quarta-feira, novembro 18, 2015

Horror e terror.

Nem sempre, horror e terror caminham juntos. Duas semanas atrás, por razões distintas e em locais distantes, o horror e o terror tinham algo em comum - a responsabilidade dos homens. Em Minas, o rompimento de duas barragem - levando morte e destruição ao meio ambiente - tem por trás a mão do homem. Em Paris, o atentado que deixou mais de uma centenas de mortos - também.

Tanto num caso quanto como no outro, as consequências são imprevisíveis ...e nada animadoras. A leitura que faço das notícias que chegam da Europa, infelizmente, são novos atentados e mais mortes. Não gosto da violência, de armas e tiros. No Congresso, minhas manifestações públicas sempre foram nessa direção. Quero distância da "bancada da bala". Lá também me envolvi com as mudanças no clima e com as agressões ao meio ambiente. Talvez, até por isso, me sinta mais a vontade para comentar o horror que foi o que ocorreu em Mariana, Minas Gerais.

A área devastada é muito grande. A lama que que já chegou no rio Doce é uma ameaça a saúde pública. Oito cidades estão sem água. O rio de doce, só tem o nome. Virou uma massa avermelhada carregada de rejeitos de minérios. Falam em 1 bilhão de reais para bancar a recuperação dos danos causados. Só que outras barragens estão em perigo. São centenas delas em Minas, com um único objetivo - reter rejeitos de mineradoras. Fico imaginando como foram projetadas e implantadas para essa "nobre função". Novamente por trás do horror de Mariana, aparece a responsabilidade do homem.

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