Embora ainda cedo para afirmar, o acidente nuclear no Japão deixou muito governo falando sozinho. Na Alemanha, por exemplo, berço da indústria nuclear, onde 22% da energia produzida vem da fonte atômica, o governo de Angela Merkel muda a orientação e anuncia o abandono das usinas nucleares até 2022. A Alemanha depois da França é o país com maior número de usinas atômicas em operação - 17. É um plano audacioso mas necessário. A sociedade vem cobrando do governo mais investimento em energias renováveis e pressionando o governo na desativação de seus reatores atômicos. Preocupada com as eleições a chanceler vem sinalizando pela desativação das usinas nucleares.
No Brasil, onde não se domina a tecnologia nuclear, onde não se precisa dela, onde os recursos naturais são quase que inesgotáveis, onde pouco se explorou de energia eólica e nada se fez em relação a energia solar - ainda tem gente defendendo usinas nucleares no nordeste!
PS - voce sabia que uma pequena área de 30 km por 30 km, menos do que se desmata por ano no Brasil, se fosse coberta por placas fotovoltaicas a energia solar produzida seria suficiente para atender toda a demanda de energia elétrica do Brasil. Pense nisso?
Um comentário:
Dias 12 e 13 de junho 25 milhões de italianos devem votar no referendo sobre o futuro energético do país.
A campanha so Si espera arquivar o projeto do governo italiano de voltar a investir em energia nuclear. Veja a campanha: www.fermiamoilnucleare.it
Em referendo de 1987, a Itália foi primeiro pais industrializado abandonar a geração elétrica em termo nucleares.
Dopo la Germania, anche l'Italia può abbandonare la energia dall'atomo di una volta per tutti.
Buona fortuna nostra Italia!
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