Paul Singer é um dos históricos do PT. Nasceu na Áustria, mas viveu sua vida em São Paulo. Professor da USP, publicou mais de 25 livros. É um dos poucos que está no governo desde 2003, à frente da Secretaria Nacional de Economia Solidária. Em recente entrevista ao DC, Singer não esconde suas frustações e desencantos com o governo. Reconhece que os efeitos imediatos são desastrosos, embora como economista ainda acredita em dias melhores.
Singer, que milita na economia solidária desde 1981, quando a Cáritas (entidade social ligada à Igreja Católica) trouxe para o Brasil como forma de organizar os desempregados - entende que ela é cada vez mais viável no momento atual. É na crise que a solidariedade aflora. Para ele, já deixou de ser um nicho há muito tempo. Exemplos como o do cooperativismo, cada vez mais forte no Brasil, ou da agricultura familiar - que alimenta o mercado interno - comprovam o quanto avançamos.
No mundo inteiro, os pequenos se organizam em cooperativas. Sejam elas de crédito, de pequenos agricultores e até de produtores de energia. E há uma razão para isso, nos ensina Singer:
"o pequeno produtor precisa se organizar, ele compra e vende, como qualquer atividade econômica. A única saída que ele tem é se organizar politicamente. Um pequeno produtor é zero. Agora, 5 mil pequenos produtores não são zero, não".
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