sábado, fevereiro 12, 2011
Internet: a rede pela paz
A mim não surpreendeu a renúncia de Mubarak festejada por todo o mundo árabe. Depois de 18 dias de crescentes protestos, os egípcios tomaram conta das ruas para comemorar a saída de um ditador que governou o país por três décadas. Hipocrisias a parte, líderes mundiais que antes bajulavam Mubarak agora são unânimes em afirmar, "a voz dos egípcios foi ouvida". Já tinha comentado que a grande arma dessa "revolução sem armas" tinha sido a internet. Foi ela a responsável por mobilizar e levar milhares de pessoas para a praça Tahrir nos primeiros dias de protestos. Depois que o povo vai prá rua, toma gosto, não há jato de água, bomba de efeito moral, bala de borracha, que dê jeito. Quanto mais apanha só cresce a REVOLTA. Foi exatamente isso que aconteceu no Egito. Me parece um bom momento para intensificarmos o movimento pela indicação da internet para o prêmio Nobel da Paz. Ela foi determinante na superação de um grave conflito estabelecido no Egito. Não foi a ONU (que aliás nem se ouviu falar), ou os EUA (principal parceiro de Mubarak) que possibilitou aflorar o sentimento de liberdade decisivo na renúnica de Mubarak. Segundo os organizadores do movimento da internet para o prêmio Nobel da Paz, "a democracia sempre floresceu onde há abertura, aceitação, discussão e participação. E o contato com os outros sempre foi o antídoto mais eficaz contra o ódio e o conflito". Não é isso que a internet propicia?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário