O Departamento de História e o Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia da Universidade Federal de Pernambuco, está promovendo hoje, em Recife, o ciclo de debates sobre os vinte anos após a queda do muro de Berlim. Michel Zaidan Filho, professor de Ciências Políticas da UFPE, é o entrevistado do Diario de Pernambuco. Um resumo dessa boa entrevista, repasso para o blog.
Como encontrou a Alemanha, após a queda do Muro?
"Vi um descompasso enorme, as pessoas são práticas. Precisavam sobreviver e o custo da inflação foi alto.... Houve avanços no que se refere aos ganhos da vida privada.
Que mudanças trouxe aos sistemas políticos?
"O que se seguiu à queda foi a idéia da globalização, do mundo sem fronteiras. ... Isso levou a criação de uma economia financeira desvinculada à economia real. E quando a bolha estoura, mais uma vez o velho e bom estado entra em ação para salvar os bancos, seguradoras, montadoras...".
Neste momento da crise econômica é hora do mundo rever conceitos de socialismo?
"O problema do socialismo foi a construção política de uma sociedade do trabalho, ficou claro que não se constrói uma sociedade na base do poder militar da coerção".
Uma das consequências do fim desse dualismo(capitalismoxsocialismo) foi o arrefecimento político?
"O mundo era mais simples. Com o fim do Muro de Berlim, perdeu-se essa divisão e começou a haver alianças políticas e estratégicas dos mais diversos tipos. Acho que a principal preocupação entre os paises não é de natureza ideológica, mas comercial".
Isso acaba dando margem à falta de envolvimento da população com a política, como aconteceu por aqui com o caso Sarney?
" Acho que a população não dá nenhuma importância ao Congresso. São tantos os escândalos e impunidade, que as pessoas começam a achar que ele está perdendo a importância mesmo, um mercado onde se compra tudo e se vende tudo, onde as decisões mais importantes do país não passam por alí".
Como a teoria reagiu a essas mudanças?
" O que restou foi o Fórum Social Mundial, que tem uma visão plural, que abarca todo o tipo de gente e não tem uma estratégia unificada e nem uma concepção política revolucionária.... Dali não sai nada."
CURIOSIDADES
Só na praia da Boa Viagem são consumidos mais de 100 mil cocos por mês. A Embrapa vem desenvolvendo tecnologias para o aproveitamento da imensa matéria prima que sobra. A fibra do coco é resistente e pode ser usada em confecções especiais e na construção civil. Investir num projeto desses é apostar na sustentabilidade.
"Honoráveis Bandidos - Um Retrato do Brasil na Era Sarney", um livro arrasador e bem humorado, do consagrado jornalista e escritor Palmério Doria, está dando o que falar. Já é um dos mais vendidos. Segundo Sebastião Nery, é bom voce comprar o seu antes que o Sarney compre todos. (Geração Editorial, São Paulo)
sexta-feira, outubro 30, 2009
quinta-feira, outubro 29, 2009
De Natal, passando por Dilma, chegando no Chávez
É de Natal um grande amigo meu, leitor do blog. Agora, deixo lá sementes de novas e fortes amizades. Dois jovens estudantes de engenharia elétrica da Universidade Federal de lá, a Gabriela e o Rafael, apaixonados pela energia limpa, estão muito interessados em nos ajudar a promover a inclusão da energia solar no projeto do novo estádio para a COPA de 2014, o Dunas. Como todos os jovens, já estão cheios de idéias. O projeto, é muito bonito. E parece que foi concebido para receber as placas solares na sua estrutura. Quase no centro da cidade, de fácil acesso, o Dunas irá incorporar a atual estádio mais o centro administrativo e uma área da Prefeitura Municipal.
E A COPA FAZ COISA.....
Quem conhece o aeroporto de Natal, sabe que ele é bem melhor que o nosso Hercílio Luz. Só que com a COPA, um novo aeroporto vai ser construído na parte norte da cidade. Enquanto isso, na Ilha da Mágia, vamos construir um meio viaduto e torcer para não precisar pegar um avião em dia de jogo do Avaí....
Em Fortaleza, o Ministério do Turismo liberou mais de 100 milhões de reais para o Governo do Ceará. A verba é destinada a preparação de mão de obra para atender o turismo da COPA. Parte também irá para a sinalização da cidade e dos principais pontos turísticos. Enquanto isso na Ilha da Mágia.......
DOIS COMENTÁRIOS DO DIA
As manifestações que eu tenho lido, sobre a presença da Ministra Dilma em Copenhague, como chefe da delegação brasileira na Conferência do Clima, não tem sido nada simpáticas a ministra. Afinal, Dilma de "verde" não tem nada. Mas acho importante que ela vá. A entrada de Marina na disputa eleitoral(já comentei sobre isso no blog), vai pautar o debate sobre energia limpa, desmatamento e mudanças climáticas. Os compromissos públicos com estes temas vão ser cobrados. Ganham todos: o meio ambiente e por tabela, nós!
Outro assunto polêmico que está presente nos jornais de hoje, é a inclusão da Venezuela no bloco do Mercosul. Também nesse caso minha opinião diverge do que a maioria está escrevendo. Impedir a entrada da Venezuela, por causa do Chávez, como se fosse uma punição ao país, em nada contribui para uma integração plena dos nossos paises. Ao contrário, só vai dificultar ainda mais o processo. No Mercosul, as decisões são tomadas por consenso. E a entrada da Venezuela não modifica essa condição. Agora, se todos os presidentes do Mercosul, tomarem uma decisão contrária aos interesses de seus respectivos paises para atender o Chávez: me desculpem, o problema não é a Venezuela!
E A COPA FAZ COISA.....
Quem conhece o aeroporto de Natal, sabe que ele é bem melhor que o nosso Hercílio Luz. Só que com a COPA, um novo aeroporto vai ser construído na parte norte da cidade. Enquanto isso, na Ilha da Mágia, vamos construir um meio viaduto e torcer para não precisar pegar um avião em dia de jogo do Avaí....
Em Fortaleza, o Ministério do Turismo liberou mais de 100 milhões de reais para o Governo do Ceará. A verba é destinada a preparação de mão de obra para atender o turismo da COPA. Parte também irá para a sinalização da cidade e dos principais pontos turísticos. Enquanto isso na Ilha da Mágia.......
DOIS COMENTÁRIOS DO DIA
As manifestações que eu tenho lido, sobre a presença da Ministra Dilma em Copenhague, como chefe da delegação brasileira na Conferência do Clima, não tem sido nada simpáticas a ministra. Afinal, Dilma de "verde" não tem nada. Mas acho importante que ela vá. A entrada de Marina na disputa eleitoral(já comentei sobre isso no blog), vai pautar o debate sobre energia limpa, desmatamento e mudanças climáticas. Os compromissos públicos com estes temas vão ser cobrados. Ganham todos: o meio ambiente e por tabela, nós!
Outro assunto polêmico que está presente nos jornais de hoje, é a inclusão da Venezuela no bloco do Mercosul. Também nesse caso minha opinião diverge do que a maioria está escrevendo. Impedir a entrada da Venezuela, por causa do Chávez, como se fosse uma punição ao país, em nada contribui para uma integração plena dos nossos paises. Ao contrário, só vai dificultar ainda mais o processo. No Mercosul, as decisões são tomadas por consenso. E a entrada da Venezuela não modifica essa condição. Agora, se todos os presidentes do Mercosul, tomarem uma decisão contrária aos interesses de seus respectivos paises para atender o Chávez: me desculpem, o problema não é a Venezuela!
quarta-feira, outubro 28, 2009
Leitura de Bordo
De Fortaleza a Natal são 40 minutos de vôo. Em linha reta cerca de 300 km. Os fortes ventos também se fazem presentes durante a viagem. E por falar em vento, quando é demais atrapalha. Na reunião de ontem, na Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, fiquei sabendo que dois setores vem questionando a proliferação de parques eólicos no litoral cearense, o do turismo e do meio ambiente. O governo vem estudando o ordenamento das regiões, definindo as áreas de uso. Outra possibilidade futura, seria levar para o mar as instalações. O litoral norte tem pouca profundidade. É tão raso que os pescadores mergulham levando uma marreta e com ela fazem buracos que aprisionam os peixes quando a maré baixa. Outra curiosidade do Estado, e uma das suas principais vantagens estratégicas, é que o Ceará está equidistante da Costa Leste dos EUA, do Continente Africano e da Europa. O tempo de vôo é de 6:30hs, menor transit-time do Brasil para esses destinos.
Na rápida leitura de bordo, uma outra constatação. No mês passado, na guerra do Iraque, morreram menos soldados americanos que nos "confrontos" do Rio de Janeiro, entre a polícia e os traficantes. Isso que a guerra é lá....
Também fiquei sabendo que nesse mês, o juro cobrado pelos bancos a pessoas físicas foi o menor da história. Imaginem então o que estavam cobrando nos outros meses....
Li também que Chávez e Uribe continuam se desentendendo. Até aí nenhuma novidade. Sobrou para alguns servidores colombianos que estão presos na Venezuela. Chávez pode ficar no governo o tempo que quizer. Uribe tenta o mesmo. Se merecem. Para mim, certo está o Lula: abortou todas as iniciativas que pretendiam levá-lo ao terceiro mandato. Acho que a perpetuação no poder, através de mudanças constitucionais (agora virou moda), inibe a democracia. As dificuldades que os partidos tem de explicar para os eleitores as coligações que fazem, as maiorias absolutas que se criam por interesses obscuros, os constrangidos acordos pós-eleitoral, tem afastado as pessoas da política e da vida partidária.
Dois comentários para refletirmos. Tratam da perpetuação no poder, e são de longe:
" A ausência de festividades é voluntária: trata-se de não chamar a atenção para a longevidade de Dos Santos no poder". Rafael Marques, jornalista angolano sobre os 30 anos da presidência de José Eduardo dos Santos.
"Serei hoje uma pessoa tão amarga que não consegue ver a bondade, o carácter e a competência nem dos que nos governam, nem daqueles que nos querem governar?" João Miguel Tavares, jornalista português.
Na rápida leitura de bordo, uma outra constatação. No mês passado, na guerra do Iraque, morreram menos soldados americanos que nos "confrontos" do Rio de Janeiro, entre a polícia e os traficantes. Isso que a guerra é lá....
Também fiquei sabendo que nesse mês, o juro cobrado pelos bancos a pessoas físicas foi o menor da história. Imaginem então o que estavam cobrando nos outros meses....
Li também que Chávez e Uribe continuam se desentendendo. Até aí nenhuma novidade. Sobrou para alguns servidores colombianos que estão presos na Venezuela. Chávez pode ficar no governo o tempo que quizer. Uribe tenta o mesmo. Se merecem. Para mim, certo está o Lula: abortou todas as iniciativas que pretendiam levá-lo ao terceiro mandato. Acho que a perpetuação no poder, através de mudanças constitucionais (agora virou moda), inibe a democracia. As dificuldades que os partidos tem de explicar para os eleitores as coligações que fazem, as maiorias absolutas que se criam por interesses obscuros, os constrangidos acordos pós-eleitoral, tem afastado as pessoas da política e da vida partidária.
Dois comentários para refletirmos. Tratam da perpetuação no poder, e são de longe:
" A ausência de festividades é voluntária: trata-se de não chamar a atenção para a longevidade de Dos Santos no poder". Rafael Marques, jornalista angolano sobre os 30 anos da presidência de José Eduardo dos Santos.
"Serei hoje uma pessoa tão amarga que não consegue ver a bondade, o carácter e a competência nem dos que nos governam, nem daqueles que nos querem governar?" João Miguel Tavares, jornalista português.
terça-feira, outubro 27, 2009
Fortaleza: bons ventos e muito sol
Estive em Fortaleza visitando os primeiros parques eólicos do Brasil, há cinco anos atrás. Volto agora para apresentar o projeto dos "Estádios Solares". A cidade cresceu muito. Tanto em obras públicas como em investimentos privados. Na área do turismo, portugueses e espanhóis dominam o setor. Com a proximidade do leilão das eólicas, programado para o final de novembro, o Ceará também vai virar um grande canteiro de obras. Boa parte dos parques eólicos estão previstos para cá. Como o Estado está trabalhando o potencial de vento que tem com muito profissionalismo, se transformando na meca da energia eólica brasileira, mostrar os caminhos do sol passa a ser um desafio maior.
Ciente dessa dificuldade adicional, começamos hoje a plantar nossas primeiras sementes. E o solo é fértil, Ceará tem muito sol. O projeto é bom, os "Estádios Solares" vão ter uma visibilidade global. E os investidores em energia eólica, sejam eles portugueses, espanhóis, chineses, alemães ou brasileiros, são também possíveis investidores em energia solar. O perfil é o mesmo. Buscam na produção de energia limpa oportunidades de negócios.
Ciente dessa dificuldade adicional, começamos hoje a plantar nossas primeiras sementes. E o solo é fértil, Ceará tem muito sol. O projeto é bom, os "Estádios Solares" vão ter uma visibilidade global. E os investidores em energia eólica, sejam eles portugueses, espanhóis, chineses, alemães ou brasileiros, são também possíveis investidores em energia solar. O perfil é o mesmo. Buscam na produção de energia limpa oportunidades de negócios.
segunda-feira, outubro 26, 2009
Desafio Solar
Quero hoje deixar um abraço e homenagear a equipe da UFSC que participou do 1° Desafio de barcos solares realizado no Brasil. A competição terminou no último fim de semana, em Paraty, um paradisíaco recanto no litoral do Rio de Janeiro.
Os resultados foram animadores: no acumulado da competição, na classe dos monocascos, o campeão foi o barco Carcará, seguido por Gabriela (ambos do Laboratório de Mecânica da Turbulência – Coppe/UFRJ) e Ipanema (do Grêmio Náutico da UFRJ). Na disputa dos catamarãs venceu Vento Sul (da Universidade Federal de Santa Catarina), seguido por Peixe Galo (do Projeto Grael de Niterói) e Água Viva (do Instituto Náutico de Paraty).
O Desafio Solar Brasil foi organizado pelo Polo Náutico da UFRJ e tem o objetivo de estimular o desenvolvimento de tecnologias para fontes limpas e renováveis de energia, articulando centros de pesquisa, bem como divulgar para a sociedade o potencial dessas tecnologias aplicadas em embarcações de serviço, recreio e transporte de passageiros.
É isso. Continuemos, então, com a nossa tarefa de transformar o nosso continente na América do Sol!
Os resultados foram animadores: no acumulado da competição, na classe dos monocascos, o campeão foi o barco Carcará, seguido por Gabriela (ambos do Laboratório de Mecânica da Turbulência – Coppe/UFRJ) e Ipanema (do Grêmio Náutico da UFRJ). Na disputa dos catamarãs venceu Vento Sul (da Universidade Federal de Santa Catarina), seguido por Peixe Galo (do Projeto Grael de Niterói) e Água Viva (do Instituto Náutico de Paraty).
O Desafio Solar Brasil foi organizado pelo Polo Náutico da UFRJ e tem o objetivo de estimular o desenvolvimento de tecnologias para fontes limpas e renováveis de energia, articulando centros de pesquisa, bem como divulgar para a sociedade o potencial dessas tecnologias aplicadas em embarcações de serviço, recreio e transporte de passageiros.
É isso. Continuemos, então, com a nossa tarefa de transformar o nosso continente na América do Sol!
Integração, o grande desafio do Mercosul
Com os primeiros números das pesquisas de boca de urna do Uruguai apontando para o segundo turno, volta ao debate a questão da integração. José Mujica, o vencedor do 1º turno, favorável as políticas voltadas para um Mercosul mais integrado, ao que parece, irá enfrentar no 2 ° turno, Luis Alberto Lacalle, cujas declarações apontam para novas dificuldades na dura tarefa de integração regional.
Já comentei no blog e insisto na tese de que o Mercosul precisa encontrar interesses comuns para viabilizar sua integração. Tenho, sempre que posso, colocado as energias renováveis como uma alternativa concreta para isso. Todos os paises tem potencial natural e as diferenças de escala e de conhecimento não são impeditivos para a implantação de uma política regional.
Embora no mundo da diplomacia não se queira reconhecer, o tamanho da economia brasileira, principalmente em relação ao Uruguai e ao Paraguai, tem dificultado o avanço na integração. As assimetrias são grandes. A indústria desses dois paises não compete com o parque fabril brasileiro. E todos sabem disso.
A Asia, por exemplo, sinônimo de um processo de integração bem sucedido, inicialmente tratou de melhorar a logística e sua infraestruta. Porque logística e infraestrutura é do interesse de todos. Em paralelo, investiu pesado em setores prioritários ao desenvolvimento de qualquer nação: educação, ciência e tecnologia e acesso ao crédito. Criou as condições para uma agenda regional horizontal que possibilitou, sem distinções, que toda a região se desenvolvesse igualmente.
Nosso caminho não poderá ser diferente. Não há integração plena diante grandes diferenças. A agenda está clara. O instrumento de integração, também. O que para mim ainda não está claro é a vontade política de todos os nossos governantes de nos unirmos como bloco regional.
Já comentei no blog e insisto na tese de que o Mercosul precisa encontrar interesses comuns para viabilizar sua integração. Tenho, sempre que posso, colocado as energias renováveis como uma alternativa concreta para isso. Todos os paises tem potencial natural e as diferenças de escala e de conhecimento não são impeditivos para a implantação de uma política regional.
Embora no mundo da diplomacia não se queira reconhecer, o tamanho da economia brasileira, principalmente em relação ao Uruguai e ao Paraguai, tem dificultado o avanço na integração. As assimetrias são grandes. A indústria desses dois paises não compete com o parque fabril brasileiro. E todos sabem disso.
A Asia, por exemplo, sinônimo de um processo de integração bem sucedido, inicialmente tratou de melhorar a logística e sua infraestruta. Porque logística e infraestrutura é do interesse de todos. Em paralelo, investiu pesado em setores prioritários ao desenvolvimento de qualquer nação: educação, ciência e tecnologia e acesso ao crédito. Criou as condições para uma agenda regional horizontal que possibilitou, sem distinções, que toda a região se desenvolvesse igualmente.
Nosso caminho não poderá ser diferente. Não há integração plena diante grandes diferenças. A agenda está clara. O instrumento de integração, também. O que para mim ainda não está claro é a vontade política de todos os nossos governantes de nos unirmos como bloco regional.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Em busca do sol
Se é consequência das mudanças climáticas, não sei, mas a se confirmar a previsão abaixo da Epagri/Ciram para os próximos dias, teremos, em Florianópolis, nada menos que 17 fins de semana chuvosos..... E falta menos de dois meses para o início do verão.....
"Uma frente fria avança pelo Sul do Brasil, provocando aumento de nebulosidade no decorrer do dia em SC, e pancadas de chuva com descargas elétricas (raios) do Oeste ao Litoral Sul entre o fim da manhã e tarde e nas demais regiões da tarde para a noite. Risco de temporal com ventos fortes e granizo isolado. Temperatura elevada com sensação de ar abafado." Fenômenos: Nevoeiro/Temporal na Grande Florianópolis e previsão de granizo em todas as regiões.
Por isso corro atrás do sol. Embarco neste fim de semana para o Nordeste. Meu destino: Fortaleza, Natal, Recife e Salvador. Cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Meu objetivo: mostrar a viabilidade dos estádios solares e o compromisso com uma Copa Limpa.
"Uma frente fria avança pelo Sul do Brasil, provocando aumento de nebulosidade no decorrer do dia em SC, e pancadas de chuva com descargas elétricas (raios) do Oeste ao Litoral Sul entre o fim da manhã e tarde e nas demais regiões da tarde para a noite. Risco de temporal com ventos fortes e granizo isolado. Temperatura elevada com sensação de ar abafado." Fenômenos: Nevoeiro/Temporal na Grande Florianópolis e previsão de granizo em todas as regiões.
