quinta-feira, fevereiro 04, 2010

E os combustíveis, que não param de subir...

Dentre as manias que tenho, uma é a de me manifestar/protestar quando situações que visivelmente incomodam a sociedade, não são devidamente esclarecidas pelos responsáveis. O pedágio é uma delas. Já cansei de falar sobre ele. Agora mesmo nesse final de semana, voltei a me sentir um otário. Toda a vez que pago pedágio numa estrada inacabada, como é o trecho sul da BR 101, ou em estradas que não foram duplicadas, como o trecho Porto Alegre/Rio Grande, o sentimento de estar sendo lesado é muito grande.

Agora a novidade é o aumento dos combustíveis. Uma das explicações que deram para o aumento da gasolina é porque reduziram o percentual de álcool na mistura. Poupem-nos, ou então devolvam o dinheiro cobrado a mais quando passou de 20% para 25% a mistura do álcool na gasolina. Como sei que vão ficar calados, e que já pensam até em importar álcool, fico em dúvida se vale a pena comentar a dimensão do estrago que os usineiros estão fazendo ao priorizar a produção de açúcar para o mercado internacional.

A referência e o reconhecimento da tecnologia flex desenvolvida pelo Brasil, inédita no mundo, pode ficar com sua imagem prejudicada em razão do etanol tornar-se um combustível caro e desvantajoso em relação à gasolina. O consumo nacional é de quase 20 bilhões de litros por ano. Só esse mercado já é uma garantia para os produtores. O que não pode acontecer e o governo aceitar, são os usineiros de olho no lucro fácil em razão do preço internacional do açúcar, prejudicar um programa nacional mundialmente reconhecido.

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