu. O Código Ambiental de Santa Catarina, foi aprovado. As demandas judiciais, ao que parecem, devem logo começar. O mundo todo tem sinalizado por mais rigor nas legislações ambientais. A sociedade espera de seus governantes este compromisso. No comentário anterior, abordo as preocupações da ONU com o futuro da água (Fonte: revista Planeta). Destaco a importância das matas ciliares. Seu papel nas bacias hidrográficas e na perenidade dos rios. Por falar em rios, quanta desconsideração deste "código" para com eles. As construções vão poder ser feitas nas suas margens. No campo, com as cheias virão os desabrigados. Nos centros urbanos, virá a especulação. Para o bem de Santa Catarina e dos catarinenses, espero que as ilegalidades apontadas pelas autoridades competentes, encontrem guarida no Poder Judiciário.
Planeta Terra
A União Internacional da Ciências Geológicas (IUGS), proclamou esta ano como o Ano Internacional do Planeta Terra. Segundo as diretrizes da ONU, a proclamação de anos internacionais, devem corresponder a uma preocupação prioritária de "direitos políticos, sociais, econômicos, culturais, humanitários ou humanos".
Por que estão esta preocupação com a geofísica?
Qual a relação entre humanidade e planeta?
Até aonde os geocientistas são importantes na criação de um futuro equilibrado e sustentável?
Estudos mostram que as necessidades cada vez maiores de água para as pessoas, a indústria e a agricultura estimulam a exploração das reservas existentes no subsolo. Os cuidados necessários para esta exploração, inexistem. Alguém já se perguntou, quando se tira água, minerais, gás, carvão, petróleo, o que acontece lá dentro?
Processos geológicos, tais como erupções vulcânicas, terremotos e poeira atmosférica, se proliferam. As cinzas vulcânicas, por exemplo, introduzem novos elementos no ambiente e podem aumentar a toxidade da cadeia alimentar. Os efeitos indiretos dos terremotos também são uma ameaça à saúde. Elevados níveis de arsênico na água de consumo causam graves danos à saúde.
No sul do Brasil e em outros paises vizinhos, temos o Aquífero Guarani, imensa reserva de água, que vem sendo explorada, sem um grande controle científico. No imenso lago da Usina de Itaipú, que atinge dezenas de municípios, a procupação com a vida útil do reservatório é uma constante. Lá, a mata ciliar é respeitada. Funciona como uma proteção natural do reservatório, sem o qual o arraste de material sólido se encarregaria de encurtar o potencial energético da usina. Para facilitar a compreensão, se teria lama em vez de água. E lama não se turbina!
Por que estão esta preocupação com a geofísica?
Qual a relação entre humanidade e planeta?
Até aonde os geocientistas são importantes na criação de um futuro equilibrado e sustentável?
Estudos mostram que as necessidades cada vez maiores de água para as pessoas, a indústria e a agricultura estimulam a exploração das reservas existentes no subsolo. Os cuidados necessários para esta exploração, inexistem. Alguém já se perguntou, quando se tira água, minerais, gás, carvão, petróleo, o que acontece lá dentro?
Processos geológicos, tais como erupções vulcânicas, terremotos e poeira atmosférica, se proliferam. As cinzas vulcânicas, por exemplo, introduzem novos elementos no ambiente e podem aumentar a toxidade da cadeia alimentar. Os efeitos indiretos dos terremotos também são uma ameaça à saúde. Elevados níveis de arsênico na água de consumo causam graves danos à saúde.
No sul do Brasil e em outros paises vizinhos, temos o Aquífero Guarani, imensa reserva de água, que vem sendo explorada, sem um grande controle científico. No imenso lago da Usina de Itaipú, que atinge dezenas de municípios, a procupação com a vida útil do reservatório é uma constante. Lá, a mata ciliar é respeitada. Funciona como uma proteção natural do reservatório, sem o qual o arraste de material sólido se encarregaria de encurtar o potencial energético da usina. Para facilitar a compreensão, se teria lama em vez de água. E lama não se turbina!
domingo, abril 12, 2009
NOTÍCIAS DA ITÁLIA
Nos últimos dias, as notícias que chegam da Itália, são duras e tristes. Destruição e morte se misturam, em função de tremores de terra que insistem em abalar L'Aquila e sua região.
Distante dali, em Milão, os torcedores da Inter e a imprensa italiana, perplexos, custam a aceitar as declarações do centro avante Adriano, da Inter e da Seleção Brasileira, que do Brasil, declarou: " Perdi a alegria de jogar, vou dar um tempo no futebol".
É desta Itália, cheia de vida, onde tristeza e alegria caminham juntas, que vem a notícia que pode modificar a história da energia no mundo. O anúncio feito pelo professor Daniel Nocera, do MIT, que a energia do sol também pode ser aproveitada durante a noite, através da "fotosintesi delle piante", é surpreendente.
A utilização constante da energia solar, tornando-a uma fonte contínua de energia renovável, se daria através de um processo semelhante a fotossíntese, cujo componente central do processo, é um catalizador que produz oxigênio da água e um outro que extrai hidrogênio. James Barber, um dos principais estudiosos da fotossíntese, afirma que se trata de uma grande descoberta " con enormi implicazioni per la futura prosperità di tutta l'umanità".
Um dia de sol, produz a energia consumida no mundo durante um ano. Portanto, tecnologia é a palavra chave. Descobrir como aproveitar este inesgotável potencial, é o desafio do século.
Distante dali, em Milão, os torcedores da Inter e a imprensa italiana, perplexos, custam a aceitar as declarações do centro avante Adriano, da Inter e da Seleção Brasileira, que do Brasil, declarou: " Perdi a alegria de jogar, vou dar um tempo no futebol".
É desta Itália, cheia de vida, onde tristeza e alegria caminham juntas, que vem a notícia que pode modificar a história da energia no mundo. O anúncio feito pelo professor Daniel Nocera, do MIT, que a energia do sol também pode ser aproveitada durante a noite, através da "fotosintesi delle piante", é surpreendente.
A utilização constante da energia solar, tornando-a uma fonte contínua de energia renovável, se daria através de um processo semelhante a fotossíntese, cujo componente central do processo, é um catalizador que produz oxigênio da água e um outro que extrai hidrogênio. James Barber, um dos principais estudiosos da fotossíntese, afirma que se trata de uma grande descoberta " con enormi implicazioni per la futura prosperità di tutta l'umanità".
Um dia de sol, produz a energia consumida no mundo durante um ano. Portanto, tecnologia é a palavra chave. Descobrir como aproveitar este inesgotável potencial, é o desafio do século.
sexta-feira, abril 10, 2009
O mundo é das mulheres
Sempre achei que o mundo vai ser das mulheres. E olha, isto nada tem que ver com a ministra Dilma e suas pretensões. Basta observá-las. Com extrema dedicação e competência, se fazem cada vez mais presentes num mercado de trabalho até então fechado para elas.
De personalidade marcante, a liderança das mulheres em diferentes atividades laborais, tem merecido de consultorias especializadas na área de recursos humanos, total atenção. Veja, segundo os estudos, os pontos fortes das mulheres:
- apresentam um estilo de comunicação assertivo para expor suas ideias e estratégias para a
gestão de negócios;
- mostram um estilo de liderança envolvente e gostam de levar as pessoas a pensar da mesma
forma que elas;
- são rápidas e voltadas a resultados;
- demonstram nos relacionamentos a empatia necessária para escutar as pessoas e perceber as
necessidades de sua equipe;
- revelam flexibilidade para seus conceitos e para escutar pontos de vista diferentes dos seus
durante a busca de soluções, o que favorece a avaliação das alternativas, enriquecendo o
processo decisório;
- são agéis na tomada de decisões, podendo transmitir um referencial de liderança positivo.
Fonte: revista Pequenas Empresas Grandes Negócios
O pensamento da semana é de uma mulher, Carla Camurati, atriz e diretora, reconhecida por todos por sua dedicação e competência:
" O bom da vida é a gente ter um olhar de que as coisas são legais, mesmo que naquela hora não estejam ao nosso alcance. Faz parte da vida não ter, para poder desejar".
De personalidade marcante, a liderança das mulheres em diferentes atividades laborais, tem merecido de consultorias especializadas na área de recursos humanos, total atenção. Veja, segundo os estudos, os pontos fortes das mulheres:
- apresentam um estilo de comunicação assertivo para expor suas ideias e estratégias para a
gestão de negócios;
- mostram um estilo de liderança envolvente e gostam de levar as pessoas a pensar da mesma
forma que elas;
- são rápidas e voltadas a resultados;
- demonstram nos relacionamentos a empatia necessária para escutar as pessoas e perceber as
necessidades de sua equipe;
- revelam flexibilidade para seus conceitos e para escutar pontos de vista diferentes dos seus
durante a busca de soluções, o que favorece a avaliação das alternativas, enriquecendo o
processo decisório;
- são agéis na tomada de decisões, podendo transmitir um referencial de liderança positivo.
Fonte: revista Pequenas Empresas Grandes Negócios
O pensamento da semana é de uma mulher, Carla Camurati, atriz e diretora, reconhecida por todos por sua dedicação e competência:
" O bom da vida é a gente ter um olhar de que as coisas são legais, mesmo que naquela hora não estejam ao nosso alcance. Faz parte da vida não ter, para poder desejar".
quinta-feira, abril 09, 2009
Os americanos não aprendem
Acabo de ler na internet que o Jeep Gran Cherokee, será um dos responsáveis por resgatar a saúde financeira da Chrysler. Segundo a matéria, o super jeep "tem credenciais de sobra para tirar a Chrysler do buraco. O novo Grand Cherokee, além do fantástico motor V 8 Hemi de 5,7 litros e 212 cv...."
Fico impressionado com as notícias que chegam de lá. Os americanos parecem que não aprendem. Vivem o mundo de Walt Disney. Bônus milionários para os executivos de empresas falidas e, agora, acham que um utilitário com motor de 212cv, vai salvar a superada e estagnada indústria automobilística americana.
Já comentei no blog(2/3/09) e volto a insistir. A indústria automotiva do futuro é a do carro híbrido até 2020, a do carro elétrico até 2030 e o do carro solar até 2050. Depois disso, só Deus sabe como a humanidade vai se movimentar.
Fico impressionado com as notícias que chegam de lá. Os americanos parecem que não aprendem. Vivem o mundo de Walt Disney. Bônus milionários para os executivos de empresas falidas e, agora, acham que um utilitário com motor de 212cv, vai salvar a superada e estagnada indústria automobilística americana.
Já comentei no blog(2/3/09) e volto a insistir. A indústria automotiva do futuro é a do carro híbrido até 2020, a do carro elétrico até 2030 e o do carro solar até 2050. Depois disso, só Deus sabe como a humanidade vai se movimentar.
quarta-feira, abril 08, 2009
Juro derruba presidente do BB
O afastamento de Antônio Lima Neto da presidência do Banco do Brasil, foi a notícia do dia. A crise mundial, que chegou no Brasil, precisa ser combatida com aumento do crédito e redução de juros. Os bancos públicos, CEF e BB, precisam liderar este processo. No Brasil, 78% do crédito está concentrado nos cinco maiores bancos. Com a Caixa e o BB tomando a dianteira na redução dos juros os outros irão se ajustar. Com isto movimenta-se a economia, cria-se empregos, arrecada-se impostos, combate-se a crise. O Brasil, diferentemente de outros países, tem margem para adotar estas medidas. O spread praticado aqui é um dos maiores do mundo. Quem diria que um dia isto iria nos favorecer!
Pedágio
A lógica dos pedágios no Brasil, destoa do resto do mundo. Aqui o pedágio, não é uma opção. Quando se aprova a concessão, o bem negociado são os usuários. As praças de cobrança são estudadas para aproveitar ao máximo o fluxo de veículos. Vide o caso de Palhoça, no trecho sul da inacabada BR 101.
Aliás, foi lá que milhares de pessoas ficaram retidas por mais de 4 horas, na última terça-feira. O engarrafamento ia de Imbituba até Florianópolis. Todos reféns de uma estrada que não está pronta, mas cuja cobrança já vem sendo anunciada.
Participei ativamente no passado, como vereador, do Movimento FLORIPA sem Pedágio. Agora, mesmo sem mandato, não vou me omitir. Venho cobrando dos parlamentares catarinenses uma posição sobre a cobrança de pedágio em estradas não concluídas. Até o momento não tive resposta. Espero que os deputados e senadores pautem este assunto de grande importância para os catarinenses. Como diria o filósofo e político grego Empédocles (492-432 AC): “hesitamos em tomar partido; nada decidimos livremente, de maneira absoluta, coerente”. (A foto acima foi retirada do blog flagrantesdocotidiano.blogspot.com/)
segunda-feira, abril 06, 2009
Efeitos da crise
A reportagem de Paula Pacheco, da Agência Estado, sobre os brasileiros que voltam para a casa, em consequência da crise econômica mundial, retrata bem a extensão e a gravidade da mesma.
Eu, por exemplo, desconhecia que a Irlanda era um dos destinos preferidos pelos brasileiros que tentavam a sorte no exterior. Segundo a reportagem, os brasileiros que lá estavam, tiveram que interromper seus sonhos de construir carreira no exterior e voltar para casa. A crise, num primeiro momento, desempregou os próprios irlandeses que ganhavam mais, mas logo em seguida pegou os brasileiros porque o trabalho e as oportunidades minguaram.
Na Espanha, Portugal, Japão, EUA e outros paises bastante procurados por brasileiros, o quadro se repete. Segundo o Banco Central, a remessa de dólares de trabalhadores brasileiros no exterior teve uma considerável queda em razão do desemprego. De setembro de 2008 até janeiro deste ano, a queda foi de 20%.
O BID(Banco Interamericano de Desenvolvimento), que tem os dados de remessas dos latino-americanos que moram fora dos seus países, informou que no ano de 2008 cerca de 70 bilhões de dólares foram remetidos pelos trabalhadores aos seus países de origem. Em 2009, este volume deverá cair em razão do desemprego e do aviltamento dos salários. Além disso, a crise também faz crescer a hostilidade contra imigrantes. Nos Estados Unidos, principal destino dos trabalhadores latinos, a ONG America Wolker intensificou os ataques à mão de obra estrangeira com campanhas na TV e na Internet.
Durante o encontro que tive com os embaixadores dos Países Membros do Mercosul, na semana passada em Montevidéu, pude mostrar a importância de uma política regional voltada para o desenvolvimento das energias renováveis, também como forma de se criar empregos no nosso continente. Citei, como exemplo, a Alemanha, onde o setor da energia limpa já emprega 600 mil trabalhadores, mais que a reconhecida indústria automobilística daquele país.
Eu, por exemplo, desconhecia que a Irlanda era um dos destinos preferidos pelos brasileiros que tentavam a sorte no exterior. Segundo a reportagem, os brasileiros que lá estavam, tiveram que interromper seus sonhos de construir carreira no exterior e voltar para casa. A crise, num primeiro momento, desempregou os próprios irlandeses que ganhavam mais, mas logo em seguida pegou os brasileiros porque o trabalho e as oportunidades minguaram.
Na Espanha, Portugal, Japão, EUA e outros paises bastante procurados por brasileiros, o quadro se repete. Segundo o Banco Central, a remessa de dólares de trabalhadores brasileiros no exterior teve uma considerável queda em razão do desemprego. De setembro de 2008 até janeiro deste ano, a queda foi de 20%.
O BID(Banco Interamericano de Desenvolvimento), que tem os dados de remessas dos latino-americanos que moram fora dos seus países, informou que no ano de 2008 cerca de 70 bilhões de dólares foram remetidos pelos trabalhadores aos seus países de origem. Em 2009, este volume deverá cair em razão do desemprego e do aviltamento dos salários. Além disso, a crise também faz crescer a hostilidade contra imigrantes. Nos Estados Unidos, principal destino dos trabalhadores latinos, a ONG America Wolker intensificou os ataques à mão de obra estrangeira com campanhas na TV e na Internet.
Durante o encontro que tive com os embaixadores dos Países Membros do Mercosul, na semana passada em Montevidéu, pude mostrar a importância de uma política regional voltada para o desenvolvimento das energias renováveis, também como forma de se criar empregos no nosso continente. Citei, como exemplo, a Alemanha, onde o setor da energia limpa já emprega 600 mil trabalhadores, mais que a reconhecida indústria automobilística daquele país.
domingo, abril 05, 2009
Fábio Rosa: um visionário
sexta-feira, abril 03, 2009
Lobão e as eólicas
O ministro Edson Lobão, em recente viagem a Espanha, deu duas declarações, aparentemente, contraditórias. Inicialmente, falando para empresários brasileiros e espanhóis, o ministro Lobão afirmou, que: " não necessitamos, neste momento, de grande capacidade de energia eólica". Logo depois, como corrigindo a declaração anterior, o ministro das Minas e Energia, assim se manifestou:" necessitamos dela no futuro, e a nossa presença aqui é a prova de que estamos antecipando o futuro".
Acho, em primeiro lugar, que o momento das eólicas é agora. Tanto assim que o próprio governo está anunciando para este ano um leilão específico para elas. Quanto a outra afirmação do ministro Lobão, de necessitarmos ou não, da presença da geração eólica no Brasil, tenho a dizer que no nosso caso, ela sempre será complementar. A base da nossa matriz energética continuará sendo a geração hidráulica. Só que o potencial que nós temos, de mais de 120 mil MW, vai atrair investimentos neste setor, possibilitando a criação de empregos e de desenvolvimento de novas tecnologias. Portanto, a entrada da energia eólica no Brasil, é fato consumado. O custo de geração vem caindo em todo o mundo e logo ela se tornará uma fonte limpa e competitiva de produção de energia.
Ainda agora estou em Rio Grande, minha cidade natal. Localizada no extremo sul do Brasil, onde o vento é uma presença constante. No Mapa Eólico Brasileiro, esta região é considerada própria para a instalação de aerogeradores de grande porte. Por coincidência, também é uma região com grandes áreas reflorestadas. São mais de 20o mil hectares, que vão de Osório até Chuí, na fronteira com o Uruguaí. Estudar a possibilidade de um projeto energético que contemple biomassa e energia eólica, é uma excelente oportunidade de se introduzir nos municípios da região o bom debate sobre criação de emprego e renda, da produção de energia limpa e de um programa de desenvolvimento regional.
Acho, em primeiro lugar, que o momento das eólicas é agora. Tanto assim que o próprio governo está anunciando para este ano um leilão específico para elas. Quanto a outra afirmação do ministro Lobão, de necessitarmos ou não, da presença da geração eólica no Brasil, tenho a dizer que no nosso caso, ela sempre será complementar. A base da nossa matriz energética continuará sendo a geração hidráulica. Só que o potencial que nós temos, de mais de 120 mil MW, vai atrair investimentos neste setor, possibilitando a criação de empregos e de desenvolvimento de novas tecnologias. Portanto, a entrada da energia eólica no Brasil, é fato consumado. O custo de geração vem caindo em todo o mundo e logo ela se tornará uma fonte limpa e competitiva de produção de energia.