Por isso corro atrás do sol. Embarco neste fim de semana para o Nordeste. Meu destino: Fortaleza, Natal, Recife e Salvador. Cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Meu objetivo: mostrar a viabilidade dos estádios solares e o compromisso com uma Copa Limpa.
quinta-feira, outubro 22, 2009
Sem medo de crescer
Que o Brasil é a bola da vez na América Latina, eu não tenho dúvida. Agora, se isso nos assusta já passo a ter dúvidas. Quando mostramos vitalidade econômica e pré condições de crescimento perene, sinto que surge uma insegurança. A reação é imediata: volta-se a pensar e agir de forma conservadora. Isso aconteceu com a taxa de juros e agora com a questão cambial. Temos espaço para baixar mais os juros. Como também condições econômicas de deixar o dolar se acomodar por si. Interesses em investir no país, não devem ser motivo de preocupação. Muito pelo contrário. São possibilidades que se abrem de se direcionar investimentos de acordo com as prioridades do país.
A China é um bom exemplo. O governo chinês tem dado seguidas demonstrações de que sabe exatamento o que quer. Passou pela crise mundial, sem grandes problemas. Vai crescer em 2009, 9%. Em 2010, a previsão é de 11%. Números que impressionam, principalmente se compararmos com os demais paises. O PIB, que em 2007, foi de 3,5 trilhões de dólares, deve atingir em 2010, 5,3 trilhões. A renda per capita, no mesmo período, passa de US$ 2500 para US$ 3800. A dívida do Estado representa 22% do PIB, grande liquidez, bancos e bolsas fortes. O mercado de ações, que até alguns anos atrás inexistia, hoje movimenta bilhões. A Bolsa de Shanghai, limitada as inversões locais, ações tipo A. E a bolsa de Hong Kong, onde são negociados os títulos tipo B e H, destinada aos investidores internacionais. É grande também a presença de importantes empresas européias no mercado chinês.
Não há milagres, comenta David Fernández, em artigo publicado no El País. A China manteve-se imune as turbulências da crise, graças as boas políticas do seu governo. Soube priorizar seus investimentos, com suas reservas e supervit comercial, desenvolvendo: infraestrutura e consumo doméstico. Uma das empresas beneficiadas com o plano de estímulo ao consumo, a China Mobile, ganhou sete milhões de clientes em um mês. Guardadas as devidas proporções, paises como o Brasil, com considerável mercado interno, se souber priorizar seus investimentos, direcionando-os para setores estratégicos que gerem emprego e renda, tem tudo para crescer de forma sustentável, sem medo.
A China é um bom exemplo. O governo chinês tem dado seguidas demonstrações de que sabe exatamento o que quer. Passou pela crise mundial, sem grandes problemas. Vai crescer em 2009, 9%. Em 2010, a previsão é de 11%. Números que impressionam, principalmente se compararmos com os demais paises. O PIB, que em 2007, foi de 3,5 trilhões de dólares, deve atingir em 2010, 5,3 trilhões. A renda per capita, no mesmo período, passa de US$ 2500 para US$ 3800. A dívida do Estado representa 22% do PIB, grande liquidez, bancos e bolsas fortes. O mercado de ações, que até alguns anos atrás inexistia, hoje movimenta bilhões. A Bolsa de Shanghai, limitada as inversões locais, ações tipo A. E a bolsa de Hong Kong, onde são negociados os títulos tipo B e H, destinada aos investidores internacionais. É grande também a presença de importantes empresas européias no mercado chinês.
Não há milagres, comenta David Fernández, em artigo publicado no El País. A China manteve-se imune as turbulências da crise, graças as boas políticas do seu governo. Soube priorizar seus investimentos, com suas reservas e supervit comercial, desenvolvendo: infraestrutura e consumo doméstico. Uma das empresas beneficiadas com o plano de estímulo ao consumo, a China Mobile, ganhou sete milhões de clientes em um mês. Guardadas as devidas proporções, paises como o Brasil, com considerável mercado interno, se souber priorizar seus investimentos, direcionando-os para setores estratégicos que gerem emprego e renda, tem tudo para crescer de forma sustentável, sem medo.
quarta-feira, outubro 21, 2009
Diário de Bordo
Nessa terça, voltando prá casa, as leituras da TAM Nas Nuvens ajudam a passar o tempo. Alguma nova idéia para o blog, também é bem vista. Isay Weinfeld, é a capa da revista. Um prestigiado arquiteto, sem traços de vaidade. O arquiteto brasileiro mais celebrado da atualidade, reconhecido internacionalmente, chama a atenção ao criticar que boa parte dos seus colegas " projetam uma obra pública como a chance de fazer sua obra-prima. Estão preocupados consigo mesmo". Três cidades em especial, lhe dão prazer: Luang Prabang, no Laos, Veneza, na Itália e Nova York nos EUA. O que elas tem em comum? Para Isay, o que ele mais valoriza numa cidade: o prazer de caminhar.
A revista também entrevista, Jean Nouvel. Outro mito da arquitetura contemporânea. Vencedor em 2008 do Pritzker, o grande prêmio dessa área. Nouvel também surpreende, ao afirmar:"é necessário ficar atento aos sinais e seguí-los sem sucumbir às tentações da conformidade moderna". Num outro momento da entrevista, lembra que sempre repete aos estudantes de arquitetura que a vaidade é muito perigosa. E que não adianta ganhar a vida imitando os outros. Por fim, ressalta:"se voce não é sensível ao lugar e não tem a pretensão de de mudá-lo positivamente, não seja arquiteto".
Outra fera desse mundo da arquitetura e paisagismo, é Gilberto Elkis. Ouvido pela revista da TAM, relembra o importante acervo de Burle Marx. O mesmo que projetou o Aterro da Baia Sul, em Florianópolis( e que sofre até hoje com o que fizeram com a área). Para Elkis, o Aterro do Flamengo, projeto de Burle Marx, é uma lição de paisagismo. É um espaço público lindo que embeleza ainda mais o Rio de Janeiro. O interessante é fazer uma visita a pé para sentir as nuances do movimento do terreno.
Essa motivação que tive para buscar na revista depoimentos sobre arquitetura, paisagismo, espaço público e planejamento urbano, surgiu depois da minha passada pela Universidade, como convidado à debater o filme " Home, o mundo é nossa casa". Um longa-metragem, dirigido por Yann Arthus-Betrand e Luc Besson, com forte apelo à tomada de consciência sobre o futuro do planeta. A promoção é do Ministério da Educação Nacional e o Ministério da Ecologia e do Desenvolvimento Sustentável da França. A iniciativa faz parte do Ano da França no Brasil. O filme é impactante. As cenas de devatação da natureza, impressionam !
A revista também entrevista, Jean Nouvel. Outro mito da arquitetura contemporânea. Vencedor em 2008 do Pritzker, o grande prêmio dessa área. Nouvel também surpreende, ao afirmar:"é necessário ficar atento aos sinais e seguí-los sem sucumbir às tentações da conformidade moderna". Num outro momento da entrevista, lembra que sempre repete aos estudantes de arquitetura que a vaidade é muito perigosa. E que não adianta ganhar a vida imitando os outros. Por fim, ressalta:"se voce não é sensível ao lugar e não tem a pretensão de de mudá-lo positivamente, não seja arquiteto".
Outra fera desse mundo da arquitetura e paisagismo, é Gilberto Elkis. Ouvido pela revista da TAM, relembra o importante acervo de Burle Marx. O mesmo que projetou o Aterro da Baia Sul, em Florianópolis( e que sofre até hoje com o que fizeram com a área). Para Elkis, o Aterro do Flamengo, projeto de Burle Marx, é uma lição de paisagismo. É um espaço público lindo que embeleza ainda mais o Rio de Janeiro. O interessante é fazer uma visita a pé para sentir as nuances do movimento do terreno.
Essa motivação que tive para buscar na revista depoimentos sobre arquitetura, paisagismo, espaço público e planejamento urbano, surgiu depois da minha passada pela Universidade, como convidado à debater o filme " Home, o mundo é nossa casa". Um longa-metragem, dirigido por Yann Arthus-Betrand e Luc Besson, com forte apelo à tomada de consciência sobre o futuro do planeta. A promoção é do Ministério da Educação Nacional e o Ministério da Ecologia e do Desenvolvimento Sustentável da França. A iniciativa faz parte do Ano da França no Brasil. O filme é impactante. As cenas de devatação da natureza, impressionam !
terça-feira, outubro 20, 2009
Mais um gigante limpo
Foi inaugurado recentemente o maior parque eólico marinho do mundo. Distante há 60 quilômetros da costa da Dinamarca, o parque tem 91 turbinas, que serão capazes de gerar energia para mais de 200 mil residências. É um gigante da energia limpa.
sábado, outubro 17, 2009
Direto de Montevidéu
Se nada acontecer de grave na campanha da Frente Ampla na próxima semana, Mujica com 45% das intenções de voto, deve vencer. Seu principal oponente, Lacalle, no jornal El Pais de hoje, declarou que, se eleito, irá uma propor uma pausa reflexiva sobre o Mercosul. E vai além, para ele o Uruguai terá uma política exterior: "cliente de todos, amigo de muchos, aliado de quien convenga, parecido a alguno, pero igual a nadie". Seguindo nessa linha divisionista, Lacalle também surpreendeu ao afirma que se ganhar a presidência, " o Uruguay no va a integrar el Parlamento del Mercosul". São declarações fortes e que em nada ajudam o projeto de integração. Pior, foram ditas por um forte candadato a presidência do país sede do Mercosul.
