quarta-feira, julho 13, 2011

Ainda sobre a EDUCAÇÃO

Ontem comentei sobre a necessidade de repensarmos o projeto educacional do país. Embora difícil de ser implementado vejo como cada vez mais urgente. O setor educacional, com raras e honrosas excessões, mofou. Ele se mantem com muito pouca novidade. E é justamente lá o espaço próprio para a inovação. Em Santa Catarina, por exemplo, a greve dos professores completa amanhã 60 dias. Greve muito longa, todos perdem. Perde o governo: porque durante as eleições ressalta a importância da educação assumindo o compromisso (de sempre) de priorizá-la. Perdem os professores: porque a greve longa divide a categoria e desgasta as lideranças sindicais. E, por último, perdem os alunos e seus familiares. No caso de Santa Catarina, pelo que acompanhei, só mesmo um conjunto de erros de avaliação (de ambas as partes) para justificar dois meses de greve. De um lado um movimento brando, sem grandes radicalizações, que viu o tempo passar sem ter suas legítimas reivindicações atendidas. Do outro lado, um governo desorientado que permitiu a ausência do Secretário da Educação, Marcos Tebaldi, em todo o processo, como uma coisa natural. Nesse típico "chove não molha" lá se vão 60 dias. Agora, o futuro da greve caiu no colo da Assembléia Legislativa. Todos esperam dos deputados estaduais uma decisão para o impasse. O tempo é curto e corre contra. Se os deputados não analizarem essa semana o projeto de lei complementar (PLC) que altera o salário e o plano de carreira dos professores, a frustação será grande. Na próxima semana vem o recesso.........

Nenhum comentário: