Fazia um bom tempo que não ia a Brasília. A cidade está um
verdadeiro canteiro de obra. O ritmo acelerado se justifica: Brasília vai
sediar a abertura da Copa das Confederações. Para muitos, o preço do amanhã não
se justifica. Embora o cuidado com o dinheiro, seja público ou privado, sempre
me acompanhou, sou daqueles que defendo a Copa aqui no Brasil e a necessidade
de investirmos nos estádios e nas cidades sedes que receberão os jogos.
Mas não foi para falar da Copa o título do meu comentário de
hoje. E sim da Brasília que todos conhecemos: a da política e do poder. O que
senti no ar não foi à secura de sempre. O que chamou a atenção foi à impureza
do ar que se respira nas cercanias da Praça dos Três Poderes. O alto preço que
a “base de apoio” vem impondo a presidenta Dilma dentro do Congresso só
confirma o que já sabemos, na política: o amanhã é 2014!
Os movimentos daqui para frente precisam ser muito bem
avaliados. Do outro lado da rua os interesses “dos aliados” modificam-se de
acordo com os índices de pesquisa da corrida presidencial, de uma emenda preterida
ou de uma indicação a cargo não atendida. Dilma, a partir de agora é a
principal protagonista de um jogo que não gosta de jogar. Para ela o preço do
amanhã vai ser muito alto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário