terça-feira, junho 28, 2011

Integração: um processo de confiança

Recentemente comentei sobre a parceria que deveríamos buscar. Acredito firmemente que nossos parceiros naturais são nossos vizinhos. Escrevi sobre isso num artigo sob o título "Quando o BRIC vira IC". Logo depois li sobre as dificuldades que empresas brasileiras enfrentam na aproximação com países da América Latina. A matéria publicada na Folha (26/6) analisa como vão as relações de empresas brasileiras com grandes projetos nos países vizinhos. Os problemas levantados vão desde cancelamento de contratos, suspeita de favorecimento e desconfiança no relacionamento. São mega projetos na área de exploração de petróleo e gás, portos, mineração e hidrelétricas. A luz vermelha acendeu. O Brasil não pode se relacionar de"salto alto". Tem que ter cuidado para administrar as reações a sua expansão na região. Buscar a confiança e amenizar as hostilidades são iniciativas que devemos tomar. Segundo a matéria para Matias Spektor, coordenador do Centro de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, "há uma percepção de que o Brasil em ascensão vai se comportar do mesmo modo que as potências coloniais, como EUA e Espanha". A perdurar essa desconfiança corremos riscos de não nos integrarmos com os vizinhos. O caminho é investir em cooperação acadêmica, na pesquisa e no desenvolvimento tecnológico. Criar um ambiente favorável a uma integração saudável e solidária. Aliás é o que estamos fazendo no Instituto IDEAL ao propor o Concurso Mercosul em Energias Renováveis e Eficiência Energética.

Nenhum comentário: