O tempo curto e a agenda cheia tem me impedido de comentar minha passagem pela França. Não é por falta de assunto. Aqui, onde cada esquina tem uma história para contar, o que não falta é assunto. Começo por Paris uma cidade cada vez mais tomada pelas bicicletas onde políticas públicas de incorporá-las na vida da cidade tem dado resultado. Pedalar começa fazer parte do cotidiano de milhares de parisienses. Na Embaixada do Brasil, na terça-feira, a reunião que tivemos abriu possibilidades de reproduzirmos o que vamos fazer em Berlim, em Paris. Vai ficar para o final do ano.
Na quarta, a Voltalia, uma empresa que só atua na área das renováveis (tem um parque eólico no nordeste do Brasil) também nos recebeu na sua sede para conhecer um pouco melhor as potencialidades da energia solar no nosso país.
Na sexta, a Schneider, uma das maiores empresas francesas (140 mil empregados e 20 bilhões de euros de faturamento), também nos recebeu para tratar especificamente da questão solar no Brasil. A reunião foi na sede da empresa em Grenoble. Grenoble fica a mais de 500 km de Paris, "no pé dos Alpes". O resultado, de uma reunião que levou 3 horas, foi muito importante para o Instituto: a Schneider vai participar de projetos solares no Brasil e se dispõe a formar parceria com o Instituto IDEAL através de inicativas conjuntas na promoção da energia solar no nosso continente.
Na segunda chego em Berlim. De lá volto a comentar sobre nossas "andanças em busca do novo no velho continente".
sexta-feira, abril 29, 2011
segunda-feira, abril 25, 2011
O futuro da energia nuclear, no Brasil e no mundo
Depois da Segunda Guerra, países como a França, Alemanha, Itália, entre outros, sem grandes recursos naturais e sem petróleo e gás, precisaram investir em tecnologia nuclear para gerar energia. Na época era moderno e também uma alternativa para atender a demanda crescente de energia elétrica que a recuperação dos países envolvidos no conflito exigia. Com a consolidação do setor a indústria nuclear se expandiu chegando até nós. O Brasil construiu Angra I e II no belo litoral do Rio de Janeiro. Quer agora construir Angra III e já anunciou uma série de outras usinas no litoral do Nordeste. Mesmo com o lamentável acidente de Fukushima a posição do governo brasileiro tem sido a de manter seus projetos nucleares.
Na Itália, diferentemente do Brasil, com poucas possibilidades de desenvolver projetos sustentáveis, mesmo assim, o governo decidiu promover um plebicito para ouvir a sociedade sobre a continuidade do seu programa nuclear. Até 2020, 25% da matriz energética italiana é para ser atendida com usinas nucleares.
Na França, onde acabo de chegar, a energia nuclear é dominante. Além de atender a demanda do país, também é um produto de exportação. A França vende boa parte da energia produzida em seus reatores para outros países da Europa. O tema energia nuclear "pós Fukushima" vai ser um dos mais relevantes debates. Portanto, devemos nos preparar para contribuir com responsabilidade na busca do que for melhor para a humanidade. E essa necessidade começa agora!
Na Itália, diferentemente do Brasil, com poucas possibilidades de desenvolver projetos sustentáveis, mesmo assim, o governo decidiu promover um plebicito para ouvir a sociedade sobre a continuidade do seu programa nuclear. Até 2020, 25% da matriz energética italiana é para ser atendida com usinas nucleares.
Na França, onde acabo de chegar, a energia nuclear é dominante. Além de atender a demanda do país, também é um produto de exportação. A França vende boa parte da energia produzida em seus reatores para outros países da Europa. O tema energia nuclear "pós Fukushima" vai ser um dos mais relevantes debates. Portanto, devemos nos preparar para contribuir com responsabilidade na busca do que for melhor para a humanidade. E essa necessidade começa agora!
quinta-feira, abril 21, 2011
Energia limpa: a nova aposta do Google
O Google sempre teve seu nome associado a coisas inteligentes, inovadoras e futuristas. Imagino que sua entrada no setor das energias renováveis tenha a ver com sua trajetória. Se for é um bom sinal. Além de ser sócio num mega projeto eólico na cidade de Arlington, nos EUA, com capacidade de 845 MW o Google também investiu em energia solar fotovoltica na Alemanha. No total foram US$ 350 milhões. Segundo o diretor do Google em negócios de energia sustentável, Rick Needham, " o Google espera que seus investimentos nesse novo setor ajudem a acelerar o desenvolvimento de energias limpas em todo o país". (Fonte: o Valor)
Um bom feriado.
Um bom feriado.
quarta-feira, abril 20, 2011
Amazônia em festa
Parece que a lógica do desmatamento perde força na Amazônia. Depois de tantos anos e milhares de hectares desmatados o que se chamava de "progresso" vem perdendo espaço para projetos sustentáveis. Planos de manejo, regularização fundiária e crédito formam o tripé que está tirando a Amazônia da exploração ilegal. Até os que sempre viveram na ilegalidade derrubando e vendendo árvore nobre de 7 m³ de madeira por R$ 50,00, revendida depois em São Paulo por R$700,00 o m³, já perceberam que não dá mais para crescer na clandestinidade. Essas observações aqui colocadas saíram do Fórum Amazônia Sustentável realizado recentemente. (matéria de Daniela Chiaretti, jornal Valor)
terça-feira, abril 19, 2011
Educação, o "negócio da China"
Foi com o título acima que Fábio Barbosa, presidente do conselho de administração do Banco Santander, escreveu sobre a crescente eficiência da China nos mais diversos setores (Folha de S.Paulo/março). Segundo ele, por trás dessa verdadeira revolução está a qualidade da educação. Aos que acham que a China cresceu a uma média de 9% ao ano nos últimos 34 anos por acaso cometem um grande erro de avaliação. Por trás desse crescimento contínuo está um forte compromisso com a educação. Os chineses estão investindo nos jovens. Segundo Fábio Barbosa: há cerca de 130 mil chineses em cursos de pós-graduação nos EUA; há mais de 300 milhões de crianças aprendendo inglês na China; quatro universidades chinesas aparecem entre as 100 melhores do mundo (nessa relação não há nenhuma brasileira). Portanto, o que acontece na China não é algo passageiro. É uma política de Estado, onde a educação é o foco e o motor que movimenta uma engrenagem complexa, transformadora e pragmática. Pois, envolve: cultura, formação, pesquisa, tecnologia e desenvolvimento. Para muitos estudiosos e conhecedores da China: "o negócio da China" é investir na educação!
segunda-feira, abril 18, 2011
China:de olho no Brasil
Se já havia uma certa desconfiança de que a China está de olho no Brasil, essa dúvida acabou com a ida da presidente Dilma na China. Os chineses não só estão interessados no Brasil como sabem que o Brasil é estratégico para seus negócios na América do Sul. Aos poucos vão conhecendo as inúmeras oportunidades que se apresentam: energia, petróleo, mineração, siderurgia, veículos e autopeças, telecomunicações, aviação, agronegócio entre muitos outros. Na energia, por exemplo, a opção inicial foi para a aquisição de linhas de transmissão. A principal estatal chinesa, State Grid, responsável por 90% das linhas de transmissão da China (cerca de 500 mil km), e um faturamento de US$ 189 bilhões, está comprando linhas de transmissão no Brasil e já detêm 5% do mercado. Já é a quarta maior empresa atuando no Brasil. Outro segmento que os chineses estão de olho é o das energias renováveis. Inicialmente buscam parcerias nos projetos eólicos e, em paralelo, já demonstram interesse nos projetos de energia fotovoltaica. Querem participar dos "Estádios Solares" como também dos grandes projetos que abrigarão as Olimpíadas de 2016. Na última semana um representante da Yingli, uma das 10 maiores empresas de energia solar do mundo, esteve em Florianópolis para conhecer os projetos solares do Instituto IDEAL. Foram patrocinadores da FIFA na Copa da África do Sul e serão também na do Brasil em 2014. Viemos para ficar, foi o recado final que passaram na nossa conversa.
sexta-feira, abril 15, 2011
CHEQUE ESPECIAL: um assalto!
