terça-feira, janeiro 31, 2012
Cidades desiguais
Lendo o artigo de Oded Grajew (FSP- 29/1), uma fotografia precisa de São Paulo, a maior cidade da América Latina, me veio a necessidade de escrever sobre tantas outras cidades desiguais. Claro, que em nenhuma outra as disparidades são tão grandes. Até porque os dados da mais rica cidade do Brasil são vergonhosos, afirma Oded. São Paulo é dividida em 31 sub-prefeituras e 91 distritos. Em cada distrito moram, em nédia, mais de 100 mil habitantes. São maiores portanto, do que 90% das cidades brasileiras. No entanto, em 26 desses distritos não há nenhum leito hospitalar. O que com certeza não acontece num município com 100 mil habitantes. E as comparações seguem mostrando as grandes desigualdades de São Paulo. As administrações insistem em priorizar áreas que dão visibilidade a gestão. Bairros ricos recebem mais atenção do poder público que a periferia- agravando ainda mais as desigualdades. Graças ao trabalho da ONG Rede Nossa São Paulo, cujo coordenador-geral é Oded Grajew, temos acesso a essas informações (www.nossasaopaulo.org.br). Infelizmente, o mesmo não se pode dizer de centenas de outras cidades, tão desiguais quanto São Paulo, onde o poder público mantem os cidadãos desinformados justamente para encobrir o fracasso de suas gestões.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
DILMA, bateu ....levou
Parece que "a base aliada"ainda não percebeu que a presidente Dilma não comunga do uso condenável que muitos fazem da política no Brasil. Arraigada, durante anos, nos partidos e nos políticos, a prática da chantagem, do dando que se recebe e da mistura do público com o privado, não encontrará guarida no governo Dilma Rousseff. Já deu para ver quando o ex-ministro Lupi blefou (só saio a bala) e agora com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. O deputado jogou pesado ao defender a permanência de um afilhado, à frente do Dnocs. Sem noção, Henrique Alves, chegou a dizer que Dilma não iria se indispor "com metade da República". É muita cara de pau chamar uma confraria de interesses de metade da República. Seja republicano deputado, pergunte ao povo se concorda com seus argumentos e a indevida forma de se apropriar do Estado? Quanto a presidente Dilma, ao apressar a saída do diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, a chefe da nação fez exatamente o que o povo espera que ela faça: acabar com a chantagem barata! Uma praga que vira e meche aparece nas relações entre os poderes da República. Não é por acaso que o índice de popularidade da presidente Dilma não para de crescer. A sociedade está acompanhando e aprovando a maneira como Dilma vem enfrentando os desafios de uma prática política atrazada e enraizada no nosso país.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
As ultimas de sexta
RIO - durante a noite os bombeiros encontraram o décimo corpo da tragédia que chocou a
todos. As causas do desabamento de 3 prédios no centro do Rio ainda são desconhecidas. Ao que tudo parece a origem pode estar nas reformas em andamento nos prédios.
PARAGUAI - cresce a tensão entre o movimento dos sem-terra no Paraguai, conhecido como os
"carperos" e os milhares de brasileiros que plantam naquele país. Boa parte desses
agricultores estão lá desde os anos 70.
DAVOS - Num Fórum Econômico Mundial com pouca participação do Brasil, todos batem cabeça e nada resolvem.
CUBA - Foi grande a repercussão na mídia o visto concedido pelo governo brasileiro a blogueira
cubana Yoani Sánchez. A permissão foi dada poucos dias da visita de Dilma a Ilha.
DILMA - por falar na presidente Dilma, avaliou mal suas palavras o líder do PMDB, Henrique
Eduardo Alves. Ao ameaçar o Planalto acabou acelerando o afastamento do seu
afilhado no DNOCS, Elias Fernandes.
todos. As causas do desabamento de 3 prédios no centro do Rio ainda são desconhecidas. Ao que tudo parece a origem pode estar nas reformas em andamento nos prédios.
PARAGUAI - cresce a tensão entre o movimento dos sem-terra no Paraguai, conhecido como os
"carperos" e os milhares de brasileiros que plantam naquele país. Boa parte desses
agricultores estão lá desde os anos 70.
DAVOS - Num Fórum Econômico Mundial com pouca participação do Brasil, todos batem cabeça e nada resolvem.
CUBA - Foi grande a repercussão na mídia o visto concedido pelo governo brasileiro a blogueira
cubana Yoani Sánchez. A permissão foi dada poucos dias da visita de Dilma a Ilha.
DILMA - por falar na presidente Dilma, avaliou mal suas palavras o líder do PMDB, Henrique
Eduardo Alves. Ao ameaçar o Planalto acabou acelerando o afastamento do seu
afilhado no DNOCS, Elias Fernandes.
quinta-feira, janeiro 26, 2012
A praia do Cassino
Durante anos foi na praia do Cassino que passava minhas férias de verão. Em 1972 me formei em engenharia e deixei Rio Grande. Sempre que posso volto lá e me reencontro com o Cassino. Para quem não conhece a praia, me arrisco a dizer que ela é única: não só pela sua extensão, como também por sua ocupação. No verão, ao longo de seus 200 km de extensão se acomodam milhares de carros. Nos finais de semana, quando o dia está bom, boa parte desses carros vira uma churrascaria a céu aberto. Familias inteiras se reunem para comer um assado à beira mar. Esse hábito cresceu com o tempo e hoje se consolidou como uma atividade própria dos frequentadores da praia do Cassino. Mudar, nem pensar!
Fiz essa breve introdução porque boa parte dos meus leitores não conhece a praia do Cassino e nem faz idéia das caraterísticas que a torna única. No entanto, o que quero abordar é sobre o que li no jornal Agora (16/01/2012) . Em Editorial, o principal jornal da cidade alerta sobre a possibilidade de, muito em breve, a prefeitura cobrar o estacionamento dos carros que estacionam na praia. Não sei até que ponto uma idéia como essa pode prosperar. Como vereador em Florianópolis por dois mandatos e como deputado federal por Santa Catarina já convive com muitas demandas absurdas. Agora querer privatizar a praia, cobrar pelo seu uso, me parece o mais insano dos projetos. Fico imaginando a familia reunida, com a carne ainda no fogo, ser obrigada a se retirar da praia porque o tempo do seu "ticket estacionamento", venceu !
Fiz essa breve introdução porque boa parte dos meus leitores não conhece a praia do Cassino e nem faz idéia das caraterísticas que a torna única. No entanto, o que quero abordar é sobre o que li no jornal Agora (16/01/2012) . Em Editorial, o principal jornal da cidade alerta sobre a possibilidade de, muito em breve, a prefeitura cobrar o estacionamento dos carros que estacionam na praia. Não sei até que ponto uma idéia como essa pode prosperar. Como vereador em Florianópolis por dois mandatos e como deputado federal por Santa Catarina já convive com muitas demandas absurdas. Agora querer privatizar a praia, cobrar pelo seu uso, me parece o mais insano dos projetos. Fico imaginando a familia reunida, com a carne ainda no fogo, ser obrigada a se retirar da praia porque o tempo do seu "ticket estacionamento", venceu !
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Pinheirinho, violência e atrazo
Ontem a noite, no aniversário do Baratieri, fui cobrado por um dos meus leitores de que deveria ter comentado no blog a violenta participação da PM de São Paulo, no último final de semana, na operação de reintegração de posse da favela Pinheirinho, em São José dos Campos. Como o conflito se deu, justamente, nos dias que me deslocava de Montevidéu para Florianópolis, não fiquei sabendo do ocorrido. Prometi me informar para comentar. Lendo o que Elio Gaspari escreveu (FSP - 22/1), logo percebi que foi um desfecho onde todos perderam. Uma operação militar sem proporções, envolvendo 1800 PMs, só podia dar no que deu: dois dias de conflito, 34 presos e dois mil desalojados. Faltou diálogo, política pública, planejamento e vontade de regularizar uma área ocupada a oito anos. A opção, mais uma vez, foi de utilizar a força. Elio Gaspari nos lembra que o conflito podia ter sido evitado, caso houvesse sensibilidade no trato de um problema social de tamanha dimensão. Cita no seu artigo os bons resultados da empresa paranaense Terra Nova, especializada em regularização fundiária. Ela já resolveu 18 litígios e legalizou lotes de mais de 10 mil famílias. Foi chamada em 2008 para estudar a regularização da área em conflito. Não quizeram ouví-los. Deu no que deu. Todos perderam!
terça-feira, janeiro 24, 2012
Dilma, de bem com a vida
As pesquisas publicadas nesse final de semana devem ter deixado a presidente Dilma feliz da vida. Os números mostram uma aceitação popular de dar inveja a qualquer raposa velha da política brasileira. Em junho, 49% dos entrevistados cconsideravam seu desempenho entre ótimo e bom. Agora, mesmo com as dificuldades que enfrentou ao afastar alguns de seus ministros, o índice de aprovação chegou a 59%. O que mais me impressiona é que sem ter anunciado nenhuma medida de impacto e de ter se desgastado afastando pessoas do primeiro escalão do seu governo, Dilma cresce aos olhos dos brasileiros. Sua popularidade é maior do que a de qualquer outro presidente no seu primeiro ano de governo. A sintonia entre o modo da presidente governar e a opinião pública, ao que parece, tem mais a ver com ela do que com suas realizações ou promessas. Essa constatação, se verdadeira, nos leva a um outro patamar de compreensão coletiva. Quebra, por exemplo, o que há de pior no populismo tradicional do "é dando que se recebe". Dilma se torna popular sem ser populista. Se a leitura que ora fazemos estiver certa, ganhamos todos. Dilma pode ir aos poucos se libertando das amarras sempre presentes nas relações executivo/legislativo, que nem sempre consideram o que é melhor para o Brasil.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Concurso Mercosul (parte II)
Relendo meus últimos comentários percebi que Mercedes me envolveu de tal forma que pouco falei sobre o Concurso Mercosul. Como foi bem divulgado pelo site do Instituto, pela imprensa e pelos parceiros acabei me descuidando com a informação. A rigor, não foi só mais uma etapa vencida, criamos com o Concurso Mercosul as bases para o concurso latinoamericano, nosso principal projeto. O professor Alvaro Maglia, secretário executivo da AUGM, já nos propos a inclusão do Chile e da Bolívia para o próximo ano. Vamos tratar destas novas adesões quando fizermos nossa avaliação em março. No entanto, já deu para perceber que a idéia vingou.
quarta-feira, janeiro 18, 2012
Relatos da Síria
As notícias que nos chegam da Síria são de que o regime de Bachar al Asad continua reprimindo com violência qualquer foco de resistência de seus oponentes. Nem mesmo a presença de observadores da Liga Árabe conseguiram inibir os frequentes e sangrentos ataques as manifestações de rua. Quem relata os horrores dessa verdadeira guerra civil é Mônica Garcia Prieto. A jovem jornalista espanhola conseguiu entrar (e sair) da Síria com a ajuda de militantes contrários a Bachar al Asad. No seu retorno escreveu seis crônicas sobre o que viu na Síria no Portal Perodismo Humano. O que repasso agora para voces são partes de sua entrevista ao jornal uruguaio El Observador de 16 de janeiro:
- Como conseguiste entrar na Síria?
Mônica - Não posso dizer. Só posso dizer que foi através de uma rede de ativistas sírios que atuam dentro e fora do país.
- A oposição atua de forma coordenada?
M - Há muitas divisões. Durante 40 anos o regime não deixou que a oposição se organizasse.
- Por que a oposição resiste a intervenção estrangeira?
M- Pelo exemplo do que ocorreu com o Iraque. Por sentimento de orgulho nacional. Porque sabem que por de trás de uma intervenção estrangeira tem sempre os interesses econômicos e não estão dispostos a vender seu país.
- Suas crônicas são bastante duras. O que foi que mais te impactou?
M - O caráter indiscriminado dos ataques....são bombardeios contra a população civil..... matam crianças e velhos .....
- Como conseguiste entrar na Síria?
Mônica - Não posso dizer. Só posso dizer que foi através de uma rede de ativistas sírios que atuam dentro e fora do país.
- A oposição atua de forma coordenada?
M - Há muitas divisões. Durante 40 anos o regime não deixou que a oposição se organizasse.
- Por que a oposição resiste a intervenção estrangeira?
M- Pelo exemplo do que ocorreu com o Iraque. Por sentimento de orgulho nacional. Porque sabem que por de trás de uma intervenção estrangeira tem sempre os interesses econômicos e não estão dispostos a vender seu país.
- Suas crônicas são bastante duras. O que foi que mais te impactou?
M - O caráter indiscriminado dos ataques....são bombardeios contra a população civil..... matam crianças e velhos .....
terça-feira, janeiro 17, 2012
O Concurso Mercosul e Mercedes, a capital de Soriano
Ontem pela manhã nos reunimos na AUGM e concluimos a fase da avaliação dos trabalhos do Concurso Mercosul. Na página do IDEAL (www.institutoideal.org) voce pode conhecer os ganhadores. A tarde, na UNESCO, fizemos um rápido balanço sobre todo o processo e marcamos para março uma avaliação com todos os envolvidos. A noite, lendo os jornais locais, fui envolvido pelo relato de Fernando Loustaunau sobre Mercedes. Ainda não conheço Mercedes e pouco sabia de sua rica história. Agora, depois de ler o relato de Fernando, estou muito motivado a visitá-la. Mercedes é a capital da província de Soriano. Em janeiro, durante uma semana, promove o Encontro Internacional de Jazz na rua. Aberto a todos, na beira do rio, atrai bandas de todo o mundo. Independente dessa semana, que já torna Mercedes numa cidade com forte apelo cultural, há um clima muito especial por toda essa cidade histórica. Foi lá, por exemplo, que aconteceu em 1811 o primeiro movimento nacionalista contra dominação espanhola em toda a região do Prata. A sua arquitetura é unica, comenta Fernando. As chamadas "casas gaudianas", nem em Barcelona se encontra um conjunto tão homogênio de vivendas populares. Na "rambla"que acompanha o Rio Negro chega-se a Villa Soriano, a cidade mais antiga do Uruguai. No passeio pelo rio se ve construções históricas como o Clube Praga (uma homenagem aos imigrantes tchecos) e o Castelo Mauá, erguido em 1857 por Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá. Por tudo que lí sobre Mercedes, em breve pretendo conhece-la.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Direto de Montevidéu
Quem passa pela Rambla já se acostumou com os navios fundeados aguardando para atracar no porto de Montevidéu. Hoje, por exemplo, contei doze navios. Há um tempo atrás não se via esse movimento todo. Nos últimos cinco anos houve uma profunda mudança nas relações comerciais do Uruguai. As exportações dobraram e mudaram de direção. O que antes era vendido para a Comunidade Européia hoje é exportado para o BRIC (Brasil/Rússia/India e China). O Brasil continua sendo o principal destino das exportações do Uruguai. Passou de 580 US$ milhões em 2006, para 1,6 US$ bilhões em 2011. Entre os principais produtos de exportação, estão: carne, cereais, soja, leite e madeira.
sexta-feira, janeiro 13, 2012
Concurso Mercosul
Na próxima segunda-feira, em Montevidéu, vamos estar concluindo mais uma etapa do Concurso Mercosul. Talvez essa seja a fase mais difícil e trabalhosa. Junto com os nossos parceiros vamos julgar 51 trabalhos de pesquisa em eficiência energética e energia renovável vindos dos quatro países do Mercosul. Estamos chegando ao fim dessa experiência única, pelo pioneirismo e pelo desafio de motivar o mundo acadêmico de se envolver com um tema universal e fundamental para a humanidade. Foram meses de dedicação e de preocupação. Depois das monografias julgadas, falta publicar o livro com os trabalhos selecionados e realizar a premiação dos alunos e seus orientadores. Com o aprendizado que tivemos, o Concurso Mercosul/2012 será bem mais tranquilo ..... pelo menos é o que se espera.
