segunda-feira, junho 27, 2011

PONTA DO CORAL e as redes sociais

Num intervalo de três dias duas grandes mobilizações em São Paulo: a Parada Gay e a Marcha para Jesus. Públicos bem distintos: quem participou de uma dificilmente foi na outra. Portanto, dá para se dizer que quase 5 milhões de pessoas foram as ruas se manifestar. É um número impressionante. "Representa força de organização coletiva numa sociedade com baixa capacidade de mobilização popular e muito pouco interesse pela política", nos lembra Fernando Silva em seu artigo de hoje.


Em Natal, no Rio Grande do Norte, crescentes mobilizações da sociedade civil tem exposto a prefeita Micarla de Souza e os vereadores a constrangimentos diários. No Espírito Santo, o governador Casagrande, eleito com quase 70% dos votos e com ampla maioria na Assembléia Legislativa, também tem enfrentado dificuldades diante das moblizações da sociedade através das redes sociais.

Quero com os exemplos acima mostrar que tem clima. Basta encontrar a boa causa. As facilidades que as redes sociais propagam idéias, criam bandeiras e ganham adeptos é um fenômeno de comunicação novo mas muito eficaz. Fico pensando na defesa Ponta do Coral como um movimento a se criar através das redes sociais. Tem tudo para dar certo. É uma boa causa. Está em sintonia com o Ministério Público Federal e tem simpatia por parte da sociedade. Se bem conduzido pode ser um movimento exitoso.

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