segunda-feira, abril 25, 2011

O futuro da energia nuclear, no Brasil e no mundo

Depois da Segunda Guerra, países como a França, Alemanha, Itália, entre outros, sem grandes recursos naturais e sem petróleo e gás, precisaram investir em tecnologia nuclear para gerar energia. Na época era moderno e também uma alternativa para atender a demanda crescente de energia elétrica que a recuperação dos países envolvidos no conflito exigia. Com a consolidação do setor a indústria nuclear se expandiu chegando até nós. O Brasil construiu Angra I e II no belo litoral do Rio de Janeiro. Quer agora construir Angra III e já anunciou uma série de outras usinas no litoral do Nordeste. Mesmo com o lamentável acidente de Fukushima a posição do governo brasileiro tem sido a de manter seus projetos nucleares.

Na Itália, diferentemente do Brasil, com poucas possibilidades de desenvolver projetos sustentáveis, mesmo assim, o governo decidiu promover um plebicito para ouvir a sociedade sobre a continuidade do seu programa nuclear. Até 2020, 25% da matriz energética italiana é para ser atendida com usinas nucleares.

Na França, onde acabo de chegar, a energia nuclear é dominante. Além de atender a demanda do país, também é um produto de exportação. A França vende boa parte da energia produzida em seus reatores para outros países da Europa. O tema energia nuclear "pós Fukushima" vai ser um dos mais relevantes debates. Portanto, devemos nos preparar para contribuir com responsabilidade na busca do que for melhor para a humanidade. E essa necessidade começa agora!

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