Socorro! Estamos sendo assaltados. O juro do cheque especial cobrado agora em abril é o maior dos últimos anos: 9,35% ao mês. Eu me arrisco a dizer que é muito pior que um assalto. Quando você é assaltado te roubam só o que tu tens. No uso do cheque especial, com os juros que estão cobrando, te levam até a alma. Quem caí nessa armadilha dificilmente se levanta. Vai trabalhar para pagar o banco. Os juros praticados no Brasil estão nos minando, interna e externamente. ATÉ QUANDO !
quinta-feira, abril 14, 2011
China um país pouco conhecido
A aproximação Brasil/China é uma realidade. Conhecer os costumes desse novo parceiro continental é uma necessidade. O idioma, como muitos pensam, não é o único e nem o maior obstáculo. Consultorias brasileiras que começam a se especializar na China dão algumas sugetões importantes. Uma das nossas grandes diferenças está na gestão do tempo. A professora da Fundação Dom Cabral, Virgínia Drummond, uma especialista em China, explica a importância de conhecer a cultura e respeitar as divergências. Os chineses consideram os ocidentais impacientes e trabalham com isso para tirar vantagens na hora das negociações. É comum suspenderem as negociações de contratos quando, para nós, já está tudo pronto para assinar. Para os chineses, que são muito desconfiados, é importante conhecer quem será seu parceiro comercial e estabelecer uma relação de confiança. Em relação a cultura a distância que nos separa ainda é maior. Para diminuir esse hiato cultural entre os dois países o governo chinês tem tomado uma série iniciativas. Mas ainda falta muito. (Fonte: Valor Especial Brasil-China)
quarta-feira, abril 13, 2011
A polêmica do véu
Hoje foi dificil escolher que comentário fazer. Olhem só o que saiu nos jornais: França pune mulher pelo uso do véu, Ronaldinho Gaucho é homenageado na Academia Brasileira de Letras e Sarney, o oportunista, propõe novo plebiscito sobre o uso de armas. Pensando no meu filho Eduardo, que agora está na França se preparando para o doutorado, optei por comentar a intolerância francesa. Começo reproduzindo o primeiro parágrafo do Editorial da Folha: "A França, berço da tríade de valores modernos de liberdade, igualdade e fraternidade, deu passo temerário ao probir o uso, em espaços públicos, de véus que cubram totalmente o rosto. Trata-se de uma manifestação de intolerância dificil de reconciliar com os valores que a nação francesa veio a representar no mundo." E para mostrar que não está para brincadeira, ontem uma mulher usando burca foi notificada e multada por estar descumprindo a nova lei. A medida vem sendo criticada por organizações de direitos humanos já que fere a liberdade de religião e de expressão. Vivem na França cerca de 6 milhões de mulçumanos, o que representa quase 10% da população.
terça-feira, abril 12, 2011
2011: ano das energias renováveis
Ao que parece esse ano será o ano das renováveis. Esse é o sentimento dos players globais do setor. Por algumas razões: o desastre nuclear no Japão, a retomada sobre política de subsídios na Comunidade Européia, a discussão de uma legislação pró-renovável nos EUA e os preços crescentes do petróleo e gás. Aliás, não foge muito dessas macro observações o que foi debatido no Bloomberg New Energy Finance Summit, semana passada em Nova York. O chairman do Bank of America comentou no evento que o mercado das energias renováveis está em franco crescimento e vai se tornar um "gigantesco mercado". Shawn Qu, o principal executivo da Canadian Solar (energia fotovoltaica) também foi nessa direção ao confirmar que muito em breve as tarifas serão iguais ( renovável x energia no sistema). Em alguns países já ocorre a equivalência tarifária. No Brasil é esperada para a segunda metade dessa década. Na semana passada, a EDF Energies Nouvelles, braço renovável da gigante EDF, foi ao mercado anunciar sua intenção de comprar excedente de energia renovável disponível: o valor do negócio 1,5 bilhões de euros.
segunda-feira, abril 11, 2011
Dilma na China
A visita oficial da presidente Dilma à China é um marco na relação dos dois países. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil e a segunda economia do mundo. No ano passado, entre compras e vendas, USS 50 bilhões passaram de um lado para outro. Os investimentos chineses programados para os próximos anos no Brasil tornarão a China no principal investidor externo. No entanto, apesar dos expressivos números, o relacionamento bilateral trás inúmeras preocupações. A preocupação com a indústria nacional é uma delas. Com o yuan desvalorizado os produtos chineses mostram-se extremamente competitivos em relação aos produtos nacionais. Provavelmente na agenda da presidente Dilma, mecanismos de proteção devem ser apresentados ao governo chinês. Embora a relação entre os dois países tenha se estreitado muito nos últimos anos, no mundo dos negócios boa vontade não é tudo. No quadro atual é praticamente impossível concorrer com a China. Uma infraestrutura ágil e moderna, taxas de juros muito baixa, cambio depreciado e altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Para nós entrar no mercado chinês para vender produtos industrializados ainda vai levar um bom tempo. Por enquanto estamos vendendo o que eles precisam comprar. Vamos torcer para que a visita de Dilma modifique o perfil da pauta das nossas exportações. Aí sim vamos deixar de ser para os chineses apenas "um negócio da China".
sábado, abril 09, 2011
CONCURSO MERCOSUL
Na semana passada, na Universidade Federal de Santa Catarina, lançamos o primeiro Concurso Mercosul de Monografias em Energias Renováveis e Eficiência Energética. É a terceira etapa do principal foco do Intituto IDEAL: o conhecimento! Começamos em 2008, promovendo o concurso em Santa Catarina. Foi nosso projeto piloto. No ano seguinte, o concurso foi nacional. Agora, em 2011, chegamos no Mercosul. Para esse grande desafio, além do Instituto IDEAL que coordena o Concurso, são nossos parceiros: Unesco, Cefir, AUGM, UCU e Parlamento do Mercosul. Prestigiado pelo mundo acadêmico e empresarial o lançamento do Concurso Mercosul mobilizou centenas de pessoas, atentas que estão aos grandes desafios que a globalização nos impõe. Projetar um continente sustentável exige capacitação, conhecimento e integração.
É, exatmente isso, que buscamos com o Concurso Mercosul.
É, exatmente isso, que buscamos com o Concurso Mercosul.
As nossas universidades precisam estar sintonizadas com as mudanças que estão ocorrendo no mundo. Essa necessidade leva, obrigatoriamente, a se repensar currículos e se propor novos cursos identificados com profissões e carreiras que até então não existiam. O concurso vai ajudar no debate da inclusão na grade curricular de temas como bioenergia, energia solar, eólica e outras fontes alternativas, aproximando a academia do futuro que se anuncia. Estudos mostram que, em países onde os sistemas educacionais são bem-sucedido,s o desempenho educacional é alto independentemente de sua condição socioeconômica. Um dos fatores determinantes para um bom desempenho é a motivação do aluno. Cabe, portanto, as universidades oferecerem aos jovens cursos voltados para as novas possibilidades do mercado de trabalho. Nesse sentido, o Concurso Mercosul também irá ajudar nesse novo desenho das universidades latinas. Com os trabalhos de pesquisa apresentados vai ser possível identificar tendências por determinados segmentos do conhecimento, aproximando a profissão e a formação ao real interesse dos jovens.
Na primeira foto: lançamento do Concurso Mercosul (Dep. Carmelo Bentitez, representando o Parlamento do Mercosul; Luis Fleitas, representando Itaipu Binacional; Mauro Passos, presidente do Instituto IDEAL; Ênio Pedrotti, representando a AUGM, Daniel Perciante, representando a UCU e Alicia Torres, representando o Cefir)
Na segunda foto: abertura do seminário sobre energia limpa(da esq. para dir. Antonio Vituri, diretor da Eletrosul; Simone Nobrega, representante da Centrotherm na América Latina; Álvaro Prata, reitor da UFSC; Ailton Nazareno Soares, reitor da Unisul; Mauro Passos, presidente do Instituto IDEAL e Michel Becker, diretor da Celesc no ato representando o Exmo. Sr. Governador do Estado, Raimundo Colombo). Fotos: de Hermínio Nunes.
quinta-feira, abril 07, 2011
No Rio: manhã de violência e morte
Desde de terça venho tentando escrever sobre o sucesso que foi o seminário sobre energia limpa que o Instituto IDEAL promoveu no Centro de Convenções da UFSC. Cerca de 1000 pessoas passaram pelo evento. No entanto, acontecimentos nacionais de grande impacto tem me levado a adiar o comentário sobre o seminário. Ontem, por exemplo, foi a greve dos médicos vinculados a planos de saúde. A paralização deixou 45 milhões de usuários com suas consultas em aberto. Um caos: já que alguns esperam meses para serem atendidos. Hoje, às oito da manhã, o país ficou chocado diante da violência ocorrida no Rio de Janeiro. Uma brutal chacina. Um homem invade uma escola atirando para matar. Segundo a polícia os tiros foram disparados na cabeça das crianças. Pelo menos 11 foram mortas. O número deve aumentar já que algumas estão internadas em estado grave. Até aonde eu sei nunca tivemos nada parecido no Brasil. Não dá para responsabilizar autoridades e nem se previnir contra ações dessa natureza. Estão fora do controle da sociedade. Nos resta lamentar profundamente o ocorrido e esperar que não se repita nunca mais.
quarta-feira, abril 06, 2011
Planos de saúde, a nova bolha
Tem uma grande bolha se formando: a dos planos de saúde. E logo vai estourar. Na semana passada vivenciei o problema. Procurei um médico credenciado pela UNIMED para marcar uma consulta. A secretária logo me despachou: só para setembro. Diante do absurdo perguntei: e se for particular? Ha.. nesse caso para a próxima sexta-feira, respodeu a atenciosa secretária. Situações como essa que passei fazem parte do dia a dia dos 45 milhões de pessoas ligadas a planos de saúde. Os médicos, que recebem em média R$40,00 por consulta, estão se esquivando dos compromissos que tem de atender os usuários de planos. Segundo eles, nos últimos 10 anos, a inflação foi de 106%, os planos de saúde reajustaram as mensalidades em 133% e o valor pago por consulta teve um reajuste de apenas 44%. Olhando os números estão certos os médicos em reivindicarem novos valores para as consultas. No entanto, na outra ponta estão os usuários do sistema que além de ter suas mensalidades reajustadas acima da inflação, ainda precisam esperar meses na fila para serem atendidos. O problema que vinha sendo encoberto se agravou com a paralização dos médicos anunciada para amanhã.
segunda-feira, abril 04, 2011
O pânico nuclear é fruto da incerteza
Pelas notícias que circulam vão concretar Fukushima. Não deve ser nada fácil. Imaginem cobrir de concreto uma planta nuclear daquela dimensão. Uma medida drástica só é aplicada em situações extremas. Por isso acho que os vazamentos permanecem e o risco da contaminação também. As consequências dessas incertezas já refletem no mundo dos negócios. A falta de peças na indústria japonesa é uma realidade. O risco de apagões também. A maior geradora de energia, a Tokyo Electric Power (Tepco), dona da Fukushima, tem futuro incerto. As usinas nucleares são responsáveis por quase trinta por cento do que os japoneses consomem. E eles consomem muita energia. Depois dos EUA são os japoneses os maiores consumidores de energia por habitante. Por falar em energia nessa segunda-feira promovemos o Seminário Energia Limpa: conhecimento, integração e sustentabilidade. A abertura é no Centro de Convenções da UFSC, às 19 horas. A entrada é livre e começa com uma Mesa Redonda, tendo como um dos convidados, Ricardo Baitelo, cordenador do Greenpeace no Brasil. Já dá prá ver que o desastre nuclear no Japão estará presente. Compareça.
sexta-feira, abril 01, 2011
IDEAL é ter parceiros
Para quem nasceu há pouco tempo, fica numa ilha e tem a pretensão de se relacionar com toda a América Latina, só mesmo construindo parcerias, muitas parcerias. Para nós do Instituto IDEAL, sempre tivemos essa compreensão e trabalhamos nessa direção. Na semana passada, em Montevidéu, conseguimos firmar três importantes convênios que vão nos possibilitar promover o Concurso Mercosul de Monografias em Energias Renováveis e Eficiência Energética. O primeiro foi com o Centro de Formación para Integración Regional- Cefir (foto ao lado), com a Asociación de Universidades Grupo de Montevideo (AUGM) e com o Parlamento do Mercosul. Foi um longo e prazeroso trabalho. Agora, vamos em frente. Dia 5, na UFSC é o lançamento do Concurso Mercosul com o apoio dos nossos queridos parceiros.
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