segunda-feira, junho 10, 2013

O preço do amanhã


Fazia um bom tempo que não ia a Brasília. A cidade está um verdadeiro canteiro de obra. O ritmo acelerado se justifica: Brasília vai sediar a abertura da Copa das Confederações. Para muitos, o preço do amanhã não se justifica. Embora o cuidado com o dinheiro, seja público ou privado, sempre me acompanhou, sou daqueles que defendo a Copa aqui no Brasil e a necessidade de investirmos nos estádios e nas cidades sedes que receberão os jogos.

Mas não foi para falar da Copa o título do meu comentário de hoje. E sim da Brasília que todos conhecemos: a da política e do poder. O que senti no ar não foi à secura de sempre. O que chamou a atenção foi à impureza do ar que se respira nas cercanias da Praça dos Três Poderes. O alto preço que a “base de apoio” vem impondo a presidenta Dilma dentro do Congresso só confirma o que já sabemos, na política: o amanhã é 2014!

Os movimentos daqui para frente precisam ser muito bem avaliados. Do outro lado da rua os interesses “dos aliados” modificam-se de acordo com os índices de pesquisa da corrida presidencial, de uma emenda preterida ou de uma indicação a cargo não atendida. Dilma, a partir de agora é a principal protagonista de um jogo que não gosta de jogar. Para ela o preço do amanhã vai ser muito alto.

 

   

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