Do outro lado, a Frente Ampla, vem se comprometendo com a integração. A boa avaliação do governo, segundo especialistas, está calcada nas reformas promovidas. Aqui no Uruguai se fala em seis reformas e uma revolução. Foram elas: escolas de tempo integral, universalização da educação, Lei Florestal, Lei de Zonas Francas, Lei dos Portos e a Reforma da Seguridade Social.
Saindo da política e passando para o esporte, quem está ocupando as capas dos jornais daqui, é o Maradona. Não por ter ganho do Uruguai e classificado a Argentina. O que tem merecido destaque por parte da mídia, foram suas declarações após o jogo de quarta-feira. Maradona alega em sua defesa, que foi um desabafo. Já o presidente da FIFA, Joseph Blatter, quer puní-lo. Resumindo, Maradona continua o mesmo.
Por fim, uma boa notícia. Segundo os diários espanhóis, o Primeiro Ministro José Luis Zapatero, está devendo aos bancos 80 mil euros. Prefiro um governante com dívidas reconhecidas publicamente que outros que tiveram seu patrimônio triplicado em um ano. (Fonte:El Pais)
Do outro lado, a Frente Ampla, vem se comprometendo com a integração. A boa avaliação do governo, segundo especialistas, está calcada nas reformas promovidas. Aqui no Uruguai se fala em seis reformas e uma revolução. Foram elas: escolas de tempo integral, universalização da educação, Lei Florestal, Lei de Zonas Francas, Lei dos Portos e a Reforma da Seguridade Social.
Saindo da política e passando para o esporte, quem está ocupando as capas dos jornais daqui, é o Maradona. Não por ter ganho do Uruguai e classificado a Argentina. O que tem merecido destaque por parte da mídia, foram suas declarações após o jogo de quarta-feira. Maradona alega em sua defesa, que foi um desabafo. Já o presidente da FIFA, Joseph Blatter, quer puní-lo. Resumindo, Maradona continua o mesmo.
Por fim, uma boa notícia. Segundo os diários espanhóis, o Primeiro Ministro José Luis Zapatero, está devendo aos bancos 80 mil euros. Prefiro um governante com dívidas reconhecidas publicamente que outros que tiveram seu patrimônio triplicado em um ano. (Fonte:El Pais)
sexta-feira, outubro 16, 2009
Integração, um exercício de determinação e paciência
Daqui uma semana os uruguaios vão conhecer quem será o novo presidente do país. No momento as pesquisas apontam como favorito, com quase 45% das intenções de voto, os candidatos da Frente Ampla, José Mujica e Danilo Astori como vice. Durante o processo eleitoral também vão acontecer consultas sobre reformas à Constituição, um procedimento já tradicional nas eleições uruguaias.
Nem o resultado do jogo, Argentina 1 x 0 Uruguai, deixou os "hermanos" muito abalados. Embora o jogo tenha parado o país, buscar a vaga na repescagem já faz parte da história das últimas copas. Assisti a partida cercado de amigos uruguaios, comendo um bom assado. Uma experiência nova.
No dia seguinte, sem sinais de ressaca, começamos um bom debate sobre integração regional, matriz energética e energia limpa, no Mercosul. Foram 12 horas de uma proveitosa reunião. Convidado como expositor para apresentar o tema: " Las Energias Renovables en el Ambito del Mercosur y en el Escenario Internacional " , possibilitou que eu pudesse socializar as percepções e conhecimentos que venho adquirindo nessa área.
No dia de hoje, na sede da Cefir, entidade organizadora do encontro, voltamos a nos reunir para construir o documento final do evento e deliberarmos sobre os encaminhamentos futuros. Todos presentes: paraguaios, chilenos, brasileiros, argentinos e uruguaios, expressaram suas preocupações em relação aos inúmeros obstáculos que aparecem num projeto de integração regional. Convidados da União Européia, relataram também suas dificuldades e o tempo que levaram para a unificação da Europa. Foram mais de vinte anos discutindo as bases que atualmente dão suporte político e legal a Comunidade Européia. Esta tarefa exige determinação e paciência. Muita paciência. Aprovamos Florianópolis como sede do próximo encontro, e o Instituto IDEAL como responsável pela organização. A data ainda não está definida. O tema : O Mundo Pós-Copenhague.
Nem o resultado do jogo, Argentina 1 x 0 Uruguai, deixou os "hermanos" muito abalados. Embora o jogo tenha parado o país, buscar a vaga na repescagem já faz parte da história das últimas copas. Assisti a partida cercado de amigos uruguaios, comendo um bom assado. Uma experiência nova.
No dia seguinte, sem sinais de ressaca, começamos um bom debate sobre integração regional, matriz energética e energia limpa, no Mercosul. Foram 12 horas de uma proveitosa reunião. Convidado como expositor para apresentar o tema: " Las Energias Renovables en el Ambito del Mercosur y en el Escenario Internacional " , possibilitou que eu pudesse socializar as percepções e conhecimentos que venho adquirindo nessa área.
No dia de hoje, na sede da Cefir, entidade organizadora do encontro, voltamos a nos reunir para construir o documento final do evento e deliberarmos sobre os encaminhamentos futuros. Todos presentes: paraguaios, chilenos, brasileiros, argentinos e uruguaios, expressaram suas preocupações em relação aos inúmeros obstáculos que aparecem num projeto de integração regional. Convidados da União Européia, relataram também suas dificuldades e o tempo que levaram para a unificação da Europa. Foram mais de vinte anos discutindo as bases que atualmente dão suporte político e legal a Comunidade Européia. Esta tarefa exige determinação e paciência. Muita paciência. Aprovamos Florianópolis como sede do próximo encontro, e o Instituto IDEAL como responsável pela organização. A data ainda não está definida. O tema : O Mundo Pós-Copenhague.
quarta-feira, outubro 14, 2009
A violência está na moda- Parte II
O filme "Ao mestre com carinho", da década de sessenta, teve seu público. O trabalho de Sidney Poitier como um engenheiro desempregado que resolve dar aulas, é impecável. A história se passa em Londres, no bairro operário de East End. A turma era da pesada, e o professor sofreu. A música, "To Sir with love", é inesquecível.
Essa volta ao passado, não tem nada de saudismo. Ela veio a lembrança lendo a coluna de Ruy Castro, ontem na Folha de S. Paulo. Pelo título que ele deu "Ao mestre, com desprezo", acho que também viajou no tempo e se lembrou da sala de aula que Sidney Poitier enfrentou no filme.
Seu relato, verídico, mostra a tensão por que passam os professores em razão do convívio com a violência nas escolas brasileiras. A vítima, nesse caso, é um professor de história, filho de um amigo dele. Em março, desacatado na sala por três alunos num colégio de classe média em Moema, zona sul de São Paulo, o professor teve uma crise nervosa e passa agora por uma síndrome de pânico. Pediu demissão e foi para casa. Na escola a orientadora, única pessoa a apoiá-lo, foi demitida.
E, os jovens valentões? Esses, meses depois, foram afastados do colégio. Mas não por indiciplina. Deixaram-se apanhar traficando drogas dentro das instalações.
Esse é apenas um relato a mais, das centenas de ocorrências registradas diariamente na Secretaria de Educação de São Paulo, de alunos que desrespeitam professores. São os alunos que desprezam a liturgia da escola, nos lembra Ruy Castro. Saem da sala sem autorização do professor e o ofendem verbalmente quando ele ousa protestar. Certos da impunidade, destroem equipamentos, queimam lixeiras, depredam as escolas. É o terror!
Essa volta ao passado, não tem nada de saudismo. Ela veio a lembrança lendo a coluna de Ruy Castro, ontem na Folha de S. Paulo. Pelo título que ele deu "Ao mestre, com desprezo", acho que também viajou no tempo e se lembrou da sala de aula que Sidney Poitier enfrentou no filme.
Seu relato, verídico, mostra a tensão por que passam os professores em razão do convívio com a violência nas escolas brasileiras. A vítima, nesse caso, é um professor de história, filho de um amigo dele. Em março, desacatado na sala por três alunos num colégio de classe média em Moema, zona sul de São Paulo, o professor teve uma crise nervosa e passa agora por uma síndrome de pânico. Pediu demissão e foi para casa. Na escola a orientadora, única pessoa a apoiá-lo, foi demitida.
E, os jovens valentões? Esses, meses depois, foram afastados do colégio. Mas não por indiciplina. Deixaram-se apanhar traficando drogas dentro das instalações.
Esse é apenas um relato a mais, das centenas de ocorrências registradas diariamente na Secretaria de Educação de São Paulo, de alunos que desrespeitam professores. São os alunos que desprezam a liturgia da escola, nos lembra Ruy Castro. Saem da sala sem autorização do professor e o ofendem verbalmente quando ele ousa protestar. Certos da impunidade, destroem equipamentos, queimam lixeiras, depredam as escolas. É o terror!
terça-feira, outubro 13, 2009
A violência, é moda?
Fiquei surpreso ao constatar que os dois artigos que mais me chamaram atenção na Folha de S. Paulo de hoje, tratavam da violência. Casualmente, tema que nunca tinha abordado no blog. Sou da paz, mas as vezes, para o meu desencanto, acho que a violência está na moda. A maioria dos filmes e videogames disponibilizados, estão relacionados com a violência. Os noticiários dos jornais, rádios e TV's também destinam boa parte do seu espaço a cenas e relatos de atos violentos. Quando li de João Pereira Coutinho, "Bastardos gloriosos" e de Ruy Castro, " Ao mestre com desprezo", fiquei bastante envolvido com os dois excelentes textos. Como o artigo de João Pereira trata do filme de Tarantino "Bastardos Inglórios", que por coincidência tinha acabado de assistir, vou comentá-lo primeiro.
" Bastardos Inglórios", último filme de Quentin Tarantino, é imperdível. Ele tem de tudo: violência e humor. Para Pereira o humor está acima da violência. Mas concorda, ao afirmar, que pela primeira vêz os judeus não são apenas vítimas; também são vingadores, matando os nazistas com extrema violência. Como lembra João Pereira, não é fácil aceitar essa inversão de papéis. Judeus matando alemães na França ocupada como se matam ratazanas. À paulada. Felizmente, de forma bem dosada, entra em cena o refinado humor de Tarantino, que consegue com sua técnica apurada, minimizar o forte impacto das cenas de violência. Não vou adiante. Assistam o filme. Deixo para amanhã o comentário sobre "Ao mestre, com desprezo".
" Bastardos Inglórios", último filme de Quentin Tarantino, é imperdível. Ele tem de tudo: violência e humor. Para Pereira o humor está acima da violência. Mas concorda, ao afirmar, que pela primeira vêz os judeus não são apenas vítimas; também são vingadores, matando os nazistas com extrema violência. Como lembra João Pereira, não é fácil aceitar essa inversão de papéis. Judeus matando alemães na França ocupada como se matam ratazanas. À paulada. Felizmente, de forma bem dosada, entra em cena o refinado humor de Tarantino, que consegue com sua técnica apurada, minimizar o forte impacto das cenas de violência. Não vou adiante. Assistam o filme. Deixo para amanhã o comentário sobre "Ao mestre, com desprezo".
segunda-feira, outubro 12, 2009
CURIOSIDADES DA SEMANA
1-DOMÉSTICAS: as madames e as mucamas.
" A gente pensa que sabe. Mas os números teimam em nos surpreender. Qual é a maior ocupação profissional da mulher no Brasil? Doméstica. Também espanta saber que menos de 25% das domésticas têm carteira assinada. Não há nenhum direito trabalhista ou benefício para quase 5,5 milhões de empregadas em casas de família, embora seja ilegal. Seus patrões serão os mesmos que se indignam com a falta de ética dos políticos?" (Ruth de Aquino - Revista Época)
Segundo o IPEA, nos últimos dez anos, as domésticas aumentaram de 5 milhões para 6,6 milhões. E três quartos desse total são invisíveis em nossa economia. Ao não assinar a Carteira de Trabalho, comete-se uma ilegalidade. A classe média e alta não consegue viver sem empregada. No entanto, patrões relapsos fogem dos encargos.
2 - POUPANÇA - os milhões de brasileiros que encontram na Caderneta de Poupança o abrigo para guardar suas economias podem agradecer às eleições que se avizinham o fato do governo ter desistido de tributá-las. Uma medida tão impopular não combina com ano eleitoral. O mesmo se aplica para a restituição do Imposto de Renda. Diante do desgaste, o dinheiro do contribuinte vai ser disponibilizado.
3 - SE A MODA PEGA - O Tribunal Constitucional da Itália (o nosso Supremo) derrubou a lei que dava imunidade ao primeiro-ministro. Agora, Sílvio Berlusconi terá que responder à Justiça como cidadão comum a processos de evasão fiscal e suborno. E, por falar em cidadão comum......
4 - GADO DO BEM - Na semana passada, os quatro maiores frigoríficos do país assinaram com o Greenpeace um compromisso de monitorar o gado abatido. Bois que chegam de áreas desmatadas não serão comercializados. Outra medida importante foi da recuperação de áreas degradadas. O diretor de sustentabilidade da Marfrig, Ocimar Villela, foi enfático em defender como áreas de preservação permanente, mananciais de água e as margens dos rios.
Seria bom o Governador Luiz Henrique convidá-lo para visitar Santa Catarina. Aqui, segundo o novo Código Ambiental, preservar as margens dos rios é coisa de quem não quer o progresso. Enquanto isso, continuamos: entre chuvas torrenciais e prolongadas secas.
5 - E o ENEM, hein.. O estrago foi grande. Teve de tudo. De corretor de imóvel a DJ. Não podia dar certo. Os "trapalhões" agora alegam que queriam vender a prova para a imprensa. Segundo eles, com isso estariam"ajudando os alunos". Resumo da mega trapalhada: embaraço para as autoridades, falta de profissionalismo e prejuízo para quatro milhões de estudantes.
" A gente pensa que sabe. Mas os números teimam em nos surpreender. Qual é a maior ocupação profissional da mulher no Brasil? Doméstica. Também espanta saber que menos de 25% das domésticas têm carteira assinada. Não há nenhum direito trabalhista ou benefício para quase 5,5 milhões de empregadas em casas de família, embora seja ilegal. Seus patrões serão os mesmos que se indignam com a falta de ética dos políticos?" (Ruth de Aquino - Revista Época)
Segundo o IPEA, nos últimos dez anos, as domésticas aumentaram de 5 milhões para 6,6 milhões. E três quartos desse total são invisíveis em nossa economia. Ao não assinar a Carteira de Trabalho, comete-se uma ilegalidade. A classe média e alta não consegue viver sem empregada. No entanto, patrões relapsos fogem dos encargos.
2 - POUPANÇA - os milhões de brasileiros que encontram na Caderneta de Poupança o abrigo para guardar suas economias podem agradecer às eleições que se avizinham o fato do governo ter desistido de tributá-las. Uma medida tão impopular não combina com ano eleitoral. O mesmo se aplica para a restituição do Imposto de Renda. Diante do desgaste, o dinheiro do contribuinte vai ser disponibilizado.
3 - SE A MODA PEGA - O Tribunal Constitucional da Itália (o nosso Supremo) derrubou a lei que dava imunidade ao primeiro-ministro. Agora, Sílvio Berlusconi terá que responder à Justiça como cidadão comum a processos de evasão fiscal e suborno. E, por falar em cidadão comum......
4 - GADO DO BEM - Na semana passada, os quatro maiores frigoríficos do país assinaram com o Greenpeace um compromisso de monitorar o gado abatido. Bois que chegam de áreas desmatadas não serão comercializados. Outra medida importante foi da recuperação de áreas degradadas. O diretor de sustentabilidade da Marfrig, Ocimar Villela, foi enfático em defender como áreas de preservação permanente, mananciais de água e as margens dos rios.
Seria bom o Governador Luiz Henrique convidá-lo para visitar Santa Catarina. Aqui, segundo o novo Código Ambiental, preservar as margens dos rios é coisa de quem não quer o progresso. Enquanto isso, continuamos: entre chuvas torrenciais e prolongadas secas.
5 - E o ENEM, hein.. O estrago foi grande. Teve de tudo. De corretor de imóvel a DJ. Não podia dar certo. Os "trapalhões" agora alegam que queriam vender a prova para a imprensa. Segundo eles, com isso estariam"ajudando os alunos". Resumo da mega trapalhada: embaraço para as autoridades, falta de profissionalismo e prejuízo para quatro milhões de estudantes.
domingo, outubro 11, 2009
OBAMA e o Nobel da Paz
A polêmica indicação do presidente dos EUA para Nobel da Paz está dando o que falar. Também, não é para menos. Obama ainda pouco fez por merecer tamanha honraria. Até ele se supreendeu. E se saiu bem ao declarar não se sentir merecedor do prêmio e ao mesmo tempo, anunciar que irá doar o valor recebido (mais de um milhão de dólares). Minhas divergências em relação à escolha são compartilhadas por muitos analistas. Afinal os EUA estão em guerra no Iraque e no Afeganistão, como ainda mantêm a base de Guantánamo, em Cuba. Pode até se alegar, em defesa da indicação de Obama, que são heranças de governos passados. Tudo bem, mas ainda estão presentes. Como também está presente na cultura norte-americana um facínio pelo poder das armas e, por consequência, por conflitos armados. Não é por acaso que a indústria das armas nos EUA é líder mundial em produção e na comercialização.
Para mim, o Prêmio Nobel da Paz, criado pelo químico sueco, Alfred Nobel, em 1896, deveria ser dado a quem não usa a guerra como forma de poder, não incentiva a indústria bélica, não alimenta conflitos e busca a paz através de atos e gestos. Mahatma Ghandi, por exemplo, nunca ganhou o Prêmio Nobel, no entanto entrou para a história como um dos mais fascinantes personagens de todos os tempos. Preso dezenas de vezes, impôs ao poderoso Império Britânico uma humilhante derrota. Sem armas e sem violência, apenas através da "satyagraha", a desobidiência civil organizada e pacífica, levou milhares de seguidores a se engajarem à causa da liberdade.
Entendo que os tempos são outros. Em 1930, Ghandi começou sua caminhada pelo "sal da liberdade". No início, eram 78 seguidores. Durante 24 dias percorreu 320 quilômetros com o cajado na mão. Ao chegar no oceano, até ele se surpreendeu: eram milhares de seguidores. Em 30 de janeiro de 1948, Ghandi foi assassinado. Suas últimas palavras, "Hey,Rama", em louvor a Deus, resumem um de seus mais sagrados princípios:"Estou pronto para morrer por um causa. Nunca, para matar por ela".
Agora, nos tempos de Obama, pregar que "a desobidiência civil é um direito intrínsico do cidadão. Não ouse renunciar.....", como dizia Ghandi, há oitenta anos atrás, tem pouco impacto. Logo vamos lembrar que a Constituição nos assegura esse direito. No entanto, o sentimento libertário da Índia do início do século passado não se consegue mais reproduzir. A Obama, cabe a responsabilidade de tornar a premiação precoce num perene compromiso com a paz. Uma tarefa difícil para o presidente de uma nação que nunca se mostrou conciliatória aos países com contencioso.
São outros tempos. Esperamos que os ensinamentos de Ghandi, cheguem ao mundo globalizado. E que sua humildade e sabedoria, contagiem e sirvam de inspiração aos atuais líderes mundiais. E, para todos, deixo como reflexão um dos seus inúmeros pensamentos, que melhor se identifica com o Prêmio Nobel da Paz:"Denomino-me nacionalista, mas meu nacionalismo é amplo como o universo. Inclui em sua vastidão todas as nações da Terra. Meu nacionalismo inclui o bem-estar do mundo inteiro. Não desejo que a minha Índia se erga sob as cinzas de outras nações. Não quero que a Índia explore um único ser humano. Quero que a Índia seja forte para que possa contagiar outras nações com sua força."
