sexta-feira, fevereiro 23, 2018

Escolas solares: a caminhada continua

Depois de rodar quase 2000 km, voltar para casa é sempre muito bom. Ainda mais com a sensação de que a semente foi plantada e a ideia começa a ser incorporada. Um breve resumo dessa maratona se faz necessário como registro histórico, de um projeto sustentável e educativo, de como incorporar nas escolas a energia solar.  Desafios que  começam pelo Brasil, já fazem parte do DNA do IDEAL. Quem sabe "escolares solares" não se transforme num programa para a América Latina.

Longe de ser um sonho, os primeiros passos mostram a viabilidade dessa iniciativa. Foi assim em Panambi, com a boa acolhida por parte do  prefeito Daniel Hinnah. A mesma receptividade percebi na cerimônia de entrega do Selo Solar para a diretora da Escola Estadual José Luchese, no município de Lagoa Bonita do Sul. A cerimônia contou com a presença do governador José Ivo Sartori e do secretário de Educação, Ronald Krummenauer. O encontro se deu no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul. (foto acima: assessoria de comunicação/ governo RS)

No meu retorno, uma rápida parada em Imbituba. Na reunião com o prefeito Rosenvaldo Júnior, definimos que será em março ou início de abril a data do lançamento da primeira usina solar municipal. Um projeto ambicioso, inovador e pioneiro, que estamos propondo para Imbituba.

quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Selo Solar no Palácio Piratini


Um dia a mais na caminhada do IDEAL e na consolidação do Selo Solar. Na quarta-feira à tarde, depois de retornarmos de Panambi, no Palácio Piratini, com a presença do governador José Ivo Sartori, do secretário da Educação e da diretora da Escola José Luchese, de Lagoa Bonita do Sul, participamos da cerimônia de entrega do Selo Solar para a primeira escola pública do Brasil. (*)

(*) Podem haver outras escolas, mas não solicitaram o Selo Solar. O Selo Solar foi criado pelo Instituto IDEAL, como forma de reconhecimento a todos que incorporam a energia solar nas suas vidas. No site do instituto está disponível o que fazer para requerer. São parceiros do IDEAL nessa iniciativa: a Cooperação Brasil/Alemanha (GIZ e KFW), CCEE e WWF.

terça-feira, fevereiro 20, 2018

" Se não dão a gente pega"

A frase acima, "Se não dão a gente pega", atribuída ao juiz Sérgio Moro, para justificar o auxílio-moradia que recebe, só não virou samba enredo de escola de samba porque não deu tempo. No ano que vem, se o Rio estiver livre da intervenção, vai estar na Sapucaí.

Que país estranho esse nosso. Ontem a foto que mais chamou atenção na mídia impressa, foi uma que aparece Crivella, Temer, Pezão e Moreira Franco, conversando com o interventor, o general Braga Netto. Justamente por se tratar de um assunto relevante, esperava encontrar na matéria conteúdo. Afinal, os que ali estavam, de forma direta ou indireta, todos sabem melhor do que ninguém o que fizeram com o Rio de Janeiro. Infelizmente, a matéria pouco esclarece. A impressão que dá é que não sabem o que fazer com  o Rio.

Longe dali, em  Panambi,  no interior do Rio Grande do Sul, onde me encontro, sem desemprego e nem violência, todos sabem o que fazer nos próximos meses: colher a soja e começar a preparar a terra para a próxima cultura. Com boa insolação e terra fértil, a cidade não tem do que reclamar. Nas suas imediações uma usina solar demonstra o compromisso com a inovação da região. (foto abaixo)


Para quem conhece, até o pé do butiá mostra o seu vigor. Os frutos chamam atenção pelo tamanho.




Panambi se formou pela mão  dos imigrantes. Pela ordem: alemães, italianos e holandeses. A cidade mostra bem a presença desses povos: nas casas,  igrejas e praças.


segunda-feira, fevereiro 19, 2018

O Rio de Janeiro deTemer e Pezão


                               (Foto: Fátima Meira, Futura Press,Estadão Conteúdo)

A distante, pacata e próspera cidade de Panambi, no Rio Grande do Sul, onde me encontro para colocar algumas possibilidades de uso para energia solar, me fez refletir sobre o Brasil que se despedaça a cada dia. Longe dos principais fatos da semana que ocorreram no Rio de Janeiro, o resultado do Carnaval, e a intervenção federal na sexta-feira, Panambi é um outro Brasil.

O Rio, nossa vitrine no exterior, agoniza. A antiga "cidade maravilhosa", foi saqueada. E quem acabou com o Rio foi a "elite governante", em parceria com a Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado e o MP/RJ. Alguns por omissão, outros por conveniência politica e muitos pelo desejo de ficarem ricos através de uma corrupção sem limites.

Pela primeira vez, de forma tão explicita, o retrato da podridão que se estabeleceu no Rio foi para a avenida em forma de samba enredo das escolas. Não foi por acaso que a campeã e vice-campeã do Carnaval carioca em 2018, Beija-Flor e a Paraíso do Tuiuti, venceram pelo forte componente politico dos dois desfiles.

O que sempre foi visto como palco da alegria e da alienação, se transformou num espaço de reflexão social e politica. Nas arquibancadas da Sapucaí e nas redes sociais, o povo entendeu perfeitamente o recado e aplaudiu. Afinal, "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu". Todos perceberam o recado do samba enredo. Até mesmo aqueles que um dia foram usados e se empolgaram batendo suas panelas. 

Na sexta-feira, o Rio novamente virou notícia. Dessa vez submeteram a cidade, que um dia foi maravilhosa, a um novo constrangimento: a intervenção federal. A decretação da falência moral, politica, econômica e social, do segundo estado mais importante do país. O anúncio parecia um velório. Temer e Pezão, na foto acima, confirmam minhas palavras. Talvez, o mal estar geral que tomou da conta da cerimônia se deva ao fato que boa parte dos presentes sabe melhor do que ninguém as  causas da falência do Rio de Janeiro. E o que é pior: conhecem bem os  responsáveis. 

PS - O que se espera dessa intervenção no Rio, pouco se sabe. E muito menos, sobre os reais motivos que estão por trás dessa decisão. O risco que se corre de ser mais um jogo politico,  é grande.    

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

O Carnaval passou, mas a "Fake news" ficou

Carnaval agora, só daqui um ano. Já as notícias falsas estão soltas por aí, espalhadas nas redes sociais, confundindo muita gente. Em 2018, ano de eleição, vai ser um salve-se quem puder. O desconhecido, por ser desconhecido, gera uma insegurança muito grande. Ainda mais sabendo que basta um clique, para milhões de pessoas multiplicarem uma notícia: que pode ser falsa. Muitas vezes por maldade, interesse comercial, jogo politico, constrangimento público ou por ser alguém sem noção. O que antes era um fato sem muita consequência, pelo pouco alcance que tinha, agora está disponível para uma multidão. Só no Brasil são mais de 100 milhões de pessoas. Uma arma.

Nos EUA, todos sabem e reconhecem o papel que teve a "Fake news" no último resultado eleitoral. O próprio Bush, duas vezes presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, o mesmo de Trump, em recente entrevista, afirmou: "Há evidências claras da interferência russa na eleição de 2016". E foi além: "Nossa democracia só pode ser boa se as pessoas confiarem nos resultados". O que acabo de escrever foi uma declaração dada por Bush em Abu Dhabi, publicada na FSP, do dia 9. Uma declaração bombástica, já que Trump está sendo  investigado pelo FBI e corre o risco de passar por um processo de impeachment. No entanto, bem que poderia ser uma "Fake news" plantada nas redes sociais por qualquer um.

Só na semana passada, sem entrar no mérito se são verdadeiras ou não, foi possível identificar dezenas de notícias  que causaram grande embaraço as personagens envolvidas. Coisas do tipo: FHC apoia Huck e deixa Alckmin na estrada; Bolsonaro ameaça acabar com a Rocinha;  Gilmar Mendes faz criticas públicas à atitude da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lúcia; investigação contra Jucá leva 14 anos. Só nas mãos de Gilmar Mendes ficou cinco anos. O inquérito foi arquivado na semana passada; o jatinho do Huck custou 17 milhões, foi financiado pelo BNDES; o salário mínimo subiu R$17,00. Sessenta centavos por dia. Trinta centavos de manhã e trinta centavos à tarde. De noite, como o trabalhador está descansando, não ganha nada(*); o preço do petróleo no mercado internacional caiu 10%, e aqui a gasolina não para de subir; Moro defende o auxílio-moradia como forma de compensar o reajuste salarial; Moro, segundo as redes sociais, mora num apartamento próprio em Curitiba com mais de 250 metros quadrados.

(*) O salário mínimo de 2018, teve o menor reajuste dos últimos 24 anos: R$17,00. A informação é verdadeira. A observação que fiz  sobre o que representa no bolso do trabalhador, também.

PS - É muita informação. Não dá para acompanhar tudo que nos chega. Muito menos saber se o que recebemos é verdade ou mentira.  Depois do Carnaval, quem vai para a rua são os políticos atrás de voto. As redes sociais vão ser tomadas por notícias que geram desconfiança. Não há o que fazer. Da minha parte, como não consigo me programar para um ano sabático, vou aproveitar o resto da semana para fazer "dias de reflexão". Quero distância do noticiário inconsequente e sem conteúdo algum. Precisamos nos preparar mais para entender melhor os desafios que estão a caminho. Que aliás, não são poucos e muito menos pequenos. Volto na semana que vem.

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

"Fake news": nem o Carnaval escapa

Provavelmente você já ouviu falar em "fake news". E assim como eu, ficou sem entender muita coisa. A tradução dessa expressão, está muito próxima de uma notícia falsa. Só que o estrago é bem maior. A novidade, que habita as redes sociais cada dia com mais intensidade, está preocupando muita gente. Alguns atribuem a paternidade dessa criatura ao Facebook. O que também não surpreenderia, é se tal afirmativa fosse também uma "fake news". Enfim, resumindo: nesse mundo virtual tudo é possível. Imaginem o poder de um Facebook, que reúne hoje 2 bilhões de usuários, alimentando sua rede com notícias falsas. (*)

Se não faço parte do Facebook e não entendo de "fake news", porque então comentar esse assunto em plena semana de Carnaval. A motivação está justamente no Carnaval. Sem conhecerem de perto o Carnaval de rua, que cresce a cada ano, os incomodados ocupam as redes sociais para detonar a mais democrática e popular das nossas festas. Para eles, os foliões não passam de desocupados, que bebem, se drogam e ocupam as ruas e praças das cidades sem respeitar os outros. Não é o que sinto e nem o que eu vejo. Portanto, até o Carnaval virou alvo de notícias falsas.

Foto 1

Foto 2

                                                        Foto 3
              
Domingo de Carnaval em Santo Antônio de Lisboa, na Ilha de Santa Catarina. Lugar para conversar com os amigos  tomando uma cerveja (foto 1). Ou para sentar na sombra e descansar (foto 2). Para depois acompanhar o trio elétrico com toda a energia e se divertir com segurança (foto 3). As fotos, falam por si. Retratam o clima de um carnaval de bairro que se consolida a cada ano. A noite, uma multidão brincava em paz no centro histórico da pequena vila açoriana. Não soube de nenhum incidente.

(*) Nunca me entusiasmei com o Facebook. Embora reconheça sua penetração. Dois bilhões de usuários, sem dúvida, fazem do Facebook a maior rede social do planeta. No entanto, não dá para compactuar com a crescente presença de "fake news" no sistema. Sem um controle mínimo sobre o conteúdo do que circula, o que hoje é um instrumente da inovação nos meios de comunicação, amanhã pode se tornar uma ameaça à civilização.