terça-feira, janeiro 12, 2010

De olho no futuro

Autor do livro “10 Lessons from the future”, o estudioso Wolfgang Grulke, analisa um conjunto de previsões que irão impactar nas relações humanas no futuro, dando oportunidade para que sejam incorporadas no planejamento de médio e longo prazo, informações projetadas no tempo. Para ele, uma das grandes transformações é o ambiente da informação instantânea: qualquer pessoa, de qualquer idade, tem acesso instantâneo à informação. É algo revolucionário. O que nos diferencia é o que fazemos com esse conhecimento, como aplicamos e com que rapidez o assimilamos.

Outra sinalização do livro é para a biotecnologia. E a razão é simples. Novamente vem a informação: biotecnologia é também um processo de informação. O que Wolfgang explica, é que a indústria da biotecnologia para prosperar tem que dominar a Tecnologia da Informação (TI). Outra curiosidade é que a liderança dessa área deve ocorrer nos países que tenham um ótimo domínio do inglês. Para ele, a língua é um desafio para o Brasil. Uma boa iniciativa governamental é promover o ensino e o domínio do inglês. E isso é para agora. A indústria da biotecnologia deverá ser maior do que a da informática. O tamanho desse setor será superior a US$ 2 trilhões nos próximos cinco anos. “É, portanto, um mercado que cresce maciçamente em todo o mundo. E ela é mais importante do que a Tecnologia da Informação em termos comerciais e econômicos porque afeta tudo, da fabricação de um computador biológico à decodificação dos genes que causam o câncer ou à medicina personalizada. Por exemplo, atualmente, todos os laboratórios farmacêuticos ganham dinheiro com remédios de grande sucesso comercial, mas, provavelmente, dentro de dez anos, eles não existirão e as pessoas farão um mapa do DNA para que cada medicamento seja desenvolvido na hora, de acordo com o seu perfil genético. Além disso, como as pessoas viverão mais e de forma mais saudável, todos os setores restantes serão afetados. Esse é o ponto de fundo da situação”.

Que coisa fantástica, remédios individualizados. E isso vai acontecer nessa década, nos lembra Wolfgang. (Fonte: Mundo Corporativo/ Por Camila Viegas-Lee, Nova York)

Amanhã sigo comentando o homem que viu o futuro. Até lá.

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