quinta-feira, setembro 30, 2010
Grupo de Montevideo
quarta-feira, setembro 29, 2010
CONCURSO MERCOSUL
terça-feira, setembro 28, 2010
BRASIL - lugar das oportunidades
segunda-feira, setembro 27, 2010
Curtas da semana
sexta-feira, setembro 24, 2010
Uma semana para as eleições
Políticos e jornalistas
Celso Vicenzi - Jornalista (vicenzi@newsite.com.br )
Deve ser muito difícil para os políticos atuantes e honestos - sim, eles existem - explicarem para a população que a função que ocupam pode ser exercida com dignidade e espírito público.
Tenho receio que o mesmo venha a ocorrer, em breve, com os jornalistas, se continuar a escalada da grande mídia para transformar suspeitas e denúncias em “escândalos nacionais”. Sem a devida contextualização dos fatos, o que se quer é passar ao desavisado leitor, ouvinte e telespectador, a sensação de que nunca houve tantos escândalos como agora – embora eles sejam rotina e moeda de trocas entre os setores público e privado desde o descobrimento do Brasil. Mesmo quando o denunciado é um político de outro partido – como aconteceu recentemente com um do PSDB – a edição dos telejornais habilmente se encarregará de complementar a notícia com as investigações de corrupção no governo do PT, como se houvesse um único partido e um único governo envolvido em “escândalos” no país. Quem dera!
Assim como os políticos decentes, os jornalistas éticos terão que fazer um esforço para explicar à população que não são iguais a esses que hoje colocam a sua – e a nossa! – credibilidade na lama. Sei que ninguém mais estranha, no Brasil, que a mídia atribua a si o papel de julgar, às vezes em poucas horas, em poucos dias, um fato que requer apuração detalhada. A mídia tem essa ambição, de ser um poder acima do poder. Atribui a si o direito de fiscalizar os poderes, mas não aceita ser fiscalizada e criticada. Quando isso ocorre, entoa o mantra da ameaça à liberdade de expressão e da tentativa de censura. Se a liberdade de expressão fosse um valor inquestionável, teríamos que permitir a apologia ao racismo, à pedofilia, à violência. Para tudo há um limite, mas a mídia quer se colocar fora desse debate. No Brasil, a mídia virou “vaca sagrada”, intocável.
Muitos inocentes já sentiram a crueldade e a covardia de ataques desferidos pela mídia. E mesmo diante de casos comprovados, há um peso a se atribuir a cada notícia. Não pode virar um massacre midiático. Assim como a justiça precisa ser justa, na absolvição ou na condenação.
Os critérios de escolha na investigação jornalística não são imparciais. Por que escolho investigar A e não B? A corrupção, o tráfico de influências e outras mazelas da vida pública e privada do país não são exclusivas de um único governo ou candidato(a). Quando se opta por uma determinada investigação e mantêm-se tantas outras longe da visibilidade pública, há aí uma escolha: política, ideológica e econômica. A grande mídia não deu uma linha, não balbuciou uma única frase sobre a capa da revista CartaCapital com a acusação à filha de José Serra envolvendo a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros. Este que é somente um entre centenas de exemplos semelhantes. Dois pesos, duas medidas.
No caso dos jornais e revistas é até compreensível a adesão sem pudor a uma candidatura, embora fosse mais honesto que declarassem publicamente a preferência, como fazem algumas publicações norte-americanas – que nem por isso deixam de cobrir com o máximo de equilíbrio. É apenas uma maneira civilizada e democrática de não se esconder atrás de uma “isenção” que, sabemos pela ciência, é algo impossível – seja em relação a um indivíduo ou a qualquer grupo de pessoas e instituições. Mas no caso das emissoras de rádio e TV há o agravante de serem concessões públicas. No entanto, qualquer pessoa bem informada e com bom senso, perceberá os excessos cometidos. Esse enorme desequilíbrio em favor de interesses próprios ou de grupos não vigora em países que possuem instituições sólidas e não confundem jornalismo com denuncismo ou a espetacularização das notícias.
Há que se lamentar que, depois da famosa “edição” do debate Lula x Collor no segundo turno das eleições de 1989 – um case de manipulação e mau jornalismo, como depois ficou provado – a mídia volte a arriscar nesta campanha o seu maior patrimônio: a credibilidade. A distorção na cobertura é de tal intensidade que já se pode afirmar que Dilma disputa a eleição não mais com Serra, mas com a mídia. E decididamente, o país não se resume a escândalos e notícias ruins. Há muitos avanços e mudanças que mereceriam um pouco mais de atenção (basta ler os dados recentes do IBGE).
O Brasil mudou e parece que a mídia não percebeu. Ou não se conforma com as mudanças. Mas, afinal, que imprensa "analfabeta" é esta que não sabe "ler" o Brasil? Pode-se voltar à eterna tese preconceituosa de que "o povo não sabe votar" quando não vota do jeito que a gente quer. Mas enquanto isso o povo vai fazendo escolhas, políticas e de vida. E mudando a história. Talvez fosse mais proveitoso procurar entender do que fazer de tudo para tentar mudar uma eleição. Sim, tudo é possível, apostam os barões da grande imprensa. Mas a que preço?
Para desespero de alguns setores da elite, atualmente, apenas 4% consideram “ruim” ou “péssimo” o governo Lula. Só para lembrar o que a grande imprensa tenta esquecer, Fernando Henrique Cardoso concluiu seu segundo mandato com 26% de avaliação positiva e 36% de avaliação negativa, registrado em pesquisa de dezembro de 2002 (Datafolha).
O mais estarrecedor é que a mídia, que foi fundamental para a redemocratização do país, se identifica cada vez mais com o passado, com as forças que sustentaram a ditadura no Brasil, com as elites que nunca tiveram a audácia de formular um projeto para o país que incluísse todos os brasileiros.
Faltando poucos dias para a eleição, a virulência dos grandes veículos de comunicação está em uma escalada sem precedentes. Transformam hipóteses em sentenças definitivas, distorcem e omitem informações – fáceis de comprovar por jornalistas e cidadãos bem informados. Esse “vale-tudo” de jornalistas e empresas de comunicação não é jornalismo, assim como a política não é exatamente isso que boa parte dos políticos faz no exercício de um mandato. Chegará o dia em que saberemos muito bem distingui-los. Porque só haverá democracia, de fato, no Brasil, quando funcionarem plenamente os mecanismos que permitam a construção coletiva do bem comum. Entre eles, a democratização dos meios de comunicação.
quinta-feira, setembro 23, 2010
Direto de Belém
quarta-feira, setembro 22, 2010
terça-feira, setembro 21, 2010
Home - O mundo é a nossa casa
segunda-feira, setembro 20, 2010
CURTAS da semana

FOTO ACIMA - Cercado de amigos e morangos por todos os lados, dia 12, fiquei um ano mais "maduro". Sem que eu percebesse, a sempre atenta jornalista e companheira de longa data, Alessandra Mathias, registrou (com seu celular) meu momento de gula. Com as "energias renovadas" pela nata, morangos e suspiros já estamos nos preparando para o próximo aniversário .
A FRASE DA SEMANA - é de Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia:"A era Lula, que acaba agora, não foi um paraíso, mas a economia cresceu muito bem, houve grande investimento na redução doa pobreza, a inflação e a situação fiscal estão controladas e o mercado domético se fortaleceu".
ESTRADAS - um dos nossos gargalos são as péssimas condições de nossas estradas. Até aí nada de novo, basta rodar para ver. Nos últimos dez anos o número de veículos dobrou: de 29 milhões para 60 milhões. As estradas, como as ruas das nossas cidades, são praticamente as mesmas. Não há mágica que resolva essa situação. Se não mudarmos a forma de nos locomover e de transportar nossos produtos o "apagão" viário vai bater na nossa porta. Aguardem!
POLÍTICA & ECONOMIA - quase sempre andam juntas. Muitas vezes nem se percebe. Mas em se tratando de eleição, política e economia se confundem. Decidem! É o nosso caso: a eleição de Dilma se consolida muito em função do bom momento da nossa economia. Querem um exemplo: em junho o Instituto Internacional de Finanças, entidade que congrega os maiores bancos do mundo, através de seu representante para a América Latina, Frederick Jaspersen, fez uma previsão pessimista sobre Dilma. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, que participava do mesmo encontro, taxou a avaliação de Jaspersen de "tendenciosa e enviezada". Passados três meses, com a boa performance da candidatura de Dilma, o mesmo Jaspersen já se esqueceu de Serra e passa a ver um governo Dilma com bons olhos. (Jornal o Valor)
POLÍTICA & ESCRACHO - já tinha comentado: Tiririca é o cara. Segundo as pesquisas vai chegar próximo dos 1 milhão de votos em São Paulo. Um fenômeno. Tiririca virou o voto de protesto. Suas declarações: "pior do que está não fica"; "o que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vota em mim que eu te conto", caíram no agrado do povo, onde sempre há espaço para aventureiros e gozadores.
ERENICE - A Casa Civil está exposta. Ou, se preferirem, em "guerra". A saída de Erenice Guerra, em meio a um bombardeio de denúncias, só confirma o grau de constrangimento que se encontra o segundo espaço de poder da República. Nesse episódio em particular, ao meu ver, erraram todos: Erenice em aceitar o cargo; Dilma por indicá-la para um cargo tão importante e Lula por aceitar a indicação sem fazer uma profunda avaliação do nome que estava sendo apresentado. Ao que consta, o presidente não esconde mais de pessoas próximas, o seu arrependimento pela nomeação. Uma outra observação, de ordem pessoal, me faz indagar: por que as pessoas não respeitam suas limitações e aceitam cargos muito acima de suas condições?
ESPORTE I - a semana foi do Neymar. Não pelo que jogou, mas pelo que aprontou.
ESPORTE II - depois do Corinthias agora é a vez do Palmeiras anunciar uma nova arena com capacidade de sediar a Copa de 2014. O projeto é da construtora WTorre e estabelece 30 anos como o tempo de uso por parte do empreendedor.
COPA 2014 - e por falar em estádios da Copa quem está de olho é o TCU. O orgão alerta sobre os riscos que a União corre de assumir custos não previstos. Nós que defendemos a "Copa Limpa", queremos ela limpa em todos os sentidos.
EU SÓ QUERIA ENTENDER I - o que realmente levou o afastamento do servidor e responsável pelo ICMBio em Santa Catarina, Apoena Calixto Figuerôa. Segundo nota publicada nos jornais pelo presidente da Associação dos Servidores do Ibama e do ICMBio, Angelo Lima Francisco, "até o momento a presidência do ICMBio não justificou os motivos que levaram à exoneração do servidor do cargo que ocupava". A origem de tudo está no polêmico projeto do estabeiro de Eike Batista, em Biguaçu.
EU SÓ QUERIA ENTENDER II - o que estava fazendo o carro oficial do prefeito de Florianópolis, Dario Berguer, apreendido pela Polícia Rodoviária Federal, com material de campanha de Rose Berguer no porta mala.
EU SÓ QUERIA ENTENDER III - porque Erenice Guerra não atendeu as três solicitações da Comissão de Ética da Presidência da República sobre o envio de sua Declaração de Informações Confidenciais. Essa informação é obrigatoria no processo de nomeação para o cargo.
AMAPÁ - o estado por onde Sarney se elege para o Senado está se mostrando como "terra sem lei". A Operação Mãos Limpas da Políca Federal já prendeu 18.
CLIMA - que o clima essa semana em Brasília foi quente, ninguém duvida. Que o diga o pessoal que trabalha na Casa Civil. Agora, que além de quente também foi seco todos sabem. Brasília completa 115 dias sem chuva.
PELO MUNDO I - não foi boa a semana para os cubanos. O anúncio da demissão de centenas de milhares servidores públicos trouxe revolta e desalento.
