Em apenas duas semanas de governo já deu para ver que um novo estilo se estabeleceu no Planalto. Dilma fala quando necessário, exige dos seus ministros compromisso com o horário e se fez presente na tragédia do Rio. Lá, inclusive, teve o cuidado de aguardar a chegada do governador Sérgio Cabral que estava fora do país. Deixou claro para o PMDB que não aceita a "faca no pescoço". Sinto que teve que engolir alguns ministros. Não sei se por muito tempo. A presidente Dilma não é de passar a mão na cabeça de despreparados e "descuidados". Quem viver verá!
Flávio Tavares, jornalista e escritor gaúcho, conhece Dilma muito bem. Aproveito seus recentes comentários, logo após a posse, sobre o grande desafio que vai ter de conviver com ministros indicados pelas pressões que permeiam a nossa conhecida má prática politica (ZH, 2/1/2011):
" Engana-se, porém, quem pensa que Dilma venha ser na Presidência da República apenas um boneco de ventríloquo que fale e aja pela boca e mãos do mago maior...... Dilma foi sempre protagonista, mas criativa e com visão própria. Mocinha ainda, na luta armada contra a ditadura forjou seu primeiro ato político concreto..... Vindo da esquerda, conviveu com a direita e, ao final dos oito anos de Lula da Silva, era das poucas figuras no governo em condições de disputar uma eleição sem a pecha de escândalos."
"
Nenhum comentário:
Postar um comentário