domingo, maio 31, 2009
Florianópolis fora da COPA
O anúncio da FIFA neste domingo, excluindo Florianópolis das 12 cidades sede da Copa, deve merecer algumas respostas por parte dos envolvidos com este projeto. Passado o impacto inicial da notícia, as razões da exclusão devem ser avaliadas e debatidas publicamente. Afinal, foram horas de trabalho, inúmeras viagens, gastos públicos e uma infinidade de outras demandas. Quais os problemas apresentados pela cidade: trânsito, aeroporto, segurança, rede hoteleira, mobilidade urbana ..? As soluções apresentadas não eram factíveis com a cidade? Um metrô de superfície, passando por uma ponte pensil secular( em reforma há mais de dez anos), é uma temeridade? Um túnel, é um desatino? E o teleférico, como transporte de massa, é uma boa idéia? Espero que no relatório da FIFA, conste as vantagens e dificuldades de Florianópolis, e que sirva de subsídio para o planejamento da cidade.
sexta-feira, maio 29, 2009
Sustentar, uma boa iniciativa.
Depois de ter passado pela Comissão Mista do Congresso Sobre Mudanças Climáticas, em Brasília, apresentando o projeto dos estádios solares para a Copa de 2014, cheguei a tempo de assistir a apresentação do Ricardo e do Fábio, que também são diretores do Instituto IDEAL, no evento promovido pelo deputado Pedro Uczai, chamado SUSTENTAR. Fiquei impressionado com a participação e organização do seminário, que avança a cada ano, se consolidando como uma importante iniciativa da Assembléia Legislativa.
Na tarde de hoje, fazendo parte da última Mesa, não pude deixar de lembrar, que a mesma Assembléia que promovia este importante fórum de debates, tinha aprovado há um mês atrás o Código Ambiental de Santa Catarina. Código esse, conforme já comentei na época de sua aprovação, uma vergonha para o nosso estado. Além disso, também fiz questão de registrar nos anais da Casa Legislativa dos catarinenses, a constrangedora situação de nos vermos como o 2º estado com o pior índice de desmatamento da Mata Atlântica. E o que é pior, segundo o INPE, das dez cidades que mais desmataram, duas são de Santa Catarina: Itaiópolis e Santa Cecília.
Enquanto esse descaso com o meio ambiente, que verificamos todos os dias, não acabar, nossa luta tem que continuar. As queimadas no Pantanal, o desmatamento criminoso na Amazônia, a poluição das grandes cidades, comprometem a sustentabilidade e o futuro do planeta.
Na tarde de hoje, fazendo parte da última Mesa, não pude deixar de lembrar, que a mesma Assembléia que promovia este importante fórum de debates, tinha aprovado há um mês atrás o Código Ambiental de Santa Catarina. Código esse, conforme já comentei na época de sua aprovação, uma vergonha para o nosso estado. Além disso, também fiz questão de registrar nos anais da Casa Legislativa dos catarinenses, a constrangedora situação de nos vermos como o 2º estado com o pior índice de desmatamento da Mata Atlântica. E o que é pior, segundo o INPE, das dez cidades que mais desmataram, duas são de Santa Catarina: Itaiópolis e Santa Cecília.
Enquanto esse descaso com o meio ambiente, que verificamos todos os dias, não acabar, nossa luta tem que continuar. As queimadas no Pantanal, o desmatamento criminoso na Amazônia, a poluição das grandes cidades, comprometem a sustentabilidade e o futuro do planeta.
quarta-feira, maio 27, 2009
Bons exemplos*
No dia da greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Florianópolis, que deixou à mostra uma das fragilidades de nossa cidade, uma matéria publicada no DC (21/5) me chamou a atenção: a do goleiro do Avaí, Eduardo Martini. Diferente da maioria dos jogadores de futebol, que costumam se deslocar com seus carrões, Eduardo pega a sua bicicleta e vai treinar na Ressacada. Um exemplo a ser seguido. Tenho certeza de que é muito mais agradável pedalar do que ficar retido no trânsito, buzinando e sendo xingado. Na cidade de Freiburg, na Alemanha, cerca de 30% da mobilidade urbana é feita usando a bicicleta como meio de locomoção. Estudos recentes mostram que o trânsito nas grandes cidades, ou em cidades mal planejadas, tem sido a principal causa do estresse e da falta de qualidade de vida.
Precisamos repensar nossa relação com as cidades. Encontrar formas de racionalizar horário de trabalho e de serviços, introduzir a cultura da carona, do horário único e do saudável hábito de caminhar e pedalar.Guardadas as proporções, no Instituto Ideal já implantamos o horário diferenciado. Das 9 às 13 horas e das 13 às 19 horas. No meu caso, pela proximidade de onde eu moro com o escritório, faço tudo a pé. Caminho cerca de 10 km por dia. Quando chove uso guarda-chuva, quando o sol está forte, um chapéu. É uma questão de opção.
Está provado que num raio de 2km você pode fazer tudo a pé. Esta mudança de comportamento pode começar por você ou por imposição do esgotamento físico de nossas cidades. Acredito que é melhor partir de você. Veja o exemplo de Jum Nakao, um dos mais badalados estilistas brasileiros, que, cansado do mundo fashion, abandonou as passarelas em 2004. Hoje, feliz consigo mesmo, dedica-se às pessoas, lidando com suas potencialidades e resgatando seus valores. Ministra cursos no sertão nordestino e desenvolve projetos sustentáveis na Amazônia.
O goleiro do Avaí e o estilista paulista são pessoas bem diferentes. Uma diferença tão grande como qualquer tipo de comparação entre Florianópolis e SãoPaulo. O que quero deixar como reflexão, ao citar esses dois exemplos, é de que está na hora de repensar nosso modo de vida e optar por aquilo que nos dê satisfação e motivação.
* Artigo publicado originalmente no Diário Catarinense (26/05/2009)
Precisamos repensar nossa relação com as cidades. Encontrar formas de racionalizar horário de trabalho e de serviços, introduzir a cultura da carona, do horário único e do saudável hábito de caminhar e pedalar.Guardadas as proporções, no Instituto Ideal já implantamos o horário diferenciado. Das 9 às 13 horas e das 13 às 19 horas. No meu caso, pela proximidade de onde eu moro com o escritório, faço tudo a pé. Caminho cerca de 10 km por dia. Quando chove uso guarda-chuva, quando o sol está forte, um chapéu. É uma questão de opção.
Está provado que num raio de 2km você pode fazer tudo a pé. Esta mudança de comportamento pode começar por você ou por imposição do esgotamento físico de nossas cidades. Acredito que é melhor partir de você. Veja o exemplo de Jum Nakao, um dos mais badalados estilistas brasileiros, que, cansado do mundo fashion, abandonou as passarelas em 2004. Hoje, feliz consigo mesmo, dedica-se às pessoas, lidando com suas potencialidades e resgatando seus valores. Ministra cursos no sertão nordestino e desenvolve projetos sustentáveis na Amazônia.
O goleiro do Avaí e o estilista paulista são pessoas bem diferentes. Uma diferença tão grande como qualquer tipo de comparação entre Florianópolis e SãoPaulo. O que quero deixar como reflexão, ao citar esses dois exemplos, é de que está na hora de repensar nosso modo de vida e optar por aquilo que nos dê satisfação e motivação.
* Artigo publicado originalmente no Diário Catarinense (26/05/2009)
terça-feira, maio 26, 2009
Quantas pessoas o planeta é capaz de alimentar?
A questão torna-se ainda mais pontual quando vislumbramos, num horizonte de 40 anos, uma população de 9,2 bilhões de habitantes. Essa preocupação, no entanto, não é algo tão recente. O historiador Luiz Marques, da Unicamp, em recente artigo, lembra que Thomas R. Malthus, em 1798 escreveu o livro Um ensaio sobre o príncípio da população e sobre o modo como afeta o aperfeiçoamento futuro da sociedade. Segundo o historiador, Malthus manifestava seu pessimismo ao afirmar que “há uma constante tendência em todas as formas de vida animada a crescer além dos estoques de alimentação disponíveis para ela”.
Não há como não nos preocuparmos ao ler a frase de Malthus. A ONU informou, em um de seus relatórios, que em 2008 a população urbana do planeta estava se equiparando à população rural. A continuar a projeção verificada nas últimas décadas, teremos só nas cidades, em 2020, 50% a mais que a população de 2000. Projetando um pouco mais - até 2050, cerca de 6,4 bilhões de pessoas, praticamente a população mundial atual, estará somente nos centros urbanos. E quem produzirá, onde produzirá, como serão os alimentos para tanta gente?
O historiador da Unicamp comenta ainda que a revolução verde atingiu seus limites, pois contou com petróleo abundante e barato e a conseqüente petroquímica dos fertilizantes e defensivos agrícolas que contribuíram para a produção alimentar em grande escala.
Não tem outro jeito. É preciso rever os padrões de consumo e investir em políticas públicas de planejamento familiar. Mas não em um ou outro país: tem que ser em escala global. Vencer as diferenças culturais mostrando a finitude da capacidade da produção mundial é urgente e vital para as futuras gerações.
Não há como não nos preocuparmos ao ler a frase de Malthus. A ONU informou, em um de seus relatórios, que em 2008 a população urbana do planeta estava se equiparando à população rural. A continuar a projeção verificada nas últimas décadas, teremos só nas cidades, em 2020, 50% a mais que a população de 2000. Projetando um pouco mais - até 2050, cerca de 6,4 bilhões de pessoas, praticamente a população mundial atual, estará somente nos centros urbanos. E quem produzirá, onde produzirá, como serão os alimentos para tanta gente?
O historiador da Unicamp comenta ainda que a revolução verde atingiu seus limites, pois contou com petróleo abundante e barato e a conseqüente petroquímica dos fertilizantes e defensivos agrícolas que contribuíram para a produção alimentar em grande escala.
Não tem outro jeito. É preciso rever os padrões de consumo e investir em políticas públicas de planejamento familiar. Mas não em um ou outro país: tem que ser em escala global. Vencer as diferenças culturais mostrando a finitude da capacidade da produção mundial é urgente e vital para as futuras gerações.
domingo, maio 24, 2009
Reciclando ideias
Com este título, Peter Burke, historiador inglês e colaborador da Folha de São Paulo, contrasta a questão da imagem da inovação, algo repentino e individual, com a evolução do saber, um processo gradual e coletivo.
O mundo de hoje, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, estimula medir e gerir a inovação, como se isso fosse possível. Para Peter Burke, precisamos nos perguntar: como e por que a inovação acontece. Para ele, o que existe são lugares e momentos históricos que possibilitam que a inovação aconteça.
A invenção do telescópio por Galileu(1564-1642) é usada por Peter Burke como exemplo da tese que defende. Galileu ouviu falar que alguém na Holanda teria inventado um instrumento para fazer com que as estrelas parecessem maiores. Com esta informação, ele passou para um processo de reinvenção, produzindo um instrumento semelhante que atendesse seu objetivo.
Caso semelhante aconteceu com Gutemberg, na metade do século 15, quando inventou as máquinas de impressão. Como todo bom historiador, Peter Burke, nos relembra que as prensas já estavam em uso na produção do vinho há muito tempo. Sua brilhante idéia não surgiu do nada; na verdade, representou uma adaptação da prensa de vinho a uma nova função.
Chegando aos dias de hoje, a inovação tecnológica faz parte da nossa visão de mundo e de perspectiva de vida. Os avanços na área médica, nas comunicações, na produção de energia e em tantos outros setores, são exemplos de como a chamada reinvenção tem ajudado o planeta. No caso das energias limpas, tema com o qual tenho me envolvido, os grandes aerogeradores que utilizam o vento para gerar energia elétrica, são uma evolução tecnológica dos "moinhos de vento" do passado. A energia solar, que em 2014 estará presente nos estádios da Copa do Mundo no Brasil (estamos trabalhando para isso), é a mesma energia que encantava o povo inca há milhares de anos atrás. Nas próximas décadas, a inovação tecnológica também possibilitará que esta mesma energia, movimente carros, trens e aviões. O sol, como tenho comentado, será a grande fonte de energia do futuro. Com a escassez do petróleo no mundo, estarão dadas as condições históricas para um novo modelo de mobilidade e de desenvolvimento, tendo o sol como a principal referência. E assim caminha a humanidade, reciclando ideias e criando alternativas.....
O mundo de hoje, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, estimula medir e gerir a inovação, como se isso fosse possível. Para Peter Burke, precisamos nos perguntar: como e por que a inovação acontece. Para ele, o que existe são lugares e momentos históricos que possibilitam que a inovação aconteça.
A invenção do telescópio por Galileu(1564-1642) é usada por Peter Burke como exemplo da tese que defende. Galileu ouviu falar que alguém na Holanda teria inventado um instrumento para fazer com que as estrelas parecessem maiores. Com esta informação, ele passou para um processo de reinvenção, produzindo um instrumento semelhante que atendesse seu objetivo.
Caso semelhante aconteceu com Gutemberg, na metade do século 15, quando inventou as máquinas de impressão. Como todo bom historiador, Peter Burke, nos relembra que as prensas já estavam em uso na produção do vinho há muito tempo. Sua brilhante idéia não surgiu do nada; na verdade, representou uma adaptação da prensa de vinho a uma nova função.
Chegando aos dias de hoje, a inovação tecnológica faz parte da nossa visão de mundo e de perspectiva de vida. Os avanços na área médica, nas comunicações, na produção de energia e em tantos outros setores, são exemplos de como a chamada reinvenção tem ajudado o planeta. No caso das energias limpas, tema com o qual tenho me envolvido, os grandes aerogeradores que utilizam o vento para gerar energia elétrica, são uma evolução tecnológica dos "moinhos de vento" do passado. A energia solar, que em 2014 estará presente nos estádios da Copa do Mundo no Brasil (estamos trabalhando para isso), é a mesma energia que encantava o povo inca há milhares de anos atrás. Nas próximas décadas, a inovação tecnológica também possibilitará que esta mesma energia, movimente carros, trens e aviões. O sol, como tenho comentado, será a grande fonte de energia do futuro. Com a escassez do petróleo no mundo, estarão dadas as condições históricas para um novo modelo de mobilidade e de desenvolvimento, tendo o sol como a principal referência. E assim caminha a humanidade, reciclando ideias e criando alternativas.....
sexta-feira, maio 22, 2009
Adeus a D. Amélia
Maria Amélia López, conhecida internacionalmente como a " avó blogueira", faleceu ontem em Múxia, na Espanha, aos 97 anos. Iniciou com seu blog, incentivada por um dos seus netos, quando já tinha 95 anos de idade. Em 2007, seu blog foi premiado como o "Best of Blogs", pelo seu conteúdo e por ter sido um dos mais visitados na rede. Sua entrada neste mundo dos internautas, com a idade avançada que tinha, foi uma resposta ao crescente sentimento de solidão que sentia, em razão do falecimento de amigas e familiares. Diante do exemplo que dava a todas as pessoas idosas do mundo, o Primeiro Ministro da Espanha, José Luiz Zapatero, fêz questão de recebê-la em Madri. Dona Maria Amélia, apresentou-se ao Primeiro Ministro como uma socialista militante, desde os seus 16 anos. Após o encontro, escreveu no seu blog:" Zapatero es un socialista que me encanta, no es un hombre presumido, no se da importancia y se muestra al público tal cual es". Não sei porque, esta história de D. Amélia me fêz lembrar de minha tia Gissi. Se ela estivesse viva, estaria fazendo 100 anos agora em agosto. Tinha todo o perfil de uma boa contadora de casos e experiências. Aos 94 anos, incentivada pela filha de uma prima, escreveram juntas Ecos do Baú. Um livro que conta os sonhos e a luta de um imigrante português, meu bisavô, que chega ao Brasil em 1856, sozinho, com 11 anos de idade. Antonio Pereira Pêgas Júnior, mostra-se um português empreendedor e determinado, dando ao longo de sua vida uma grande contribuição à cidade que o acolheu, Rio Grande, no Rio Grande do Sul. O livro, se você procurar bem, ainda encontra em alguma livraria. Faça uma boa leitura.
quinta-feira, maio 21, 2009
Brasilidade
O Almanaque de Cultura Popular, é uma excelente leitura. Como ele mesmo se identifica, seu objetivo é aumentar o nosso nível de brasilidade. Vejam quantas coisas interessantes encontrei na edição de maio:
1- na década de 50, em Uberlândia/MG, foi realizada a primeira partida de futebol feminino. A idéia partiu da diretora da Escola Municipal de Araguari. O jogo foi beneficiente, e o dinheiro arrecadado serviu para saldar as dívidas da escola.
2 - Na década de 60, a seleção brasileira de basquete, que já havia sido campeã mundial no Chile em 1959, conquistou o bicampeonato, jogando contra os Estados Unidos no Maracanazinho. Mais de 20 mil pessoas assistiram o jogo(25/5/1963).
3 - São Gabriel da Cachoeira, a 1150 km de Manaus, é o terceiro maior município do Brasil. Sua área é superior à de Portugal. Habitada há mais de 3000 anos, a região noroeste da Amazônia apresenta um conjunto altamente diversificado de paisagens: matas fechadas, savanas, capoeiras e palmeirais.
4 - Em plena ditadura, Chico Buarque e seu violão foram para a Itália. Notícias de que as coisas no Brasil tinham melhorado, fizeram ele voltar. O que encontrou naquele início dos anos 70 foi um cenário de tortura, arbitrariedades e censura. Consternado, compôs "Apesar de Você". Em menos de um mês, 100 mil cópias vendidas. Só então os militares entenderam a letra, invadiram a gravadora e destruiram as cópias do disco.
5 - Jum Nakao, um dos mais badalados estilistas brasileiros, deixou as passarelas em 2004 para se dedicar as pessoas, lidar com suas potencialidades e resgatar seus valores. Ministra cursos no sertão e desenvolve projetos sustentáveis na Amazônia.
6 - o tomate, quem diria! Ele é fruto da segunda herbácea mais cultivada do mundo, depois da batata. Combate radicais livres. Protege o sistema cardiovascular e é anticancerígeno. Planta originária dos Andes(mais uma vez os Andes), crescia que nem mato. Foi levado para a Espanha e, até o século 19, europeus a cultivavam apenas como planta ornamental.
