quinta-feira, maio 06, 2010

Conversa de taxista - Parte I

Rio de Janeiro, sábado pela manhã, o sol aparecendo, as primeiras pessoas se movimentando, a praia ainda vazia e um taxista bem humorado. Feliz com a vida, trânsito livre e boa conversa. Fomos conversando do Leblon ao aeroporto. Por onde passava mostrava as melhorias da cidade. Que venha a COPA dizia ele, já estamos prontos. Talvez achando que eu fosse da FIFA, não parava de ressaltar as belezas e as melhorias da cidade: "nunca o Rio esteve tão bem. Os números não mentem doutor: no Carnaval nossos hotéis estavam com taxa de ocupação de 95% e a taxa média anual é de 70%. Não sou eu que tô dizendo, doutor, são os homens."

A maré positiva do Rio, com o turismo em alta, com a Copa de 2014, a Olimpíada de 2016, a Copa das Confederações, os Jogos Militares Mundiais e a Olimpíada Gay, vão dar ao Rio, nessa década, uma condição de visibilidade global única. Para receber esses eventos a cidade vai passar a sua rede hoteleira de 28 mil leitos para 36 mil leitos. Os desafios do Rio, no entanto, são muitos. E as autoridades precisam estar conscientes disso. Não faz um mês que o Rio inundado pelas chuvas chorava suas mortes. O próprio taxista não deixou de comentar sua perplexidade diante das águas que tomaram conta das avenidas que margeiam a Lagoa Rodrigo de Freitas, uma das regiões mais valorizadas do Rio: "doutor, isso aqui era tudo água."

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