segunda-feira, agosto 20, 2018

O sol nasceu para todos: a energia elétrica fotovoltaica também


A semana começou cedo. Na segunda-feira, 20, o sol ainda não tinha aparecido e já estávamos falando nele. Foi num café da manhã a convite do Padre Vilson Groh do IGV, que recebia na sua paróquia Dom Pedro Zilli, bispo da diocese de Bafatá, em Guiné-Bissau.

O motivo do encontro: parcerias para soluções energéticas na África. Em Guiné Bissau, a energia solar tem tudo para ser a principal fonte de energia do país. No entanto, ainda falta muito à fazer. A ideia acordada foi a de se começar pelo conhecimento. Formar mão de obra especializada na instalação e manutenção de sistemas fotovoltaicos. 

Para isso o próximo encontro vai ser com o reitor da UFSC, Ubaldo Balthazar, já que a universidade é reconhecida por sua expertise nessa área.

Na foto acima, da esquerda para a direita: Padre Vilson Groh (IGV), Mário Capela (IGV), Dom Pedro Zilli (Bispo de Bafatá) , Mauro Passos (Instituto IDEAL), Willian Narzetti (Associação Amigos da Guiné-Bissau) e Padre Mário da Silva (Associação Amigos da Guiné-Bissau).

E Lula só se fortalece

Na última sexta-feira, 17, o alvoroço pela manhã já era grande nas redes sociais. A ONU tinha pedido que o Estado Brasileiro assegurasse a Lula seus plenos direitos políticos. Em época de fake news, todo o cuidado com a informação deve ser observado. Foi o que fiz. No meio da tarde confirmada a notícia, atualizei o blog. À noite, no JN, a bomba do final de semana foi para o ar. Claro que tratada de outra forma, amenizando o impacto. 

Opiniões à parte, não resta dúvida que a imagem do Brasil aqui dentro e lá fora é a pior possível. Nossas instituições padecem de credibilidade e se consolida a percepção de uma grande armação (*). Se a estratégia de Lula está certa ou não, só o tempo vai dizer. Por enquanto, preso em Curitiba, tá ganhando de lavada do grupo de poderosos que o colocou lá.

Como não podia ser diferente, ministros do STF declararam ao Painel da FSP que a declaração não tem qualquer efeito vinculante. No entanto, eles sabem o tamanho do estrago causado pelo constrangimento criado pela ONU. Como também sabem dos questionamentos internacionais que virão, se Lula ficar de fora do processo eleitoral. Um péssimo inicio de mandato para um novo presidente. Aparentemente, parcela dos que apoiam essa crise não está preocupada com isso. 

(*) Fizeram de tudo para prender Lula. Só que pegaram o caso errado.  Sempre souberam que o apartamento do Guarujá nunca foi do Lula. Só que agora não dá para voltar atrás. E a frágil versão do delator, não se sustenta mais. 

sexta-feira, agosto 17, 2018

Eleições 2018: que semana

Quem tem história, tem voto para contar. Embora o comentário seja antigo, a má pratica politica se encarregou de enterrá-lo.  O que temos agora são candidatos que se apresentam do nada. Sem passado e sem história. Antes de votar pense nisso. Não vote em quem não tem história para contar.  

A constatação faz parte da nossa dura realidade. Olhem só para a lista que foi publicada essa semana: entre os 13 candidatos ao Planalto, pouco se sabe sobre o que fizeram pelo país. E menos ainda se sabe sobre o que farão.

Por outro lado, na última quarta-feira, em Brasília,  uma multidão de manifestantes favoráveis a Lula, se reuniu em frente ao Supremo Tribunal Federal para registrar a candidatura do ex-presidente. O mais conhecido dos candidatos, que lidera todas as pesquisas, mesmo preso - foi o nome da semana. 

Mesmo sem poder se manifestar, Lula tem mais voto que todos os outros juntos. E as pesquisas mostram isso. Se vão deixar seus votos chegarem até as urnas - é uma outra história. 

PS - Que semana, Alckmin esteve depondo no MP/SP sobre improbidade administrativa. O motivo: delatores da Odebrecht dizem que ele recebeu 10 milhões nas campanhas de 2010 e 2014. O seu registro  está assegurado. Um outro delator, Léo Pinheiro, sem apresentar as provas, disse que o apartamento no Guarujá é de Lula. Quanto ao registro de Lula .....


ATUALIZANDO - A semana ainda não tinha terminado e as redes sociais já estavam bombando. O Comitê de Direitos Humanos da ONU tinha se pronunciado sobre Lula, determinando ao Estado Brasileiro que tomasse todas as medidas necessárias "para que Lula desfrute e exercite seus direitos políticos". Os que não querem Lula concorrendo, vão dizer que a ONU não tem nada com isso. No que eu concordo. Agora, independente do que eu acho esses senhores sabem o que fizeram. E o que fizeram tem prejudicado nossa imagem lá fora, pondo sob suspeição nossas instituições. 
 




terça-feira, agosto 14, 2018

Eleições 2018: faltam motivação e informação

Como não assisti ao primeiro debate dos presidenciáveis, que não contou com a participação daquele que lidera todas as pesquisas, tenho procurado saber a opinião de pessoas comprometidas com o tema. 

