O autor do artigo com o título acima, publicado na FSP de ontem, é o professor Cerqueira Leite. Com seus 84 anos bem vividos, o físico lúcido e antenado - novamente bota o dedo na ferida.
Diante da pobreza que nos cerca, fica o registro:
No começo desta ultima crise econômica mundial, o presidente Barack Obama declarou, e repetiu recentemente, que a saída para os EUA seria por meio da inovação, da pesquisa, da ciência e tecnologia.
O Reino Unido optou pela mesma solução, não reduzindo investimentos em pesquisas. Também o Japão e a Coreia do Sul acentuaram seus apoios à ciência e à tecnologia.
A China, com a redução de suas taxas de crescimento e perspectivas pouco otimistas para o futuro próximo, acaba de anunciar que aumentara em 40% o investimento em ciência fundamental e em 35% em ciência aplicada.
Isso é mais do que natural, pois uma das mais importantes razões da perda de mercados, seja no setor agropecuário, seja no industrial, e mesmo na maioria dos setores de serviços, é a falta de competitividade, que só pode ser revertida com pesquisa em ciência e tecnologia.
A inovação é hoje uma consequência direta das atividades de pesquisa em ciência pura e aplicada. Pesquisa, obrigatoriamente, exige investimentos. Pois bem, na contramão da história e do bom senso, ou melhor, do senso comum, o governo brasileiro cortou 26% do orçamento da Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação para 2016.
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