1- na década de 50, em Uberlândia/MG, foi realizada a primeira partida de futebol feminino. A idéia partiu da diretora da Escola Municipal de Araguari. O jogo foi beneficiente, e o dinheiro arrecadado serviu para saldar as dívidas da escola.
2 - Na década de 60, a seleção brasileira de basquete, que já havia sido campeã mundial no Chile em 1959, conquistou o bicampeonato, jogando contra os Estados Unidos no Maracanazinho. Mais de 20 mil pessoas assistiram o jogo(25/5/1963).
3 - São Gabriel da Cachoeira, a 1150 km de Manaus, é o terceiro maior município do Brasil. Sua área é superior à de Portugal. Habitada há mais de 3000 anos, a região noroeste da Amazônia apresenta um conjunto altamente diversificado de paisagens: matas fechadas, savanas, capoeiras e palmeirais.
4 - Em plena ditadura, Chico Buarque e seu violão foram para a Itália. Notícias de que as coisas no Brasil tinham melhorado, fizeram ele voltar. O que encontrou naquele início dos anos 70 foi um cenário de tortura, arbitrariedades e censura. Consternado, compôs "Apesar de Você". Em menos de um mês, 100 mil cópias vendidas. Só então os militares entenderam a letra, invadiram a gravadora e destruiram as cópias do disco.
5 - Jum Nakao, um dos mais badalados estilistas brasileiros, deixou as passarelas em 2004 para se dedicar as pessoas, lidar com suas potencialidades e resgatar seus valores. Ministra cursos no sertão e desenvolve projetos sustentáveis na Amazônia.
6 - o tomate, quem diria! Ele é fruto da segunda herbácea mais cultivada do mundo, depois da batata. Combate radicais livres. Protege o sistema cardiovascular e é anticancerígeno. Planta originária dos Andes(mais uma vez os Andes), crescia que nem mato. Foi levado para a Espanha e, até o século 19, europeus a cultivavam apenas como planta ornamental.
Mais um mistério dos Incas

Já era noite quando chegamos na fonte de água que abastecia os incas no alto dos Andes. A quase 4 mil metros de altura, diante de nós, mais um mistério dos incas. A fonte mantêm a mesma vazão durante séculos. Segundo o guia que nos acompanhava, ninguém sabe de onde vem a água. Com toda a tecnologia atual, pesquisadores procuram esta resposta e não acham. Para o guia, só os reis incas é que sabiam da onde vinha a água. Para eles, a água era vital para o seu povo. Diante das ameaças de invasão e guerras, a preocupação com que água fosse contaminada, exigia o mais absoluto segredo de sua origem.
quarta-feira, maio 20, 2009
CAOS no TRÂNSITO


Florianópolis amanheceu parada. A greve dos trabalhadores no tansporte coletivo, mostrou mais uma vez a fragilidade da nossa capital. Aliás, ontem falamos de São Paulo. A maior cidade da América Latina, sufocada pelos carros, não terá condições de mobilidade urbana. Seu sistema de metrô, já saturado, transporta 9 pessoas por metro quadadrado. Um desrespeito total aos usuários, que sem opção se submetem a estas condições desumanas.
Longe daqui, em Lima, capital do Peru, o trânsito consegue ser mais caótico ainda. Uma cidade com 8 milhões de habitantes, sem metrô, torna-se inviável. Se não bastasse esta constatação, o que está disponível para os peruanos é o pior em termos de transporte coletivo. Os ônibus, como mostram as fotos, são velhos e poluidores. Os taxis, rodam de qualquer jeito. Chegam a dar medo. No trânsito, vale tudo. Respeito aos pedestres, nem pensar.
P.S. - logo mais volto a falar sobre a falta da mobilidade urbana e suas consequências.
terça-feira, maio 19, 2009
O transporte das nossas cidades
Os trabalhadores do transporte coletivo de Florianópolis anunciaram início da greve para hoje. Nada mais justo, visto que as negociações não avançam. No entanto, temerosos de não ter como voltar para casa, provavelmente muitos outros trabalhadores usarão seus carros particulares. E o trânsito, que já é complicado em dias normais, deverá ter mais um capítulo caótico. Isso tudo porque, além de vivermos numa ilha sem transporte marítimo (estamos de costas para o mar), ainda há o permanente incentivo ao transporte individual em detrimento do coletivo. Já falamos sobre isso em outro momento. E cada vez me convenço mais da necessidade de mudarmos nossa forma de agir com relação à mobilidade urbana.
Inspirou-me ainda mais o artigo de Lincoln Paiva, da Envolverde. No seu texto, ele fala da cidade de São Paulo, com seus 11 milhões de habitantes e cerca de seis milhões de automóveis! Diz Paiva: "Se seguirmos a lógica de alguns especialistas, que defendem que a economia mundial tende a dobrar de tamanho a cada 14 anos, no futuro haverá mais carros circulando nas cidades à medida que cresce o ritmo da produção e o poder aquisitivo da população. A capital paulista, em pouco tempo, entrará em colapso por falta de espaço para circulação de pessoas, isso se continuarmos optando pelo deslocamento individual."
O que Paiva comenta, como a aprovação do projeto em São Paulo (mas não ainda a implantação) para pista exclusiva acaronistas e de as empresas incentivarem a carona entre seus trabalhadores, são ações que vi na Europa e que dão certo. De nada adiantam as ousadas metas de redução das emissões de gases de efeito estufa se governos e sociedades não agirem de fato para isso. O papel aceita tudo. A natureza não.
segunda-feira, maio 18, 2009
Direto de Lima
Hoje é o nosso último dia no Peru. A manchete dos principais jornais daqui falam do segundo caso confirmado de AH1N1, no Peru. Também é destaque, a grande quantidade de algas no lago Titicaca. O forte odor de ovo podre, proviniente de matéria orgânica morta, é um mal sinal. O Lago agoniza, denuncia, Alberto Giesecke, especialista do Ministério do Meio Ambiente. Titicaca tem 8400 km2: 60% desta área fica no Peru e o restante na Bolívia. Dados oficiais informam, que: 12 milhoes de metros cúbicos de água servida chegam anualmente no Titicaca. Ao redor do lago Titicaca, vivem cerca de 500 mil pessoas. As praias que banham Lima amanheceram tomadas de material plástico trazidos por correntes do Pacífico. O visual é o pior possível. Os nossos oceanos viraram depósito de lixo. Este assunto já tinha sido comentado no blog. Só que agora eu ví.
domingo, maio 17, 2009
De volta a Lima
Hoje deixamos as alturas dos Andes e retornamos à costa do Pacífico. Lima, a capital do Peru, tem cerca de 8 milhões de habitantes e um dos trânsitos mais caóticos do planeta. Da cordilheira dos Andes, levamos conosco sua cultura, sua história, os mistérios e a beleza de seus inúmeros cenários. Um passeio inesquecível. Este é um sentimento geral das pessoas com quem conversamos. As precariedades urbanas de Águas Calientes e Cusco eram deixadas de lado ou esquecidas por conta de um bom chá de coca. Aliás, falando em chá de coca, é um santo remédio. Resove tudo: energético, estimulante, tónico, dietético, digestivo etc..
De Lima, seguimos para o Brasil. Voltamos impressionados com o pouco que sabemos do Peru, país nosso vizinho. Na Embaixada do Brasil, em Lima, conversando com o setor responsável pelo comércio entre os dois paises, tratando do potencial de energia limpa existente no Peru e de possíveis parcerias com o Brasil, ficamos sabendo que muito pouca iniciativa havia nesta área. O grande assunto no Peru, que está no taxi e nos jornais, é totalmente desconhecido por nós. A política armamentista do Chile. A compra de armas por parte do governo chileno está deixando os peruanos aflitos. Temem por algum futuro conflito.
De Lima, seguimos para o Brasil. Voltamos impressionados com o pouco que sabemos do Peru, país nosso vizinho. Na Embaixada do Brasil, em Lima, conversando com o setor responsável pelo comércio entre os dois paises, tratando do potencial de energia limpa existente no Peru e de possíveis parcerias com o Brasil, ficamos sabendo que muito pouca iniciativa havia nesta área. O grande assunto no Peru, que está no taxi e nos jornais, é totalmente desconhecido por nós. A política armamentista do Chile. A compra de armas por parte do governo chileno está deixando os peruanos aflitos. Temem por algum futuro conflito.
sexta-feira, maio 15, 2009
Machu Picchu um lugar mágico
Em Cusco, é noite. Acabamos de chegar de Machu Picchu (pode-se também escrever tudo junto). Minha companheira Sílvia, sempre eficiente com os roteiros, horários e documentos, mostrou-se também ágil nas montanhas. A 100 km de Cusco e 3 horas de trem se chega a Machu Picchu. Cidade sagrada dos incas, abandonada e coberta pela floresta, ficou perdida no tempo. Só em 1911, foi descoberta pelo arqueólogo americano Hiran Binghan. Considerada, na época, a maior descoberta arqueológica da América do Sul, carrega até hoje seus mistérios. Para muitos, a mata tropical fechada e a altitude, eram suas defesas. Para outros, estar perto do sol era o objetivo dos incas. A única certeza é de que os espanhóis nunca chegaram lá. Porta de entrada da Amazonia peruana, Machu Picchu é banhada pelo belo e caudaloso Rio Urubamba, um dos formadores do Amazonas. No nosso retorno, um pequeno imprevisto: o trem estragou. Ficamos uma hora parados no meio das montanhas, num escuro total, cercados pela mata. O bom, foi que podemos olhar para o céu e constatar, que de lá, no alto dos Andes, existem mais estrelas.
quinta-feira, maio 14, 2009
O fantástico mundo dos Incas
Direto de Cusco, onde me encontro, percorri hoje o Vale Sagrado. No Vale, passamos por lugares a 3800 metros de altura. Pela sua beleza, seus mistérios e cultura milenar, o Vale atrai milhões de turistas por ano. Cusco, que fica a 3400 metros de altitude, é uma cidade com 500 mil habitantes, no meio dos Andes. Impressiona pelo monumental acervo arquitetônico de suas inúmeras igrejas e museus. Recebe, por ano, 1,2 milhões de turistas. Amanhã, sigo o caminho do Sol: as ruínas sobre as nuvens de Machupicchu.
Carros verdes
Uma pequena placa fotovoltaica sobre um carrinho de plástico. O souvenir, que encontrei na Alemanha, dá uma dimensão do potencial que ainda pode ser explorado. É impressionante... Basta colocar o brinquedo exposto ao sol que imediatamente as rodas traseiras começam a andar..... Espero que num futuro próximo possamos ter isso nos veículos em tamanho natural.
CHOCOLATE
A criatividade científica é o que me dá esperança de que podemos sim ter dias melhores para nosso planeta. Já existe carro que anda com chocolate! A invenção foi apresentada pela Universidade de Warwick, na Ingraterra. Lá foi construído um protótipo para a Fórmula Três que, além de motor de biodiesel à base de manteiga de cacau e óleo vegetal, tem lataria feita de batatas, outras fibras naturais como cânhamo, volante de cenouras e assento com linho. quarta-feira, maio 13, 2009
Vigília pela Amazônia
Das 18 às 24 horas de hoje, o Senado Federal estará em Vigília pela Amazônia. Numa iniciativa do Manifesto Amazônia para Sempre, capitaneado pelos atores globais Christiane Torloni e Victor Fasano, no Congresso, o movimento encontrou eco na Comissão de Mudanças Climáticas. E a pauta da atividade é bastante complexa, desde as iniciativas locais, de povos e de governos da região, passando pelas discussões legislativas. Tudo sendo transmitido ao vivo pela TV Senado.Já não era sem tempo a realização de uma atividade como essa. Quanto ainda nossa Floresta poderá suportar? Será que as pessoas sabem que mais do que importante habitat ao norte do nosso país, qualquer alteração lá significa graves problemas no sul da América e também em outros continentes?
Sobre isso, li excelente artigo das professoras da FURB - Fundação Universitária da Região de Blumenau/SC, as Doutoras Lúcia Sevegnani e Beate Frank. Intitulado Interdependência ou morte: importância da Amazônia para a regulação do clima e suas implicações nas escalas regionais e globais, as professoras falam das interdependências que todos temos com relação à Floresta Amazônica. São elas a atração da umidade para o nosso continente e a formação de nuvens, tanto na própria região quanto no restante do continente. Diz o texto:
"As chuvas e a umidade no Sul e Sudeste têm origem na massa de ar tropical continental (amazônica) e também na massa de ar tropical atlântica (oriundas do Oceano Atlântico). Próximo à costa atlântica do Sul e Sudeste existem barreiras naturais - Serras do Mar e Geral - para o deslocamento das massas de ar vindas do oceano no sentido oeste. (...) O oeste dessas regiões, bem como a Argentina e o Paraguai, são mais dependentes do macroclima (das massas de ar úmido vindas da Amazônia). (...) Considerando a influência da floresta sobre a formação e a distribuição de nuvens, a ausência de extensos territórios florestados na região da Mata Atlântica e, com ela, a ineficiência da bomba biótica de umidade atmosférica, tem-se aí uma explicação convincente da má distribuição de chuvas na região. Eis, portanto, outra interdependência cujas consequências apontam no sentido do colapso."
Com tantas provas científicas da necessidade vital da manutenção de nossas florestas, não consigo entender como ainda há gente que defende a flexibilização na legislação ambiental. A Amazônia e o que sobrou da nossa Mata Atlântica precisam não de um dia apenas, mas de vigília permanente. Somos todos conclamados a essa ação!
terça-feira, maio 12, 2009
Países ricos e tecnologia limpa
Informação interessante, de Roberto Nascimento, do Portal Terra:
Com o objetivo de avaliar a transferência tecnológica motivada por projetos do mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL), a Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC) analisou o documento de concepção de 3.296 projetos registrados, em processo de registro ou em validação. A ONU concluiu que 36% dos projetos apresentam transferência de tecnologia, ou seja, utilizam tecnologias anteriormente não disponíveis nos países anfitriões. Esses projetos somam 59% das reduções certificadas de emissões dos gases de efeito estufa.
A transferência tecnológica ocorre em tipos diferentes de projeto e envolve geralmente a passagem de conhecimento e de equipamentos. Ela é mais comum em projetos de larga escala e com participantes estrangeiros, sendo verificada principalmente em projetos de agricultura, destruição de gases industriais, aterros sanitários e energia eólica, informa a Federação das Industrias do Rio de Janeiro. Nos projetos de biomassa, cimenteiras e energia hidrelétrica, a transferência é mais rara. China, Índia, Brasil e México respondem por 77% do total de projetos de MDL no mundo. Os três primeiros, apesar de liderarem a lista, são os menos beneficiados pela transferência. Por sua vez, o México é praticamente líder nesse aspecto, com quase todos os projetos (91%) sendo apontados como promotores de transferência tecnológica.
A tecnologia transferida é originada na maior parte das vezes do Japão, Alemanha, Estados Unidos (que nem é signatário do acordo mundial contra as mudanças climáticas), França e Grã-Bretanha. O estudo Analysis of Technology Transfer in CDM Projects será utilizado pela ONU na avaliação de desempenho do MDL quanto ao cumprimento de seus objetivos no primeiro período de compromissos do Protocolo de Kyoto.
A tecnologia transferida é originada na maior parte das vezes do Japão, Alemanha, Estados Unidos (que nem é signatário do acordo mundial contra as mudanças climáticas), França e Grã-Bretanha. O estudo Analysis of Technology Transfer in CDM Projects será utilizado pela ONU na avaliação de desempenho do MDL quanto ao cumprimento de seus objetivos no primeiro período de compromissos do Protocolo de Kyoto.
segunda-feira, maio 11, 2009
Acreditamos nos estádios solares*
Em fevereiro de 2007, livres de mandatos e da política partidária, criamos o Instituto Ideal, um lugar para se pensar as energias limpas e a matriz energética do futuro. Com sede em Florianópolis e com o olhar para o mundo, o objetivo do instituto é contribuir para que as novas tecnologias cheguem ao nosso continente e façam parte da nossa vida. Como alimentadores de ideias, em março de 2008, encaminhamos ao presidente Lula o projeto que denominamos Estádios Solares. No documento, ressaltávamos a importância do sol e sua relação com o futebol. Lembrávamos ao presidente, que sol e futebol têm a cara do povo brasileiro. E que os estádios solares na Copa do Mundo de 2014 colocariam o Brasil como a referência na América Latina na produção de energia solar.
Mais recentemente, em fevereiro de 2009, quando o presidente esteve na Eletrosul, tivemos a oportunidade de entregar-lhe os primeiros estudos sobre os estádios solares, desenvolvidos pela UFSC com o apoio do Instituto Ideal, da agência técnica (GTZ) e do banco de desenvolvimento da Alemanha(KfW).Na última semana de abril, a convite do governo alemão, acompanhamos uma comitiva com representantes de diversas empresas e órgãos do governo brasileiro, interessados na tecnologia solar e sua aplicabilidade nos estádios que serão sede da Copa de 2014. Começamos pelo Estádio de Freiburg, funcionando há mais de dez anos, pioneiro no aproveitamento da energia solar no mundo. Orgulho dos habitantes de Freiburg e de sua fanática torcida, o estádio é o símbolo da relação da cidade com a energia solar. De lá seguimos para Berna, capital da Suíça, onde foi construído para a Eurocopa de 2008 o mais moderno estádio do mundo. O estádio é uma usina solar dentro da cidade. Tanto assim que quem instalou as placas, opera e comercializa a energia é a empresa BKW FMB Energie, concessionária de energia daquele país.
Agora, com novos parceiros interessados em compartilhar desse sonho, vamos poder avançar. Os recursos necessários para financiar os estudos e a implantação das usinas solares estão assegurados. A tecnologia disponível e devidamente testada, nos dá segurança. E, por fim, a visibilidade que um projeto desta natureza abre para a mídia global, também será um forte aliado.
