Na semana que o criador do site Wilileaks, Julian Assenge, se entregou a polícia o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, encaminhou projeto para regular a internet. Preocupado com sites que atentem contra bons costumes e os poderes públicos, Chávez estendeu à internet restrições já existentes em jornais, TV's e rádios. A proposta encaminhada a Assembléia Nacional, prevê:
- sanções para os provedores de internet;
- punição para quem atingir autoridades legitimamente constituídas;
- punição aos que manipularem as informações;
- e a criação de mecanismos para restringir o acesso a portais com contéudos de violência, sexo..
Com todo respeito as diversas opiniões sobre o tema, prefiro sempre conviver com a plena liberdade de imprensa. Ter direito sobre as informações, responsabilidade sobre elas e discernimento para interpretá-las. Aliás foi graças ao site WikiLeaks, por exemplo, que ficamos sabendo como estava certa a posição do Brasil em relação ao golpe de Honduras. Se havia dúvidas na época, hoje não existem mais. Elio Gaspari, o sempre atento jornalista, comenta na sua coluna o telegrama divulgado pelo site WikiLeaks enviado pelo embaixador americano em Tegucigalpa, Hugo Llorens, a Washington, três semanas depois da deposição do presidente Manuel Zelaya: "Na visão da embaixada, os militares, a Corte Suprema e o Congresso armaram um golpe ilegal e inconstitutional contra o Poder Executivo", registra o embaixador americano. Tanto assim que, inicialmente, as posições do Brasil e dos EUA eram as mesmas em relação ao ocorrido em Honduras. Depois Washington mudou sua posição e o governo brasileiro ficou sozinho. Agora, graças ao polêmico site, ficamos sabendo um pouco mais sobre o golpe e a coerente conduta da diplomacia brasileira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário