quinta-feira, março 31, 2011

FUKUSHIMA, o day after

Comentei na segunda-feira a dificuldade que vai ser quantificar o preço de um desastre nuclear. Passado o terremoto e o tsunami, que arrazou parte de uma região do Japão, começam a aparecer estudos e análises voltados para contabilizar a extensão do prejuízo. Preocupado com os números da tragédia o Wall Street Journal, principal jornal econômico dos EUA, publicou nessa semana uma matéria bem fundamentada sobre a importância do Japão e as consequências do "day after" do desastre nuclear na economia mundial.(Andrew Dowell - Wall Street) O Japão, em 2010, foi responsável por 8,7% da produção mundial. Suas exportações alcançaram US$ 787 bilhões (Fonte:Ministério da Fazenda do Japão). A destruição e a ameaça nuclear devem prejudicar o desempenho japonês em praticamente todos os setores: - Microchips Os fabricantes enfrentam vários problemas. Fábricas fechadas e falta de acesso. O Japão produzia, antes do ocorrido, 60% do silício mundial base da fabricação dos chips. As duas principais fábricas estão no momento fechadas. - Eletrônicos O Japão é um grande produtor de peças para a indústria mundial de eletrônicos. A Sony Corp., um dos maiores fabricantes, já informou que 9 de suas 25 fábricas tiveram suas atividades suspensas por causa de danos ou apagões causados pelo sismo. - Automóveis Há mais de 20 anos que as montadoras japonesas são uma ameaça aos americanos e europeus. Depois do terremoto vai haver uma modificação nesse quadro. Os recursos deverão ser direcionados para reconstrução de suas operações domésticas. A falta de peças já é sentida e poderá vir a ser substituída por novos fornecedores, como China e Índia. - Aço Mesmo sem matéria prima o Japão ultrapassou a China e se tornou o maior exportador mundial de aço em 2010. Analistas do setor preveem que a produção japonesa pode cair até 20%. -Máquinas e equipamentos Esse é um setor que deverá crescer pós terremoto. A reconstrução do país vai impulsionar o crescimento. -Químicos As petroquímicas japonesas tiveram poucos danos por causa dos desastres naturais. Podem vir a sofrer se houver racionamento de energia.

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