segunda-feira, julho 18, 2011

A GANGORRA

Se alguém perguntasse no final do ano passado o que havia em comum entre EUA e Chile, a resposta seria: são dois países americanos com alta renda per capita, com presidentes no primeiro mandato eleitos com uma imensa maioria de votos. Passados seis meses a "gangorra" mudou. Quem estava no alto sente agora na pele o custo da impopularidade. No Chile, os protestos são diários. A insatisfação que toma conta das ruas vem derrubando rapidamente a boa avaliação do presidente Piñera. Durante o exitoso resgate dos 33 mineiros soterrados no interior do país, o índice de popularididade de Piñera chegou a 63%. Sua avaliação caiu agora para 31%. Segundo consta é a pior avaliação de um político chileno nos últimos 40 anos. Nos EUA "a gangorra" também surpreendeu Obama. Seus desafetos não estão na rua como no Chile, mas dentro Congresso. Para desestabilizá-lo jogam pesado. Até o dia 2 de agosto o Congresso tem que autorizar o aumento do teto de endividamento do país. Sem isso o governo quebra. Não sei as consequências para o mundo da falência americana. O calote dado pela maior economia do planeta deve deixar muitas sequelas. Até porque há um ditado muito conhecido de todos nós, que diz: " a corda sempre arrebenta do lado mais fraco"

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