P.S - depois da indicação, Obama conseguiu apoio do Congresso para enviar mais tropas para o Afeganistão. Aliás, a ONU acaba de admitir fraude nas eleições de agosto no Afeganistão, e que irregularidades aconteceram em todo o país. No blog(dia 22/9), comento sobre as declarações do general Stanley Crystie, Comandante Chefe da forças armadas no Afeganistão, sobre os rumos da guerra. Segundo o general, já tinha informado ao presidente Obama sobre o fracasso da operação militar, que se extende por seis longos anos.
Para mim, o Prêmio Nobel da Paz, criado pelo químico sueco, Alfred Nobel, em 1896, deveria ser dado a quem não usa a guerra como forma de poder, não incentiva a indústria bélica, não alimenta conflitos e busca a paz através de atos e gestos. Mahatma Ghandi, por exemplo, nunca ganhou o Prêmio Nobel, no entanto entrou para a história como um dos mais fascinantes personagens de todos os tempos. Preso dezenas de vezes, impôs ao poderoso Império Britânico uma humilhante derrota. Sem armas e sem violência, apenas através da "satyagraha", a desobidiência civil organizada e pacífica, levou milhares de seguidores a se engajarem à causa da liberdade.
Entendo que os tempos são outros. Em 1930, Ghandi começou sua caminhada pelo "sal da liberdade". No início, eram 78 seguidores. Durante 24 dias percorreu 320 quilômetros com o cajado na mão. Ao chegar no oceano, até ele se surpreendeu: eram milhares de seguidores. Em 30 de janeiro de 1948, Ghandi foi assassinado. Suas últimas palavras, "Hey,Rama", em louvor a Deus, resumem um de seus mais sagrados princípios:"Estou pronto para morrer por um causa. Nunca, para matar por ela".
Agora, nos tempos de Obama, pregar que "a desobidiência civil é um direito intrínsico do cidadão. Não ouse renunciar.....", como dizia Ghandi, há oitenta anos atrás, tem pouco impacto. Logo vamos lembrar que a Constituição nos assegura esse direito. No entanto, o sentimento libertário da Índia do início do século passado não se consegue mais reproduzir. A Obama, cabe a responsabilidade de tornar a premiação precoce num perene compromiso com a paz. Uma tarefa difícil para o presidente de uma nação que nunca se mostrou conciliatória aos países com contencioso.
São outros tempos. Esperamos que os ensinamentos de Ghandi, cheguem ao mundo globalizado. E que sua humildade e sabedoria, contagiem e sirvam de inspiração aos atuais líderes mundiais. E, para todos, deixo como reflexão um dos seus inúmeros pensamentos, que melhor se identifica com o Prêmio Nobel da Paz:"Denomino-me nacionalista, mas meu nacionalismo é amplo como o universo. Inclui em sua vastidão todas as nações da Terra. Meu nacionalismo inclui o bem-estar do mundo inteiro. Não desejo que a minha Índia se erga sob as cinzas de outras nações. Não quero que a Índia explore um único ser humano. Quero que a Índia seja forte para que possa contagiar outras nações com sua força."
P.S - depois da indicação, Obama conseguiu apoio do Congresso para enviar mais tropas para o Afeganistão. Aliás, a ONU acaba de admitir fraude nas eleições de agosto no Afeganistão, e que irregularidades aconteceram em todo o país. No blog(dia 22/9), comento sobre as declarações do general Stanley Crystie, Comandante Chefe da forças armadas no Afeganistão, sobre os rumos da guerra. Segundo o general, já tinha informado ao presidente Obama sobre o fracasso da operação militar, que se extende por seis longos anos.
quinta-feira, outubro 08, 2009
A Nau dos Insensatos
A Nau dos Insensatos foi um dos bons filmes que vi na década de 60. Conta as histórias de diferentes passageiros em um navio que vai do México para a Alemanha nos anos 30. Não sei por que quando me chegam críticas infundadas à gestão da Eletrosul, me vem esse filme à cabeça.
O comparativo faz sentido. Todos sabemos o quanto sofremos durante o processo de cisão e de privatização da geração da empresa. A Eletrosul, sempre é bom lembrar aos velhos esquecidos e aos jovens que agora fazem parte do seu quadro, era para ser EXTINTA! A rigor esse grupo de naúfragos, que insiste em atacar a empresa e sua direção, navega há sete anos em mar tranquilo. Suas perdas salariais foram repostas, recebem participação nos lucros e sem as ameaças de demissão a atormentá-los, não há muito a reclamar.
Há duas semanas atrás chegou aos meus ouvidos o lamento de um "insensato". Querendo me atingir, começou suas lamúrias reclamando do meu afastamento do sindicato e da empresa. O "abandono", segundo ele, tinha prejudicado o Sinergia e a Eletrosul. Quando me elegi deputado federal, em 2002, já estava fora do sindicato. E em março de 2003 também resolvi me afastar da empresa por entender que era a melhor solução. Aliás, foi graças a essa decisão que pude me movimentar no Congresso e ver aprovado algo até então impensado: a retirada de todas as empresas estatais do setor elétrico do Plano Nacional de Desestatização - PND. Nesse projeto, também através de uma emenda de minha autoria, a Eletrosul que antes estava impedidada pôde voltar a investir em geração. Graças a essas iniciativas a empresa hoje é outra. Saiu do "caixão" e foi para a vitrine.
Há cinco anos é eleita a melhor empresa do setor. Quanto ao Sinergia, quem tem responder são seus diretores. Penso que as dificuldades que passa o movimento sindical é resultante da falta de bandeiras. As grandes centrais como CUT e Força Sindical, agora disputam espaço nos eventos que fazem ..... com shows e sorteios.
Por último, sobre os comentários maldosos do "insensato", em relação à diretoria da Eletrosul e a mim. A "diretoria dos petistas", como foi chamada, pode até ter cometido alguns erros. Isso faz parte de uma gestão. Quero no entanto destacar o quanto esses diretores estão contribuindo para consolidar a Eletrosul como uma empresa modelo do setor elétrico brasileiro. Não apenas pelos prêmios que vem recebendo, mas pelo esforço que vem fazendo ao se apresentar como uma empresa energética, com forte presença e compromisso com as energias renováveis. Está construindo, por exemplo, obras fora da sua área de atuação, como Jirau. E faz parte do seu planejamento, projetos futuristas que contemplam a energia limpa do sol, dos ventos e da biomassa.
Quanto a mim, não estou ficando rico. Já me sinto um homem rico: pela família que tenho, pelo que a vida me deu. Se o meu objetivo fosse ficar mais rico, teria criado uma firma de engenharia, uma empresa de consultoria ou um escritório de representações. Nunca um instituto sem fins lucrativos. Quero viver de sonhos. O Instituto IDEAL é um deles.
O comparativo faz sentido. Todos sabemos o quanto sofremos durante o processo de cisão e de privatização da geração da empresa. A Eletrosul, sempre é bom lembrar aos velhos esquecidos e aos jovens que agora fazem parte do seu quadro, era para ser EXTINTA! A rigor esse grupo de naúfragos, que insiste em atacar a empresa e sua direção, navega há sete anos em mar tranquilo. Suas perdas salariais foram repostas, recebem participação nos lucros e sem as ameaças de demissão a atormentá-los, não há muito a reclamar.
Há duas semanas atrás chegou aos meus ouvidos o lamento de um "insensato". Querendo me atingir, começou suas lamúrias reclamando do meu afastamento do sindicato e da empresa. O "abandono", segundo ele, tinha prejudicado o Sinergia e a Eletrosul. Quando me elegi deputado federal, em 2002, já estava fora do sindicato. E em março de 2003 também resolvi me afastar da empresa por entender que era a melhor solução. Aliás, foi graças a essa decisão que pude me movimentar no Congresso e ver aprovado algo até então impensado: a retirada de todas as empresas estatais do setor elétrico do Plano Nacional de Desestatização - PND. Nesse projeto, também através de uma emenda de minha autoria, a Eletrosul que antes estava impedidada pôde voltar a investir em geração. Graças a essas iniciativas a empresa hoje é outra. Saiu do "caixão" e foi para a vitrine.
Há cinco anos é eleita a melhor empresa do setor. Quanto ao Sinergia, quem tem responder são seus diretores. Penso que as dificuldades que passa o movimento sindical é resultante da falta de bandeiras. As grandes centrais como CUT e Força Sindical, agora disputam espaço nos eventos que fazem ..... com shows e sorteios.
Por último, sobre os comentários maldosos do "insensato", em relação à diretoria da Eletrosul e a mim. A "diretoria dos petistas", como foi chamada, pode até ter cometido alguns erros. Isso faz parte de uma gestão. Quero no entanto destacar o quanto esses diretores estão contribuindo para consolidar a Eletrosul como uma empresa modelo do setor elétrico brasileiro. Não apenas pelos prêmios que vem recebendo, mas pelo esforço que vem fazendo ao se apresentar como uma empresa energética, com forte presença e compromisso com as energias renováveis. Está construindo, por exemplo, obras fora da sua área de atuação, como Jirau. E faz parte do seu planejamento, projetos futuristas que contemplam a energia limpa do sol, dos ventos e da biomassa.
Quanto a mim, não estou ficando rico. Já me sinto um homem rico: pela família que tenho, pelo que a vida me deu. Se o meu objetivo fosse ficar mais rico, teria criado uma firma de engenharia, uma empresa de consultoria ou um escritório de representações. Nunca um instituto sem fins lucrativos. Quero viver de sonhos. O Instituto IDEAL é um deles.
A crise no turismo em Santa Catarina
Foi assim que o jornalista Moacir Pereira classificou o turismo no nosso Estado. Bem informado e próximo das pessoas citadas em sua coluna, Moacir a todos surpreendeu ao comentar as razões da demissão de Fernando Marcondes da presidência do Conselho Estadual de Turismo. Em carta, o empresário do ramo hoteleiro atribui sua demissão pelo desprestígio do conselho, pela falta de sintonia com a secretaria e por frustações decorrentes da desvalorização do colegiado. Se o senhor Marcondes, o mais badalado dos nossos hoteleiros, proprietário de um importante empreendimento no setor, se sentiu desprestigiado, imaginem os outros.
