domingo, julho 10, 2011

Senhores passageiros apertem o cinto (e rezem) a Copa está chegando

Há quem diga, pelo tanto que falta, que 2014 é amanhã. Eu já não sou tão alarmista, 2014 é depois de amanhã. Entre as tantas coisas que faltam surgiu também agora a falta de futebol. Começamos mal a Copa América, muito mal! Empatar com a Venezuela e com o Paraguai exige uma atenção redobrada da nossa seleção. Um novo tropeço pode ser fatal para nossas aspirações em 2014. Afinal a Copa é depois de amanhã.



Deixando o futebol para o Mano resolver retomo o que me motivou comentar sobre a Copa que se aproxima. Lendo um caderno especial sobre os aeroportos brasileiros (publicado na FSP de domingo), a sensação de uma tragédia anunciada é muito forte. Nossos principais aeroportos estão saturados. Para modernizá-los até 2014 é uma tarefa quase impossível. Primeiro porque são os que se tem hoje, e vão precisar continuar operando. Segundo porque o fluxo de usuários vem crescendo a 12% ao ano. Terceiro porque as obras previstas irão impactar no funcionando dos atuais terminais que estão operando de forma caótica. Os aeroportos de Manaus, Natal, Guarulhos, Cuiabá, Brasília, Viracopos, Confins, Porto Alegre e Fortaleza já estão operando acima da capacidade. Imaginem reformar esses aeroportos até 2014. Só em 2010 os aeroportos brasileiros contabilizaram 73 milhões de embarques (71 milhões nos voos domésticos e 2 milhões em voos internacionais). São números que impressionam. Agora, em 2014 a previsão é que serão 226 milhões de passageiros que passarão pelos aeroportos brasileiros. Atender essa demanda não é com qualquer reforma.

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