Flávio Tavares, jornalista e escritor, embora muitas vezes cético com o rumo da nossa jovem democracia, é uma referência para mim. Sobre o primeiro debate, seu comentário é que "nada se debateu". E o que vem por aí, é como se o futuro não existisse. Os grandes temas vão passar ao largo, como se estivéssemos no melhor dos mundos.

Nada foi dito sobre a degradação do meio ambiente, comenta Flávio. Tema central de qualquer país desenvolvido, já que une ciência e política. Quem esperava ouvir dos candidatos que se apresentaram no debate uma atenção especial com o tema se frustou. 

Quem queria ouvir sobre o flagelo do desemprego, que atinge milhões de brasileiros, também se frustou. Apesar da demagogia com que alguns trataram o assunto, prometendo criar empregos em larga escala, ninguém indicou os caminhos para se chegar ao pleno emprego.

Para Flávio, como sempre, promessas não faltaram: até Ciro Gomes prometeu "tirar do SPC todos os devedores", numa iniciativa esdrúxula e demagógica, em busca do voto dos endividados...

Em resumo: o debate em nada ajudou o eleitor.  E nem o candidato. Que pobreza. 


Ao lado, cópia do meu primeiro material de campanha. Ano de 1990, candidato a deputado estadual pelo PT. O mote da campanha, a defesa do meio ambiente. Compromisso que até hoje carrego comigo. No verso desse singelo material, uma preocupação: a valorização do voto. A necessidade de conhecer melhor os candidatos e avaliar com cuidado seu passado, seus compromissos e sua prática. Já dizia naquela época: "É possível, sim, através do voto, varrer esta sujeira que há anos domina a política do país e nos enche de vergonha". 

Quase trinta anos se passaram. Não vejo nenhuma mudança. E se teve foi para pior. Infelizmente, regredimos.

segunda-feira, agosto 13, 2018

Eleições 2018: está chegando a hora

Agora com o processo na rua, muita coisa vai acontecer até o resultado final das eleições/2018. O primeiro debate, sem a presença daquele que lidera todas as pesquisas,  que não assisti por estar fora, pelo que soube não trouxe nenhuma novidade. As propostas para enfrentar os principais problemas do Brasil, que o povo conhece melhor do que ninguém, por sentir na própria pele, não foram devidamente abordadas pelos candidatos.

Com a falta de um programa de governo e sem saber como os candidatos irão implantá-lo, não há como o eleitor votar conscientemente. No meio dessa dificuldade toda para identificar a melhor escolha,  surgem as pesquisas, as fake news e marqueteiros sem muito compromisso com a ética.  Numa hora dessas, esperar muito da sociedade me parece um pouco fora da realidade.

Sem querer aliviar a responsabilidade do eleitor com o seu voto,  não dá para desconsiderar o buraco que estamos metidos. A desigualdade social no Brasil: só aumentou. E, por consequência, as oportunidades de trabalho também. Enquanto essa situação não se resolver, as possibilidades de um futuro melhor são remotas. Bons políticos não virão por obra do acaso, bons governos também. Preparem seus ouvidos: vamos ouvir falar muito em educação, segurança e saúde. Não se impressione. Faz parte da guerra pelo voto. Depois passa.

PS - Segundo Drauzio Varella (FSP, 5/8):

1 - "Num sistema burocratizado, em que apenas R$2,00 de cada R$10,00 destinados à educação chegam às salas de aula, e somente 1 em cada 27 matriculados no ensino básico entra na universidade, represamos uma massa de despreparados para as exigências da economia moderna."

2 - "Em 1989, havia 90 mil presos no país. No fim deste ano, haverá 800 mil. Não sejamos estúpidos, não há dinheiro para encarcerar tanta gente".

3 - Segundo Drauzios, "A sociedade brasileira é, acima de tudo, irresponsável." Ao se referir a perda de controle do governo sobre educação, segurança e saúde. O brasileiro reclama dos políticos, mas esquece da responsabilidade que tem pelo voto que deu.  


sexta-feira, agosto 10, 2018

A energia do sol e do vento não tem limite



Ao longo desses 11 anos do Instituto IDEAL  já devo ter dito algo como "não há limite para a energia do sol e do vento", algumas vezes. Quando li o último estudo da Bloomberg NEF, publicado em 2/8, onde aparece  o gráfico acima, veio a confirmação: a  potência instalada da energia do sol e dos ventos chegava a casa dos 1000 GW. (*)

Agora o que poucos acreditavam, se confirma: é possível mover o mundo com fontes de energia renováveis.

Do total dos 1000 GW levantado pela mais conceituada empresa de risco do mundo, 54% da energia vem dos ventos e 46% vem do sol. Segundo o estudo da Bloomberg, a grande expansão dessas duas fontes se deu a partir de 2010 (vide gráfico acima). Os investimentos até o momento foram de 2,3 trilhões de dólares. E segundo a mesma fonte, de 2018 a 2022 estão previstos investimentos da ordem de hum trilhão de dólares.

(*) Só para efeito comparativo, 1000 GW (1TW) representa muitas vezes mais do que tudo que o Brasil tem de potência instalada até hoje (hidroelétrica, termoelétricas, nucleares, solar, eólica, biomassa...)