quinta-feira, janeiro 12, 2012
Enquanto isso na Espanha
Enquanto astros do futebol espanhol como Pep Guardiola, Messi, Xavi e Cristiano Ronaldo (português mas jogador do Real Madri) brilhavam na festa da Fifa, em Zurich, .........na Espanha a crise criada e alimentada por equívocos políticos leva 11 mil famílias a perderem suas casas por falta de pagamento. Tirando problemas de saúde não há desgraça maior do que perder a moradia. Como diz um ditado popular que "desgraça pouca é bobagem", na Espanha a lei determina que além de perder a casa, o comprador continua comprometido com a hipoteca. Claro que não é o caso das celebridades citadas no início do meu comentário, mas foi uma decisão politica, adotada para dar garantias aos bancos, que ameaça boa parte dos espanhóis. É uma crise anunciada, sem saída!
quarta-feira, janeiro 11, 2012
A diferença do futebol prá política
Para um jogador se dar bem no futebol, precisa ser bom. Claro, que como tudo tem suas excessões. Ontem a noite reconfirmei esse meu entendimento assistindo a premiação da Fifa. Na relação dos melhores jogadores: Messi, Cristiano Ronaldo e Xavi. Só craque. Gol mais bonito de 2011, o de Neymar contra o Flamengo. Um golaço. O melhor técnico, Pep Guardiola, do Barcelona. E assim foram sendo agraciados os melhores do ano sem qualquer surpresa. No entanto, já na política não se aplica essa regra. Lá, infelizmente, quem se destaca não são os melhores. Vira celebridade, justamente aqueles envolvidos em fraudes e falcatruas. Claro, que como no futebol, tem também suas excessões........
terça-feira, janeiro 10, 2012
O muro de Berlim e o projeto na Rocinha
Não sei porque depois que falei da Alemanha e de muro, me veio a cabeça comentar sobre o muro de Berlim. Ao pesquisar sobre o material que guardo encontrei um artigo (já amarelado), de Márcio Miranda Alves, jornalista e doutor em literatura pela USP. Segundo ele, uma pesquisa feita pela Universidade Livre de Berlim, durante as comemorações dos vinte anos da queda do muro de Berlim, mostrou que 12% dos habitantes da antiga Berlim Oriental gostariam que um novo muro fosse construído.....e afirmavam que antigamente era tudo melhor. Como não conheci Berlim dividida pelo muro, não posso opinar. Sei que preconceitos existem e saudosismos também. Se somados podem chegar até 12% da opinião pública, tanto em Berlim como aqui. Voces, por acaso, não se lembram do insano projeto de cercar a Rocinha com um muro? E não faz tanto tempo!
segunda-feira, janeiro 09, 2012
O muro invisível
Parece que a crise na Europa está cada vez mais distante de uma solução. No final de semana a Grécia foi palco de novas e grandes manifestacões contra a política econômica. O remédio aplicado é amargo, a dose exagerada e o paciente dá sinais de impaciência. Com o balanço de final de ano mostrando crescimento na Alemanha e resultados prá lá de pífios nos demais países, cresce a incerteza quanto ao futuro da União Européia. Alguns governos, pressionados pelo baixo desempenho de suas economias, começam a suspeitar de que "um muro invisível" foi construiudo para proteger a Alemanha da crise. No meu entendimento, fundamentos que não se sustentam. A Alemanha sempre teve um setor industrial com tecnologia de ponta, que torna seus produtos competitivos num mercado cada vez mais globalizado. E foi por isso que sua economia cresceu, mesmo com a crise do euro. Acho que o esforço da primeira ministra Angela Merkel de manter o bloco unido é sincero e estratégico. Não me parece que há um muro invisível a proteger a Alemanha. O país já foi dividido por 28 anos por um muro e as lembranças não foram boas para alemães e europeus.
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Muitos carros ... poucas ruas ... e péssimas estradas
Ontem comentei sobre a venda de carros em Santa Catarina. Em 2011 foram mais de 170 mil unidades vendidas. Na média 500 carros por dia. O crescimento foi bem acima da média nacional. Portanto, nossas ruas e estradas (que são as mesmas de sempre), já saturadas e mal conservadas, foram premiadas com uma considerável frota adicional de carros para agravar ainda mais a nossa (falta) mobilidade urbana.
