Dois acontecimentos na área da energia elétrica chamaram a atenção do mundo. O desastre na usina nuclear de Fukushima e a barbarie no canteiro de obras da usina de Jirau. Sobre Fukushima, muito ainda vai se falar. Acidentes nucleares são sempre lembrados. A incerteza que as consequências do desastre deixa para a humanidade nunca se esgota. Em relação ao ocorrido no Japão comentei recentemente que sobre os desastres naturais, terremoto seguido de tsunami, o homem não tem governabilidade. No entanto, sobre as chamas e a destruição no canteiro de obras de Jirau, a responsabilidade é do homem. E precisa ser devidamente apurada. As imagens são assustadoras. Alojamentos e onibus incendiados, lojas saqueadas, depredação sem precedentes. Para conter a fúria dos revoltosos o Ministério da Justiça autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública. A Agência de Brasileira de Inteligência (ABIN), ao que parece desconhecia a gravidade da situação. O sindicato dos trabalhadores também não sabia de nada. A empresa responsável pela obra, a Camargo Correa, também foi pega de surpresa. A Polícia Federal, que está investigando o caso,
identificou um grupo de 200 encapuzados à frente das depredações. As últimas notícias que chegam é que havia muito trabalhador contratado pelos "gatos", sem qualquer garantia trabalhista e em situações desumanas de trabalho. O canteiro de Jirau foi esvaziado. Dezenove mil trabalhadores foram retirados da obra e levados para a capital Porto Velho. Com medo de saques os comerciantes da cidade fecharam suas portas. Fico imaginando 19 mil trabalhadores chegando em Porto Velho. Transferiram o "caldeirão" de lugar.
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