segunda-feira, outubro 31, 2011
Steve Jobs, Lula e o câncer
O mês que hoje se encerra foi trágico para duas celebridades: Steve Jobs e Lula. O primeiro, não resistiu ao câncer no pâncrias encerrando uma luta de mais de 5 anos. No sábado, o presidente Lula torna público o câncer identificado na laringe, após exames realizados no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo consta, inicialmente, Jobs não aceitou de pronto a doença partindo para tratamentos alternativos. E esse tempo, de quase um ano, perdido no atraso do tratamento mais indicado, teria sido fatal. Ao contrário de Jobs, o presidente Lula foi pragmático: confirmada a doença colocou seu destino nas mãos dos melhores especialistas. Suspendeu sua intensa agenda, solicitou dos médicos tratar com a mais absoluta transparência sua doença e se comprometeu a ser um paciente obediente. Lula tem tudo para sair bem dessa! E podem ter certeza - vai sair melhor do que antes. O câncer te faz pensar na vida. Te faz sentir um simples mortal. Te obriga a ter mais fé do que ego. Câncer e casa arrombada a gente sempre acha que acontece com os outros, nunca com a gente. Esse ano, quiz o destino que eu passasse por essas duas inesperadas situações. Em junho, extrai um tumor maligno. Felizmente, tudo correu bem. Agora em outubro foi a vez da minha casa ser arrombada. A doença tratei de forma reservada. Quanto ao assalto, para chamar a atenção das autoridades, dei publicidade. Afinal, estamos todos inseguros diante da violência crescente em nossas ruas.
domingo, outubro 30, 2011
E o Enem, hem?
Desde que foi criado em 2009 o Enem tem deixado a desejar. Por consequência das falhas cometidas, sua credibilidade passa a ser questionada. O que me preocupa é o desgaste que vem sofrendo um instrumento inovador e necessário de avaliação/seleção escolar. O Enem é o novo e chega em boa hora. Veio para substituir o antigo e superado vestibular como forma dos estudantes ingressarem nas universidades públicas do Brasil. Portanto, é algo para ser tratado com muita responsabilidade e cuidado. Essas repetidas falhas podem até ser atribuídas a complexidade de um evento dessa envergadura. Mas precisam ser corrigidas. Não se pode por em risco um projeto nacional, numa área sensível como a da educação, por que 14 questões vazaram num colégio em Fortaleza. Acho um absurdo o que vem sendo proposto como solução: anular a prova em todo o país. Tal medida, se adotada, será a pá de cal no Enem. O razoavél, me parece, é refazer o teste com os alunos do colégio envolvido. Não vamos perder o bonde da história jogando no lixo uma metodologia de avaliação educacional adequada e inovadora. O Enem precisa corrigir seus erros e melhorar sua aplicação. Agora, até para melhorar ele precisa continuar.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Consumo consciente
Helio Mattar é o diretor presidente do Instituto Akatu, onde há dez anos trabalha com o consumo consciente. Para ele a adoção de processos sustentáveis não é só uma questão de escolha, mas de sobrevivência. As pesquisas realizadas ao longo do tempo pelo Instituto comprovam que quem investe em sustentabilidade ganha a simpatia e a preferência do consumidor. E o que é melhor: trata-se de um consumidor consciente, atento as questões mais gerais. Segundo Helio, 65% dos chamados formadores de opinião discutem o comportamento ético e socioambiental das empresas. As empresas, que obviamente buscam lucrar nas suas atividades, já perceberam a importância de focar no consumo consciente. Temas até então tabus no meio empresarial começam a ganhar espaço. O valor do bem durável substituindo o descartável, o virtual tomando o lugar do físico, o bem compartilhado se contrapondo ao individual, a energia renovável substituindo os combustíveis fósseis, uma relação harmoniosa baseada mais na cooperação do que na competição, são mudanças em curso que levarão a sociedade para um outro patamar de convivência. Claro que isso é um processo, alimentado pela informação e por escolhas conscientes.
quinta-feira, outubro 27, 2011
O valor de uma boa marca
Muito interessante a pesquisa que a Data Folha realiza há exatos 21 anos. A pergunta, é: "Qual a primeira marca que lhe vem a cabeça?". Nesse ano foi realizada em 162 municípios e ouviu 5209 pessoas. O resultado está disponível na Revista FOLHA TOP of MIND. Como no Instituto a comunicação é uma das nossas principais ferramentas, a leitura da revista foi cuidadosa(acesse:www.institutoideal.org;www.americadosol.org). Duas marcas foram as mais lembradas pelos brasileiros: Coca-Cola e Omo. No caso do meio ambiente Ypê, pela quinta vez consecutiva é a mais lembrada, seguida de perto pela Natura. E assim segue a pesquisa identificando para cada segmento a marca mais lembrada. O que chamou atenção é de que não há surpresas: se for aparelho de barbear é Gillette, se for geladeira é Consul e se for máquina de lavar é Brastemp. Essa constatação nos permite afirmar "que marca é coisa séria" e deve, portanto, ser tratada com responsabilidade para ter reputação. Com a reputação consolida-se um compromisso. Segundo André Telles, publictário e CEO da agência Memdes Digitais, com as novas mídias, o receptor da mensagem pode participar do processo de comunicação, e a marca interagi nessa via de mão dupla. A marca passa ter personalidade!
quarta-feira, outubro 26, 2011
Na marca do penalti
A situação do ministro Orlando Silva piorou muito de ontem para cá. As notícias que circulam é de que deve entregar ainda hoje seu pedido de afastamento. A decisão da ministra Cármem Lúcia, de abrir no STF um inquérito para apurar possíveis irregularidades no Ministério dos Esportes, ao meu ver, foi a gota d'água. Deve ter pesado também sua participação ontem na Câmara dos Deputados, onde o Minsitro foi duramente atacado. E o estrago continua. As ONGs, independentemente do trabalho que fazem, estão sob suspeição. A presidente Dilma já ordenou pela suspensão imediata de todos os repasses as ONGs conveniadas com o governo. Da parte do Instituto IDEAL, não há repasses do governo e como recebemos verba do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, para cobrir despesas do Instituto, passamos por uma auditoria internacional. Ainda bem. O que antes até nos constrangia, hoje é um certificado de bom uso dos recursos por parte do Instituto IDEAL.
terça-feira, outubro 25, 2011
Ainda sobre o Encontro Ibero-americano
O coordenador do Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Ademar Bueno, faz um balanço positivo do 8º Encontro Ibero-americano sobre Desenvolvimento Sustentável, na Folha de S.Paulo de hoje. O encontro que ocorreu semana passada em São Paulo reuniu dezenas de palestrantes que debateram mudanças no modelo de desenvolvimento. Para ele está claro que o modelo econômico criado no século passado não serve mais para o futuro do planeta. Entrevistado pela Folha, Bueno destacou como a maior controvérsia a definição dos papéis de cada agente: governo, empresas e sociedade civil. No Brasil, sua percepção é de que as empresas estão mais abertas a essas mudanças. A sociedade civil se movimenta com timidez e o governo ainda não assumiu seu papel de cordenar as ações. Um dos objetivos da FGV é consolidar o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão e aproximar ao máximo as iniciativas da Fundação com os mecanismos de cooperação internacional. Bueno destaca, que: "o tema da sustentabilidade e suas implicações são globais, as soluções também".
segunda-feira, outubro 24, 2011
Na FGV economia verde, energia, água e cidades
Na última semana, na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, participei da oitava edição do Encontro Ibero-americano de Desenvolvimento Sustentável (EIMA 8). O EIMA é um espaço de diálogo e interação entre especialistas ibero-americanos para o tema da sustentabilidade. Embora estivesse envolvido com a questão energética, encontrei tempo para assistir os debates sobre planejamento das cidades sustentáveis. As reflexões trazidas pelos participantes, como Eduardo Jorge (Secretário do Meio Ambiente de São Paulo), Pedro Langua (Prefeitura de Madri), Juan Manuel Patino (da Prefeitura de Medelin), Paulo Itacarambi do Instituto Ethos, entre outros, foram de alto nível. Deu para se ter a real dimensão do desafio que é planejar e administrar a vida das grandes cidades. De Florianópolis, cidade considerada como uma das piores em mobilidade urbana, não vi ninguém.
sexta-feira, outubro 21, 2011
Kadafi: mais um que cai
Parece que os paises africanos, depois de décadas de dominação, resolveram se livrar dos seus ditadores. E já não era sem tempo. O povo cansou e passou a questionar a legitimidade de mandatários que se perpetuam no poder. Normalmente, com o tempo vem o desgaste e todos os vícios e mazelas praticados para encobrí-lo. Deixa-se de lado o bom senso, o direito a liberdade de opinião e os princípios éticos, para manter o projeto de poder. Aproveitando os ensinamentos do novo "guru" da política brasileira, Gilberto Kassab - tanto faz se é de direita, de centro ou de esquerda, para mim, se utilizar do poder para querer se perpetuar nele é a pior das decisões...quase sempre acaba em sangue. Feitas essas observações para que não fiquem dúvidas sobre o que penso de Kadafi ou qualquer outro ditador, registro também a questionável ação da OTAN nesse episódio. Foram muito além da resolução da ONU. Usaram da força para promover uma mudança de regime, o que por direito cabia aos líbios decidir. Outro aspecto chocante foram as cenas de hipocrisia explícita de alguns governantes após a anúncio da morte de Kadafi. Os mesmos que o bajulavam, de olho nas reservas de petróleo, e se deixavam fotografar, entre risos e afagos, comemoram e festejam agora sua morte. Lamentável!
PS- em função da morte de Kadafi comento na próxima semana minha participação sobre sustentabilidade na FGV. Um bom final de semana para todos.
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PS- em função da morte de Kadafi comento na próxima semana minha participação sobre sustentabilidade na FGV. Um bom final de semana para todos.
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quinta-feira, outubro 20, 2011
Brasil e Espanha debatem sustentabilidade
Desde de ontem na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, Brasil e Espanha trocam experiências e debatem os principais desafios do futuro da humanidade. Hoje pela manhã o tema são as megas cidades. À tarde, as chamadas redes inteligentes de energia e o papel do carro elétrico na mobilidade urbana. Na programação da tarde estarei dando minhas contribuições como palestrante convidado. Amanhã comento um pouco mais.
quarta-feira, outubro 19, 2011
Carro elétrico: por que não?
Venho escrevendo sobre os carros elétricos há um bom tempo. Sempre anunciando alguma novidade dessa nova indústria. Ainda não consolidada e com enormes desafios pela frente (tecnológicos, de mercado de preço e de ousadia), os primeiros carros elétricos começam a circular pelo mundo. Logo estarão por aqui, em feiras e revendas, despertando curiosidade e interesse. A pergunta que deixo no ar, é: vamos entrar nesse jogo como importadores ou fabricantes? Vamos ousar e desenvolver nosso próprio carro elétrico ou vamos esperar que os outros façam isso por nós? Já temos uma experiência exitosa em Itaipu. Será que não deveríamos aproveitar o conhecimento acumulado na produção dos carros elétricos de Itaipu e desenvolvermos o carro elétrico do Mercosul. Na última segunda-feira, em Assunção, na casa do Embaixador do Brail no Paraguai, Eduardo dos Santos, tive a ousadia de propor que se estudasse essa possibilidade. Estava presente também na conversa o presidente de Itaipu do lado paraguaio, Gustavo Codas. E não foi por acaso que coloquei minhas idéias sobre um carro elétrico próprio nesse restrito encontro no Paraguai. Assunção seria a base do projeto piloto. A cidade seria estudada e toda a logística preparada para receber uma frota considerável de carros elétricos. As razões pela escolha de Assuncão, são: o Paraguai é o único país do mundo que consome menos do que 10% da energia elétrica que produz, não tem petróleo e Assunção, proporcionalmente, é uma das cidades mais poluídas da região. Os argumentos apresentados são fortes e foram convincentes. Vamos aguardar para ver os desdobramentos. Ficamos de continuar conversando.
terça-feira, outubro 18, 2011
A crise global
As manifestações contra governos alastram-se pelo mundo. Neste final de semana nas principais cidades da Europa, os confrontos tomaram conta das ruas. Nos EUA o movimento contra o desemprego e a crise global, até então restrito Nova York, chega a dezenas de cidades e ameaça tomar conta do país. Líderes mundiais, perplexos, observam suas condições políticas se degradarem numa velocidade nunca antes vista. Suas iniciativas mostram-se, na prática, insuficientes e incapazes de enfrentar a crise aumentando a instabilidade social e política. As causas, que aparentemente podem parecer distintas, clamor por liberdade no mundo árabe, emprego nos EUA, economia em crise na Comunidade Européia, no fundo tem em comum um forte desencanto da sociedade com seus representantes políticos. Por mais que tentem, não dá mais para encobrir a distância que separa a vida real dos obscuros caminhos e interesses que cercam o poder. Sem mudanças profundas, de comportamento, compromissos éticos, transparência, respeito , justiça, solidariedade, não vejo saída, a crise se agrava e se espalha atingindo a todos.
segunda-feira, outubro 17, 2011
Armação, sem praia e sem pedra
Há um ano, quando o mar avançou na Praia da Armação, comentei sobre as medidas que foram tomadas. De forma irresponsável, sem qualquer estudo, foram jogando pedras e mais pedras na praia. Gastaram milhões e, literalmente, acabaram com a Praia da Armação. O passivo ambiental criado com o dinheiro público está lá para ser visto por todos. Na semana passada, o mar voltou. Voltou para retomar o que é seu engolindo as pedras e acabando com o que ainda restava de areia. Da próxima vez estudem antes de gastar.
sexta-feira, outubro 14, 2011
PITUAÇU solar
Tirando os baianos, poucos conhecem o Pituaçu. Por essas coisas do destino passa agora a ser um dos mais comentados estádios de futebol do Brasil. A partir de dezembro o Pituaçu será o primeiro estádio de futebol solarizado da América. A Coelba/Neoenergia anunciou hoje a inauguração de sua planta solar, na coberura do estádio. A festa é no dia 4 de dezembro, no jogo Bahia e Ceará, última partida do Bahia no Campeonato Brasileiro. Vamos estar lá: para nós do Instituto IDEAL é mais uma idéia que deu certo. Me lembro perfeitamente quando e como ela surgiu: foi na Alemanha, com a Ana Mascaranhas da Coelba, numa visita técnica promovida pela GIZ. O Pituaçu, é um projeto piloto. Os jogos da Copa serão na Fonte Nova. No entanto, sua importância está no pioneirismo. Ao incorporar tecnologia de ponta, o Pituaçu se torna uma referência e um exemplo para que novos empreendimentos adotem semelhante proposta.
quinta-feira, outubro 13, 2011
E a Bolívia, quem diria?
Seguem as manifestações na Bolívia. Na semana passada foram pró Evo. Mesmo distante dá para perceber que algo errado se passa no país vizinho. A crise ganhou visibilidade em função dos protestos dos indígenas contra a construção de uma rodovia. A obra a cargo de uma empresa brasileira, a OAS, e financiada pelo BNDES, corta o território indígena motivando as crescentes mobilizações contra a estrada. A repressão, por parte do governo, foi violenta. Vários grupos dentro da própria base de sustentação política do governo passaram a apoiar o movimento indígena. Para alguns analistas a crise pode atingir os bons índices de popularidade que o presidente Evo sempre apresentou. O desenlace do conflito só o tempo vai dizer.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Gaizito: o saudável.
O escândalo das aposentadorias na Assembléia Legislativa de Santa Catarina continua merecendo a atençào da nossa imprensa(ainda bem). E para dar a verdadeira dimensão do ocorrido nada melhor do que uma boa foto. O Diário Catarinense de hoje (dia 12/10), na coluna de Rafael Martini, registra o momento da chegada de Gaizito Nuernberg, terceiro lugar na Maratona da Caixa realizada no último dia 2, em Florianópolis(foto do site Foco Radical). Para quem não sabe, Rafael explica: Gaizito foi um dos aposentados por invalidez permanente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, em razão de cardiopatia grave, com 33 anos de idade. Aposentado desde 1982, com tempo, dinheiro e saúde para correr pelas ruas da nossa cidade, Gaizito, esse exemplo de superação, teve agora sua aposentadoria por invalidez suspensa pela Junta Médica do Estado, que o considerou: SAUDÁVEL!!!!!
terça-feira, outubro 11, 2011
O Brasil e a energia nuclear
E já que comentei sobre a decisão da Siemens de abortar seus projetos em usinas nucleares e, em boa hora, anunciar seu compromisso empresarial e tecnológico com as energias renováveis, não custa perguntar como fica a posição do governo brasileiro em relação ao seu progama nuclear? Antes do ocorrido em Fukushima e antes do governo alemão se posicionar contra novos projetos nucleares em seu país, a posição do governo brasileiro era de presentear a costa nordestina com várias novas usinas atômicas. Como o programa nuclear brasileiro sempre esteve associado a tecnologia alemã acredito que a decisão do governo de implantar novas usinas nucleares no Brasil deverá passar por processo de reavaliação. Assim esperamos.
domingo, outubro 09, 2011
Energia Nuclear: a posição da Siemens
Na semana passada o CEO da Siemens, Peter Loscher, declarou a principal revista alemã, a SPIEGEL, que a Siemens está revendo sua política de investir em energia nuclear. A decisão da maior empresa da Alemanha no setor de energia se deve ao desastre de Fukushima e a posição do governo alemão de suspender seu programa nuclear. Segundo Loscher essas mudanças estão em sintonia com a sociedade alemã que está plenamente consciente sobre os riscos ligados a energia nuclear. Para dar uma idéia da dimensão dessa decisão, dois anos atrás a Siemens havia anunciado seu propósito de construir 400 usinas nucleares até 2030. Uma impressionante mudança de rumo que não para aí. Loscher declarou também a SPIEGEL que o projeto do século da companhia é investir em energias renováveis. Ainda bem!
sexta-feira, outubro 07, 2011
Steve Jobs, o futuro da Apple e Brasília
Por essas coincidências da vida tomei conhecimento da enorme repercussão da morte de Steve Jobs em Brasília. Embora longe de ser um membro da "familia iPod" não se pode desconhecer o legado deixado por Steve Jobs. Considerado como gênio, visionário e empreeendedor, muitos acham que não nascerá um outro Jobs. Para mim, e para o bem de todos, logo logo teremos "novos Jobs" na praça. E isso é muito bom. Nesse mundo da alta tecnologia as boas idéias afloram numa incrível velocidade. Que o diga Mark Zuckerberg, o jovem fundador do Facebook. Portanto adimiradores de Steve de todo o mundo as novidades virão e vão sobreviver à sua morte. A minha preocupação maior é com Brasília (por isso a inclui nesse comentário), lá sim não há esperança de renovação. Dr. Ulisses comentava sobre cada nova legislatura no Congresso: "se essa está ruim a próxima será pior". Todos falam da necessidade da reforma política, no entanto a enterraram na mesma semana da morte de Jobs. Todos sabem o absurdo que é o número de partidos que temos, no entanto acabam de criar mais um. Assim é a nossa política. Sem criatividade, lenta e viciada. Nada que tenha feito parte da curta mas fascinante vida de Steve Jobs.
quarta-feira, outubro 05, 2011
Ponta do Coral
No link abaixo voce pode assistir um video produzido em 1980 pela Universidade Federal de Santa Catarina sobre a Ponta do Coral. Em plena ditadura, estudantes de arquitetura e jornalismo ganhavam a opinião pública ao se manifestarem contra ocupação da Ponta do Coral. Três décadas se passaram. O que já era importante para a cidade agora é vital. Não há mais nenhuma outra área no centro da cidade, de frente para o mar, livre para o lazer, como a Ponta do Coral. A defesa daquela área como pública, não tem dono. É de todos que lutam pela preservação da nossa cidade. Faça a sua parte: ajude a divulgar o video.
http://www.youtube.com/watch?v=Aq4L4b4n9HE
http://www.youtube.com/watch?v=Aq4L4b4n9HE
terça-feira, outubro 04, 2011
As enchentes e o Código Florestal
Parece até ironia do destino: o Estado que mais flexibilizou as restrições ambientais é justamente o que mais sofre com as enchentes. Santa Catarina nem chega a recuperar os estragos da enchente passada e já contabiliza os prejuízos da última. Todo o ano a tragédia se repete. As razões são conhecidas: construções em áreas de risco, rios assoriados, desmatamento nas encostas dos morros e falta de gestão. Minha formação em hidrologia e em planejamento de recursos naturais me permite avaliar o quanto custa à sociedade catarinense a ausência de políticas públicas nessa área. A insensibilidade diante das repetidas tragédias pode-se constatar com a aprovação do recente Código Florestal de Santa Catarina. O novo código, pasmem, é menos restritivo a urbanização inadequada de encostas e ocupação das margens dos rios. Quem trata com propriedade esse assunto é Olympio Barbanti Jr, no site Congresso em Foco. Numa rápida pesquisa em dados disponíveis na Internet ele identificou que houve inundações em Santa Catarina em 1974, 1983, 1985, 1987, 1992, 1995, 1997, 2000, 2001, 2002, 2003, 2008, 2010 e a atual. Sendo que em alguns desses anos, ocorreu mais de uma catástrofe por ano. Só essa impressionante constatação já deveria exigir dos governos que passaram criar um "Código Contra Enchentes". Certamente, bem mais útil e urgente que o "novo Código Florestal". Mas Olympio, um jornalista experiente, vai além. Segundo ele, em 2011, 68% dos municípios catarinenses com mais de 30 mil habitantes tiveram problemas com eventos climáticos. Pior: 89% dos municípios com mais de 50 mil habitantes passaram por inundações ou deslizamentos de terra em encostas! Ou seja, os principais centros econômicos de Santa Catarina são os mais afetados pelas chuvas. Mestre em Desenvolvimento Social pela Universidade de Wales, PhD em Políticas Sociais pela London School of Economics e especializado em Gestão de Conflitos, pela Universidade de Boulder, no Colorado, Olympio me autorizou a registrar nesse artigo seus oportunos comentários sobre as cheias em Santa Catarina e suas graves consequências no futuro. Para ele, os atuais desastres ambientais, humanos e econômicos que vivenciamos são o resultado de riscos não gerenciados pelos poderes públicos nas últimas décadas. Até a próxima enchente.
segunda-feira, outubro 03, 2011
PSD - o partido do Kassab
Com a indignação de muitos, Kassab conseguiu realizar seu projeto pessoal - criou o seu partido. Segundo ele, que antes afirmava ser um partido diferente (não era de direita, nem de esquerda e nem de centro), ontem amanheceu "centrista". Recebe todos e compõe com todos. Um belo exemplo para a nossa jovem democracia. Mas segundo Ricardo Melo, o PSD tem seu mérito: "a maneira como surgiu, a forma escancarada como expõe seus objetivos e a indigência programática alertam para a mediocridade do ambiente político atual". Durante o processo de sua criação, o PSD se viu cercado de suspeitas relacionadas às assinaturas coletadas. Seus principais líderes consideraram irrelevante ter mortos entre seus filiados. Pragmáticos e de olho nos prazos a serem observados os "kassabistas", se é que posso chamá-los assim, atropelaram as exigências legais. Enquanto isso, na fila de espera, outros partidos buscam o seu lugar ao sol.
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