As causas, para mim, ainda não estão bem claras. O secretário de Cultura Esporte e Turismo, Gilmar Knaesel, tenta explicar mas não consegue. O Governador Luiz Henrique, cuja amizade com Marcondes não é segredo para ninguém (quem não lembra da defesa que fez do empresário na operação Moeda Verde), estranhamente nada comenta. Na coluna do dia 6/10, o jornalista Moacir Pereira deixa algumas pistas. Ao que parece : "as prioridades aprovadas pelo governador e impostas ao conselho: R$ 4 milhões para o cantor Andrea Bocelli, R$ 1,5 milhões para o Festival de Mágica de Marrakech e mais R$ 2,4 milhões para o Festival de Dança de Joinville, têm merecido reparos de conselheiros".
No fundo, o que se observa são desentendimentos próprios de onde não há profissionalismo. Onde o que prevalece são interesses amparados pela falta de transparência. O que o Estado precisa para o turismo é de uma política que contemple todas as regiões valorizando suas peculiaridades e cultura.
As causas, para mim, ainda não estão bem claras. O secretário de Cultura Esporte e Turismo, Gilmar Knaesel, tenta explicar mas não consegue. O Governador Luiz Henrique, cuja amizade com Marcondes não é segredo para ninguém (quem não lembra da defesa que fez do empresário na operação Moeda Verde), estranhamente nada comenta. Na coluna do dia 6/10, o jornalista Moacir Pereira deixa algumas pistas. Ao que parece : "as prioridades aprovadas pelo governador e impostas ao conselho: R$ 4 milhões para o cantor Andrea Bocelli, R$ 1,5 milhões para o Festival de Mágica de Marrakech e mais R$ 2,4 milhões para o Festival de Dança de Joinville, têm merecido reparos de conselheiros".
No fundo, o que se observa são desentendimentos próprios de onde não há profissionalismo. Onde o que prevalece são interesses amparados pela falta de transparência. O que o Estado precisa para o turismo é de uma política que contemple todas as regiões valorizando suas peculiaridades e cultura.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Energias Renováveis e o Mercosul
" Considerando o interesse comum manifestado pelos Estados Partes do Mercosul de implementar mecanismos e procedimentos que promovam a participação de fontes renováveis no atendimento de energia dos paises do bloco assim como a conviniência de promover uma cooperação regional sobre esse tema......". Assim começa o convite para o Seminário sobre energias renováveis no ambito do Mercosul e no cenário internacional, nos dias 15 e 16, em Montevidéu.
Na apresentação que vou fazer, pretendo enfatizar o papel da energia limpa na matriz energética dos nossos paises e a necessidade de se propor um novo modelo de desenvolvimento. Vivemos uma encruzilhada, o planeta não suporta os atuais padrão de consumo. A América Latina tem tudo para ser o laboratório dessas transformações. Temos as condições naturais para responder a esse desafio. Só em eficiência energética e uso racional de energia na área urbana poderíamos poupar 300 bilhões de dólares.
Enquanto não nos libertarmos da lógica dos combustíveis fósseis, petróleo, gás e carvão, as dificuldades de integração energética continuarão, por algumas razões que não cabe aqui comentar. Já quando falamos em energias renováveis, a integração aflora. Todos os paises tem potencial, a demanda e a produção estão próximas, as perdas no sistema são pequenas, os investimentos são descentralizados e o meio ambiente agradece.
Só para mostrar o que estou falando, vamos pegar, por exemplo, o gás da Bolívia. O Brasil está comprando o mínimo contratual de 19 milhões de metros cúbicos por dia. A Bolíva está tentando vender gás para o Uruguai e Paraguai. Precisa para isso investir 4 bilhões de dólares em gasodutos. Sobram hoje 5 milhões de metros cúbicos de gás na Bolívia. E o que é pior, seus principais clientes, Brasil e Argentina, estão buscando fornecedores alternativos. Assim como o Chile, investem em unidades de regaseificação, o que permitirá a compra de gás liquefeito.
Como se vê, um verdadeiro tabuleiro de xadrez, onde queda de demanda, falta de infraestrutura, investimentos bilionários, diferenças políticas, contratos de longo prazo, dificultam a criação de um cenário estável. Por outro lado, se compararmos com as energias renováveis, nenhuma das preocupações acima citadas, compromete uma maior participação delas na matriz energética dos paises do Mercosul.
Na apresentação que vou fazer, pretendo enfatizar o papel da energia limpa na matriz energética dos nossos paises e a necessidade de se propor um novo modelo de desenvolvimento. Vivemos uma encruzilhada, o planeta não suporta os atuais padrão de consumo. A América Latina tem tudo para ser o laboratório dessas transformações. Temos as condições naturais para responder a esse desafio. Só em eficiência energética e uso racional de energia na área urbana poderíamos poupar 300 bilhões de dólares.
Enquanto não nos libertarmos da lógica dos combustíveis fósseis, petróleo, gás e carvão, as dificuldades de integração energética continuarão, por algumas razões que não cabe aqui comentar. Já quando falamos em energias renováveis, a integração aflora. Todos os paises tem potencial, a demanda e a produção estão próximas, as perdas no sistema são pequenas, os investimentos são descentralizados e o meio ambiente agradece.
Só para mostrar o que estou falando, vamos pegar, por exemplo, o gás da Bolívia. O Brasil está comprando o mínimo contratual de 19 milhões de metros cúbicos por dia. A Bolíva está tentando vender gás para o Uruguai e Paraguai. Precisa para isso investir 4 bilhões de dólares em gasodutos. Sobram hoje 5 milhões de metros cúbicos de gás na Bolívia. E o que é pior, seus principais clientes, Brasil e Argentina, estão buscando fornecedores alternativos. Assim como o Chile, investem em unidades de regaseificação, o que permitirá a compra de gás liquefeito.
Como se vê, um verdadeiro tabuleiro de xadrez, onde queda de demanda, falta de infraestrutura, investimentos bilionários, diferenças políticas, contratos de longo prazo, dificultam a criação de um cenário estável. Por outro lado, se compararmos com as energias renováveis, nenhuma das preocupações acima citadas, compromete uma maior participação delas na matriz energética dos paises do Mercosul.
terça-feira, outubro 06, 2009
Equador, um país com muito sol
CURIOSIDADES - mesmo com esse sol todo, pouco foi feito em termos de energia solar, no Equador. Uma das dificuldades é a energia barata, subsidiada pelo governo. O país gasta em subsídios, com o diesel, gasolina, gás e eletricidade, cerca de 3 bilhões de dólares por ano. Um botijão de gás de 15 kg, custa o equivalente a R$ 2,00 ( isso mesmo, dois reais). O litro da gasolina, menos de R$1,00. Segundo os relatos que tive, esses subsídios já fazem parte da cultura do povo equatoriano e como beneficiam todas as camadas sociais, é muito difícil acabar com eles.
segunda-feira, outubro 05, 2009
Mercedes Sosa, mais que uma grande voz, uma personalidade.
Tem algumas pessoas que pelo que fizeram na vida, não morrem. Mercedes Sosa é uma delas. Sua obra e seus compromissos com a luta política na América Latina se confundem. Nunca deixou claro se era uma militante que cantava ou uma cantora militante. O certo é que militou e cantou como poucos. Sua voz e sua presença a todos encantava e impressionava. Para ela, cantar tinha um significado: "Yo no canto por cantar". Esta mulher de 74 anos, que rodou o mundo como uma revolucionária, tendo como arma a sua voz, deixa para toda uma geração que militou na resistência aos regimes autoritários que dominavam a América Latina da década de 70, uma doce lembrança. Quem, daquela época, não cantou e se emocionou com suas canções. Seus amigos mais próximos viam nela uma pessoa doce e terna. Perseguida pelas ditaduras de plantão, suspeita de ser uma artista "subversiva", Mercedes se exilou em Paris no início dos anos 80. Mesmo distante, sua voz, o inseparável tambor e seu sangue latino, mobilizavam multidões. Foi nesse período que Mercedes incorpora no seu repertório, " Gracias a la Vida", de Violeta Parra. Um verdadeiro hino dos movimentos de esquerda, que combatiam as ditaduras da época. Mercedes, como seu filho, Fábian Mathus, lembra: "viveu plenamente seus 74 anos. Fez quase tudo que quiz. Não teve nenhum medo ou barreira qua a limitasse. Foi sempre um símbolo de liberdade".
sábado, outubro 03, 2009
As Olimpíadas da América Latina
Não foi só o Brasil e o Rio que ganharam com a escolha de ontem, fomos todos nós latinos. Só consegui perceber isso, ontem, quando entrei na Van que nos leva para a Conferência de Energia e Clima, aqui em Quito. Todos me abraçavam e festejavam! Temos seis anos pela frente, para fazermos um evento memorável, limpo e sustentável. Vejo que a COPA de 2014, com os Estádios Solares, pode contribuir como conceito de Olimpíada Limpa. Só para mostrar como o mundo está sensível a estas questões, hoje, um sábado, no país que "divide o mundo", o Equador, os temas da Conferência, são: combustíveis fósseis zero na Ilha de Galápagos, planejamento energético numa visão pós-petroleira e prédios públicos sustentáveis. Como se pode ver, de Quito/2009 ao Rio/2016, as preocupações e compromissos com o meio ambiente, com as mudanças climáticas e com projetos inteligentes, são as mesmas. Saio daqui amanhã, com mais um sonho: o da Olimpíada Limpa e da integração dos nossos povos.
sexta-feira, outubro 02, 2009
RIO 2016
Não há como deixar de comentar o feito ocorrido no dia de hoje.... Trazer os Jogos Olímpicos pela primeira vez para a América do Sul e tudo o que simbolizam para a integração dos povos, para o esporte e para a economia, é um feito memorável... Quem acompanhou a apresentação das propostas e a explosão de alegria da comitiva brasileira, não pôde deixar de, mais uma vez, sentir orgulho do nosso país. Teremos agora mais sete anos para fortalecer os benefícios dos esportes para uma geração inteira. Destaque para os aspectos sustentáveis dos projetos e do uso permanente após os jogos para as comunidades cariocas.
