segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Celesc, a ponta do iceberg (Parte III)

Dando continuidade as denúncias que recebo sobre a administração da Celesc, me chamou a atenção à terceirização dos serviços de cobrança de faturas não pagas. A empresa contratada é a MONREAL, de Campinas Até aí tudo bem. Cobrar faz parte, e a Celesc sempre foi muito benevolente com os maus pagadores. Tanto assim que convive com uma considerável carteira de inadimplentes. O que chama a atenção são os valores já pagos a MONREAL. O contrato é de fevereiro de 2004, e os valores já pagos a MONREAL, são muito altos. Em 2008, por exemplo, a Celesc repassou R$ 48 milhões. O comentário interno é que a MONREAL já recebeu mais de R$ 150 milhões. Como a taxa de remuneração é de 13,85%, o esperado é a entrada nos cofres da Celesc, de cobranças atrasadas, de mais de R$ 1 bilhão. Segundo os técnicos da Celesc, isso não aconteceu. Para eles a diretoria da Celesc autorizou pagamentos por serviços não prestados, o que é muito grave. E faz sentido essa preocupação. Uma empresa de consultoria, contratada pela própria Celesc, a Galeazzi & Associados, alertou que a Celesc vem pagando para a MONREAL, R$ 40 milhões por ano a mais do que seria aceitável. Com a palavra os diretores da Celesc.

Um comentário:

Anônimo disse...

Perguntas que não querem calar e suas possíveis respostas:
Quanto a empresa MONREAL teria gasto para fazer os serviços de cobrança durante os seis anos do seu contrato? R$ 5 milhões, talvez R$ 10 milhões no máximo.
Como teria sido utilizada a diferença entre o que recebeu (cerca de R$ 160 milhões) e o que gastou (suponhamos R$ 10 milhões)? Parte seria apropriada pela própria MONREAL e outra dividida entre os participantes do esquema.
Quem seriam os demais participantes do esquema? Diretores, de quem hoje se diz estarem muitíssimo bem financeiramente, e um certo partido político, que está engordando o seu caixa para fazer a mais abastada campanha eleitoral de toda a história de Santa Catarina, com muito dinheiro para seus candidatos a governador, deputados estaduais, deputados federais e senadores.
Por que o Linha Viva jamais publicou uma mísera nota sobre isto? Porque sabe que a condição sine qua non para que aquele candidato que prometeu-lhe manter a Celesc pública possa cumprir sua promessa é que ele seja eleito, e para se eleger, assim pensam, precisa de muito dinheiro.
Até quando esta farsa será mantida? Como em todos os casos de corrupção registrados na recente história da política no Brasil: Até que algum beneficário do esquema ficar insatisfeito com o seu quinhão ou um outro tiver uma tremenda dor de consciência, sendo este último caso muito raro!
Um abraço,
Sr. Anônimo.