Ainda agora estou em Rio Grande, minha cidade natal. Localizada no extremo sul do Brasil, onde o vento é uma presença constante. No Mapa Eólico Brasileiro, esta região é considerada própria para a instalação de aerogeradores de grande porte. Por coincidência, também é uma região com grandes áreas reflorestadas. São mais de 20o mil hectares, que vão de Osório até Chuí, na fronteira com o Uruguaí. Estudar a possibilidade de um projeto energético que contemple biomassa e energia eólica, é uma excelente oportunidade de se introduzir nos municípios da região o bom debate sobre criação de emprego e renda, da produção de energia limpa e de um programa de desenvolvimento regional.
quinta-feira, abril 02, 2009
Notícias do Uruguai
SAÚDE (realmente) DESCENTRALIZADA
Taquarembó é a principal cidade da região norte do Uruguai. Uma cidade pequena, se comparada com as nossas. Foi lá que o presidente Tabaré inaugurou, na última quarta-feira, um centro oncológico público. Este centro, considerado modelo, irá se juntar ao Centro Regional de Neurologia, tornando o Hospital Regional de Taquarembó uma referência em termos de saúde pública. Segundo a administração do hospital, mais de 500 mil dólares/ano são economizados só evitando os grandes translados de pacientes para Montevidéu.
Já por aqui, em Santa Catarina, com toda a descentralização anunciada, as ambulâncias continuam chegando a Florianópolis.
SALÁRIO e EMPREGO
Dados oficiais mostram que os salários da iniciativa privada no Uruguai tiveram um ganho real de 8,12%. Enquanto o ganho real dos servidores públicos, nos últimos doze meses, foi de 2,68%. O ingresso de trabalhadores no setor privado formal, cresceu 4,88%. Enquanto no setor público foi de 8,59%.
SOBRE a CRISE
Depois de Enrique Iglesias (ex-BID), a manifestação de preocupação em relação a crise veio de Kenneth Rogoff, professor de Economia e Política Pública da Universidade de Harvard: " grande parte de debate do G-20 estará centrado em termos como estímulo fiscal global e a regulação do sistema financeiro internacional. Se nossos líderes não encontrarem uma nova pauta, será muito difícil sair da atual crise"(Fonte: El Observador).
Taquarembó é a principal cidade da região norte do Uruguai. Uma cidade pequena, se comparada com as nossas. Foi lá que o presidente Tabaré inaugurou, na última quarta-feira, um centro oncológico público. Este centro, considerado modelo, irá se juntar ao Centro Regional de Neurologia, tornando o Hospital Regional de Taquarembó uma referência em termos de saúde pública. Segundo a administração do hospital, mais de 500 mil dólares/ano são economizados só evitando os grandes translados de pacientes para Montevidéu.
Já por aqui, em Santa Catarina, com toda a descentralização anunciada, as ambulâncias continuam chegando a Florianópolis.
SALÁRIO e EMPREGO
Dados oficiais mostram que os salários da iniciativa privada no Uruguai tiveram um ganho real de 8,12%. Enquanto o ganho real dos servidores públicos, nos últimos doze meses, foi de 2,68%. O ingresso de trabalhadores no setor privado formal, cresceu 4,88%. Enquanto no setor público foi de 8,59%.
SOBRE a CRISE
Depois de Enrique Iglesias (ex-BID), a manifestação de preocupação em relação a crise veio de Kenneth Rogoff, professor de Economia e Política Pública da Universidade de Harvard: " grande parte de debate do G-20 estará centrado em termos como estímulo fiscal global e a regulação do sistema financeiro internacional. Se nossos líderes não encontrarem uma nova pauta, será muito difícil sair da atual crise"(Fonte: El Observador).
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