No meio do tiroteio que virou a Lava Jato (tipo se colar colou), algumas manifestações públicas merecem registro. Como, por exemplo:
- a do ministro do Supremo, Teori Zavascki: "Causa espécie que o juízo, de quem se espera a mais restrita imparcialidade, verifique a existência de elementos que levem à materialidade e indícios de autoria de crimes graves, dele se utilizando para decretar a prisão preventiva....". Em 23/2, ao votar no habeas corpus de Renato Duque.
- a do ministro do Supremo Marco Aurélio Mello: "Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, de baixo de vara, o cidadão que resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado.....Nós, magistrados, não somos legisladores, não somos justiceiros. Não se avança atropelando regras básicas". Na sexta, dia 11, após a ação do juiz Sérgio Moro.
- a do ex-ministro da Justiça Tarso Genro: "O Ministério Público tem o direito de ouvir o presidente Lula, como já ouviu várias vezes, mas o que está ocorrendo é a afirmação de uma Constituição de fato, em que os direitos individuais começam a ser violados. Isso é perigoso para a democracia e pode comprometer a própria finalidade da Lava Jato. Se esses elementos forem apreciados por uma instância superior, todos os processos são anulados......O exemplo mais claro são as delações premiadas. Deixar uma pessoa na prisão indefinidamente para ela falar é uma forma quase medieval de obter confissões." Em entrevista a FSP (6/3)
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