A "revolução energética" - rumo a um futuro sustentável - que Howard Geller defende no seu livro, tem a ver com o uso racional de energia e um aumento considerável da participação das energias renováveis na matriz energética do planeta. Esse novo modelo de desenvolvimento - sustentável - deveria ser capaz de fornecer serviços adequados de energia para atender as demandas básicas da humanidade. Focado no desperdício "ZERO", e com forte participação de fontes renováveis de energia - 40% do total até 2050 e 80% até o final do século -, chegaríamos a sonhada "revolução energética".
Nada impossível para um mundo que tem tecnologia avançada e um enorme potencial natural de sol, vento e biomassa. Só o potencial que temos de energia solar é suficiente para atendermos toda a demanda do planeta além do ano de 2100 (Rogner, 2000). Quanto ao potencial eólico, ainda muito pouco explorado, só na região costeira, sem falar em off-shore, daria para produzir tudo que consumimos hoje. As inovações tecnológicas e a escala tem levado a uma considerável redução de preços. O custo de um sistema fotovoltaico que chegou a custar US$ 10 por watt/pico, hoje está na faixa dos US$ 2. No caso dos grande parques eólicos, os leilões praticados no Brasil, ficaram abaixo dos US$ 50/MWh. Os bons resultados desse segmento, fazem do Brasil o quarto maior investidor em energia eólica do planeta.
Então, por que não avançamos mais? A resposta que vejo - são barreiras que vem de vários setores que limitam e as vezes até impedem que a eficiência energética e as tecnologias de energia renovável progridam e conquistem sua fatia de mercado. O professor Howard as identificou em 2003. Doze anos se passaram, pouco mudou. Meu próximo comentário no blog é sobre - as barreiras!
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