*Artigo publicado originalmente no Jornal Diário Catarinense de 06/05/2009, edição N° 8428
sábado, maio 09, 2009
Os alquimistas estão chegando
Gosto de ler o que Lester Brown me envia. Sua última mensagem reflexiva fala de um astrônomo polonês, Nicolaus Copernicus, que, em 1953, publicou um livro denominado " A Revolução da Esfera Celestial". Naquela época, Nicolaus, já tratava a Terra como o centro do universo. Era, talvez, um dos primeiros ensaios sobre a necessidade de protegê-la.
Como um renomado ambientalista e futurista, Lester Brown procura encontrar no velho livro alguma relação com os dias atuais. O que mais se aproxima é o sistema econômico destruindo o sistema natural. Tirando, lenta e gradualmente da Terra, a condição de "esfera celestial".
Segundo ele, boa parte dos economistas limitam-se a quantificarem o custo para a sociedade dos excessos cometidos contra a natureza. Até então, não demonstravam preocupação com os limites da Terra.
A boa notícia é que a partir da crise percebe-se que economistas, mais representativos e formadores de opinião, estão ficando mais conscientes. O grande tema econômico/ambiental ora em debate no Congresso Americano, taxar quem polui, já recebeu o apoio formal de mais de 2500 importantes economistas, incluindo oito Prêmios Nobéis.
OS ALQUIMISTAS ESTÃO CHEGANDO, senhor Brown. Não é por acaso que o Nobel Steven Chu foi nomeado Secretário de Energia dos Estados Unidos. Um físico determinado a entrar na corrida tecnológica mundial, na busca de uma nova energia. Para mim, é uma questão de tempo, mas ela virá do Sol. A única fonte limpa e inesgotável: a "Esfera Celestial" do futuro.
Como um renomado ambientalista e futurista, Lester Brown procura encontrar no velho livro alguma relação com os dias atuais. O que mais se aproxima é o sistema econômico destruindo o sistema natural. Tirando, lenta e gradualmente da Terra, a condição de "esfera celestial".
Segundo ele, boa parte dos economistas limitam-se a quantificarem o custo para a sociedade dos excessos cometidos contra a natureza. Até então, não demonstravam preocupação com os limites da Terra.
A boa notícia é que a partir da crise percebe-se que economistas, mais representativos e formadores de opinião, estão ficando mais conscientes. O grande tema econômico/ambiental ora em debate no Congresso Americano, taxar quem polui, já recebeu o apoio formal de mais de 2500 importantes economistas, incluindo oito Prêmios Nobéis.
OS ALQUIMISTAS ESTÃO CHEGANDO, senhor Brown. Não é por acaso que o Nobel Steven Chu foi nomeado Secretário de Energia dos Estados Unidos. Um físico determinado a entrar na corrida tecnológica mundial, na busca de uma nova energia. Para mim, é uma questão de tempo, mas ela virá do Sol. A única fonte limpa e inesgotável: a "Esfera Celestial" do futuro.
sexta-feira, maio 08, 2009
Economia global, efeito local
A crise mundial, que não nasceu aqui, tem deixado nossos governantes de cabelo em pé. As consequências de uma economia globalizada chegaram na casa da dona Maria. Catarinense do interior de Urubici, sempre depositou suas economias na Caderneta de Poupança. Assim como ela, milhões de outras "marias" também confiavam neste exemplar instrumento de poupança popular.
Com a chegada da crise, os técnicos do Banco Central perceberam que a remuneração definida por lei, de 0,5% ao mês, passa a ser atraente para grandes investidores. Atualmente, 6% ao ano é uma boa remuneração. Como técnicos, querem mudar as regras. Só que mexer com a poupança e com os milhões de pequenos poupadores, politicamente, considero um desastre.
O que fazer é o que o presidente LULA deve estar pensando. Não sou economista, nem conselheiro, mas mexer na poupança é um ônus pesado para um governante carregar. Afinal, a Caderneta de Poupança, é uma relação de confiança. Ninguém esquece Collor por causa disso.
Com a chegada da crise, os técnicos do Banco Central perceberam que a remuneração definida por lei, de 0,5% ao mês, passa a ser atraente para grandes investidores. Atualmente, 6% ao ano é uma boa remuneração. Como técnicos, querem mudar as regras. Só que mexer com a poupança e com os milhões de pequenos poupadores, politicamente, considero um desastre.
O que fazer é o que o presidente LULA deve estar pensando. Não sou economista, nem conselheiro, mas mexer na poupança é um ônus pesado para um governante carregar. Afinal, a Caderneta de Poupança, é uma relação de confiança. Ninguém esquece Collor por causa disso.
quinta-feira, maio 07, 2009
PLANTE
Acabo de receber um convite para dar uma palestra no 4º Congresso Internacional de Bioenergia, em Curitiba. Aceitei na hora. Plantar árvores, é o caminho natural para se minimizar os efeitos do aquecimento global. Nas cidades, no campo, onde se puder, deve-se plantar. Há mais de 40 anos atrás, vi um filme de ficção chamado 2020, onde uma única árvore tinha sobrado no Planeta. Era referenciada por todos. Um filme assustador. Enquanto a indústria da biomassa cresce no mundo todo, e no Brasil também, pouco se faz em relação reflorestamento de árvores nativas. A produção brasileira dos chamados "wood chips" de acácia, pinus e eucalyptus, é da ordem de 10 milhões de toneladas ano. Um volume considerável. Já as matas naturais precisam de políticas públicas de incentivo, certificadas em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL, podem se tornar grandes empregadoras de mão de obra, criando o mercado dos chamados empregos verdes.
quarta-feira, maio 06, 2009
Você sabia que ......
Freiburg, cidade com um pouco mais de 100 mil habitantes, tem o terceiro maior hospital da Alemanha? O Hospital Universitário de lá é uma referência no país. Tem cerca de 9000 empregados e sua administração tem uma grande preocupação ambiental. Graças a programas de eficiência energética, no ano passado, houve uma economia de 1 milhão de euros nos gastos com energia. Tudo é planejado. Do tratamento do lixo, ao aproveitamento da água; do uso racional das innstalações hospitalares até a mobilidade urbana de seus funcionários. Programas de carona solidária, adequação do transporte coletivo com o fluxo do hospital, ciclovias e outras medidas facilitadoras para o deslocamento dos funcionários são sempre avaliadas.
BOAS INICIATIVAS
No Chile, Regina Cohen, dona da Petroclean, desenvolveu um produto 100% vegetal, capaz de absorver e degradar completamente o petróleo e seus derivados. Uma ótima alternativa no combate aos desastres ambientais, resultado de acidentes nas atividades petrolíferas.
O peruano, Manuel Cevallos, dono da Petro Cristal, com sede em Curitiba, também desenvolveu um produto que aumenta o rendimento dos motores a combustão e reduz a emissão de CO².
Chile, Bolívia e Argentina, concentram mais de 75% das reservas mundiais de lítio. O lítio, metal com alta capacidade de armazenamento, está presente nas baterias de telefones celulares, notebooks e toda a classe de equipamentos tecnológicos. Num futuro próximo, terá forte presença nos carros elétricos.
NO ENTANTO...
A Argentina, embora tenha o maior potencial eólico da América Latina, com zonas onde a turbina está produzindo 60% do tempo( o dobro da média européia), pouco tem avançado neste setor.
BOAS INICIATIVAS
No Chile, Regina Cohen, dona da Petroclean, desenvolveu um produto 100% vegetal, capaz de absorver e degradar completamente o petróleo e seus derivados. Uma ótima alternativa no combate aos desastres ambientais, resultado de acidentes nas atividades petrolíferas.
O peruano, Manuel Cevallos, dono da Petro Cristal, com sede em Curitiba, também desenvolveu um produto que aumenta o rendimento dos motores a combustão e reduz a emissão de CO².
Chile, Bolívia e Argentina, concentram mais de 75% das reservas mundiais de lítio. O lítio, metal com alta capacidade de armazenamento, está presente nas baterias de telefones celulares, notebooks e toda a classe de equipamentos tecnológicos. Num futuro próximo, terá forte presença nos carros elétricos.
NO ENTANTO...
A Argentina, embora tenha o maior potencial eólico da América Latina, com zonas onde a turbina está produzindo 60% do tempo( o dobro da média européia), pouco tem avançado neste setor.
terça-feira, maio 05, 2009
Qualidade de vida
Zurich, na beira do lago com o mesmo nome, é a segunda cidade do planeta com melhor qualidade de vida. As águas do lago, formado pelo degelo, são transparentes e com muita vida. No ranking das 100 cidades com melhor qualidade de vida, nenhuma brasileira. Para mim, nenhuma surpresa. É o resultado de um prolongado e lamentável descaso dos gestores com as nossas cidades. Agora mesmo, na paradisíaca ilha de Fernando de Noronha, o Instituto Chico Mendes, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, coordenou um estudo sobre a capacidade da ilha receber turistas. Os resultados mostram a vulnerabilidade da Ilha, que é abastecida de energia à base de óleo diesel. Boa parte da pouca água potável disponível na Ilha vem do dessanilizador de água, que é também um dos grandes consumidores de energia elétrica. Preservar Noronha exige um novo modelo de gestão, que inclua uma forte presença de energias renováveis e projetos de captação de água da chuva. Nada do outro mundo .....ou que os suiços possam nos ensinar.
segunda-feira, maio 04, 2009
Sem máscaras
Domingo, 5:oohs da manhã. Quem chega em Cumbica, leva um susto. Centenas de pessoas com máscaras cirúrgicas, vindas de diferentes continentes, assustadas com o novo vírus. O nome científico H1N1, na boca do povo, a gripe suína. Na Alemanha, de onde eu chegava, só se fala na ameaça de um virús mutante, transmissível entre humanos. Ainda não considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma pandemia, epidemia em escala mundial, infectologistas temem que ela se propague. Quanto as máscaras, que me chamaram a atenção, são mais assustadoras do que eficazes. Segundo especialistas, não previnem o contágio pois os vírus são muito pequenos e passam através delas.
Outra máscara que precisa cair é a que cobre a cara de boa parte dos nossos dirigentes sindicais. Num mundo em crise, com a economia estagnada, com o desemprego crescendo, nossas centrais sindicais transformaram o 1º de Maio num grande show. Sem protestos, mas com muita música....companheiros. Com tanta máscara, me veio a lembrança uma música do Cazuza : Brasil mostra a tua cara !
Outra máscara que precisa cair é a que cobre a cara de boa parte dos nossos dirigentes sindicais. Num mundo em crise, com a economia estagnada, com o desemprego crescendo, nossas centrais sindicais transformaram o 1º de Maio num grande show. Sem protestos, mas com muita música....companheiros. Com tanta máscara, me veio a lembrança uma música do Cazuza : Brasil mostra a tua cara !
sexta-feira, maio 01, 2009
Noticias da Alemanha IV
Em Fraiburg, são 7 horas. A valorosa comitiva brasileira está prestes a embarcar no seu ônibus para ir para Berna, na Suíça. Agora, quase todos nós temos um time na Alemanha: o Fraiburg. Pioneiro na instalação de energia solar em estádios, líder da segunda divisão, o Fraiburg é a paixão do povo local.
Em Berna, onde devemos chegar às 11 horas, vamos conhecer o novo. O estádio de lá é o mais moderno Estádio Solar do mundo. Foi construído para a Eurocopa de 2008.
No sábado, voltamos para o Brasil. Para os estádios do futuro: os Estádios Solares da Copa do Mundo de 2014.
P.S.- embora hoje, 1° de Maio, seja um feriado mundial, os alemães brincam que na Suíça não tem trabalhador, só banqueiro, e com a crise, nem isso. Portanto, a programacao está mantida.
Em Berna, onde devemos chegar às 11 horas, vamos conhecer o novo. O estádio de lá é o mais moderno Estádio Solar do mundo. Foi construído para a Eurocopa de 2008.
No sábado, voltamos para o Brasil. Para os estádios do futuro: os Estádios Solares da Copa do Mundo de 2014.
P.S.- embora hoje, 1° de Maio, seja um feriado mundial, os alemães brincam que na Suíça não tem trabalhador, só banqueiro, e com a crise, nem isso. Portanto, a programacao está mantida.
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