Notícias do Equador
O relógio biológico não tem dado trégua. Antes das 5 horas, já estou acordado. Leio os jornais locais e aproveito para escrever alguma coisa sobre o país. Hoje, por exemplo, o destaque é a denúncia de supostas irregularidades no chamado "Plan Relâmpago", ligado ao Ministério de Transporte y Obras Públicas, feita pelo próprio irmão do presidente Rafael Correa, Fabricio Correa. A carta denuncia só agora veio a público, embora tenha sido entregue ao presidente em 13 de junho de 2008. Outro assunto que tem merecido atenção dos equatorianos, é o Banco del Sur. Recentemente criado, o banco tem por objetivo financiar projetos que tenham uma dimensão social e de desenvolvimento sustentável. Chile, Peru e Colombia, ficaram fora do Banco. Existe uma preocupação sobre o papel que o Brasil vai exercer, em função do peso político que tem, pelo aporte de capital e pelos inúmeros projetos de desenvolvimento sustentável em curso no país. No setor da energia, o Decreto Executivo 69, de março desse ano, terminou com os contratos que haviam para exploração de minicentrais hidroelétricas no Equador, por entender que eram contratos lesivos aos interesses do povo equatoriano. Ontem os militares ocuparam a central de La Esperanza, em Manabi.
Vou parar por aqui. Tenho um café da manhã na Câmara do Comércio Equador/Brasil e depois um encontro com o Embaixador do Brasil. A tarde vou para a Conferência. Quero ver se amanhã, antes de retornar, conheço um pouco de Quito.
Vou parar por aqui. Tenho um café da manhã na Câmara do Comércio Equador/Brasil e depois um encontro com o Embaixador do Brasil. A tarde vou para a Conferência. Quero ver se amanhã, antes de retornar, conheço um pouco de Quito.
quinta-feira, outubro 01, 2009
Mundo cão
Cada vez mais me convenço da importância de estarmos conectados com o mundo. A internet, o acesso a jornais de outros paises, o relacionamento com instituições e pessoas de fora, vão nos dando uma percepção mais apurada da chamada globalização. Acho que se não fosse essa relação muito presente que o Instituto IDEAL nos exige, dificilmente eu saberia quem são os "zama". Nunca tinha ouvido falar neles, até que li da correspondente do jornal El País, na Cidade do Cabo, Lali Cambra, a incrível história dos " zama zama".
Eles são mineiros ilegais, que trabalham nas minas abandonadas da África do Sul, depois que as grandes mineradoras deixaram de explorá-las por se tornarem pouco produtivas . Lali Cambra, relata no seu artigo intitulado " Ouro e Morte", a dura vida de 500 mil pessoas que se arriscam diariamente na busca pelo sustento. São os "zamas", que em função do alto índice de desemprego na África do Sul, de 25% a 40%, tornam-se cada vez mais numerosos. Esse verdadeiro exército de desesperados, segundo a ministra dos Recursos Minerais, Susan Shabangu, é controlado por máfia que domina com extremo rigor a atividade extrativa dos "zamas". Só em maio, 91 deles morreram asfixiados, a 1500 metros de profundidade em uma mina abandonada no centro do país. Seus corpos foram encontrados 15 dias depois. O governo da África do Sul calcula que essa atividade ilegal movimenta 500 milhões de euros por ano.
A Ministra Susan falou recentemente no Parlamento sobre a grave situação das minas abandonadas, onde, segundo ela, se estabeleceu "uma indústria do crime com a participação de sindicatos sem escrúpulos, nacionais e internacionais". Um recente estudo da Southern Africa Resource Watch(SARW) alerta que se a economia não melhorar, mais de meio milhão de mineiros formais perderão seus trabalhos, aumentando com isso o números de "zamas" de forma assustadora.
Eles são mineiros ilegais, que trabalham nas minas abandonadas da África do Sul, depois que as grandes mineradoras deixaram de explorá-las por se tornarem pouco produtivas . Lali Cambra, relata no seu artigo intitulado " Ouro e Morte", a dura vida de 500 mil pessoas que se arriscam diariamente na busca pelo sustento. São os "zamas", que em função do alto índice de desemprego na África do Sul, de 25% a 40%, tornam-se cada vez mais numerosos. Esse verdadeiro exército de desesperados, segundo a ministra dos Recursos Minerais, Susan Shabangu, é controlado por máfia que domina com extremo rigor a atividade extrativa dos "zamas". Só em maio, 91 deles morreram asfixiados, a 1500 metros de profundidade em uma mina abandonada no centro do país. Seus corpos foram encontrados 15 dias depois. O governo da África do Sul calcula que essa atividade ilegal movimenta 500 milhões de euros por ano.
A Ministra Susan falou recentemente no Parlamento sobre a grave situação das minas abandonadas, onde, segundo ela, se estabeleceu "uma indústria do crime com a participação de sindicatos sem escrúpulos, nacionais e internacionais". Um recente estudo da Southern Africa Resource Watch(SARW) alerta que se a economia não melhorar, mais de meio milhão de mineiros formais perderão seus trabalhos, aumentando com isso o números de "zamas" de forma assustadora.
Bons Ventos
Direto de Quito, com o sol invadindo meu quarto desde às 5 da manhã, olhando para os morros que cercam a cidade, resolvi começar o dia escrevendo. Ontem, logo que cheguei, fui direto para a OLADE. A OLADE é a Organização Latinoamericana de Energia. Existe há mais de 40 anos. Sua sede é em Quito e mantém atualizado o balanço energético de todos os países da América Latina. São informações importantes para se planejar ações e políticas de integração energética no nosso continente. Confesso que quando criamos o Instituto IDEAL, essa era para ser a nossa primeira visita. O tempo foi passando, e nós, esperando ajustar a viagem a um outro evento ou convite que nos trouxesse até Quito. Agora, finalmente, coincidiu. Hoje a tarde, sou um dos palestrantes convidados da Conferência Internacional sobre Eficiência Energética, Energia Renovável e Meio Ambiente frente às Mudanças Climáticas, promovido pelo Ministério de Electricidad y Energia Renovable do Equador.
Na reunião com a OLADE, participaram Byron Chiliquinga, coordenador para as energias renováveis e Victorio Dávalos, coordenador dos programas de capacitação. Esses programas são muito interessantes, pois levam conhecimento sobre determinado assunto através de metodologias de ensino à distância. Este ano o programa atendeu a energia solar. No ano que vem, vai tratar da energia eólica. Com o leilão das eólicas marcado para novembro no Brasil, espera-se a implantação de vários parques eólicos. No final da reunião, concluimos o quanto podemos contribuir na formação de mão de obra especializada que esse setor vai exigir.
BONS VENTOS II - vem da China, que comemora hoje 60 anos de fundação de sua República, uma notícia alentadora: o presidente Hu Juntao, em discurso na Praça da Paz Celestial de Pequim, saudou os líderes partidários e o povo chinês, pedindo pela " construção de um país rico, forte, democrático, civilizado, harmonioso e socialista moderno".
P.S. - A China, em menos de 5 anos, já se tornou potência e referência mundial na produção de aerogeradores e placas solares. E nós ......
CURIOSIDADES - José Saramago, Premio Nobel em 1999, confessa o caso de amor com seu blog " O caderno de Saramago". O escritor português, dedica maior parte do seu tempo ao blog, onde escreve sobre temas que o inquietam. Saramago nos ensina muito ao declarar: " Como escritor, creio que não posso me separar jamais do cidadão que sou. Considero que onde vai um deve ir o outro. Não me lembro de ter escrito uma só palavra que estivesse em contradição com minhas convicções políticas". Parabéns, Saramago. No momento em que vivemos, do descaso com a ética, da falta de lucidez, é muito confortante saber que uma celebridade como você reconhece o valor e a importância de defender convicções.
Na reunião com a OLADE, participaram Byron Chiliquinga, coordenador para as energias renováveis e Victorio Dávalos, coordenador dos programas de capacitação. Esses programas são muito interessantes, pois levam conhecimento sobre determinado assunto através de metodologias de ensino à distância. Este ano o programa atendeu a energia solar. No ano que vem, vai tratar da energia eólica. Com o leilão das eólicas marcado para novembro no Brasil, espera-se a implantação de vários parques eólicos. No final da reunião, concluimos o quanto podemos contribuir na formação de mão de obra especializada que esse setor vai exigir.
BONS VENTOS II - vem da China, que comemora hoje 60 anos de fundação de sua República, uma notícia alentadora: o presidente Hu Juntao, em discurso na Praça da Paz Celestial de Pequim, saudou os líderes partidários e o povo chinês, pedindo pela " construção de um país rico, forte, democrático, civilizado, harmonioso e socialista moderno".
P.S. - A China, em menos de 5 anos, já se tornou potência e referência mundial na produção de aerogeradores e placas solares. E nós ......
CURIOSIDADES - José Saramago, Premio Nobel em 1999, confessa o caso de amor com seu blog " O caderno de Saramago". O escritor português, dedica maior parte do seu tempo ao blog, onde escreve sobre temas que o inquietam. Saramago nos ensina muito ao declarar: " Como escritor, creio que não posso me separar jamais do cidadão que sou. Considero que onde vai um deve ir o outro. Não me lembro de ter escrito uma só palavra que estivesse em contradição com minhas convicções políticas". Parabéns, Saramago. No momento em que vivemos, do descaso com a ética, da falta de lucidez, é muito confortante saber que uma celebridade como você reconhece o valor e a importância de defender convicções.
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