Os europeus estão diante de uma dura realidade - a "saia justa". Os governantes sem ter o que fazer estão ficando acuados pelo povo nas ruas. Saem aos milhares para protestar e defender seus direitos cobrando alternativas que lhes dê esperança. Estamos falando da Europa. De países como Espanha, Portugal, Grécia e Inglaterra, por exemplo. O que é colocado para população são pacotes duros de "austeridade" que não convencem ninguém. A receita é a de sempre corte de gastos, com demissões e aumento de impostos. Não precisa ser um especialista para perceber que são medidas que não trazem crescimento. Sem crescimento não há emprego. Sem emprego não há futuro.
Não foi por acaso que o Grupo Deolinda é a nova sensação de Portugal. O que os parlamentares portugueses não perceberam, o alto custo social do desemprego, o Grupo soube incorporar nas suas canções de protesto. Uma de suas músicas, "Parva que sou", se transformou num hino para os jovens com excelente formação educacional, mas que não conseguem emprego.
A letra diz: "Sou da geração sem remuneração/ e não me incomoda essa condição/Que parva que eu sou/...E fico a pensar, que mundo tão parvo/onde para se ser escravo é preciso estudar".
PS- segundo Aurélio, parva - é tolo/pequeno/limitado. Quem escreve sobre o Grupo Deolinda é Vaguinaldo Marinheiro (enviado especial da Folha para Lisboa)
Nenhum comentário:
Postar um comentário