PELO MUNDO II - não está sendo fácil a semana para Sarkozy. Depois das fortes reações nas ruas de Paris contra a reforma da previdência, o governo francês vai ser acionado na Corte Européia pela expulsão dos ciganos da França.
sexta-feira, setembro 17, 2010
As fichas na mesa
quinta-feira, setembro 16, 2010
Horário eleitoral
quarta-feira, setembro 15, 2010
A "bolha"
"O número de retomadas de imóveis por falta de pagamento vem crescendo";
"O mercado imobiliário e a economia estão intimamente ligados";
"O setor de vendas de casas novas está num marasmo nunca visto";
"Os mutuários de casa própria estão com dificuldades de mantê-las";
"Um em cada sete financiamentos não está com o pagamento em dia";
"Existem 7 milhões de casas que foram retomadas por falta de pagamento que estão a venda no mercado. Não há compradores para elas. São chamadas de estoque-sombra".
Não se assustem! Não é aqui. Trata-se do mercado imobiliário dos EUA que está em baixa. A "bolha" está prestes a arrebentar. Os preços das casas devem cair de 2006 até 2012, 50%. Não há comprador. Com 15 milhões desempregados nos Estados Unidos, não há sinais de recuperação do setor no curto e médio prazo. (Fonte: Bloomberg)
terça-feira, setembro 14, 2010
Energia Solar: novos centros de demonstração
segunda-feira, setembro 13, 2010
CURTAS da semana.
ESCÂNDALO na RECEITA- Ana Maria Cano, funcionária da Receita em Mauá, está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. Sob suspeita de ter acessado declarações de tucanos famosos, Ana Maria é filiada ao PMDB. E agora?
GOVERNADOR PRESO - depois do prefeito de Dourados e toda sua "turma" agora foi a vez do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP) e do ex-governador Waldez Góes (PDT). Sob suspeita de desviarem recursos públicos de mais de 200 milhões de reais, os dois governantes terão muito que explicar. Com eles outras 16 pessoas também foram presas. Me veio a cabeça aquela letra "se gritar pega ladrão não sobra um meu irmão..."
CORRUPÇÃO I- Claudio Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, após a prisão do governador da Amapá, cobra dos candidatos a presidência uma posição sobre o tema corrupção. Tenho minhas dúvidas se será atendido.
CORRUPÇÃO II - na verdade eleições e transparência não combinam. Basta ver as declarações de bens e de gastos nas campanhas dos candidatos. Se não fosse a Lei da Ficha Limpa, o constrangimento ainda seria maior. Aprimorada, pode, sim, se tornar um instrumento inibidor de maus políticos. Só nessa eleição 215 candidatos foram barrados pela nova lei. Quem vem acompanhado de um "currículo ficha suja" tem tudo para corromper eleitores e contaminar sua própria campanha com irregularidades.
PETROBRAS - a capitalização do Petrobras está dando o que falar. Enquanto não se resolve o valor das ações na bolsa, despencaram. Embora a União só tenha 32% das ações é forte a presença do governo no destino da companhia. E nem poderia ser diferente: gás e petróleo é estratégico para qualquer país. A necessidade de capital se deve, em parte, aos pesados investimentos que o pré-sal exige. Tanto em tecnologia como na atividade de extração. O Conselho da Petrobras autorizou a empresa a buscar no mercado R$ 150 bilhões. É muito dinheiro. São dois os objetivos do governo com a capitalização: expandir sua participação acionária e colocar dinheiro novo na empresa.
PELO MUNDO
- depois do pastor Terry Jones ter seu minuto de fama, as consequências de suas ameaças continuam preocupando o mundo. O presidente Obama, em meio a tensão, condenou a ameaça do pastor de queimar o Alcorão, pede tolerância.
- em Cuba, Fidel Castro, depois da repercussão de suas declarações sobre o regime cubano, diz que foi mal interpretado ao anunciar a falência do modelo.
sexta-feira, setembro 10, 2010
Vitória sem churrasco.
