quarta-feira, julho 20, 2011

A pergunta que não quer calar: o pior já passou?

As bolsas despencando, o dolar se derretendo, os EUA falando em "calote", a inflação ameaçando voltar, o desemprego preocupando os trabalhadores, foram algumas das principais manchetes da semana que passou. Para quem vem acompanhando o que se passa "pelo mundo", nenhuma novidade. Que a onda de otimismo passou - passou! Das 12 maiores economias do mundo Alemanha, Brasil, Canadá, China, Espanha, EUA, França, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia, apenas a Rússia vai crescer mais em 2011 do que em 2010. Provavelmente por ser exportadora de petróleo e gás, cujos preços internacionais subiram muito esse ano. Todas as demais economias, que representam cerca de 80% do PIB mundial, encolheram! A Bolsa de Nova York, que serve de termômetro, já chegou acumular queda durante seis semanas. O que causa perplexidade é que não aparece uma causa de consenso. Para muitos é a crise financeira na Europa. Para outros o problema está nos EUA. Já alguns atribuem ao desaquecimento generalizado da economia global. Enfim, diante tanta incerteza, para nós latinos, resta um consolo: a América Latina é a região de menor risco a ameaça de um "tsunami nas contas planetárias".

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