quarta-feira, junho 05, 2013

Juros ALTOS - cresce a reclamação.


Enquanto os juros sobem, sobe também a desconfiança em relação a essa política adotada pelo governo. Ainda bem que não estou só. Vejam só o que eu acabo de ler:

- “Por que os bancos centrais aumentam as taxas de juros? Em português compreensível para civis mortais, pode-se dizer que o aumento dos juros se dá para reduzir a demanda da economia, ou seja, para que as pessoas moderem o consumo de bens e serviços. Assim, com a diminuição da demanda, tende a haver uma redução de preços e uma queda geral da inflação”.

Simples, não. Só que não é o nosso caso. Até por que: “Depois de sustentar o crescimento do PIB no ano passado, o consumo das famílias, segundo o IBGE, ficou praticamente estagnado no primeiro trimestre deste ano”.

-“Ora, se não há crescimento do consumo, é lógico concluir que a inflação não está sendo alimentada por esse consumo. E que também não haveria necessidade de elevar os juros para conter uma demanda que já é pífia”.

A observação está corretíssima. Elevar os juros no momento só vai dificultar o nosso crescimento.

-“Expliquem-se como quiserem os economistas de bancos e analistas do setor financeiro, que defendem a alta da Selic. Publiquem fórmulas, invoquem a necessidade de atuar sobre expectativas, mas nem a famosa velhinha de Taubaté vai acreditar que faz sentido elevar juros num momento conjuntural de PIB estagnado e de consumo e preços em queda”.

Sem dúvida. Não dá para fazer da taxa de juros a política de combate a inflação nesse momento. O risco é grande e os benefícios pífios. Juros altos atendem apenas os interesses dos setores financeiros e o que é pior inibem os investimentos produtivos.

PS- em itálico as observações de Benjamin Steinbruch, diretor presidente da CSN. (FSP 4/6)

 

   

 

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