No entanto, se serve de consolo, eles perderam para nós no que mais admiram: a carne. A Argentina está em crise. De maior exportador munidal de carne em 1970, passou para sétimo lugar. Sabem que lidera o ranking: o Brasil. Num movimento contra a própria atividade os pecuaristas argentinos passaram a abater as fêmeas, gerando um descontrole na produção. Sem as matrizes o estoque não se recompõe. De 2008 a 2010, a população bovina caiu de 57 milhões de cabeças para 49 milhões.
Em guerra contra os pecuaristas a presidenta Cristina Kirchner tem ajudado os produtores de suínos. Recentemente, em cerimônia na Casa Rosada, elogiou as virtudes supostamente afrodisíacas dos suínos: "acabo de saber de um dado que desconhecia - comer porco melhora a atividade sexual. É muito mais gratificante comer um porquinho na brasa do que tomar viagara".
(Fonte: jornal o VALOR)
quinta-feira, setembro 09, 2010
País em chamas.....
quarta-feira, setembro 08, 2010
DILMA e o setor elétrico.
Alguns veículos de comunicação estão loucos atrás de fatos que possam prejudicar o crescente avanço da candidatura de Dilma à presidência. Alguns dias atrás recebi ligação de um jornalista da mesma Folha querendo saber sobre meu envolvimento com a candidata no período do novo arcabouço regulatório do setor elétrico brasileiro. Ele sabia que como deputado federal do PT ligado ao setor eu deveria ter me relacionado com a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. Já nas primeiras perguntas percebi a razão da entrevista. Conforme conversávamos ficava evidente a intenção do jornalista de encontrar, nas minhas palavras, algo que desabonasse a conduta de Dilma a frente do Ministério das Minas e Energia. Como nada encontrou, nada publicou. Dilma fez uma verdadeira revolução no setor. Encaminhou através de uma emenda de minha autoria a retirada das empresas estatais do setor do PND - Programa Nacional de Desestatização. Criou os leilões de energia renovável, que possibilitou a entrada em larga escala da energia eólica na nossa matriz energética. Com os leilões os preços da energia caíram: durante o PROINFA, criado no governo Fernando Henrique, o valor do MWH eólico era de R$266,00; nos leilões criados por Dilma o valor da energia gerada caiu pela metade. A oferta aumentou e a indústria eólica passou a ver no Brasil enormes possibilidades de novos negócios.
Atender a demanda crescente de energia, como ocorre no Brasil, exige planejamento e muitos recursos. Esses dois requisitos básicos foram viabilizados graças à reestruturação do setor elétrico brasileiro. As digitais de Dilma estão presentes em todo o processo. Foi ela quem idealizou e implantou as medidas que induzem investimentos, garantem segurança jurídica e asseguram perenidade aos programa de expansão, tanto de geração como de transmissão. Sem dúvida, a sociedade que conviveu com "apagões" tem muito a agradecer às mudanças que ocorreram durante o governo Lula com a orientação e determinação da ministra Dilma.
segunda-feira, setembro 06, 2010
CURTAS da semana.
CARRO ELÉTRICO - agora já começamos a falar no carro elétrico brasileiro. Não é mais o projeto piloto de Itaipu. Trata-se da produção nacional em larga escala. O governo está estudando uma revisão na alíquota do IPI e o programa prevê a criação de uma política de inovação automotiva. O lançamento será em 2011. Além dos elétricos, dos híbridos o pacote também atende os ônibus movidos a hidrogênio. Nossos pulmões agradecem.
ECONOMIA I - segundo Marcelo Néri, economista da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, um dos maiores especialistas em política social do país, o presidente Lula é o responsável por uma das maiores mudanças por que passou o Brasil: a criação da nova classe média. O tempo dirá. A desigualdade de renda caiu e o mercado consumidor recebeu 30 milhões de pessoas que ascenderam à classe C.
ECONOMIA II - a projeção do PIB para 2010 é record: 7%. A nova estimativa se deve: geração de emprego; distribuição de renda; mercado interno aquecido; ampliação dos investimentos e redução da vulnerabilidade externa.
ECONOMIA III - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu manter a taxa Selic em 10,75%. A taxa venha subindo desde de abril. Os juros no Brasil são os mais altos do mundo. Especialistas do mercado acreditam que ele deve se manter no patamar atual até a chegada do próximo governo.
ENERGIA - uma boa notícia: o governo irá reduzir a geração de usinas térmicas a carvão e a gás na primeira semana de setembro. O motivo: os reservatórios estão com volume de água superior a 90%. O meio ambiente agradece.
POLÍTICA - o fato político relevante da semana foi sobre a quebra do sigilo fiscal da filha do candidato José Serra, Verônica. Seu nome foi parar no Horário Eleitoral Gratuito. Uma baixaria. Logo que as denúncias de quebra de sigilo tornaram-se públicas comentei no blog a necessidade da urgência e do rigor na apuração. No caso de Verônica o que chamou a atençaõ foi a quebra do sigilo ter ocorrido há um ano atrás. Nessa época, nem Serra e nem Dilma eram candidatos. Por que só agora?
MEIO AMBIENTE
- Bjorn Lomborg, que já foi chamado pelo seus oponentes de "Hitler do clima" por ridicularizar os estudos que demonstram procupação com a mudança do clima no planeta, disse na segunda-feira, dia 31, ao jornal britânico The Guardian que vai agora lutar contra as mudanças climáticas. Antes tarde do que nunca. (Fonte - Ambiente Brasil)
- Segundo a pesquisadora do INPE Karia Longo, 99% das queimadas são provocadas pelo homem. As condições atmosféricas favorecem os incêndios, mas as principais causas são econômicas e culturais.
CORRUPÇÃO - Dourados a segunda cidade do Mato Grosso do Sul não merecia passar pela vergonha que está passando. Quase todo o poder constituído da cidade está em "cana". O prefeito, o vice, a primeira dama, nove vereadores e alguns secretários. Gravações autorizadas mostram como agiam os gestores de Dourados. São chocantes as cenas do prefeito de "havaiana" recebendo propina e rindo. (as cenas foram mostradas no Fantástico).
CIDADANIA - enquanto os gestores públicos de Dourados passavam o domingo trancafiados no presído de Dourados, milhares de pessoas exerciam a cidadania participando em Florianópolis da 5ª Parada da Diversidade. Segundo os organizadores, o público superou a estimativa. Mais de 100 mil pessoas ocuparam a Avenida Beira Mar. Num final de tarde maravilhoso, o clima de respeito à diversidade sexual foi levado para as ruas de Florianópolis como bandeira de liberdade, democracia e cidadania.
sexta-feira, setembro 03, 2010
Emigrantes
quinta-feira, setembro 02, 2010
Maria da Conceição Tavares, Dilma e Serra.
"Somando e subtraindo, Maria da Conceição Tavares, em toda a sua vida, foi sobretudo uma professora e humanista que ensinou várias gerações - dentro e fora do Brasil - a pensar o mundo com paixão, mas absoluto rigor analítico; com coragem, mas com total lucidez; com espírito crítico, mas com grande otimismo histórico; com rebeldia anárquica, mas com profundo sentido de compromisso com o seu povo e com as angústias do seu tempo. Além disso, em todos os lugares onde esteve, Conceição foi sempre uma mente provocadora e incapaz de acovardar-se ou de negar seu próprio passado. Poucos professores no mundo, ao chegar aos 80 anos, poderão assistir-como ela- uma eleição da importância da que ocorrerá no Brasil, em 2010, e saber que os dois principais candidatos à presidência da República foram seus alunos e se consideram, até hoje, seus discípulos."
quarta-feira, setembro 01, 2010
Dia de luto.
.........e por falar em dor e tristeza as queimadas já destruíram 200 mil hectares nos parques nacionais das Emas e da Serra da Canastra. Segundo consta os incendios foram criminosos......