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Ano Novo ..... velhos problemas (Parte III)
Não foi só a chuva a causa dos grandes engarrafamentos verificados no final do ano em Florianópolis e arredores. Não dá também para atribuir aos turistas que nos visitam o caos que se estabeleceu. Aliás, nossos comentários sobre o esgotamento do sistema viário vem de longe. O que aconteceu no final do ano é o somatório de velhos problemas ainda não resolvidos. Portanto, não se desesperem: no ano que vem será bem pior! E, por favor, não atribuam o meu honesto comentário a quem quer o pior para a cidade (como alguns costumam fazer). Longe disso: apenas acompanho o visível descompasso entre o crescente aumento da frota automativa e a rede viária disponível. E olhem que não precisa de muito conhecimento para chegar a esta conclusão. Basta ler com atenção o que sai nos jornais. Por exemplo, manchete de hoje no DC: Santa Catarina emplaca 500 novos carros por dia. O que significa dizer que no ano passado, nossas velhas estradas e ruas receberam cerca de 200 mil carros a mais. Só por curiosidade: voce se lembra de quantas novas ruas e estradas foram implantadas nos últimos anos?
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Ano Novo ..... velhos problemas (parte II)
No dia 20 de dezembro comentei no blog sobre o Natal em casa dos soldados americanos que estavam no Iraque. O novo ano mal começou e já se fala numa nova ofensiva militar americana na região. Agora o motivo da tensão está no estreito de Hormuz, por onde passa boa parte da produção de petróleo do mundo. O risco de uma nova guerra aumenta por outros dois motivos: o cerco comercial que os países da UE estão impondo ao Irã e a proximidade das eleições presidenciais nos EUA. No primeiro caso trata-se da velha preocupação com o projeto nuclear iraniano e da ameaça de chegar a fabricação da bomba atômica. Quanto as eleições sabemos do poder da indústria bélica dos EUA e seu papel num processo eleitoral dessa envergadura. Sempre é bom lembrar que na Guerra do Iraque trilhões de dólares irrigaram o setor. Portanto seu tradicional lobby já deve estar se articulando para que um novo conflito se estaleça. Em paralelo, o Congresso, controlado por republicanos e fiel aos compromissos com Israel, também é determinante numa eventual declaração de guerra. Começamos o Ano Novo com os velhos problemas. O que nos resta é torcer para que a crescente vontade da opinião pública contra novos conflitos prevaleça. O presidente Obama tem dado sinais de que não deseja entrar numa nova guerra. Talvez esteja aí a novidade: a sociedade civil se aproximar de um projeto pacificador e apoiar um presidente que assuma publicamente compromissos com a paz. Se esta combinação der resultado nas urnas - podemos comemorar 2012!
terça-feira, janeiro 03, 2012
Ano Novo ...... velhos problemas
Passadas as festas de final de ano volta tudo ao normal. Engarrafamentos, obras inacabadas, recursos desviados e morte nas estradas e nas enchentes. No final de semana do Natal até o domingo passado morreram nas ESTRADAS BRASILEIRAS 460 pessoas. No Rio e em Minas as chuvas também deixaram mortos e desabrigados. Nada diferente do que ocorreu no passado. O inacreditável é que até hoje os atingidos pelas enchentes do ano passado no Rio aguardam pelas obras prometidas. Uma vergonha! Em SC a BR 101, tanto para o sul como para o norte, dá sinais de esgotamento. Para utilizá-la só com muita paciência. Cada ano que passa as filas aumentam. Dia 2, no final da tarde, para percorrer os 15 km que separam o pedágio de Tijucas até Itapema, minha filha levou duas horas. E o que nos espera no próximo ano ? Querem saber: com certeza uma situação bem mais caótica que a atual. Lembrem-se só este ano foram 3 milhões de carros a mais rodando pelas precárias ESTRADAS BRASILEIRAS!
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